domingo, dezembro 29, 2013

Tu.

É sábado à noite. As saudades adquirem o ritmo do teu corpo.
E porquê esta música?
Não sei. Mas o ritmo tem a tua irreverência.
Só me recordo dessa pose sensual enquanto docemente moves os teus ombros ao encontro do pescoço enquanto esses cabelos ondulam na batida que só o nosso coração conhece o compasso.
Sei lá.

sexta-feira, dezembro 27, 2013

Presente do presente.

Já o repeti várias vezes. A mim e a ti.
Mas a verdade é mesmo esta.
Passo muito do tempo a recordar o nosso tempo.
Ainda mais tempo a pensar em ti.
Quase não sobra tempo pata absorver o presente.
Mas desta vez é diferente.
O presente trouxe-me um presente.
Trouxe-me o  teu sorriso em palavras.
A tua voz em pontos de exclamação.
Não imaginas as vezes que li e reli esta sms.
Não tem conta as inúmeras respostas que ensaiei, que apaguei e voltei a escrever.
Mas fiquei por aí.
Continuo a ensaiar diálogos, mas não tenho coragem para tos enviar.
Não sei se é prematuro. Se é invasão. Se abuso da minha parte receber uma mensagem tua e desatar a escrever para esperar que respondas.
Apetece-me dizer-te que o meu Natal, depois de roubados os sorrisos das crianças, assumiu este ano outro sabor.
Cheira-me e sabe-me a ti em todo o lado.
Quero viver só mais um pouco o presente. Do teu presente.
Te amo.

A melhor prenda de Natal!

Assim.
Sem esperar.
Passo tanto tempo a viver-te memória que fica difícil aceitar o presente.
Hoje foi definitivamente um dia bom!

"Obrigada! Espero k tenha passado um bom natal! Votos de boas entradas em 2014!"

domingo, dezembro 22, 2013

Equação do Amor.

Somos o produto do que fomos.
A soma de quem juntamos.
Na equação da Vida.
Somos o resultado
do que acumulamos.
As barreiras que subtraímos.
Somos essencialmente o quanto amamos.

sábado, dezembro 21, 2013

Não.

Tantas vezes referiste que a palavra não, quando conversávamos ou discutíamos, era um mau princípio.
Hoje não aguento. Não estou a conseguir.

Não.
Não.
Não.
Hoje é dia não.
Não devia ser dia.
Por isso não digas que não tens saudades.
Não evites sentir o meu corpo colado ao teu.
Não negues que te faço feliz nas horas que não te deixo triste.
Não escondas esse brilho quando os nossos olhos se encontram e esquecem o resto do mundo.
Não digas que não te abraço com toda a esperança de poder fazê-lo para o resto da minha vida.
Porque de outra forma a vida é não.
Por isso não digas que não.
Amo-te Tinhosa.
E tu, também me amas?
Não. Não digas que não.

sexta-feira, dezembro 20, 2013

Todos os minutos contam a tua ausência.

Nos dias.
Nas noites.
Nas madrugadas e fins da tarde.
Nas horas de ócio e de labuta.
Todos os minutos contam a tua ausência.
Te amo.
Sempre.

Two parts. Two harts.


The whole world is divided for me into two parts: one is she, and there is all happiness, hope, light; the other is where she is not, and there is dejection and darkness.

Leo Tolstoy, in War and Peace.

quinta-feira, dezembro 19, 2013


"Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...

Era, no copo, além do gin, o gelo;
além do gelo, a roda de limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.

Era no gira-discos, o Martírio
de São Sebastião, de Debussy....
Era, na jarra, de repente, um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.

Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança..."


quarta-feira, dezembro 18, 2013

Demons

Já a ouvi mil vezes.
A segurar a tua mão.
Só nós.


