sexta-feira, janeiro 31, 2014

És tudo. E muito mais.

As palavras são tuas. Permite que acrescente.
Tu és Amor. E o Amor está em ti e em tudo o que fazes.
Mesmo quando decides fazer o oposto.


"Eu sou o Tudo.Eu sou o Nada.
Sou os livros que li, as viagens que fiz, os brinquedos que brinquei e os amigos que conquistei.
Sou o amor que dei e os amores que tive e os momentos que vivi.
Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objetivos alcançados.
Eu sou o meu interior, mas também o meu exterior.
Sou a saudade e os abraços partilhados.
Sou o passado, o presente e o futuro.
Sou o contraste e a contradição. Sou a complexidade do mundo.
SOU O QUE NINGUÉM VÊ."

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Vai. Segue. Foge. Continua.

Segue:
tens nas bússolas todos os nortes
e nos sextantes
as alturas de todas as estrelas,
que foram feitas só para te guiar.

Segue,
nos teus mapas
estão marcadas todas as loxodromias
e nos portos
os cais mansos
estendem-te os braços maternais.

Vai
pelo caminho seguro
na certeza de aportar.
(...)

Vai pelos caminhos seguros
nos vapores das companhias
com a certeza de aportar...
deixa
que eu continue sendo
o último tripulante
da fragata naufragada
neste mar dos tubarões.

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Hoje. Só hoje.

Hoje, só hoje, precisava de um atenção, uma palavra que nem significa nada mas diz tudo.
Hoje, só hoje, (porque os dias de penitência sem ti são todos conduzidos na tristeza) precisava de um mimo, uma atenção.
Hoje, só hoje, para não pedir muito, bastava um sorriso teu.
Abraço.
De quem morre um pedaço todos os dias na saudade.


T - "Oi meu lindo, desculpa mas o dia de hoje não está  a ser nada nada fácil:( Até actores de novelas tivemos para o dia da alimentação e estas coisas não nos fazem parar um segundo. Mas já está quase a terminar, ufa!!!!
Tal como prometido, aqui vão alguns materiais que podem ser úteis.
Beijinho muito muito doce, de quem morre de saudades suas!"

terça-feira, janeiro 28, 2014

Todos os dias são saudade.

Tivemos tanto tempo.
Tanto para discutir.
Resolver diferenças.
Subtrair discussões e adicionar abraços.
Tivemos tanto tempo desperdiçado.
Tantos braços e abraços perdidos e encontrados.
Sempre no teu leito.

Todos os dias são saudade.
Tenho a eternidade a lembra-me disso.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

E é tudo o que interessa.

Perdidos na noite rasgada por luzes dispersas, ficamos só nós, e é tudo o que interessa... Lábios trocados na carícia de um beijo, olhares ardentes e mãos inquietas, roupas no chão e portas abertas, o pudor fugiu para parte incerta, ficamos só nós...e é tudo o que interessa.

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Sabendo que te amo.


Eu, sabendo que te amo,
e como as coisas do amor são difíceis,
preparo em silêncio a mesa
do jogo, estendo as peças
sobre o tabuleiro, disponho os lugares
necessários para que tudo
comece: as cadeiras
uma em frente da outra, embora saiba
que as mãos não se podem tocar,
e que para além das dificuldades,
hesitações, recuos
ou avanços possíveis, só os olhos
transportam, talvez, uma hipótese
de entendimento. É então que chegas,
e como se um vento do norte
entrasse por uma janela aberta,
o jogo inteiro voa pelos ares,
o frio enche-te os olhos de lágrimas,
e empurras-me para dentro, onde
o fogo consome o que resta
do nosso quebra-cabeças.


quinta-feira, janeiro 23, 2014

Um café?

"...os naufrágios são belos
sentimo-nos tão vivos entre as ilhas ,acreditas?
E temos saudades desse mar
que derruba primeiro no nosso corpo
tudo o que seremos depois...

Pago-te um café se me contares o teu amor"


quarta-feira, janeiro 22, 2014

Queria dizer-te.

