Olá Rubi, foi numa terça-feira que eu te vi
Sentada e só num banco de jardim
Contemplando um folhetim
De umas aulas de ballet
Olá Rubi, foi desta forma que eu decidi
Depois de tantas vezes indagar
Formas de te abordar
Frente a frente eu te comtemplo
Amanhã cai a noite
E cais nos braços de outro alguém
Sem saberes que sofro em solidão
Como posso resistir
se eu te amo noutra dança
Quando me levas até ao Bolchoi,
À Opera, ao Scala de Milão…
Em sonhos
Olá Rubi, nem sei se eu devia estar aqui
Em busca de algo mais do que um affair
Um amor de aluguer
Para alguém cobarde e só
Olá Rubi, logo da primeira vez me apercebi
Gravuras e cartazes de bailados
Nas paredes do teu quarto retratados
Se que te vias assim
Amanhã cai a noite
E cais nos braços de outro alguém
Sem saberes que sofro em solidão
Como posso resistir
se eu te amo noutra dança
Quando me levas até ao Bolchoi,
À Opera, ao Scala de Milão…
Em sonhos
sexta-feira, agosto 31, 2012
quarta-feira, agosto 29, 2012
sms
Oi jeitoso, tudo bem?
Dormiu bem? Hoje deve estar cá com uma ressaca, que nem pode!
Mas mesmo assim, envio-lhe os meus documentos, que isto já me deu a volta á cabeça!!!
Depois pago com o corpinho, ou em géneros:)
Um beijo doce para si, com sabor a poncha! lol
segunda-feira, agosto 27, 2012
Por que é que fodemos o amor?
O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. E melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros, que continuam boas. A morte é mais aborrecida. Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. E do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo.
sexta-feira, agosto 24, 2012
sms
Os danos são realmente irreversíveis e tsunâmicos, mas foi maravilhoso partilhar contigo o teu aniversário e perder-me de loucuras por ti. Queria nanar do teu lado. Bjos
32
Já passou.
Já não.
Já não tenho 26.
Antes tivesse.
Porque nesse tempo não tinha muito. E tinha tanto.
Tinha o teu amor. O teu calor. O teu abraço.
Hoje tenho mais. E tão pouco ao mesmo tempo.
Conto sucesso na profissão. Aumento na remuneração.
Mas e o teu abraço? Não.
Conto com mais luxo. Um carro descapotável alemão. Desses que se invejam e sonhei ter aos 40.
As roupas. Que antes só tu oferecias. Dessas macias como a tua pele.
Mas e o teu corpo? Doce. Esse não.
Tenho tanto e tão pouco, porque todos os dias choro pela tua ausência.
Conto já rugas que antes eram expressões de pura felicidade.
Conto memórias. Só memórias. E saudade.
Porque a única coisa que precisava neste momento era ouvir a tua voz.
Saber de ti.
Ver-te.
Sentir-te.
Qualquer coisa de ti.
Já não.
Já não tenho 26.
Antes tivesse.
Porque nesse tempo não tinha muito. E tinha tanto.
Tinha o teu amor. O teu calor. O teu abraço.
Hoje tenho mais. E tão pouco ao mesmo tempo.
Conto sucesso na profissão. Aumento na remuneração.
Mas e o teu abraço? Não.
Conto com mais luxo. Um carro descapotável alemão. Desses que se invejam e sonhei ter aos 40.
As roupas. Que antes só tu oferecias. Dessas macias como a tua pele.
Mas e o teu corpo? Doce. Esse não.
Tenho tanto e tão pouco, porque todos os dias choro pela tua ausência.
Conto já rugas que antes eram expressões de pura felicidade.
Conto memórias. Só memórias. E saudade.
Porque a única coisa que precisava neste momento era ouvir a tua voz.
Saber de ti.
Ver-te.
Sentir-te.
Qualquer coisa de ti.
quinta-feira, agosto 23, 2012
sms
Coisa fofa um beijo molhadinho de parabéns! Sabes uma coisa: adoro-te demais, queria dar-te o mundo porque mereces o universo. Obrigado por existires há 26 anos!
quinta-feira, agosto 16, 2012
Se cuidas de mim
Eu cuido de ti também
Dentro da minha mão
Eu guardo te bem
Se amarmos do princípio
Se perdermos tudo outra vez
Vou marcar-te bem
Como um sonho vão
Dentro da minha mão
Se cuidas de mim
Eu cuido de ti também
Se vens em paz
Eu venho por bem
Se formos bebendo
O chão deste caminho
Vou guardar-te bem
Agora que sei
Que não vou sozinho
Há uma praia depois da sombra
Uma clareira p’ra iluminar
Há um abrigo no meio das ondas
Tu a caminho p’ra iluminar
quarta-feira, agosto 15, 2012
Todas as noites. Todos os dias.
(...) senti-me, sinto-me já tão amarrado a tristezas, mesmo antes de esses tempos começarem, que me parece às vezes que o melhor seria fazer um catálogo de saudades, para que soubéssemos sempre situar-nos a partir delas e para que nos enternecêssemos com um exercício em que nos poderíamos recapitular, fosse de dia, fosse de noite.
Etiquetas:
era de noite. Vasco Graça Moura.,
Meu amor
terça-feira, agosto 14, 2012
O mal do amor
Nunca houve nada como o amor para nos ajudar a ver o mal. O amor é o antídoto da cenoura. Eu sempre te vi como uma rapariga encantadora. Tudo o que fazias tinha de ser forçosamente encantador. Por muito bruta que fosses, parecia-me sempre uma forma radical de encanto. Mesmo quando teimavas numa manifesta estupidez, eu cansava a cabeça até arranjar maneira de te dar razão. Achava que toda a gente te atacava injustamente. Parecias-me incompatível com a injustiça.
Etiquetas:
Miguel Esteves Cardoso,
O amor é fodido
segunda-feira, agosto 13, 2012
Cansaço - Síndrome de segunda-feira
O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
sexta-feira, agosto 10, 2012
sms
...o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.
eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,
que eu amava quando imaginava que amava. era a tua
a tua voz que dizia as palavras da vida. era o teu rosto.
era a tua pele. antes de te conhecer, existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.
muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a
claridade."
sms
És mais do que o ser que amei! Foste o meu dia, a minha
noite, o meu sol e a minha chuva!
Foste o abraço que me aqueceu e me envolveu num sono bom.
O beijo que me perdeu e me aqueceu!
És e serás sempre o ser que habita o meu coração sofrido!
A saudade inunda-me a cada momento a minha pessoa!
Um beijo de bom dia.
Relógio da saudade
É patológico.
Irremediável.
Impossível viver sem conversar contigo, quer por palavras, quer por pensamento.
Tentei.
Juro que tentei.
Passei por todas as fases. Pelo desespero da ausência, pela ignorância da tua presença constante no meu peito. Distraí-me com tudo e com nada. Passei a fase consumista, na aquisição de todos os brinquedos tecnológicos e gadjets, mas todos eles me levavam até ti, directa ou indirectamente. Usei os livros como companheiros e até nos textos mais inócuos, dispersos, vazios... encontrei um lugar para te encaixar e partilhar contigo a minha saudade.
Parece(?) castigo. De tantas outras vezes fui eu mesmo quem procurou afastar-te. Agora desespero exactamente pelo contrário.
Não há serão, por mais agradável, na melhor companhia, com álcool ou drogas à mistura, em que não sinta a tua presença, em que não adormeça ou acorde a pensar em ti.
Passou mais de um ano da tua partida. Mas o teu tempo continua marcado em todos os ponteiros do meu relógio, em todos os minutos e segundos que registam a saudade de Ti.
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