segunda-feira, abril 30, 2012

Confissão

Olá:
Espero que estejas bem aquando a recepção desta mensagem.
Provavelmente estranharás a mesma, até porque te tinha prometido uma
resposta e falhei com a minha palavra, por falta de tempo,
inicialmente e por desmazelo e esquecimento, posteriormente.
Não vou comentar a tua atitude, no envio do coração. Vou apenas
referir que fiquei surpresa.
Ao longo deste  tempo, assumiste as tuas culpas no fracasso da nossa
relação, pediste desculpas e apelaste ao meu perdão e em nenhuma das
vezes eu o fiz contigo.
Por mais estranho que possa parecer,  hoje assumo a minha culpa e
responsabilizo-me pelos erros que cometi contigo. Não procuro o teu
perdão, isso já é tarde demais e despropositado. Assumo este espaço
como um ato de contrição, de uma consciencialização do que de errado
fiz contigo e comigo mesma. Uma auto reflexão e introspeção das minhas
atitudes ao longo do tempo que partilhamos em conjunto. Com o intuito
de  "limpar" as ditas "manchas da alma", a sombra negra de um estado
de culpa que hoje assumo meu!
Estou consciente que te magoei com as minhas constantes acusações e
críticas. Que, apesar de estas pretenderem a tua mudança, porque tu
eras o que eu queria e desejava para mim, não eram o meio de conseguir
a minha pretensão. Deveria ter sido com  base na compreensão e diálogo
que deveria expor os meus pontos de vista. Simultaneamente, deveria
ter aceite, desde cedo, assim que me apercebi, que éramos simplesmente
incompatíveis, que jamais conseguiria mudar-te, porque aquela era a
tua essência, dever-te-ia respeitar tal como eras e caso fosse
impossível, como agora o constato, ter-me afastado, sem ofensas ou
mágoas! No entanto, fui prisioneira de uma falsa esperança, aliada a
uma dor constante que me permiti e vivi, sem ser feliz ou fazer-te
feliz! Acreditava num amor inexistente, em que me provavas todos os
dias a minha insignificância para ti!
Sei que com todos estes erros, magoei-me mais a mim e tornei-me numa
pessoa irreconhecível. Esse foi o meu pior erro, deixar-me levar pela
tristeza e querer mudar uma pessoa. O teu, e maior de todos, foi-me
manteres prisioneira, durante anos, nessa pessoa que hoje deixou de
existir e que abomino. Estavas certo quando me dizias que a tristeza
era um vício. O meu eras tu e esse amor conduzia-me à tristeza...
Sei que ainda reside uma esperança em ti, que um dia te perdoe. No
atual momento, dir-te-ei que tal não será possível. Porque eu não
consigo perdoar-me a mim própria por ter caído num poço tão fundo, por
acreditar num amor infundado e irreal. Odeio a pessoa que eu era, em
que me tornei e tudo o que ela representava: a falta de força, de
amor-próprio,  a vitimização constante, o descrédito em  tudo, o auto
flagelo, por um amor impossível. Não me perdoarei por ter perdido
tanto tempo nesse ciclo vicioso, em algo que apenas me trazia dor e
sofrimento. Nem eu sei como aguentei tanto tempo e me perdi por
completo! O mal maior não foram as tuas traições e mentiras, foi o meu
comportamento desajustado e destruturado, munido por um ciúme cego e
uma dor imensurável. Querer-te para mim, sem aceitar quem tu eras!
Desculpa nunca ter compreendido a tua parte e no meu egoísmo, só ver a
minha dor, sem nunca entender a tua!
Compreende: ao afastar-me de ti, afasto-me do que eu fui! Das
lembranças que me invadem de um tempo repleto de dor e sofrimento e,
deste modo, consigo seguir de cabeça erguida pela vida, sorrindo para
esta e acreditando num futuro risonho. Sim, porque hoje sorrio mais e
choro menos e aprendi a valorizar-me! Voltei a ter a força de outrora
e a ser eu mesma!
Espero que também sejas tu próprio e te sintas bem com isso! Sabes, eu
nunca te conheci, verdadeiramente! Hoje tenho plena consciência desse
aspeto! Mas isso é outra questão, que não interessa agora!  Acima de
tudo, desejo que acredites em ti, porque isso é o mais importante!
Até...

sexta-feira, abril 27, 2012

Percorro-te
A língua de cetim
A prolongar o êxtase
As mãos de seda
No rio do teu corpo.
Afloro a nascente:
E num grito
Todo tu és torrente.


É tarde, meu amor
É muito tarde.
O tempo implacável me consome
E destrói o vigor do corpo moço:
Apagou o fulgor do meu olhar
Roubou a altivez do seio cheio
Secou o rio manso do meu ventre
Cobriu de pergaminho a minha mão
É tarde, muito tarde
Mas… por dentro
Ainda bate, por ti, o coração.


quinta-feira, abril 26, 2012



E biba a liberdade! :)
Oi! Espero que estejas bem! Eu ja levantei a bandeira branca no que respeita a nossa situacao. Estou em paz. Principalmente comigo. O email que te enviei teve esse proposito! Que nao sei se recebeste?! Agora que nao ha mais nada ha a tratar, nada mais entre nos faz sentido! Parafraseando alguem que conheci ha muito tempo: "Saudinha da boa"! Adeus! ***

SMS - Liberdade

Tinhosa, permite que te trate assim porque hoje é dia da liberdade. E porque tenho sempre algo para te dizer. E perdão por cobrar. E que compreendo as suas razões. E que não posso pedir perdão. Apenas uma trégua. Para lhe dizer que lamento. O resto da minha vida. E que o nascer do Sol não é o mesmo sem si.  E viva a liberdade. Um abraço.

terça-feira, abril 24, 2012

segunda-feira, abril 23, 2012

sexta-feira, abril 20, 2012

quinta-feira, abril 19, 2012

quarta-feira, abril 18, 2012

terça-feira, abril 17, 2012

O teu beijo.