When the days are cold
And the cards all fold
And the saints we see
Are all made of gold

When your dreams all fail
And the ones we hail
Are the worst of all
And the blood’s run stale

I wanna hide the truth
I wanna shelter you
But with the beast inside
There’s nowhere we can hide

No matter what we breed
We still are made of greed
This is my kingdom come
This is my kingdom come

When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide

Curtain’s call
Is the last of all
When the lights fade out
All the sinners crawl

So they dug your grave
And the masquerade
Will come calling out
At the mess you've made

Don't wanna let you down
But I am hell bound
Though this is all for you
Don't wanna hide the truth

No matter what we breed
We still are made of greed
This is my kingdom come
This is my kingdom come

When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide

They say it's what you make
I say it's up to fate
It's woven in my soul
I need to let you go

Your eyes, they shine so bright
I wanna save that light
I can't escape this now
Unless you show me how

When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide

segunda-feira, dezembro 16, 2013

Pior do que perder, é ser obrigado a decidir perder.

"O pior é sempre o momento em que se desiste. Mas pior ainda do que o momento em que se desiste é o momento em que se decide desistir. O momento em que, com coragem, se consegue dizer: ACABOU...
Pior do que o efectivo instante em que acaba é o efectivo instante em que se decide que acabou. É aí, e não antes nem depois, que a dor maior assoma: é aí que a derrota assoma.
Pior do que perder é ser obrigado a decidir perder.”


sexta-feira, dezembro 13, 2013

Conhecer-te mudou a minha vida para sempre.



Quando hoje vejo as lágrimas de outros e outras que confidenciam as amarguras e desilusões das relações, compreendo mais que nunca os teus olhos tristes, o semblante carregado, a tentativa de explicação que eu evitava ouvir.Hoje, no tempo de que passo sem ti, reconheço na dor dos outros, o sofrimento que causei, provoquei, que não soube atenuar nem resolver.

Preciso dizer-to. 
Estou com o coração na boca.
Conhecer-te mudou a minha vida para sempre. 
Faria o percurso novamente se soubesse que o prémio és tu.
Mas jamais abandonaria os actos para passar às palavras rudes.
Jamais adiaria um abraço para bater com a porta e provocar lágrimas no teu rosto.
Jamais deixaria de abraçar esse corpo quente que, no fundo, só precisa de Amor.
Não imaginas como desespero por um abraço teu.

Perdão.
Amo-te. Para sempre.

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Nas tuas dúvidas e incertezas.


És o meu porto de abrigo.
Nos teus braços. Nos meus sonhos. Nos teus olhos.

Nas tuas dúvidas e incertezas.

Há dias em que me assemelho
a um barco açoitado
pelas vagas alterosas
da borrasca
navegando
com as minhas certezas
a tempestade
das tuas dúvidas e incertezas

Nessas alturas
tentando rumar
ao porto de abrigo
invariavelmente
falho o rumo seguro
da entrada da barra
e qual navio desgovernado
encalho na doca seca
das areias da praia


quarta-feira, dezembro 11, 2013

Quero-te. Sempre.

Quero-te para além das coisas justas
e dos dias cheios de grandeza.
A dor não tem significado quando me roubam as árvores,
as ágatas, as águas.
O meu sol vem de dentro do teu corpo,
a tua voz respira a minha voz.
De quem são os ídolos, as culpas, as vírgulas
dos beijos? Discuto esta noite
apenas o pudor de preferir-te
entre as coisas vivas.

terça-feira, dezembro 10, 2013

O A...MAR que nos separa.

Hoje o dia está quase tão negro como o meu coração.
Hoje é dia de ficar enroscado em ti.
De inventar mil desculpas no trabalho porque o importante é não sair dos teus braços.
Hoje o dia é só para levantar da cama para fazer torradas com muito mel para preencher o teu coração e um café forte para para aguentarmos as investidas de Amor, nessa guerra de corpos que nenhum dos dois quer perder.
Hoje acordei mais tarde, mas uma vez mais sem ti.
E fiquei pelo sonho. Tentando que ele durasse tanto como o tempo que nos separa.

Quilómetros de beijos, milhas de abraços.
Tantos e tão fortes como este mar que nos separa.


segunda-feira, dezembro 09, 2013

Beijos assim.

Não é que a memória de ti mereça e padeça de descanso, mas por norma, só um fim de semana totalmente depressivo e desamparado me fazer regressar a este espaço e dedicar-te algumas palavras.

Por norma costumo afogar as mágoas num copo... ou sete, permitindo por momentos elevar o meu estado a um nível de inconsciência, que só mesmo no desespero cometo actos totalmente idiotas, como aquela mensagem. Puro desespero. Que não canso de pedir desculpa. Mas hoje não. Este fim de semana não consegui fugir, por um pouco que fosse, à memória de nós.

