sexta-feira, setembro 28, 2012


Assim me perguntaste,
assim te respondi:
tudo é paixão.

Como não lamber
da tua pele, o mel
que o desejo fabrica?

E como a minha boca
não recolher o néctar
da tua boca?

Ou como não sorver
das tuas mãos o pólen
da ternura?

E se, em vez de paixão,
for sexo apenas,
ou loucura?

Pode até não ser amor.
Mas, seja o que for,
não é pior.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Hoje estou mesmo cansado. Não para pensar em ti. E por isso precisar tanto de nós.

Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais a falta das pessoas de quem amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Lost


Hoje sinto-me assim. Perdido. Ou não. Desamparado. Mas principalmente revoltado. Da tua ausência.
E por isso cheio de saudades desse abraço.

I can't believe it's over
I watched the whole thing fall
And I never saw the writing that was on the wall
If I'd only knew
The days were slipping past
That the good things never last
That you were crying

Summer turned to winter
And the snow it turned to rain
And the rain turned into tears upon your face
I hardly recognize the girl you are today
And God I hope it's not too late
It's not too late

'Cause you are not alone
I'm always there with you
And we'll get lost together
Until the light comes pouring through
It's when you feel like you're done
And the darkness has won
Babe, you're not lost
When your world's crashing down
And you can't bear the cross
I said, babe, you're not lost

Life can show no mercy
It can tear your soul apart
It can make you feel like you've gone crazy but you're not
Things have seemed to change
There's one thing that's still the same
In my heart you have remained
And we can fly fly fly away

'Cause you are not alone
And I am there with you
And we'll get lost together
Until the light comes pouring through
It's when you feel like you're done
And the darkness has won
Babe, you're not lost
And the world's crashing down
And you can not bear the cross
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost.

terça-feira, setembro 25, 2012

Como é que esquece alguém que se ama?


Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. 
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. 


segunda-feira, setembro 24, 2012

Domingo à tarde.


sms


Meu lindo, adorei a música que me enviaste:) Alegraste o meu dia! SE continuares a colocar um sorriso nos meus lábios e se este sentimento permanecer, o passado deixa de ter sentido e guardo na memória e no coração as coisas boas. Obrigada por teres finalmente acordado e aperceberes-te que o melhor caminho é estarmos bem. Vou fazer por estar em paz também! Porque nós merecemos.
Um beijo muito muito doce e até já;)

sexta-feira, setembro 21, 2012

quinta-feira, setembro 20, 2012

"Podemos começar por qualquer lado que tanto faz. Havemos de chegar lá. Não me perguntes onde. Quando chegarmos saberás. Ainda é cedo para perguntar. Ouve só."

quarta-feira, setembro 19, 2012

Há palavras... que não quero ouvir.


Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis,que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens,palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor

E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis À boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.

Estou perto e estou longe.


(...)Alguém me habita como uma árvore ou um planeta.
Estou perto e estou longe no coração do mundo.


terça-feira, setembro 18, 2012

PCT II


Hoje, mais do que nunca, o meu desejo mais ínfimo e profundo, que
provém de uma vontade não controlável, pretendia que tu te emergisses
e prevalecesse a tua vontade! Porque, no subconsciente da minha alma,
tenho a noção que me fazes sorrir, quando conversamos 4 horas seguidas
e durmo tranquila com o teu beijo de boa noite...
Mas o meu ser consciente, a minha razão, a voz da experiência, sabe o
quanto isso é errado! Por todos os motivos que constituíram a nossa
história! Porque o presente é construído pelo antes e o depois, o
passado e o futuro! E nós, mais do que ninguém, temos noção o quão
difícil foi o nosso pretérito e quão impossível é o amanhã!
É bom andamos distraídos, sem pensar nas consequências, no que foi e
no que será! Viver na leveza do presente, sem temer, nem recear o que
poderá advir!
Mas, infelizmente, o medo impõe-se! Se já me desrespeitaste antes,
porque não o farás agora?
As relações que mantenho, fracassam... Interrogo-me se esqueci do que
é amar, do que é entregar-me sem defesas, porque criei mecanismos que
me protegem, que me salvam, ou destroem! Que me fazem esquecer de mim,
para me defender de quem sou, ou me tornei!
Porque " enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para
o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora,
soltar, desprender. As pessoas precisam entender que ninguém está
jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espero que me devolvam algo, não espero que reconheçam o meu
esforço, que descubram  o meu génio, que entendam o meu amor.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por
soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na
minha vida. É imperativo fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa,
sacudir a poeira. Deixar de ser quem era, e  transformar-me em quem
sou."(adaptado do texto de Fernando Pessoa)
Sei que me entendes... no fundo, compreendes!
Se por um lado quero criticar a tua resignação, a falta de imposição
de vontade própria, por outro, estou ciente, que a minha deve
prevalecer, para curar feridas, para aprender a viver novamente e
somente comigo!
Desculpa, esta minha ambivalência! Há uma cobardia subjacente, bem
como uma força que me empurra e me afasta de tudo o que me levou às
lágrimas!
E, apesar de tudo, eu também estou aqui! Para o que precisares! Só
nesse sentido! Porque o medo de imaginar, nem que seja por um segundo
apenas, que te quero abraçar, leva-me para longe de ti!
Espero que a vida te sorria e, principalmente, que tu sorrias para ela!
Um beijo, um sorriso, um abraço (tal como eu imaginei!)
Atenciosamente, (lol)

Envias-me o PCT?




O pedido é simples. Como a simplicidade com que deveria ter gerido (vivido) o nosso Amor.
Mas hoje não vim reclamar créditos, usar desculpas, mendigar uma (re)apreciação de estado ou condição da vida que sem dúvida mereces.
Vim só pedir o PCT.
E talvez um pouco mais. Ou não.
Porque ainda agora, neste momento de coração apertado que te escrevo, me apetece usar de toda a parafernália de termos e esquemas literários para fugir à sms. Aquela que quero esquecer. Apagar. Cortar as palavras às fatias.
Sim, esta que me apetece ser ledor e não leitor para não interpretar nas entrelinhas, para não encarar (uma vez mais) o destino fatídico que em tempos marcou quem fomos... e quem somos, definitivamente.
E só fujo, porque da culpa não me posso, obviamente, livrar.
Não posso.
Não quero.
Não devo.
O inesperado e súbito (ainda que muito desejado) contacto simplesmente aconteceu. Porque não foi (é) tudo assim tão simples?
E com ele as nuvens desapareceram momentaneamente, como se a natureza me pregasse uma partida e a Primavera só agora tivesse começado.
Bem sei que o meu processo de "remissão dos pecados" contra si exige a seriedade que em tempos não cumpri. A honestidade que no pretérito se eclipsou.
O respeito deslizou para bem longe.
Bem sei que este luto de si exige o ar taciturno que quem perdeu o melhor. Destruiu a melhor dupla alguma vez existente e devo culpar-me e atirar-me à cara, em frente ao espelho, todos os dias. Devo abominar-me um pouco diariamente.
Continuo a fazê-lo.

Mas concedi-me uma pausa. Abri um pouco a porta, em vez de espreitar todos os dias pela fechadura que trancaste depois de nós.
Com o coração aberto, tenho que confessar que me permiti a esse luxo.
Dialogar consigo!
Ultraje. Descaramento. Vergonhoso. Isso tudo. E mais.
Onde já se viu?
Depois de tudo. Sim, porque tudo também foi bom.
E por isso me excedi e não quero ler esta sms. Esta que que esqueci do alfabeto. Que não consigo ler.
Porque com ele volto à real condição, não só de verdadeiro culpado, mas de bicho abandonado que perdeu o seu NUORTE.
Volto para onde nunca deveria ter saído se tivesse vergonha na cara, mas do Amor já só tenho um único músculo que bate indiferenciadamente… mas nos últimos dias proporcionou-me um verdadeiro concerto, capaz de bater os Stomp no coliseu.
E porque não posso pedir, exigir, reclamar ou sequer chorar para que não vás, já não, oh... tão cedo, não queria sequer pensar nesta sms indecifrável aos meus olhos.
E porque sei que estás tão certa, que não tem sequer que te rir comigo, trocar as palavras para que eu possa gozar muito consigo, dizer-me boa noite  e enviar-me um beijinho nesse “ronronar” de gata mimada que provoca autênticos tsunamis, que só por seres um coração de ovos-moles, a tinhosa que me apaixonei, é que voltei a ouvir-te e não me apetecia desligar.
Mas não posso adiar. Eu sei.
E peço perdão.
Porque não posso pedir mais nada. Só que sejas sempre muito feliz. E que continues a ser assim,
Por isso peço… envias-me o PCT?
Um abraço. Sempre muito muito forte.

sexta-feira, setembro 14, 2012

À tua maneira

Depois dos últimos dias só posso mesmo recordar factos e acontecimentos que marcaram a nossa felicidade. Como no concerto dos Xutos, chapados e apaixonados como adolescentes no cio, a cantarem ao som do Tim, totalmente apagados do mundo à volta.
E de facto, mais que nunca, tenho que reconhecer que devia ter sido sempre à tua maneira. E que eu não me devia ter importado ou assustado com isso.

Já te fiz sofrer tanto que confesso, até há bem pouco tempo, me pareceu impossível que pudesse sequer saber de ti, por ti,  quanto mais ouvir a tua voz do outro lado do telemóvel.
Por isso hoje, mais que nunca, me confesso e te peço outra vez perdão. e uma vez mais. E outra.
Porque também hoje percebo porque és a mulher da minha vida e te Amo tanto.
E só me condeno porque não o soube preservar, guardar-te e acarinhar-te todos os dias da minha vida.
Não que não tivesse a certeza antes. Do meu Amor. Mas foi à minha maneira.
Da nossa relação não. Do ciúme. 
Ainda ontem te explicava como compreendia que todos os que se envolvem contigo sentissem tanta insegurança ao teu lado. Sou prova disso. E fraca desculpa para tanta coisa má que te fiz passar.
Mas a verdade é que a tua presença é tão desejada quanto temida. És preciosa. Poderosa. Hipnotizante. Viciante. E por isso tão cobiçada. 

És a viagem de sonho, complicada e minuciosa na escolha, atribulada na partida, relaxante e revigorante na estadia. Mas finita. E o regresso à terra dos comuns mortais. Ao estado de consciência, à realidade. Ou pelo menos, na consciência dos fracos como eu, daqueles que pensam ter tempo e hora marcada de ti, porque sempre tive a clara ideia que eras o meu delírio e não a minha condição, percebemos rapidamente que a contagem decrescente começa sempre que alguém se aproxima de ti. E resistimos. Pouco. E lutamos. Para quê? Porquê. Se a inevitabilidade é já aqui.
E vem o medo. A obsessão.
E depois a revolta. O afastamento. Ou a tentativa de o fazer.
A consciencialização. O abandono. A aceitação da perda. A (má) escolha das alternativas. Porque por mais e melhores que sejam, não te conseguem apagar.
Hoje ainda tento entender-nos. Perceber-me. Questionar-me. Mas sem ilusões. Só para te pedir perdão.

Agora só quero viver-te. Um pedacinho! O que puder, quiseres, deixares.
Sem nunca deixar de te Amar.
E esperar que sejas feliz.
À tua maneira.

Bom fim de semana.
Abraço.


Beijo salgado e fresco

:) Olá para si! Com tanta confusão, só tive tempo agora para lhe dar um beijinho. Com a pressa de manhã, esqueci-me do telele! Mas chegar a casa e ter uma msg sua, é confortante! Estou de rastos, vou p a praia! Lol! Beijo salgado e fresco.

INVEJA!!!!!! Quer trocar por uma reunião??? Cuidado com o sol, as sardas nesse nariz empinado não perdoam!!!... divirta-se! Bjo

Ahahah! Cada um tem o que merece! Vou dar um mergulho por si! ;)

Sweet dreams!

T - Hoje não resisti em enviar-lhe um beijinho de boa noite! Ao olhares para o céu,  a estrela mais brilhante e próxima vai-to entregar e este em ti vai repousar! Sweet dreams!

R- Mais do que nunca esse beijo soube maravilhosamente. Porque era mesmo do céu que o aguardava enquanto para ele olhava. Hoje, agora, apesar de acompanhado pelos amigos do costume, consigo sentir-me tão só e personalizar uma ilha perdida no Atlântico porque, por mais à vontade com eles, tem dias que nem me consigo identificar no meio dos diálogos banais depois de um dia complicado. Hoje, mais que nunca, esse beijo foi tão simples e tão fantástico. Obrigado. Um beijo doce, mas um abraço bom ainda melhor. Agora vou parar que já estão a olhar de soslaio mas não me apetece. Beijo!


quarta-feira, setembro 12, 2012

Reciclado.

Sim, ele era feito de papel. Uma folha em branco em que ela quis escrever, mas que deixou a meio. Sim, ele sabia que era feito de papel. Reciclado.

terça-feira, setembro 11, 2012

Hoje apetecia-me.

Hoje apetecia-me vestir a melhor indumentária como se de um dia de festa se tratasse. 
Combinar os melhores tecidos para que o corpo pudesse lembrar o toque a tua pele macia. 
Produzir-me o melhor que posso, colocar o melhor perfume, para te impressionar e te sentires orgulhosa de mim, passeando a meu lado.
Sair com a capota aberta sem destino e banhar-me no Sol, porque ele nasce para todos, mas só hoje me conseguiu aquecer. O corpo e a alma.
Dar-te a mão enquanto olhas no espelho retrovisor e penteias o cabelo ou retocas a maquilhagem.
Parar para almoçar e deliciar-me com o manjar dos teus lábios, ignorando tudo e todos à nossa volta porque hoje és só para mim e nada mais no mundo importa.
Entre o sono e o sonho. Entre o cansaço e a desilusão de mais uma manhã sem ti.
Hoje fiz isso tudo. Porque a doce memória de ti é o maior tesouro que não consigo evitar.

sms -"convenhar"

Durma com a leveza e com as coisas boas que partilhámos...Há que 'convenhar' que ninguém, jamais, nos vai entender, como nós o fazemos, mutuamente e isso e, por si só, único e incomparável! Bons sonhos... Abraco!!!

sms - "Desabocado"

Correndo sérios riscos de ser "desabocado", tenho que confessar que é maravilhoso voar até nós. Porque até posso não a ver mais. Ou jamais encontrar o seu abraço. Castigo merecido. Só não pode roubar os meus sonhos.  Boa noite. Obrigado. Abraço.

sms - quando o futuro foi ontem

Se tiver um tempo disponível, breves minutos para ouvir os meus pensamentos e deixar-se levar nas minhas conversas perdidas, pode-me contactar, nos próximos momentos... Apesar de ser um erro ou um desaire, voar até si, faz-me reencontrar quem sou... na leveza do discurso, no riso partilhado! E apesar da culpa e da mágoa do passado, sabe bem tentar perdoar o mal e sobressair o bom! Ate já...

segunda-feira, setembro 10, 2012

Já não.

Já não podemos foder.
Mas podemos falar.
Já não podemos fazer maldades.
Mas podemos falar delas.
Já não podemos fazer nada senão falar.
Um dia nem sequer isso.
Estaremos apenas juntos.
Finalmente juntos.
Já é qualquer coisa.
Pode ser que não possamos mais ser separados.
Depois de tantos anos.

domingo, setembro 09, 2012

Privilégios.

Claro.
Ainda a mensagem. O misterioso telefonema. A iminência da resposta. A conversa fiada. Mas tão boa! O teu soninho na voz. 
Hoje comprei revistas. Hoje apetece-me saber de Amores, de intrigas. De paixões e brigas loucas. Quero saber receitas. Ouvir conselhos. Ler o zodíaco. Sentir-te perto. Demência. Urgência. Loucura. Sei lá. 
Porque acordei com aquela música que sempre ouvia ( no carro, na cabeça, nos sonhos, ou quando fazia amor contigo) quando estava feliz! E falo no pretérito, mas afinal, quando agora escrevo, só a alegria da tua voz me  alenta.
Acho que nunca te revelei qual a música. Também não percebo a correlação. Mas é assim que também te sinto. A cantar e dançar. E o Amor não te explica. Só me complica. Depois pergunta-me qual.
É segredo e só to conto a ti.
E como até hoje tento digerir todos os pormenores da conversa de quatro horas, acordo com mais uma epifania quando, em jeito de conclusão, te ouvi suspirar (deixa-me sonhar assim), que deveríamos ter sido amigos sem privilégios.
Pois meu amor, confesso, atesto, declaro, que, se foram os teus olhos que me apaixonaram, foi o teu corpo que me embebedou, foram os teus seios que me saciaram o prazer, os teus lábios que acalmaram o furacão. Um freepass  de emoções que jamais abdicaria no Mundo.
A imortalidade.
A liberdade.
O coração.
Ser teu qualquer coisa, é por isso hoje,   em qualquer parte,  do corpo ou num canto da alma, o melhor privilégio que na vida me concederam, e percebo-o claramente nos momentos em que transpiro só de ouvir a  tua voz.
Por isso te peço que hoje, só me basta ter o privégio na tua memória. No café da manhã. No banho. (Ai o banho da limpeza dos pecados. E das penitências. Da tua pele alva!). Na geografia das ruas apertadas e esguias da cidade, que revelam o mapa sinuoso do teu corpo doce, na aventureira busca ao tesouro. No carro. Na música que (te) toca quando passa e fazes aquele jeitinho com o pescoço, como as gatas no cio, a pedir Amor. Ai o teu canto hipnotizante de sereia. Impossível esquecer.
 
Só precisas de fazer isso.
Hoje.
Amanhã.
Ou qualquer dia.
Num minuto ou segundo que o teu coração te peça.
O resto é fácil.
Estarei aqui.

Tenho que dormir. O corpo atraiçoa e atormenta os dedos que agora escrevem, porque a alma quer dizer mais. Tenho tanto para te dizer.

O que é que tu queres de mim?


Olá, bom dia:)
Hoje sou eu a primeira a enviar um beijo de bom dia, aliado ao trabalho que me pediu e que desenvolvi com muito gosto.
É sempre bom poder ajudar-te, para variar um pouco, porque normalmente é sempre o contrário.
Também fico contente quando noto que precisas da mim, nem que seja nas coisas mais simples... Por isso dispõe, sempre que precisares, que eu não cobrarei a qualidade dos meus serviços a preço justo. lololol
Unicamente, o que cobrarei foi o que te disse, que é basicamente a resposta a uma questão que me acompanha o pensamento.
Não necessita de resposta elaborada. Apenas clareza, objectividade e especificidade. Sem subtrefúgios, apenas sinceridade!
Também não vou fazer uma dissertação sobre os meus motivos para realizar esta questão, careço apenas de uma resposta clara e objectiva...
Bem, cá vai a desejada...
O que é que tu queres de mim?
Ps- não é uma pergunta rectórica, nem tão pouco provocadora de situações desagradáveis. è algo que pretendo esclarecer contigo e comigo!
E, ainda que a resposta do "eu não quero nada de ti, eu só te quero a ti", me pareça o mais querida e romântica, neste momento é insuficiente! Preciso que sejas específico e aberto.Aliás, agradeço sobremodo que o sejas!
E, independentemente, de qual for a tua resposta, quero que saibas, que pelo menos podes contar com a minha amizade e que eu estarei disponível para te ouvir, apoiar e ajudar, no que for preciso, porque te guardo num lugar bem especial, o meu coração!
Beijinho grande de bom dia!

sexta-feira, setembro 07, 2012

Ouvi Dizer



Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!

Inveja

Costumo dizer frequentemente que a inveja é um sentimento muito feio.
Aparentemente sim. No meu caso, na maioria das vezes, nem por isso.
Muito pelo facto de que, invejo as boas relações que o Amor conseguiu transformar a vida dos que me são mais próximos.
Ao invejar a relação dos meus amigos, consigo também acreditar que, apesar e por tudo, o Amor consegue sempre vencer, sobreviver, transpirar, transbordar.
Ainda que a inveja me traga sempre associado o sentimento nostálgico da tua ausência, desperta-me para a esperança. Nem que seja no leito da almofada vazia de ti. Apenas nos sonhos. Na memória do que te Amei. Te Amo.
Viver o Amor através dos outros não é mais do que revisitar os lugares da memória em que fui feliz. Cumprir o ritual da veneração a Ti, sem o infindável peso da saudade ou da culpa de te ter perdido. Apenas recordar-te nos sorrisos e expressões que quem hoje é feliz e que queres bem. Também assim se reconhecem os amigos.
Por isso hoje estou mais triste. Porque percebo que outras relações terminam. Aquelas que invejava. Que me faziam bem. E mal. Mas que me levavam até ti. E que não perdia um minuto a relacionar com todos os momentos de prazer que vivi ao teu lado.
E hoje terminaram. E preciso procurar desesperadamente outra âncora. Outro fio condutor do quotidiano das relações amorosas dos companheiros de trabalho, de amizades pessoais, para acreditar no Amor para além da vida paliativa que hoje levo.
Porque também preciso da inveja para te Amar todos os dias e não chorar da tua ausência.
Ao menos que os outros sejam felizes.
E tu também.
Porque te Amo.
Na saúde, doença, dor, alegria e euforia.
E na inveja.

terça-feira, setembro 04, 2012

Obrigado. Outra vez. Obrigado.


É tão bom recordar o ontem, ao invés dos meses ou anos pretéritos
Não posso deixar de expressar a minha felicidade. A memória, neste caso recente, é a única forma e viver outra vez.
Foi quase o presente que me pregou uma óptima partida.
E as emoções provocadas têm obviamente um efeito similar ao de um terramoto, ainda que com réplicas cada vez mais fortes.
Nem quero pensar nos "estragos" que irá causar.
Porque hoje o meu coração conseguiu finalmente bater outra vez.

sms

Fresca... a sua voz deixou-me em modo super e só agora estou a chegar a casa. Só mesmo o ventinho na viagem de moto para casa para me acordar o corpo! A mente e alma ainda estão em êxtase. Depois de 4h a conversar consigo. Mas o que senti, o que ri, vale muito mais que um obrigado. Sinta-se obrigada  a ligar sempre que a insónia lhe bater na almofada. Abraço. Com muito amor e carinho.

O Diálogo!

Vi agora o seu email! Não tem que agradecer! O Diálogo  de ontem fez-me perceber porque motivo me apaixonei por si! Deves estar com muito soninho hj, eu estou com uma pedrada... Mas deves ter sido um sucesso de blazer, quase a parecer um homem:). Beijinhos para si! Até...

segunda-feira, setembro 03, 2012

Sorri

Hoje ri contigo. E de ti. E sorri.
Hoje senti-me. Senti-te.
Hoje vivi.

Obrigado.

Talvez.

"Talvez não seja próprio vir aqui dizer aquilo que, de modo mais ecológico, te posso afirmar ao vivo, por email, por comentário do facebook ou mensagem de telemóvel, mas é tão bom acreditar, transporta tanta paz. Tu sabes. Extasio-me perante este agora e deixo que a sua imensidão e transcenda, não a tento contrariar ou reduzir a qualquer coisa explicável, que tenha cabimento nestas palavras, nestas pobres palavras. Em vez disso, desfruto-a, sorrio-lhe. Não estou aqui com a expectativa de ser entendido. Eu próprio procuro ainda essa compreensão. Estou aqui apenas com o meu rosto, o meu olhar parado, a minha figura. Tudo aquilo que tenho para te dizer está por detrás dessa imagem. Hoje, esse é o alfabeto com que realmente escrevo, o significado.
Escrevo também com uma grande quantidade de elementos invisíveis, que chegam à pele e a atravessam. É dessa forma que sinto aquilo que tenho para dizer, pele e para lá da pele."
“A primeira noite dorme-se. O sofrimento distrai, é uma novidade, suportámo-lo. O que não se suporta é a segunda noite, a de ontem, e a terceira, a de hoje, a que vai começar dentro de alguns minutos, e amanhã e depois de amanhã, dias sobre dias, a fazer o quê, meu Deus?”