Há muito que não escrevo (directamente) para ti.
Hoje senti necessidade de o fazer. Não que não tivesse vontade antes. O medo ganhou. Das críticas. Das insinuações. Das repreensões. Hoje o medo não ganhou.
Porque me sinto muito feliz por te ouvir sorrir. Porque tenho que te dizer que, ao contrário do que pensas, a vontade de te ver é imensa! De receber um daqueles sorriso que te iluminam os olhos! Do teu corpo. De apertar suavente a roda comovente da tua cintura. Da altivez dos teus seios brancos. Dos nossos dois corpos.De ir contigo à praia e ficar a ver como o sol te doura o corpo, satisfeito por poder comtemplar o torneado sublime das tuas formas. Como um só. Como ninguém. Como jamais senti. De embarcar no jogo apaixonante que começámos no mmomento em que finalmente os teus olhos se prenderam nos meus.
Sei bem que o silêncio da minha parte tem sido dominante na minha postura e que amar também é cumprir as cordialidades de discurso, de diálogo de circunstância. Porque nem a linguagem corporal posso expressar quando longe de ti.
Mas não estou distante do teu coração. Ou não estás distante do meu. Por mais que quisesse. Mas não quero.
Por isso prefiro que nos olhemos. Porque olhar-te, antes de te tocar, é sentir-te no coração. e os teus olhos são pautas da minha música.
E tantas amarguras por telefone me deixaram zangado. E não quero. E por isso não desejo mais do que te ver. Preciso olhar-te e nesse olhar, dizer-te todas as palavras que tenho que te dizer e que, se bem pensares nisso, não é mais do que dizemos em silêncio quando os nossos corpos se percorrem.
Por isso te digo até já. se o quiseres.
Beijo doce.
p.s.: desculpa a sofreguidão do discurso. às vezes não sei quando parar. sou um animal do silêncio, mas a escrita assola-me e nem sempre o partilho. quando o faço, nem sempre meço as palavras. só posso confessar-te que escrevo ao "correr da pena" e que sinto cada palavra como saudades de ti.
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