Numa festa de despedida de um tipo que também conheces, mas que não vais à mistura, falávamos sobre os beijos como forma de evitar as manchas de café, tabaco ou vinho.

E foi no beijo que fiquei e me perdi nos teus lábios ignorando o resto da conversa.

Não me lembro de beijar. Tanto e tão bom como o fazíamos. No Amor e do DesAmor também.

Mas daqueles que me perdi e guardei o resto da noite para não conseguir dormir e pensar... foram  os beijos de paixão. Aqueles que colávamos os lábios e que a língua pedia direcções enquanto os corpos se entregavam ao caótico estado de prazer que só tu nos sabes fazer encontrar.

Não beijei mais assim.
Hoje, os teus lábios finos, tão meigos, são o meu desejo de Natal.


Somos ninguém.


"Tão rápido. Tão depressa. O amor é uma leve aranha que sobe pelo teu peito nu de mulher. O amor é um animal violento que se apodera de nós. Só em nós pode viver. O inesgotável, o imprevisível, o indomável. O que nos proíbe de continuar. O que não pede nada em troca e tudo exige. A vertigem do desconhecido. Tu sou eu e eu sou tu. No amor somos iguais, somos ninguém."

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Porque não sei de ti.

Porque não sei de ti.
Porque todos os dias as saudades apertam e já não há argumentos, palavras, sustento para impedir esta tristeza que me abala e me abate o coração.
Porque me rasgo por dentro em mil folhas, tantas em quantas cabem as palavras que já te escrevi, mas que poucas vezes soube partilhar no momento, na presença tão leve e clara do nosso Amor.

quinta-feira, dezembro 05, 2013

Entre o sim e o não.

'Passei só para lhe deixar um beijinho de boa noite!  " Só o querer da vontade, depende de nós. (...) Nós sim, é que precisamos daquilo nem que seja só para podermos prosseguir por entre os limites do intervalo. Entre o sim e o não."
Sei que, somente, tu vais compreender estas palavras! Por tudo o que partilhamos e vivemos. Dorme bem! Abraço forte e apertado! '

quarta-feira, dezembro 04, 2013

Não te vejo.


Não te vejo.
Apenas sinto em mim
o arrepio voraz dos teus cabelos em desalinho
e o véu da tontura nascida do aroma
que as tuas mãos tatuam na minha pele.

Não te vejo.
Apenas visto em mim
a sombra difusa do teu corpo em planície
percorrida ao sabor da brisa que o meu desejo exala
em ânsias de oceano prometido.

Não te vejo.
Apenas guardo em mim
o luar reflectido no suor do teu ardor
gotejado em rebeldia nas margens do amanhecer
como orvalho descoberto nos meus lábios sequiosos.

Não te vejo.
Apenas sou lagoa onde cai teu reflexo
adivinhado nas ondas imparáveis do sentir
que me percorre sem pudor e me desnuda o corpo em luz
como manhã ansiosa por ser dia.



segunda-feira, dezembro 02, 2013

Abro mão de tudo. Por ti.

“Quero apenas cinco coisas
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando”.

domingo, dezembro 01, 2013

Alimentar o Amor


Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir.
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.
Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte.
É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Valtam-nos guardiões.

É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar.
Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade.

É tão fácil ser rebelde. Pica tão bem ser irreverente. Criar é tão giro. As pessoas adoram um gozão, um malcriado, um aventureiro. É o que eu sou. Estas crónicas provam-no. Mas queria que mostrassem também que não é isso que eu prezo e que não é só isso que eu sou.
Se eu fosse forte, seria um verdadeiro conservador. Mudar é um instinto animal. Conservar, porque vai contra a natureza, é que é humano. Gosto mais de quem desenterra do que de quem planta. Gosto mais do arqueólogo do que do arquitecto. Gosto de académicos, de coleccionadores, de bibliotecários, de antologistas, de jardineiros.

Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela.
Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar.

O medo do Amor.

E não é?
Sim. Tudo isso e ainda mais.
Os maiores medos não se comparam à tristeza de viver sem esse sorriso..
Saudades tuas minha Tinhosa.

"(...)sabendo que para sempre é impossível recusá-lo."

"Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo."