Por que voltas de que lei
Vem este sentir profundo
Por te saber como sei
Me sinto dona do mundo
Por que espada de que rei
Meu amor é fogo posto
És tanto de quanto amei
Que és tudo de quanto gosto
Por este amor que te tenho
Por ser assim como sou
És inferno donde venho
És o céu para onde vou
Por que voltas de que lei
És tudo de quanto gosto
Me perdi e me encontrei
Nas voltas que tem teu rosto
Por que voltas de que rei
Em meu peito teu desenho
És tanto de quanto amei
Que és todo o mundo que tenho
E de tão rica que estou
Nunca tão pobre fiquei
Por ser assim como sou
E te saber como sei
http://www.youtube.com/watch?v=-4315r2XpFQ&feature=related
terça-feira, dezembro 20, 2011
quarta-feira, novembro 30, 2011
Confesso que, apesar do hábito, por vezes se torna demasiado difícil escrever sentimentos, ou dores. Confesso que quase sempre as lágrimas ocupam este lugar, apagando o texto, deixando o sentido em branco, sem explicação, sem nexo ou solução, sem um mínimo de compreensão ou compaixão por tudo aquilo que queria tomar como verdade.
Confesso que muitas vezes tenho vergonha de mim, de ser, de existir, talvez por não encontrar nenhuma razão suficientemente válida para tal, e então corrijo os textos, apago todas as falsas esperanças, todas as palavras felizes "mal-formadas", todos os cínicos e superficiais pensamentos, apago tudo o queria sentir, mas oposto ao que realmente é...e a alma fica mais uma vez vazia, porque não consigo dizer-te o que sinto, o que penso, não sei se por não ter coragem, ou simplesmente por ter medo de aceitar como verdade o que me vai no mais infímo pensamento ou, simplesmente, porque não me compreendes!!!
Confesso que muitas vezes tenho vergonha de mim, de ser, de existir, talvez por não encontrar nenhuma razão suficientemente válida para tal, e então corrijo os textos, apago todas as falsas esperanças, todas as palavras felizes "mal-formadas", todos os cínicos e superficiais pensamentos, apago tudo o queria sentir, mas oposto ao que realmente é...e a alma fica mais uma vez vazia, porque não consigo dizer-te o que sinto, o que penso, não sei se por não ter coragem, ou simplesmente por ter medo de aceitar como verdade o que me vai no mais infímo pensamento ou, simplesmente, porque não me compreendes!!!
PORQUE A MINHA ESPERANÇA NÃO MORREU...
Para quê falar?
Se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada...
Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade
Um dia vai acabar...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não
Termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...
Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela
E veja: Eu sou o Sol...
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história
Não termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...
http://br.youtube.com/watch?v=8Xz1TcGkPNc
Se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada...
Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade
Um dia vai acabar...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não
Termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...
Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela
E veja: Eu sou o Sol...
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história
Não termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...
http://br.youtube.com/watch?v=8Xz1TcGkPNc
Dia após dia, reparto contigo o mesmo espaço... a mesma casa, o mesmo lar...
Adormeço e acordo a teu lado!
Olho no vazio dos teus olhos, quando estou somente contigo...
Vivo perdida e sinto-me SÓ!!!
Vivo com lágrimas e sinto-me PERDIDA!
POR FAVOR, ajuda-me e faz-me ACREDITAR...
Dá-me a tua mão, o teu olhar, o teu coração...
E faz-me sentir ...que a vida vale a pena e "I´M NOT LOST"
Adormeço e acordo a teu lado!
Olho no vazio dos teus olhos, quando estou somente contigo...
Vivo perdida e sinto-me SÓ!!!
Vivo com lágrimas e sinto-me PERDIDA!
POR FAVOR, ajuda-me e faz-me ACREDITAR...
Dá-me a tua mão, o teu olhar, o teu coração...
E faz-me sentir ...que a vida vale a pena e "I´M NOT LOST"
quinta-feira, novembro 03, 2011
Foi há pouco mais de oito horas que nos despedimos, já sem o forte abraço. O abraço que liga a antiga e a velha relação. Do prazer e da culpa. Do carinho e da angústia.
Que liga o doce e o amargo. O bom e o mau. E um beijo. Um beijo triste de consolação. E de falsa resignação de uma sombra que nos rodeia. Sempre.
Dormi sobre as nossas conversas. De ontem, de anteontem, de há muito tempo. Demais. Ou melhor, sobre as tuas suposições e desconfianças e dormi, acordei, uma vez mais sobressaltado, pensando nas minhas e nas tuas palavras, nos meus medos, nos teus, nas minhas divagações perante a o que fomos e o que somos.
Volto à carga, agora, com um raciocínio mais estruturado.
Há muito que tento evitar as conversas penosas e me recuso a cavar ainda mais o buraco em que, em tempos a nossa relação entrou.
Preferi antes de tudo, aproveitar o resto de memória límpida, feliz e tranquila que resta do que nós fomos e transportar essa energia para o presente, tirando partido, para nos proporcionar alguns momentos de felicidade, ainda que por muito instantânea que seja.
A verdade é que, como conversava há dias com um amigo divorciado, não há segundas oportunidades. Nem terceiras. Muitas mais existiram. Umas verdadeiras. Outras impulsionadas por um momento frágil e por um abraço forte ou um beijo que sempre tem o dom de nos unir. Por pouco tempo, é certo. Mas bom.
Hoje escrevo com um nó na alma, mas com uma certeza inolvidável de que jamais voltaremos a ser o que nos uniu. Certamente também não seremos melhores. Se a tua tolerância permitisse, a tua ânsia se resignasse, os teus impulsos parassem… quando muito… poderíamos ser… normais. Vulgares. Acomodaríamos os corpos (como em tempos já fizemos tão bem), apagaríamos pequenas fogueiras que os queimam por dentro e seríamos apenas um produto do tempo e do conforto fácil que já tantas vezes criticaste e que pessoalmente também discordo ao confrontar esses olhos amargurados.
Não vou pedir-te desculpa uma vez mais, não pretendo justificar erros que em tempo pretérito vincaram e moldaram o que (não) somos hoje.
Não vou justificar este abandono que pretendo levar em frente, porque a resposta está à vista. Não rimos, sorrimos de quando em vez. Não vivemos, fugimos da realidade quase sempre. Não construímos. Remendamos um pouco todos os dias, mas abrimos mais fendas simultaneamente. O futuro é hoje e agora, porque logo pode ser tarde… e cinzento. E doloroso.
Ontem disse-te ADEUS. Não cumpri. Mas devo. É obrigatório. Por isso vou fugir. Porque não posso mais dizer-te até já. Não posso pensar que amanhã vai ser melhor. Não posso olhar-te, sabendo que esperas por algo que não te posso dar. Por algo que não sei dar-te. Por te sentir mal amada, frustrada, apagada. Não sinto mais a chama que nos aquecia e que eu tanto ajudei a apagar.
Não és mulher para viver contrariada, para não seguires os teus instintos.
E eu, infelizmente, não sou o homem para te fazer feliz.
Talvez um dia me possas encarar. Com outro ar. Com outro olhar. Talvez um dia me possas tolerar, porque perdoar sei bem que é impossível.
Talvez um dia possas esquecer. O mal que te causei. Talvez também eu possa ocultar o amor e o carinho que guardo para sempre. Para castrar os impulsos que, de outras vezes que nos despedimos, me fizeram implorar por mais uma oportunidade.
Hoje, é hora de realmente dar. Uma oportunidade. Aos dois. De seres verdadeiramente feliz. De seres autêntica e sonhadora. E exigente. E carente e sensível e lutadora. Tudo o que já exibiste em tempos. Quando o amor era fácil. E natural. Nosso! E bom!
Hoje dou um pequeno contributo para o teu desejo de 2010. Um pequeno passo para a mudança que tanto reclamas e sei que, no fundo, é o melhor para os dois. Hoje sou sincero. Também estou contrariado. Mas honesto. Em sintonia com os teus olhos. Com os teus gestos.
Hoje despeço-me. DEFINITIVAMENTE. Sem o teu odor na almofada. Sem a peça de vestuário para me agarrar. E sem rancor. E sem amargura. E sem orgulho. Por não te ter conseguido embalar na minha canção.
Te peço sinceramente que sejas feliz. Fiel ao teu coração. E que desistas. De mim. De Nós. Amanhã será melhor. Depois de amanhã. E depois.
Que apostes nos teus sentimentos, na tua felicidade.
E que respeites. A atitude. Por favor. Porque a decisão era inevitável e foi mútua. Apenas a iniciativa partiu deste lado. Antes que doa. Ainda mais.
Um BEIJO. Mas bem melhor. Um ABRAÇO. Forte.
12:51: oi amor
estas por aí
eu: oi linda!!
12:52: eu não tenho saldo no telemovel
por isso não te enviei nenhuma msg
eu: n tem problema linda...
: desculpa
estou sem cheta
a qu ehoras vais embora?
12:53 eu: já...
: ah obg, pelas orientações
fixe
es um querido
eu vou so enviar uma msg ao coordenador de expressões artísticas e tb ja vou
aquece a sopa no fogão
12:54 acrescenta um pouco de agua
e prova o sal
pões a mesa e quando chegar a casa
é so comer
xim???
12:55 eu: isso
linda
te já
bjos
doces
kentes
: beijocas gordas
gorduxas kmo tu
lol
estas por aí
eu: oi linda!!
12:52: eu não tenho saldo no telemovel
por isso não te enviei nenhuma msg
eu: n tem problema linda...
: desculpa
estou sem cheta
a qu ehoras vais embora?
12:53 eu: já...
: ah obg, pelas orientações
fixe
es um querido
eu vou so enviar uma msg ao coordenador de expressões artísticas e tb ja vou
aquece a sopa no fogão
12:54 acrescenta um pouco de agua
e prova o sal
pões a mesa e quando chegar a casa
é so comer
xim???
12:55 eu: isso
linda
te já
bjos
doces
kentes
: beijocas gordas
gorduxas kmo tu
lol
quinta-feira, outubro 20, 2011
28-03-2011
Oi...
As despedidas nunca são facéis, nem munidas de alegria ou mesmo associadas a coisas positivas! São duras e cruéis, ferem-nos a alma e desgostam-nos o coração! A saudade de tempos vividos invadem-nos, mas a lembrança de maus momentos passados, sobrepõem-se e preservam-se no pensamento!
Não querendo deixar apenas o amargo das palavras duras, mas sentidas, porque doeu e continua a doer, partilho contigo um álbum que me fez viajar até ti... que mergulhou no meu pensamento, e fez-me SENTIR!
Com estas me despeço de ti, da forma mais pacífica e calma... sem a dor e o ferir das palavras vãs, munidas por sentimentos antagónicos de amor e ódio...
Fica o suave embalar das músicas, num doce e terno beijo de despedida...
PS_ Se ouvires as músicas por mim seleccionadas com auscultadores, vais entender melhor a essência destas, tal como eu experimentei!
As despedidas nunca são facéis, nem munidas de alegria ou mesmo associadas a coisas positivas! São duras e cruéis, ferem-nos a alma e desgostam-nos o coração! A saudade de tempos vividos invadem-nos, mas a lembrança de maus momentos passados, sobrepõem-se e preservam-se no pensamento!
Não querendo deixar apenas o amargo das palavras duras, mas sentidas, porque doeu e continua a doer, partilho contigo um álbum que me fez viajar até ti... que mergulhou no meu pensamento, e fez-me SENTIR!
Com estas me despeço de ti, da forma mais pacífica e calma... sem a dor e o ferir das palavras vãs, munidas por sentimentos antagónicos de amor e ódio...
Fica o suave embalar das músicas, num doce e terno beijo de despedida...
PS_ Se ouvires as músicas por mim seleccionadas com auscultadores, vais entender melhor a essência destas, tal como eu experimentei!
02-04-2011
Não consigo deixar de insistir que vês as coisas sempre pela negativa.
É certo que a vida não nos tem deixado sorrir muitas vezes juntos e até, se pensarmos racionalmentee aludirmos a estatísticas, o saldo não será positivo... para ti. Porque existem sentimentos que não têm preço. Mas, sinceramente, não posso lutar contra o teu coração e a tua tristeza, nem posso pedir-te para continuares amarrada a uma situação que te deixa cada vez mais triste e deprimida e da qual não tiras partido nem te faz bem. Disso não quero, nem caridade nem qualquer outro tipo de situação que nos faça brigar, discutir, acusar... que só serve para desgastar a nossa relação..
Peço apenas que penses naquilo que queres, naquilo que o teu coração e as tuas forças conseguem suportar e aguentar e da forma como pretendes encarar a vida... com ou sem mim. Qualquer que seja a tua decisaõ, só posso respeitar.
Só quero que sejas feliz, não pretendo prender-te a uma vida deprimente e sem objectivos.
Mas as saudades, repito, existirão sempre. Com ou sem ti. Porque te adoro. à minha maneira... sim... mas o sentimento é verdadeiro. E quem gosta não obriga, não força, não impôe.
Espero que te divirtas, que aproveites para descansar, mas que penses com calma e carinho nisso e talvez possamos conversar pessoalmente em breve. Vou fazer o mesmo.
Um beijo. Doce. Te amo. Sempre.
É certo que a vida não nos tem deixado sorrir muitas vezes juntos e até, se pensarmos racionalmentee aludirmos a estatísticas, o saldo não será positivo... para ti. Porque existem sentimentos que não têm preço. Mas, sinceramente, não posso lutar contra o teu coração e a tua tristeza, nem posso pedir-te para continuares amarrada a uma situação que te deixa cada vez mais triste e deprimida e da qual não tiras partido nem te faz bem. Disso não quero, nem caridade nem qualquer outro tipo de situação que nos faça brigar, discutir, acusar... que só serve para desgastar a nossa relação..
Peço apenas que penses naquilo que queres, naquilo que o teu coração e as tuas forças conseguem suportar e aguentar e da forma como pretendes encarar a vida... com ou sem mim. Qualquer que seja a tua decisaõ, só posso respeitar.
Só quero que sejas feliz, não pretendo prender-te a uma vida deprimente e sem objectivos.
Mas as saudades, repito, existirão sempre. Com ou sem ti. Porque te adoro. à minha maneira... sim... mas o sentimento é verdadeiro. E quem gosta não obriga, não força, não impôe.
Espero que te divirtas, que aproveites para descansar, mas que penses com calma e carinho nisso e talvez possamos conversar pessoalmente em breve. Vou fazer o mesmo.
Um beijo. Doce. Te amo. Sempre.
quarta-feira, outubro 19, 2011
terça-feira, outubro 18, 2011
Olá meu poeta inspirador:)
Que bela surpresa, mas preferia uma foto tua. Estou farta de me ver a mim. E tenho tantas saudades de te ver a ti.
A vida é tão injusta, agora que estamos tão bem, estamos longe um do outro. Irónico, no mínimo. Espero que ao menos dê para tirar alguma lição... Para ambos:) Miss you so much!
Um beijo do tamanho deste oceano que nos separa.
Que bela surpresa, mas preferia uma foto tua. Estou farta de me ver a mim. E tenho tantas saudades de te ver a ti.
A vida é tão injusta, agora que estamos tão bem, estamos longe um do outro. Irónico, no mínimo. Espero que ao menos dê para tirar alguma lição... Para ambos:) Miss you so much!
Um beijo do tamanho deste oceano que nos separa.
Oi, boa noite!
Espero que tenhas uma boa noite de sono. Eu estava a enviar-te uma mensagem, quando fiquei sem saldo por causa do carregamento moche obrigatório. Apenas consegui enviar metade da mensagem que pretendia. Como sou uma pessoa cheia de recursos- lol- recorri a este meio, para que as coisas boas não sejam descuradas!!!
Independentemente de tudo e da situação que estamos, tenho a dizer que estou cheia de saudades tuas. Sinto falta da tua voz melosa e doce com os votos de boa noite. não tenho conseguido dormir, porque só isso me acalmava e me deixava confiante e bem, comigo e contigo!
Desculpa as minhas atitudes... Há coisas que tenho que aprender a controlar.
Provavelmente, não te vou desejar boa noite, ainda que fosse essa a minha vontade, mas desejo-te um bom dia, com o desejo que já estejas recuperado!
Deixo-te uma música que gosto muito... E que ainda não partilhei contigo. Esta deixa-me bem disposta, espero que a ti também. E o título é bem sugestivo;)
Beijo doce para ti! LU- always!
http://www.youtube.com/watch?v=RF0HhrwIwp0
Espero que tenhas uma boa noite de sono. Eu estava a enviar-te uma mensagem, quando fiquei sem saldo por causa do carregamento moche obrigatório. Apenas consegui enviar metade da mensagem que pretendia. Como sou uma pessoa cheia de recursos- lol- recorri a este meio, para que as coisas boas não sejam descuradas!!!
Independentemente de tudo e da situação que estamos, tenho a dizer que estou cheia de saudades tuas. Sinto falta da tua voz melosa e doce com os votos de boa noite. não tenho conseguido dormir, porque só isso me acalmava e me deixava confiante e bem, comigo e contigo!
Desculpa as minhas atitudes... Há coisas que tenho que aprender a controlar.
Provavelmente, não te vou desejar boa noite, ainda que fosse essa a minha vontade, mas desejo-te um bom dia, com o desejo que já estejas recuperado!
Deixo-te uma música que gosto muito... E que ainda não partilhei contigo. Esta deixa-me bem disposta, espero que a ti também. E o título é bem sugestivo;)
Beijo doce para ti! LU- always!
http://www.youtube.com/watch?v=RF0HhrwIwp0
Oi:
Fiquei surpreendida em ter recebido o teu email, porque vim aqui para te escrever e não contava com as tuas palavras.
A realidade é que te tens revelado uma pessoa má e insensível para comigo. Passei uma semana extremanente difícil, com muito muito trabalho e com pouca saúde e descanso e precisava de algum apoio e carinho da tua parte. Teres menosprezado o meu trabalho, inferires de como devia ter conduzido o meu tempo, só se revelou ainda mais penoso para mim. Acredita, que eu mais que ninguém padeci por não ter realizado este trabalho com mais tempo, por isso não tinhas que o repetir todos os dias. `
Hoje ocorreu-me a ideia de terminar tudo entre nós. Não porque eu tenho outra pessoa, ou porque já não gosto de ti, mas porque estou cansada de ser tratada com desprezo, desrespeito e falta de atenção. Se estiver sozinha, tenho apenas o stress do trabalho. Dispenso ter stress na vida pessoal. Depois de trabalhar horas a fio, estar enterrada horas e horas em frente ao computador, sem qualquer qualidade de vida, era mesmo dispensável ter uma pessoa que me deixasse ainda mais angustiada e amargurada.
Tens colocado mais lágrimas nos meus olhos do que um sorriso no meu rosto. Eu sei que o excesso de trabalho tornou-me mais ausente e amarga, e também queixosa. Mas as queixas não eram contra ti, mas sim contra a situação que estava a passar. Se não posso desabafar contigo, se não puder dizer os meus problemas e inquetações, então esta realação não tem sentido algum.
Eu não acrediro realmente no sucesso das relações há distãncia, mas somente quando são conduzidas desta forma. Estarmos constantemente de costas viradas, zangados, amargurados, sem as coisas boas, é preferivel não estarmos. A verdade é que já estamos longe um do outro, cada vez estamos mais distantes e ausentes, esse facto faz-me ficar ansiosa, triste amargurada.
No outro dia falei contigo e expliquei-te que se me transmitisses calma e bem-estar era condição suficiente para estarmos bem. No entanto, as minhas palavras, como quase sempre, caíram por terra, porque ainda ontem, passaste um dia sem me ligares e atenderes. Este tipo de situações criam instabilidade e dado o passado de ambos deviam de ser evitáveis. Pelo menos eu tinha essa preocupação, para não te magoar mais e dar-te alguma segurança. porque sei o quanto é difícil pensar que o outro está a desviar-se do caminho.
Vou-te ser o mais sincera possível e dizer-te que estou cansada de tanta complicação. de estar constantemente a falar do mesmo e a pedir-te para me tratares com mais atenção e carinho. Para agravar, é o facto de as tuas atitudes irem completamente em sentido oposto a isso.
Se não é para o melhor (como aconteceu em Dezembro, antes de Natal) eu prefiro ficar na minha e esquecer-te! Levar a minha vida sem ti! Transpor na minha cabeça a imensidão do mar e excluir-te de vez da minha vida. Pela minha sanidade mental e emocional. Só ter o mau, dispenso! Já basta a distância que é realmente um problema e que é razão suficiente para nos deixar mais tristes e carentes.
Se estiveres disposto a dar o melhor (respeito, atenção, carinho, compreensão) , podemos unir esforços e tentar ultrapassar os obstáculos que se transpõem!
Eu não posso mudar as tuas atitudes, apenas precavê-las. Por isso fica na tua decisão!
Um beijo grande para ti e fica bem!
Fiquei surpreendida em ter recebido o teu email, porque vim aqui para te escrever e não contava com as tuas palavras.
A realidade é que te tens revelado uma pessoa má e insensível para comigo. Passei uma semana extremanente difícil, com muito muito trabalho e com pouca saúde e descanso e precisava de algum apoio e carinho da tua parte. Teres menosprezado o meu trabalho, inferires de como devia ter conduzido o meu tempo, só se revelou ainda mais penoso para mim. Acredita, que eu mais que ninguém padeci por não ter realizado este trabalho com mais tempo, por isso não tinhas que o repetir todos os dias. `
Hoje ocorreu-me a ideia de terminar tudo entre nós. Não porque eu tenho outra pessoa, ou porque já não gosto de ti, mas porque estou cansada de ser tratada com desprezo, desrespeito e falta de atenção. Se estiver sozinha, tenho apenas o stress do trabalho. Dispenso ter stress na vida pessoal. Depois de trabalhar horas a fio, estar enterrada horas e horas em frente ao computador, sem qualquer qualidade de vida, era mesmo dispensável ter uma pessoa que me deixasse ainda mais angustiada e amargurada.
Tens colocado mais lágrimas nos meus olhos do que um sorriso no meu rosto. Eu sei que o excesso de trabalho tornou-me mais ausente e amarga, e também queixosa. Mas as queixas não eram contra ti, mas sim contra a situação que estava a passar. Se não posso desabafar contigo, se não puder dizer os meus problemas e inquetações, então esta realação não tem sentido algum.
Eu não acrediro realmente no sucesso das relações há distãncia, mas somente quando são conduzidas desta forma. Estarmos constantemente de costas viradas, zangados, amargurados, sem as coisas boas, é preferivel não estarmos. A verdade é que já estamos longe um do outro, cada vez estamos mais distantes e ausentes, esse facto faz-me ficar ansiosa, triste amargurada.
No outro dia falei contigo e expliquei-te que se me transmitisses calma e bem-estar era condição suficiente para estarmos bem. No entanto, as minhas palavras, como quase sempre, caíram por terra, porque ainda ontem, passaste um dia sem me ligares e atenderes. Este tipo de situações criam instabilidade e dado o passado de ambos deviam de ser evitáveis. Pelo menos eu tinha essa preocupação, para não te magoar mais e dar-te alguma segurança. porque sei o quanto é difícil pensar que o outro está a desviar-se do caminho.
Vou-te ser o mais sincera possível e dizer-te que estou cansada de tanta complicação. de estar constantemente a falar do mesmo e a pedir-te para me tratares com mais atenção e carinho. Para agravar, é o facto de as tuas atitudes irem completamente em sentido oposto a isso.
Se não é para o melhor (como aconteceu em Dezembro, antes de Natal) eu prefiro ficar na minha e esquecer-te! Levar a minha vida sem ti! Transpor na minha cabeça a imensidão do mar e excluir-te de vez da minha vida. Pela minha sanidade mental e emocional. Só ter o mau, dispenso! Já basta a distância que é realmente um problema e que é razão suficiente para nos deixar mais tristes e carentes.
Se estiveres disposto a dar o melhor (respeito, atenção, carinho, compreensão) , podemos unir esforços e tentar ultrapassar os obstáculos que se transpõem!
Eu não posso mudar as tuas atitudes, apenas precavê-las. Por isso fica na tua decisão!
Um beijo grande para ti e fica bem!
Bem sei que o meu comportamento ultimamente, mas principalemente de ontem à noite, não foi o mais correcto, pelo que este texto começa da forma masi simples e honesta possível. Com um PEDIDO SINCERO de DESCULPAS.
As nossas últimas conversas têm sido tão amargas que já parto para elas com um pé atrás, com receio do que vais dizer, acusar, suspeitar, criticar.
A verdade é que o emu modo de agir deve-se principalemente ao medo. De te ter longe, de que tenhas encontrado melhor, de que não saibas viver com a distância e te desvies do meu caminho. Já pensei tantas vezes nisso e nem sei se será o melhor. Acho que tu também. Vezes demais. Daí esse semblante triste e carregado.
De uma forma ou de outra, ontem fui realmente inconveniente nas palavras e só desejo que o teu trabalho esteja finalmente entregue, que possas descansar, ter tempo para os teus cafés ou para o teu tempo de qualidade, independentemente de os partilhares comigo ou não. Não quero menosprezar o teu trabalho nem a tua dedicação, também estou cansado e AINDA a trabalhar a esta hora, os nervos não me deixaram descansar e já não digo coisa com coisa.
O pedido de desculpas era mesmo a principal intenção.
Espero que o aceites. E nao guardes rancor das palavras que não foram proferidas de coração.
O resto.... o resto.. não sei.. são beijos. e um abraço. que aquece sempre o corpo. e a alma. ue um sorriso. há muito que não trocamos um. muitos para ti.
As nossas últimas conversas têm sido tão amargas que já parto para elas com um pé atrás, com receio do que vais dizer, acusar, suspeitar, criticar.
A verdade é que o emu modo de agir deve-se principalemente ao medo. De te ter longe, de que tenhas encontrado melhor, de que não saibas viver com a distância e te desvies do meu caminho. Já pensei tantas vezes nisso e nem sei se será o melhor. Acho que tu também. Vezes demais. Daí esse semblante triste e carregado.
De uma forma ou de outra, ontem fui realmente inconveniente nas palavras e só desejo que o teu trabalho esteja finalmente entregue, que possas descansar, ter tempo para os teus cafés ou para o teu tempo de qualidade, independentemente de os partilhares comigo ou não. Não quero menosprezar o teu trabalho nem a tua dedicação, também estou cansado e AINDA a trabalhar a esta hora, os nervos não me deixaram descansar e já não digo coisa com coisa.
O pedido de desculpas era mesmo a principal intenção.
Espero que o aceites. E nao guardes rancor das palavras que não foram proferidas de coração.
O resto.... o resto.. não sei.. são beijos. e um abraço. que aquece sempre o corpo. e a alma. ue um sorriso. há muito que não trocamos um. muitos para ti.
quinta-feira, outubro 13, 2011
FLORES DO NOSSO JARDIM
"As flores sorriem quando passas
Naquele jardim, que é meu e teu
Elas perfumam o ar, dando graças
Sempre que dizes que teu amor, sou eu
E os jasmins brotam doces fragrâncias
Quando teus lábios beijam os meus
Nesse jardim onde brincam crianças
As flores embelezam o brilho, de olhos teus
Que vêem o que eu não vejo
Quando estou a contemplar
Teu lindo corpo que tanto desejo
E as flores do nosso lindo jardim
Ficam viçosas por nos ver amar
Por baixo da arvore na sombra sem fim..."
Naquele jardim, que é meu e teu
Elas perfumam o ar, dando graças
Sempre que dizes que teu amor, sou eu
E os jasmins brotam doces fragrâncias
Quando teus lábios beijam os meus
Nesse jardim onde brincam crianças
As flores embelezam o brilho, de olhos teus
Que vêem o que eu não vejo
Quando estou a contemplar
Teu lindo corpo que tanto desejo
E as flores do nosso lindo jardim
Ficam viçosas por nos ver amar
Por baixo da arvore na sombra sem fim..."
terça-feira, outubro 11, 2011
O que eu quero...
Meu amor não quero mais palavras rasgadas.
Nem o tempo cheio dos pedaços de nada.
Não me dês sentidos para chegar ao fim.
Meu amor... só quero ser feliz.
Meu amor não quero mais razões p'ra apagar.
O que nasce e renasce e nos faz acordar.
A loucura faz medo se for medo o teu chão.
Mas é ar e é terra dentro do coração.
É ar e é terra dentro do coração.
Meu amor não quero mais silêncio escondido.
Nem a dor do que cai em cada gesto ferido.
Quero janelas abertas e o sol a entrar.
Quero o meu mundo inteiro dentro do teu olhar.
Eu quero o meu mundo inteiro dentro do teu olhar.
E hoje vê a estrada é feita para seguir.
E hoje sente a vida é feita de sentir.
E hoje vira do avesso o mundo e vê melhor.
Deste lado é mais puro.
É teu, é tão maior.
Deste lado é mais puro.
É meu, é tão maior.
Meu amor não quero mais palavras rasgadas.
Nem o tempo o cheio dos pedaços de nada.
Não me dês sentidos para chegar ao fim.
Meu amor...só quero ser feliz.
Meu amor não quero mais razões p'ra apagar.
O que nasce e renasce e nos faz acordar.
A loucura faz medo se for medo o teu chão.
Mas é ar e é terra dentro do coração.
É ar e é terra dentro do coração.
E hoje vê a estrada é feita para seguir.
E hoje sente a vida é feita de sentir.
E hoje vira do avesso o mundo e vê melhor.
Deste lado é mais puro.
É teu, é tão maior.
Deste lado é mais puro.
É meu, é tão maior.
Mafalda Veiga
Nem o tempo cheio dos pedaços de nada.
Não me dês sentidos para chegar ao fim.
Meu amor... só quero ser feliz.
Meu amor não quero mais razões p'ra apagar.
O que nasce e renasce e nos faz acordar.
A loucura faz medo se for medo o teu chão.
Mas é ar e é terra dentro do coração.
É ar e é terra dentro do coração.
Meu amor não quero mais silêncio escondido.
Nem a dor do que cai em cada gesto ferido.
Quero janelas abertas e o sol a entrar.
Quero o meu mundo inteiro dentro do teu olhar.
Eu quero o meu mundo inteiro dentro do teu olhar.
E hoje vê a estrada é feita para seguir.
E hoje sente a vida é feita de sentir.
E hoje vira do avesso o mundo e vê melhor.
Deste lado é mais puro.
É teu, é tão maior.
Deste lado é mais puro.
É meu, é tão maior.
Meu amor não quero mais palavras rasgadas.
Nem o tempo o cheio dos pedaços de nada.
Não me dês sentidos para chegar ao fim.
Meu amor...só quero ser feliz.
Meu amor não quero mais razões p'ra apagar.
O que nasce e renasce e nos faz acordar.
A loucura faz medo se for medo o teu chão.
Mas é ar e é terra dentro do coração.
É ar e é terra dentro do coração.
E hoje vê a estrada é feita para seguir.
E hoje sente a vida é feita de sentir.
E hoje vira do avesso o mundo e vê melhor.
Deste lado é mais puro.
É teu, é tão maior.
Deste lado é mais puro.
É meu, é tão maior.
Mafalda Veiga
A verdade é que não é nada de novo o que estou novamente a fazer, mas é nestas letras que encontro as palavras que tenho para te dizer, sem te parecer ofensivo. É nas músicas que deposito uma esperança de entrar no teu coração e encontrar a tua compreensão. Peço que me entendas, entendas o meu amor, entendas a minha alma...
A verdade é que te quero tanto, mas quero que tu também me queiras da mesma forma!!!
Um beijo doce só para ti, meu amor!
Oi again:)
Realmente foi uma boa surpresa ler o teu email, porque está munido de bons sentimentos e algo de muito positivo!
Também eu sou inundada pelo medo, por esse sentimento de auto-defesa, que faz com que evite a exposição de sentimentos mais profundos, sob a pena de ser mal interpretada e sofrer consequências com isso, que me voltem a magoar.
Como te dizia ontem, somos especiais, um para o outro! Em todo este tempo não deixei de te querer e desejar perto de mim... de fazer as coisas mais banais e as mais extraordinárias... já há tanto tempo que não partilhamos um bom momento...
Anseio, acima de tudo ser feliz e que tu também o sejas. Independentemente, do caminho que o destino tomar, tu serás sempre especial para mim. E, como tal, lembra-te que resides no meu coração.
Por tudo o que passamos, sei que temos que ter calma e tentarmos entender um ao outro. Antes, só perpectivavamos o nosso ponto de vista, prevalecendo apenas a nossa vontade, sem pensarmos no outro e no seu bem. Já aprendemos que dessa forma só nos magoamos e, portanto, penso correcto pensarmos no que o outro quer e precisa, para nos entendermos.
Também tenho muita vontade de te ver... mas também tenho muito medo de voltar a ser como éramos...
Por favor, promete-me que terás em consideração as minhas necessidade e pensamentos. Que compreenderás, em vez de criticar! Eu farei o mesmo.
Um beijo doce de bom dia.
SAUDADES, muitas e fortes!
Hoje
Há muito que não escrevo (directamente) para ti.
Hoje senti necessidade de o fazer. Não que não tivesse vontade antes. O medo ganhou. Das críticas. Das insinuações. Das repreensões. Hoje o medo não ganhou.
Porque me sinto muito feliz por te ouvir sorrir. Porque tenho que te dizer que, ao contrário do que pensas, a vontade de te ver é imensa! De receber um daqueles sorriso que te iluminam os olhos! Do teu corpo. De apertar suavemente a roda comovente da tua cintura. Da altivez dos teus seios brancos. Dos nossos dois corpos enovelados De ir contigo à praia e ficar a ver como o sol te doura o corpo, satisfeito por poder contemplar o torneado sublime das tuas formas. Como um só. Como ninguém. Como jamais senti. De embarcar no jogo apaixonante que começámos no momento em que finalmente os teus olhos se prenderam nos meus.
Sei bem que o silêncio da minha parte tem sido dominante na minha postura e que amar também é cumprir as cordialidades de discurso, de diálogo de circunstância. Porque nem a linguagem corporal posso expressar quando longe de ti.
Mas não estou distante do teu coração. Ou não estás distante do meu. Por mais que quisesse. Mas não quero.
Por isso prefiro que nos olhemos. Porque olhar-te, antes de te tocar, é sentir-te no coração. e os teus olhos são pautas da minha música.
E tantas amarguras por telefone me deixaram zangado. E não quero. E por isso não desejo mais do que te ver. Preciso olhar-te e nesse olhar, dizer-te todas as palavras que tenho que te dizer e que, se bem pensares nisso, não é mais do que dizemos em silêncio quando os nossos corpos se percorrem.
Por isso te digo até já. se o quiseres.
Beijo doce.
p.s.: desculpa a sofreguidão do discurso. às vezes não sei quando parar. sou um animal do silêncio, mas a escrita assola-me e nem sempre o partilho. quando o faço, nem sempre meço as palavras. só posso confessar-te que escrevo ao "correr da pena" e que sinto cada palavra como saudades de ti.
p.s.: desculpa a sofreguidão do discurso. às vezes não sei quando parar. sou um animal do silêncio, mas a escrita assola-me e nem sempre o partilho. quando o faço, nem sempre meço as palavras. só posso confessar-te que escrevo ao "correr da pena" e que sinto cada palavra como saudades de ti.
quinta-feira, outubro 06, 2011
Resposta
Pensei que já tinha chorado tudo. Hoje chorei mais. Ontem também. E sempre. No que leio, no que oiço, Nas cartas que trocámos. Nas músicas que embalámos. Fez-me bem. Faz-me mal. Por todas as vezes que o devia ter feito. Talvez pudesse ter sido uma forma de acordar para o que aconteceu a nós. Agora... Pouco ou nada importa. também não é sobre isso que te escrevo.
Não foram saudades. Só. Se assim fosse, ter-te-ia ligado todos os dias. Porque todos os dias converso comigo. E contigo também. Como uma oração diária que me ajuda a enfrentar o dia. E te peço desculpa. Não peço perdão. Porque sei que é impossível.
Hoje respondo ao email, porque não posso falar-te ao vivo e cores. De como quando os teus olhos cruzaram com os meus. De quando me entregaste o coração pelas tuas mãos, pelos teus olhos. E aceitei sem saber que guardava o tesouro mais valioso e poderoso do Mundo, sem imaginar que podia ser o homem mais feliz. Nas tuas mãos. No teu corpo. Nos teus olhos. No teu abraço. O teu cheiro.
E como a minha presença na tua vida foi marcada por tanta coisa má, não quero, não posso, prometi a mim mesmo que NUNCA mais faria nada que te pudesse prejudicar, tenho que terminar com uma banda que marcava ( cataclismicamente, comicamente até) as nossas viagens de carro, as nossas loucuras, os nossos momentos felizes a dois, apesar de tu não gostares nada, a verdade é que me transporta sempre para o teu sorriso, a nossa luta em mudar de estação de rádio e loucas divagações que trocámos, só por estarmos distraídos. Quando ainda era AMOR. do bom.
E porque é de felicidade que quero que a tua vida seja preenchida, fica com a memória.. só de coisas boas.E que sorrias como estou a fazer neste momento ao recordar. Ou não recordes mais. Mas sorri sempre.
Para que o teu coração saiba enfrentar a vida com a cor, com o sabor que apaixona no primeiro instante.
UM ABRAÇO. FORTE. Sincero
terça-feira, outubro 04, 2011
Isso tudo... e muito mais...
"Tenho o peito a sangrar de palavras atravessadas trespassadas que não ouso gritar
Tenho os dedos presos nas páginas brancas de um caderno onde não escrevo nem sei pintar
Tenho os olhos rasos de água que me saem em gotas pérolas que guardo para te dar
Tenho um abraço apertado na garganta que tarda tanto em te abraçar...."
Tenho os dedos presos nas páginas brancas de um caderno onde não escrevo nem sei pintar
Tenho os olhos rasos de água que me saem em gotas pérolas que guardo para te dar
Tenho um abraço apertado na garganta que tarda tanto em te abraçar...."
Às vezes é assim...
"Enquanto lês este texto, o meu coração desintegra-se. Sabes o que é sentir que há uma parte de nós a desfazer-se? Provavelmente nunca imaginarias que isso fosse possível, mas é. Os dedos tornam-se rígidos e é por isso que a escrita se torna tremida. A pele começa a ficar translúcida e vês o sangue a escorrer pelas veias. Estou agora a suar, sim, os pensamentos insistem em atropelar a língua e os lábios, à mínima brisa, desfazem-se como brasas.
Afinal sabes como é? Lembras-te como nos sentíamos juntos? Julgo que a situação é semelhante. A sensação de paixão não tem necessariamente de ser boa. Para mim é antes um desconforto, umas tremuras, um suor constante e um rol de consequências invulgares. Afinal até é bom. É diferente e o que é original é sempre bom. Vês como explica tudo? A rigidez dos dedos deve-se à ansiedade com que nos tocamos e ao desgaste contínuo dos nossos extremos, até que elas se tornam transparentes, como se soubéssemos o que nos vai na alma, como sentimos e o que sentimos. Os atropelos frequentes devem-se à volúpia com que consumimos o néctar que alimenta uma relação. Uma lascívia tal, que desintegra todo o nosso ser. As mãos tocam a terra húmida e a boca suaviza com o orvalho matinal. Em vez de um, tornamos-nos mil. Mil fragmentos, mil pedaços que recolhemos e guardamos na caixa dos afectos, para mais tarde, enquanto nos amamos novamente, voltarmos a juntar o que já foi único."
Afinal sabes como é? Lembras-te como nos sentíamos juntos? Julgo que a situação é semelhante. A sensação de paixão não tem necessariamente de ser boa. Para mim é antes um desconforto, umas tremuras, um suor constante e um rol de consequências invulgares. Afinal até é bom. É diferente e o que é original é sempre bom. Vês como explica tudo? A rigidez dos dedos deve-se à ansiedade com que nos tocamos e ao desgaste contínuo dos nossos extremos, até que elas se tornam transparentes, como se soubéssemos o que nos vai na alma, como sentimos e o que sentimos. Os atropelos frequentes devem-se à volúpia com que consumimos o néctar que alimenta uma relação. Uma lascívia tal, que desintegra todo o nosso ser. As mãos tocam a terra húmida e a boca suaviza com o orvalho matinal. Em vez de um, tornamos-nos mil. Mil fragmentos, mil pedaços que recolhemos e guardamos na caixa dos afectos, para mais tarde, enquanto nos amamos novamente, voltarmos a juntar o que já foi único."
Adam Cohen
Your favorite movies, your favorite books.I know what really gets you going… I know where you go with your beautiful friends. I know what you taste like when the night ends. I know the kind of thing that makes you laugh. The way you tilt your head for a photograph. What other guy knows you like that? And I can name the first guy you ever kissed. I can name the perfume on your wrist ...
segunda-feira, outubro 03, 2011
Eterna. Até ao fim.
Devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.
os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.
por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.
os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.
foste eterna até ao fim.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.
os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.
por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.
os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.
foste eterna até ao fim.
Etiquetas:
a Escuridão,
in "A Casa,
José Luís Peixoto
sexta-feira, setembro 30, 2011
Estás tão bonita.
Hoje vi-te. não só nos meus sonhos, nem sempre clarividentes e marcados pela dor. Hoje vi-te de outra forma. precisei ver-te. Olhar para ti. Ter-te à minha frente. Os teus olhos doces e meigos. Aqueles que me apaixonaram no primeiro instante. E por isso dedico-te este poema de um autor que bem conheces, num estilo bem diferente mas igualmente fantástico... este poema tem o teu nome. És linda.
Estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
Estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
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in "A Casa,
José Luís Peixoto
quinta-feira, setembro 29, 2011
Hoje e sempre terei saudades tuas.Hoje e sempre me vou condenar por tudo o que de mal te fiz.
Nâo pretendo jamais incomodar-te nem com a minha presença, apenas, no limite da emoção, procurei um resto de ti num telefonema...
Não o fiz para te magoar, nem para levantar fragmentos perigosos de um meteorito que eu alimentei, empurrei, da forma mais estúpida e mais prejudicial com quem afinal não merecia.
O amor ficou doente, assumo total responsabilidade.
Por isso, todos os dias te peço perdão. Com a maior humildade e com o maior respeito que tantas vezes perdi.
Nâo pretendo jamais incomodar-te nem com a minha presença, apenas, no limite da emoção, procurei um resto de ti num telefonema...
Não o fiz para te magoar, nem para levantar fragmentos perigosos de um meteorito que eu alimentei, empurrei, da forma mais estúpida e mais prejudicial com quem afinal não merecia.
O amor ficou doente, assumo total responsabilidade.
Por isso, todos os dias te peço perdão. Com a maior humildade e com o maior respeito que tantas vezes perdi.
último adeus.
Este email é simplesmente o último adeus! Pouco adianta focar o quanto
foste importante para mim, o quanto me magoaste e me desrespeitaste!
Cada segundo que passa, esqueço um pedaço de ti e do que fomos,
até um dia sobrarem apenas cinzas do que vivemos...
A música que te deixo, traduz, na íntegra, os meus sentimentos, todas
as vivências e deixa-te um último abraço do que restou de nós!
Agradeço-te que a partir de este momento não me procures mais, não me
ligues e não queiras saber mais de mim... Se prevalecerem saudades,
transforma-as em algo positivo para a tua vida!
ADEUS!
foste importante para mim, o quanto me magoaste e me desrespeitaste!
Cada segundo que passa, esqueço um pedaço de ti e do que fomos,
até um dia sobrarem apenas cinzas do que vivemos...
A música que te deixo, traduz, na íntegra, os meus sentimentos, todas
as vivências e deixa-te um último abraço do que restou de nós!
Agradeço-te que a partir de este momento não me procures mais, não me
ligues e não queiras saber mais de mim... Se prevalecerem saudades,
transforma-as em algo positivo para a tua vida!
ADEUS!
quarta-feira, setembro 28, 2011
Telefonema II
Ainda não me contenho na imensa energia que veio daquele telefone, do ritmo do meu coração a bater forte na fraca probabilidade de ouvir a tua voz.
Na verdade, só posso corroborar na tua teoria, manter-me atado perante a gravidade dos meus atos. Não me disseste nada que não comprove todos os dias, na letargia e infelicidade que mergulho quando paro e penso em nós.
Agora nem posso remediar. Mas posso desejar-te o melhor do mundo, com a humildade que nunca me caracterizou, com a franqueza que nunca tive, com o amor que tão cegamente abandonei, desclassifiquei.
Mas o realmente me deixou triste foi o facto de mencionares que nunca mais me irias ver.
Confesso que não te procurei, por ser essa mesmo a tua vontade, mas quando te vi, num acaso, ao longe, a sorrir para uns amigos, foi o melhor dia das minhas férias.
Sequer imaginar que não posso admirar-te, vislumbrar no brilho dos teus olhos o calor do teu coração... é sem dúvida o pior cenário do mundo.
Na verdade, só posso corroborar na tua teoria, manter-me atado perante a gravidade dos meus atos. Não me disseste nada que não comprove todos os dias, na letargia e infelicidade que mergulho quando paro e penso em nós.
Agora nem posso remediar. Mas posso desejar-te o melhor do mundo, com a humildade que nunca me caracterizou, com a franqueza que nunca tive, com o amor que tão cegamente abandonei, desclassifiquei.
Mas o realmente me deixou triste foi o facto de mencionares que nunca mais me irias ver.
Confesso que não te procurei, por ser essa mesmo a tua vontade, mas quando te vi, num acaso, ao longe, a sorrir para uns amigos, foi o melhor dia das minhas férias.
Sequer imaginar que não posso admirar-te, vislumbrar no brilho dos teus olhos o calor do teu coração... é sem dúvida o pior cenário do mundo.
Telefonema
Depois deste sufoco no peito que não me deixa raciocinar durante meses, que me tem perturbado o sono e o sonho... ouvir-te foi a melhor sensação que experimento em tanto tempo.
Obrigado.
Obrigado.
A tua despedida... só agora faz sentido...
Boa noite...ou melhor, Bom dia!
São quase cinco da manhã e o meu pensamento anda às voltas!
Já há muito tempo que me queixava de falta de sorte e, este ano, curiosamente, esta bateu-me à porta duas vezes no mesmo dia, a nível profissional! Mas as indecisões pairam na minha cabeça, ainda que esteja quase decidida a ficar em terra firme!
A nossa relação foi a coisa mais complicada que passei e, infelizmente, sinto-me sem forças ou mesmo sem ânimo por voltar a lutar por ela!
TU foste a pessoa que mais amei na vida... Tinha tantas sonhos contigo e pensei que eramos feitos um para o outro! Perdoei-te os erros, porque eu propria não sabia viver sem ti. As horas que passei ao teu lado foram as melhores que alguma vez tive ao lado de quem fosse! POr isso, é que exigia a tua presença e a tua atenção, pois eram os momentos em que o meu coração pulsava de verdadeira felicidade!
É certo que nos magoamos muito mutuamente e que os erros foram tantos, que hoje sei que não conseguimos ser um só. tanta coisa boa se perdeu, que nos sentimos perdidos e agarrados a algo passado, que nos alimenta a alma nos dias mais tristes, mas que são insuficientes...
You didin´t realize... that i loved you so much!
DESCULPA por te ter feito sofrer, mas não soube lidar com a minha mágoa!
ACREDITA que não queria mais ninguém, porque tu eras TUDO!
Hoje choro, porque vou dizer-te ADEUS, e afastar-me de ti para sempre! E isso dói mais do que possas imaginar!
Espero que encontres a felicidade, e que sorrias para o mundo!
Fica um beijo tão doce tão doce como os que partilhámos um dia!
"O melhor para ti é que duvides até da sinceridade do meu amor, que tenhas a certeza de que era falso; que não saibas já se eu alguma vez deitei a cabeça nos teus joelhos ou se apenas sonhaste que assim foi. É preferível que não te iludas, que não esperes que tudo venha a ser como então, como se nada houvesse sucedido e eu não fosse o canalha que não quiseste ver em mim. Será melhor assim.
Ainda que eu saiba que te amei de facto e o quanto quis poder ficar, para sempre, aninhado no colo morno dos teus joelhos, fingindo que dormia, sentindo o gomo dos tus dedos traçar arabescos leves entre a escova mole dos meus cabelos. O mais certo é que te convenças de que o meu ciúme não era mais do que um exercício de posse, coisa de machos, mesmo que me suceda ainda acordar de noite com as costas molhadas, amordaçando um soluço, por sonhar que não é a minha cabeça que tens pousada nas pernas e que, mesmo assim, sorris com o teu sorriso breve enquanto afagas a cabeça desse que não sou eu."
Ainda que eu saiba que te amei de facto e o quanto quis poder ficar, para sempre, aninhado no colo morno dos teus joelhos, fingindo que dormia, sentindo o gomo dos tus dedos traçar arabescos leves entre a escova mole dos meus cabelos. O mais certo é que te convenças de que o meu ciúme não era mais do que um exercício de posse, coisa de machos, mesmo que me suceda ainda acordar de noite com as costas molhadas, amordaçando um soluço, por sonhar que não é a minha cabeça que tens pousada nas pernas e que, mesmo assim, sorris com o teu sorriso breve enquanto afagas a cabeça desse que não sou eu."
Cartas perdidas
Há muito que não escrevo (directamente) para ti.
Hoje senti necessidade de o fazer. Não que não tivesse vontade antes. O medo ganhou. Das críticas. Das insinuações. Das repreensões. Hoje o medo não ganhou.
Porque me sinto muito feliz por te ouvir sorrir. Porque tenho que te dizer que, ao contrário do que pensas, a vontade de te ver é imensa! De receber um daqueles sorriso que te iluminam os olhos! Do teu corpo. De apertar suavente a roda comovente da tua cintura. Da altivez dos teus seios brancos. Dos nossos dois corpos enovelados De ir contigo à praia e ficar a ver como o sol te doura o corpo, satisfeito por poder comtemplar o torneado sublime das tuas formas. Como um só. Como ninguém. Como jamais senti. De embarcar no jogo apaixonante que começámos no mmomento em que finalmente os teus olhos se prenderam nos meus.
Sei bem que o silêncio da minha parte tem sido dominante na minha postura e que amar também é cumprir as cordialidades de discurso, de diálogo de circunstância. Porque nem a linguagem corporal posso expressar quando longe de ti.
Mas não estou distante do teu coração. Ou não estás distante do meu. Por mais que quisesse. Mas não quero.
Por isso prefiro que nos olhemos. Porque olhar-te, antes de te tocar, é sentir-te no coração. e os teus olhos são pautas da minha música.
E tantas amarguras por telefone me deixaram zangado. E não quero. E por isso não desejo mais do que te ver. Preciso olhar-te e nesse olhar, dizer-te todas as palavras que tenho que te dizer e que, se bem pensares nisso, não é mais do que dizemos em silêncio quando os nossos corpos se percorrem.
Por isso te digo até já. se o quiseres.
Beijo doce.
p.s.: desculpa a sofreguidão do discurso. às vezes não sei quando parar. sou um animal do silêncio, mas a escrita assola-me e nem sempre o partilho. quando o faço, nem sempre meço as palavras. só posso confessar-te que escrevo ao "correr da pena" e que sinto cada palavra como saudades de ti.
Hoje senti necessidade de o fazer. Não que não tivesse vontade antes. O medo ganhou. Das críticas. Das insinuações. Das repreensões. Hoje o medo não ganhou.
Porque me sinto muito feliz por te ouvir sorrir. Porque tenho que te dizer que, ao contrário do que pensas, a vontade de te ver é imensa! De receber um daqueles sorriso que te iluminam os olhos! Do teu corpo. De apertar suavente a roda comovente da tua cintura. Da altivez dos teus seios brancos. Dos nossos dois corpos enovelados De ir contigo à praia e ficar a ver como o sol te doura o corpo, satisfeito por poder comtemplar o torneado sublime das tuas formas. Como um só. Como ninguém. Como jamais senti. De embarcar no jogo apaixonante que começámos no mmomento em que finalmente os teus olhos se prenderam nos meus.
Sei bem que o silêncio da minha parte tem sido dominante na minha postura e que amar também é cumprir as cordialidades de discurso, de diálogo de circunstância. Porque nem a linguagem corporal posso expressar quando longe de ti.
Mas não estou distante do teu coração. Ou não estás distante do meu. Por mais que quisesse. Mas não quero.
Por isso prefiro que nos olhemos. Porque olhar-te, antes de te tocar, é sentir-te no coração. e os teus olhos são pautas da minha música.
E tantas amarguras por telefone me deixaram zangado. E não quero. E por isso não desejo mais do que te ver. Preciso olhar-te e nesse olhar, dizer-te todas as palavras que tenho que te dizer e que, se bem pensares nisso, não é mais do que dizemos em silêncio quando os nossos corpos se percorrem.
Por isso te digo até já. se o quiseres.
Beijo doce.
p.s.: desculpa a sofreguidão do discurso. às vezes não sei quando parar. sou um animal do silêncio, mas a escrita assola-me e nem sempre o partilho. quando o faço, nem sempre meço as palavras. só posso confessar-te que escrevo ao "correr da pena" e que sinto cada palavra como saudades de ti.
I carry your heart with me
I carry your heart with me (I carry it in my heart)
I am never without it (anywhere I go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
I fear no fate (for you are my fate,my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart (I carry it in my heart)
I am never without it (anywhere I go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
I fear no fate (for you are my fate,my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart (I carry it in my heart)
segunda-feira, setembro 26, 2011
Despedida...
"(...)e assim a trato, pela última vez, de meu querido amor da minha vida, sem desespero, sem violências passionais, sem a voz embargada, sem recriminaçÕes, sem pressÕes de qualquer espécie, exausto e sem quaisquer expectativas, mas com a total, desolada e solitária naturalidade de esse amor ter sido verdade, a verdade mais funda, mais abaladora,mais importante e mais decisiva da minha vida, e procurando
fazê-lo também sem saudades lancinantes, o que me está a custar os olhos da cara, não lho escondo."
Não me apagues do teu coração
Não tem sido nada fácil encontrar-te, apesar da tão pouca distância que nos separa…
Os meus erros sucedem-se, como se estupidamente de hábitos normais de tratassem. Mesmo contrariando aquilo que parece ser um mau presságio, queria que soubesses que tens tudo o que preciso para ser feliz…
Desde que te conheci, sou apenas um pouco de ti. Um pouco de ti que amo com toda força da minha alma. Um pouco de ti que é tudo para mim...
Sozinho dentro desta noite, assim como estive sozinho nesta tarde cheia de murmúrios e tristezas, porque não te tenho ao meu lado e não consigo esquecer os teus olhos tristes de desilusão….
Agora estou só... com a saudade… e eu não sabia que a saudade doía tanto. Olho para as estrelas e imploro que leve até ti esta saudade, para que sintas e também desejes estar nos meus braços.
Não há certezas de que as atitudes estúpidas que marcaram o nosso percurso não voltem a acontecer, mas há sentimentos que se mantêm e evidências que não consigo apagar. Querer-te para mim é, sem dúvida, a maior delas.
Sei que essa dor não é fácil de apagar, que não mereces sequer um pingo desse sofrimento… mas tudo farei para que o brilho dos teus olhos regresse, e o amor esqueça tudo o que de mau se passou…
Por isso te peço para não me apagares do teu coração.
De ti... para mim
Já passaram dias e dias desde que nos separámos, mas é como se já tivessem passado meses ou horas, não sei bem...
Desde que fiquei sem ti, mergulhei numa letargia surda, porque há dias que, simplesmente, não tenho mesmo forças para ver o mundo e viver nele... Deixo-me arrastar pela imposição da própria vida, mas sem qualquer vontade de fazer o que quer que for.
À noite, precisamente na hora em que a lua se impõe, não consigo adormecer na tua ausência e não deixo de me interrogar o que estarás a fazer... Para enganar a tristeza tenho lido vários livros (um deles que pretendi partilhar contigo) e tento viver a vida das personagens desses livros, porque a minha já não tem qualquer sentido! E, no momento, em que sou vencida pelo sono e as letras das histórias começam a ficar enevoadas, o meu pensamento viaja novamente até ti, sussurro baixinho “boa noite, Rxx Xxxxxx” e agarro-me à almofada, imaginando que os teus braços me envolvem num sono profundo...
Os mais diversos pensamentos invadem-me a cada instante... Penso que a distância talvez nos aproxime, como sempre faz às pessoas quando elas têm alguma coisa para dar uma à outra. Mas a verdade é a incerteza se me queres dar alguma coisa...
Mergulhei profundamente numa apatia, de forma voluntária, e só desta acordei nos dias em que os meus olhos encontraram novamente os teus, mas voltaste a repetir todas aquelas palavras, que tanto e sempre me magoaram... Às vezes, levanto os olhos e procuro os teus, na esperança que estes respondam ao meu sentimento mais íntimo, ecoando o que me vai no coração... Mas continuas indiferente a quase tudo, inexpugnável na tua auto-suficiência, justificada pela razão e por algumas ideias feitas, que o tempo e a vida se encarregarão, de um dia, de desfazer. Vives num egoísmo, muito próprio, que defendes como filosofia de vida e como bem mais precioso...
Sabes, custa-me aceitar que te tornaste num ser tão frio... porque já quase não reconheço aquele ser que me amou, com o corpo, o espírito e o coração. Vivi nesse coração, fiz parte desse estreito núcleo que te fez estremecer o sangue a ponto de o abrir... E, deve ser por isso que, quando o fechaste com a frieza de quereres seguir em frente, quase sem olhar para o que deixaste construído, à espera que as raízes se cortem ou voem como a inconsistência de uma brisa perdida, o estrondo ficou a ecoar dentro da minha cabeça, instalado em todos os meus sentidos, sem conseguir ainda perceber porquê.
Acordo todas as manhãs com este zumbido, cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável.
Eu nunca me deixei de levar por essa inevitabilidade, submetendo-me a tudo o que depois se seguiu e, continuei a nutrir por ti o amor de sempre. Um amor total, gratuito, espoliado, com o corpo, o pensamento e o coração. Um amor quase visceral, tão certo, tão evidente que nem por um instante, a partir do momento em que te afastaste, eu duvidei que estava ali a certeza, o sabor e a essência do amor.
Voltei a cair nos teus braços, numa proximidade quase irreal, como um sonho vivido, dissolvi-me no teu olhar e os nossos corpos encontraram a comunhão de tantas vezes. Senti a alquimia a crescer novamente, estremecendo-me a alma. Saboreei os teus regressos como momentos eternos e irrepetíveis...
Hoje, sou novamente inundada pelas lágrimas, que escorrem como um rio, esse “rio” da canção do Camané em que a mentira tem sabor de verdade, esse rio que corre para o mar e me faz viajar até ti!
Mas tu preferes viajar para longe de mim, correr num rio contrário que não tem como fim o mar, não tens a sede desse mesmo rio, feito das minhas lágrimas pela ausência dos lábios desse rio.
Queria tanto esquecer o teu cheiro, que ainda vive nas almofadas, as noites partilhadas e abraçadas, os teus olhos adoçados por um sentimento que não sei bem definir e o teu doce toque que me faz estremecer o corpo e deixar-me envolver em ti!!!
Estou cansada. Cansada e triste. Cansada de me sentir triste. Triste de me sentir assim. E o pior é que vivo há muito tempo nesta dor, na dor da tua ausência ainda que presente. Não sei quando, nem como vou conseguir libertar-me de ti e limpar-te da minha memória sem, contudo, te apagar do meu coração. Sei que tudo tem um fim e que o sofrimento também, mas neste momento só sei que não consigo viver sem ti... Se ao menos tivesse essa força, se ao menos pudesse esquecer-me de mim, porque só assim - penso eu, na minha viagem ao fundo da minha própria dor, para ver se a mato - conseguirei apaziguar-me dentro do meu peito e continuar a gostar de ti com a mesma doçura e encanto, como a primeira vez que os meus olhos te encontraram no silêncio, ao som do piano e no pôr-do-sol.
E, é nesse pôr-do-sol que tantas vezes te procuro, como te procuro nas nossas fotografias, no dicionário que me ofereceste, em todos os lugares repartidos – são sempre infinitas as formas que arranjamos para nos sentirmos perto daqueles que amamos. Por isso é que, no teu sono profundo, as minhas mãos procuraram guardar cada pedaço teu, enquanto te acariciava o rosto, os cabelos, a barba por fazer, as linhas suaves e fortes do teu corpo.
Desculpa, se ainda procuro um sinal ténue, mas persistente, que me revele que de alguma forma te manténs ligado a mim e que talvez ainda me ames e me queres...
Tu continuas a afirmar que o nosso amor vive na inviabilidade e na impossibilidade... Como se tu soubesses e tivesses acesso a verdades absolutas... A piada da vida está na tentativa e não na certeza de não tentar! Dizes “não tenho nada para te dar”, para me tentares convencer que devo prosseguir o meu caminho sem ti. Mas quando adormeces nos meus braços, e me prendes no teu corpo, nem imaginas o quanto me dás. Quando me olhas, como só tu me sabes olhar, quando me tocas como só tu sabes tocar, quando repartes comigo os teus pensamentos, a tua vida, as tuas músicas, o teu sorriso, nem imaginas o quanto me dás... E eu só queria isso...
Ainda assim, sei que preferes viver no individualismo, com a tua alma baseada na liberdade e eu entendo-te, sim, entendo-te! Pois essa alma já se fundiu com a minha e sempre que olho para o interior do meu ser, vejo-te lá e, por isso, é que eu te entendo!
Acredita, que tento todos os dias enchê-los sem ti, mas em vez disso, contemplo-os como se não fosse eu a vivê-los, na esperança que o tempo passe, sem eu mesma entender aonde é que ele me leva. Repito em surdina que tenho que aprender a viver sem ti, ou pelo menos aceitar isso. E vou ter que aprender a conjugar este último verbo em todos os tempos e modos, para aceitar que já me amaste, que nada é eterno e muda, que a vida é feita de momentos e que te devia estar grata por todo o amor que me deste, pela tua frontalidade e sinceridade. Aceitar a perda e ausência daquele que tanto amo... Amar alguém é deixá-lo partir, olhar o céu e ver na dança da lua um momento qualquer em que talvez voltes, sem nada pedir, nem nunca esperar.
Não posso deixar de te reviver na minha memória e sonhar que me abraças e me dás um daqueles beijos, pois, doutra forma, Rui, vou enlouquecer e esquecer o prazer que é sentir a leve brisa tocar nos fios do meu cabelo e o calor do sol aquecer o meu corpo.
Talvez um dia... um dia eu possa viver doutra forma. Talvez o tempo, a vida ou as circunstâncias da mesma me libertem de ti. Mas, neste preciso momento, prefiro viver assim, imaginando o teu regresso eterno e irrepetível, encolhendo os ombros à vida e fingindo que não desisto dela, numa esperança infindável.
Um beijo doce
domingo, setembro 25, 2011
Só demasiado tarde o começei a ler... sim...o Amor
o teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.
entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.
entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.
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A Escuridão",
in "A Casa,
José Luís Peixoto
Oi Princesa….
Sinto tanto a tua falta que decidi passar perto da tua casa para tentar respirar um pouco mais a tua presença e assim enganar as saudades… ou então não, vim apenas tentar espreitar o teu dote (com ou sem farol) e imaginar longos passeios com a minha tinhosa ao lado a gritar: - “AI QUE MEEEDO!!!!”
A verdade é que este desabafo tem um propósito muito sério. Vou revelar-te um segredo: ESTOU COMPLETAMENTE APAIXONADO POR TI!
Não que esse estado de alma não me acompanhasse há já MUITO TEMPO, mais do que tu e eu imaginamos, mas a grande revelação(!!) concentra-se no facto de não ter mais receio desta condição, de assumir uma postura digna de quem quer partilhar os melhores e os piores momentos da vida ao lado de uma mulher FANTÁSTICA como tu! Nem sempre soube encarar e lidar com a situação da melhor maneira, mas prometo-te, uma vez mais, hoje e SEMPRE uma vontade imensa de AMAR cada pedacinho de ti, quer o sol brilhe ou o céu esteja “forrado”…
Quero sentir-te diariamente a meu lado, adormecer no teu corpo e amanhecer nos teus olhos…
A graça do teu sorriso,
Tua maneira de olhar,
Com carícia e com valor,
São tudo o que preciso
Para poder repousar
No porto do teu amor!
Era tudo isto e um pouco mais que queria desabar contigo, mas acima de tudo, estou LOUCO para te ABRAÇAR!!!
AMO-TE, tinhosa (da minha BIDA)
sexta-feira, setembro 23, 2011
Que parvo fui...
Lindo:
Eu sei que estás doente e, como tal, mal disposto! E, eu em vez de ajudar, ainda que fosse a minha intenção, não entendi a tua posição. Por isso te peço desculpa e apelo à tua compreensão. A verdade é que fui um pouco egoísta, pois queria a tua atenção, quando tu, estás mal e sem vontade de fazer nada. Peço perdão por te ter chateado... Tenta entender que tenho muitas saudades tuas e dos teus mimos...
Beijinhos doces
Meu Amor era de Noite
"É natural que, depois de eu ter ficado tanto tempo a desesperar-me e a pensar sozinho, me tenha decepcionado e amargurado ainda mais. e depois de três horas de viagem a remastigar a nossa vida, ainda é mais natural. e não queria magoá-la, meu querido amor da minha vida, mas tenho de dizer-lhe que vou começar hoje a despegá-la de mim, a descolá-la da minha alma, a arrancá-la de tudo aquilo que tenho sido nos últimos meses, depois de ter aguardado, por muito tempo, ao pé do telefone, horas, horas e mais horas terríveis, e em vão, um sinal seu, de desespero, de paixão, de ter mudado subitamente de ideias, sei lá, de querer vir-se embora.eu tê-la-ia ido buscar, ou teria ido ter consigo ao fim do mundo, não necessariamente com a veleidade de ficar junto de si, mas apenas para a mudar de lugar. bastava que me tivesse feito esse sinal, por mínimo, a qualquer hora do dia ou da noite. ainda esta noite. mas como ele não veio e, tudo ponderado, creio bem que, se algum viesse, não teria tido esse sentido, antes teriam sido sentimentos de piedade ou semelhantes a motivá-lo, acho que compreenderá que eu não aceito esmolas nem bons sentimentos "em vez de"
quinta-feira, setembro 22, 2011
Oi...
Porque é mesmo assim. Porque preciso conversar comigo, mas também contigo para esta mágoa que me consome se transforme em resignação, em aceitação, calma... Que se apague a tristeza da memória.
Mas que jamais se esqueça o que fomos. Jamais se confunda o aroma da tua pele antes do primeiro beijo que trocámos naquela sala. Que nunca se apague o brilho no nosso olhar quando hesitámos um amor tão intenso que não irei igualar a não ser contigo.
Mas que jamais se esqueça o que fomos. Jamais se confunda o aroma da tua pele antes do primeiro beijo que trocámos naquela sala. Que nunca se apague o brilho no nosso olhar quando hesitámos um amor tão intenso que não irei igualar a não ser contigo.
quarta-feira, setembro 21, 2011
Por mim.
Hoje finalmente tenho coragem para escrever. Há muito que o reprimo. Como os pensamentos, pesados e tristes que me invadem sempre que paro num sinal vermelho. Em tudo há pedaços teus. Na roupa que uso, nas estradas que corro, no mar que mergulho. Em tudo há memórias de nós. E é esse agridoce de sensações que não me deixa partir.
Li-o hoje... e pensei em ti...
"O teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são fortes e robustas, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre o odor a maresia.
entro nos corredores da vida para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim."
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são fortes e robustas, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre o odor a maresia.
entro nos corredores da vida para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim."
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A Escuridão",
in "A Casa,
José Luís Peixoto
quarta-feira, julho 20, 2011
Quatro tiros no coração
(...) Nunca o amor tocara o seu corpo
com a intensidade do medo
tornou-se parte de um rio
nem perto, nem longe
da palavra justa
Ele só pedia
"não me digam nada"
com a intensidade do medo
tornou-se parte de um rio
nem perto, nem longe
da palavra justa
Ele só pedia
"não me digam nada"
A direcção do sangue
Quando se viaja sozinho pelas imagens que perduram as evocações ganham um modo tão real A mancha ténue dos arbustos indica o caminho para o regresso que nunca há o mar ficou de repente perto sobre esta praia travámos lutas para as quais só muito depois encontramos um motivo era à pedrada que nos defendíamos do riso mais inocente ou de um amor Mas aquilo que nunca esquecemos deixa de pertencer-nos e nem notamos Estamos sós com a noite para salvar um coração |
terça-feira, abril 12, 2011
Mar
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
quarta-feira, março 16, 2011
Apenas as lembranças
“Podes levar tudo menos as lembranças,
Peço-te, eu que não sou um poeta do amor,
eu que sempre fui pudico ao nomear os sentimentos.
Há coisas que nunca podem chegar a ser ditas,
ainda que sejam sentidas até ao desespero das lágrimas.
Essa pertencem ao coração e não à escrita,
e não há álcool nem lume que as apague,
que as consuma, que as devore. São as coisas abissais
e absolutas que não se resolvem como teoremas
ou equações de entreter a quadrícula das páginas.
Se quiseres, eu apago a luz para não me veres chorar,
eu que há muito esqueci como se chora,
eu que sequei todas as lágrimas nos gélidos mistérios
da aflição das noites, nos simulacros.
Poupa as lembranças como se poupasses
os corais ou as anémonas na última viagem
até ao casulo da profundeza do mar.
Poupa-me, poupando o resto de mim
no pouco que sobra de nós. Não insistias.
As cegonhas vão e voltam, os corvos salpicam
de tinta nocturna o ilusório sossego das tardes.
Nenhuma porta se fechará à tua passagem,
porque eu já não sei amar, porque eu desisti
de me deixar amar. Que fiquem apenas as lembranças,
oferendas prometidas à felicidade que se esquiva.”
Peço-te, eu que não sou um poeta do amor,
eu que sempre fui pudico ao nomear os sentimentos.
Há coisas que nunca podem chegar a ser ditas,
ainda que sejam sentidas até ao desespero das lágrimas.
Essa pertencem ao coração e não à escrita,
e não há álcool nem lume que as apague,
que as consuma, que as devore. São as coisas abissais
e absolutas que não se resolvem como teoremas
ou equações de entreter a quadrícula das páginas.
Se quiseres, eu apago a luz para não me veres chorar,
eu que há muito esqueci como se chora,
eu que sequei todas as lágrimas nos gélidos mistérios
da aflição das noites, nos simulacros.
Poupa as lembranças como se poupasses
os corais ou as anémonas na última viagem
até ao casulo da profundeza do mar.
Poupa-me, poupando o resto de mim
no pouco que sobra de nós. Não insistias.
As cegonhas vão e voltam, os corvos salpicam
de tinta nocturna o ilusório sossego das tardes.
Nenhuma porta se fechará à tua passagem,
porque eu já não sei amar, porque eu desisti
de me deixar amar. Que fiquem apenas as lembranças,
oferendas prometidas à felicidade que se esquiva.”
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