Hoje, como todos os restantes dias da minha vida sem nós, foi uma noite de memórias.
Hoje, sonhei com o teu beijo.
Não as inúmeras vezes que trocámos beijos. De alegria, de paixão, de loucura, de tesão, de tristeza, de carinho, de consolação.
Hoje sonhei com o nosso primeiro beijo.
Aquele que antecedeu as palavras, que tocou o coração, que precedeu o abraço.
Porque antes desse beijo, as palavras eram vagas, o contacto físico tímido, porque foi esse beijo o condutor do Amor.
Foi nesse beijo que te disse, sem palavras, que te Amo.
Foi depois desse beijo que passei a desejar todos os dias da minha vida, o teu beijo.
Foi do teu beijo que os meus olhos falaram, os meus braços se soltaram, o corpo de desprendeu, os sentidos despertaram.
Foi nesse dia que percebi, foi nos teus lábios que li.
Encontrei o Amor da minha vida. 

segunda-feira, abril 16, 2012

Será que deva esperar?

Espera pelo homem que beija a tua testa... Que fica de mãos dadas contigo a frente dos amigos...

Espera pelo homem que te esta constantemente a lembrar o quanto significas para ele...e da sorte que ele tem em te ter...


Espera por aquele que se vira para os amigos e diz..."É aquela..."


Será que deva esperar?

sexta-feira, abril 13, 2012

Oi...(ou antes direi mi amore):


Há dois dias que não sei nada de ti...

Os sentimentos que invadiram o meu pensamento foram os mais diversos e invariáveis possíveis...

Neste momento ocorrem-me as dúvidas...Onde errei? Que fiz de mal para não receber notícias tuas? O que se passa contigo? Já não me amas? Acordaste de um sonho e apercebeste-te que já não sou importante na tua vida??????....

Cheguei mesmo a temer pela tua vida e pensei que a ausência de notícias estivesse associada a um acidente ou algo trágico, que eu, devido à distância... não seria avisada ou informada!!!

Liguei! Liguei para as urgências das unidades hospitalares que rodeiam a tua área de residência e sempre que proferia o teu nome completo e espera a resposta de um sim ou não deu entrada, conseguia sentir o ritmo cardíaco a aumentar, que mais parecia que ia explodir. Não sei se aguentaria ouvir um sim, pela incapacidade e pela impotência que a minha posição me impunha ... no entanto, a resposta foi sempre negativa e fiquei mais tranquila!

Mas seguidamente, sentimentos adversos me invadiam...Todo este desprezo fizeram -me pensar em tantas coisas más e boas que vivemos juntos.

Deitada na minha cama, invadiram-me os momentos que passámos no meu leito e fui feliz a teu lado e são estes que guardarei no meu coração, sempre que me lembrar de ti, de nós!!!

Não me faças mais isto, por favor!!! Prefiro ouvir da tua boca que não me amas...do que não saber nada de ti!!!

Beijinhos de quem te ama!!!

quinta-feira, abril 12, 2012

Perdão.

Já percebeste que divago na grande maioria dos discursos e das postagens deste blogue, porque simplesmente preciso pedir-te perdão.
Isso...e lembrar-me de me esquecer de ti. Não é um exercício fácil.
Se pudesse voltar atrás e mudar algumas coisas na minha vida, voltava.

Mudava somente os momentos em que te magoei. Não para mudar o curso que seguiu a vida depois das minhas acções, mas sim para tirar o sofrimento que ainda vejo nos teus olhos. Nos meus olhos.

Não para que me perdoasses e fazer de conta que não tinha acontecido nada, mas para apagar a dor causada e as consequências de dela vieram.

Porque hoje sou eu quem acorda todos os dias sem as flores, sem a música, sem a aventura de viver o quotidiano, na luta para chegar novamente aos teus braços.
Como o soldo, depois da batalha que é a vida.
Hoje é apenas paliativa. Uma dormência. Nem sei de quem nem do quê. Um compasso de espera.

Precisava saber de ti. Que me falasses das viagens do dia, dos sonhos da noite... da direcção que vais tomando todos os dias, que sei que não será ao meu encontro.
Dos laços que crias. Dos abraços que envolves. De ti.
Porque nós já não existimos mais.

quarta-feira, abril 11, 2012

Somewhere...

Somewhere there's someone who dreams of your smile,
and finds in your presence that life is worth while.
So when you are lonely, remember it's true
Somebody somewhere is thinking of you.

terça-feira, abril 10, 2012

sexta-feira, abril 06, 2012

quarta-feira, abril 04, 2012

terça-feira, abril 03, 2012