Queria dizer-te. Queria.
Queria olhar-te. Olhar-te com força – como se olha com força? E dizer-te.
Dizer-te que sim. Sempre sim. Desde o primeiro não que sim.
Dizer-te que quero. Olhar-te com força. Dizer-te. Queria.
Dizer-te. Negar o não. Negar o não que desde sempre – onde começou o sempre? – foi sim.
Dizer-te menti. Dizer-te fugi. Dizer-te parti.
Queria. Dizer-te aqui. Dizer-te agora. Dizer-te já.
Queria. Sempre queria.
Queria, amor. Amor.
O imperfeito. Queria. O imperfeito.
Amor.







terça-feira, janeiro 21, 2014

A minha saudade.

Seria hipócrita se dissesse
que esta saudade não me vem à boca
com o sabor a fogo das coisas incumpridas.
Imagino-a distante e extinta, e contudo
cresce em mim como um distúrbio da paixão.




segunda-feira, janeiro 20, 2014

Tenho medo.

Apago todas as mensagens. Menos as tuas. Guardo a tua voz em pequenas doses e, dia sim dia não, ouço-as todas de seguida. Sinto-me demasiado incapaz para falar contigo o que quer que seja. Não sei onde estás. Não quero saber. Tenho medo de saber mais do que sei.


domingo, janeiro 19, 2014

Atingiste-me o coração.

Trago-te debaixo da minha pele. Apanhaste-me desprevenido. Atingiste-me o coração, pecado meu. E agora é tarde para tudo senão para escrever. O teu coração tão branco a bater perto de mim. Embora o não ouvisse sei que estava lá.»








sábado, janeiro 18, 2014

Dias difíceis.

Faço minhas as suas palavras. 
Hoje também não está a ser um dia fácil. Prometi a mim mesmo, depois de lhe prometer distância, guardar o fim de semana para o período de nojo, lembrar-me de te esquecer.
De todas as promessas e decisões irrevogáveis, esta é certamente a mais difícil de cumprir.
Fica (sempre) a saudade.

Tinhosa - "Oi meu lindo, desculpa mas o dia de hoje não está  a ser nada nada fácil:( Até actores de novelas tivemos para o dia da alimentação e estas coisas não nos fazem parar um segundo. Mas já está quase a terminar, ufa!!!!
Tal como prometido, aqui vão alguns materiais que podem ser úteis.
Beijinho muito muito doce, de quem morre de saudades suas!"

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Gralhas.

Não resisto. 
Não. Claro que não é aos Profiteroles! 
Bem sabes que sou um homem de pequenos almoços, mas pouco interessado nas sobremesas.
Repetiria que já sou bastante doce. Mas contigo confesso que azedei muitas mais vezes do que devia.
Mas a verdade é que ontem, quando a sobremesa foi parar lá a casa por um dos comensais do costume, não consegui conter o riso ao lembrar das tuas gralhas fenomenais que nos enchiam de alegria e muita muita "gozação", utilizando o português com açúcar.

Não tenho saudades só da mulher que amo.
Não tenho saudades só do teu corpo, do teu cheiro ou do teu abraço.

Sinto mesmo a falta de ti Tinhosa. Completa. Inteira. Original.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Até já.

Confesso que fiquei seriamente perturbado com a notícia.
Já tinha ouvido rumores da tua visita para breve, mas nunca pensei na sua concretização.
Ter-te tão perto e no entanto, tão distante.
Claro que não esperava receber o convite nas redes sociais, mas ao divulgá-lo nas rede, ao convidares os que me são próximos para o tão caloroso jantar de recepção, não podias senão esperar que o soubesse imediatamente.

Nem podia ser de outra forma, esta violência de gestão do pensamento entre o coração e a razão.
Foi quase tão abrupto como quando te olhei nos olhos e me apaixonei por ti.

Não escrevo "até breve" porque sei que não gostas.
Mas posso escrever "até já".

O que quer que isso signifique.
Te amo. Sempre.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Teu cais deve ficar em algum lugar assim.

Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal
E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós
Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo faço melhor do que lhe parecer
Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio


terça-feira, janeiro 14, 2014

Adeus.

Ou até já. Porque a razão manda mas o coração sempre vence.


"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,

e o que nos ficou não chega

para afastar o frio de quatro paredes.

Gastámos tudo menos o silêncio.

Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,

gastámos as mãos à força de as apertarmos,

gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.

Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;

era como se todas as coisas fossem minhas:

quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.

E eu acreditava.

Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,

era no tempo em que o teu corpo era um aquário,

era no tempo em que os meus olhos

eram realmente peixes verdes.

Hoje são apenas os meus olhos.

É pouco mas é verdade,

uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.

Quando agora digo: meu amor,

já não se passa absolutamente nada.

E no entanto, antes das palavras gastas,

tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam

só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.

Dentro de ti

não há nada que me peça água.

O passado é inútil como um trapo.

E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus."

segunda-feira, janeiro 13, 2014

(A)Mar

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua. 



domingo, janeiro 12, 2014

Venceremos os dois

Hoje, mesmo depois da derrota do meu clube de coração, precisava de ouvir a tua voz.
Mesmo adivinhando o gozo das tuas palavras, a fantástica ironia cómica.
Dir-te-ia que foi mais uma tentativa de opressão contra o Norte.
Responderias que só falo assim porque perdi.
Provavelmente terias razão.
Argumentaria que afinal jogámos bem mas o árbitro não nos deixou ganhar.
Satirizavas certamente o meu Presidente e dirias que nem sempre consegue "convencer" a equipa de arbitragem através dos prazeres carnais.
Finalizaria com um prognóstico em jeito de vaticínio: no fim ainda vamos ganhar.
Ririas com esse ar de menina mulher.

Venceremos os dois. 
Juntos. 
No coração. 
Separados. 
Na paixão. 
No clubismo. 
Na vida.
Te amo.

sexta-feira, janeiro 10, 2014

A força do sonhos. Quando nada mais resta.

Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Acredito em ti.

Ela disse: há uma altura em que os corpos não estão à altura.
Ele disse: não acredito nos corpos. Mas acredito em ti.
Ela disse: há uma altura em que as peles acabam.
Ele disse: não acredito nas peles. Mas acredito em ti.
Ela disse: vou nos teus ombros.
Ele disse: vou nos teus ombros.
E, apesar de os corpos se irem, assim ficaram.

quarta-feira, janeiro 08, 2014

É simples.

É simples a separação.
Adeus.
Desenlaçado o último abraço, uma pressa de dar contas um ao outro.
Já não há gestos. O derradeiro (impossível) seria não desfazer o abraço.
Pressa de cada um retomar o outro na teia lenta da remembrança.
Não desfazer o abraço. Ficar face encostada ao niagara dos cabelos.
Sobram fotografias, voz no gravador, um bilhete na caixa do correio. Sobra o telefone.
Tensão - telefone. Experimentada. Sofrida.
Tensão - telefone. Possibilidade de voz não póstuma.
No gravador, voz de ontem, de anteontem. De há anos.
Sobra o telefone. Mudo.
Retininte?
Sobrarão as cartas. Sobra a espera.
Na teia lenta da remembrança, retomo-te em memória recente:
na praia de ternura onde nos enrolámos e desenrolámos desesperados de separação.
Sobra a separação.

terça-feira, janeiro 07, 2014

Tentei.

Sabes por quantas ruas te vigiei?
Por quantas estradas te imaginei? Me enganei?
Na esperança no teu vislumbre, em quantos semáforos me baralhei? Caminhos cruzei?
À procura do teu sorriso, por quantos bares me embebedei ?
E as lojas onde entrei? Os cafés que tomei?
Só para sonhar. Encontrar os teus olhos.

Vou embora para (mais) longe. Desaparece assim a tensão infantil e idiota de te encontrar ao virar da esquina.

A memória... essa perdura.
Te amo.

segunda-feira, janeiro 06, 2014

O fundamento do amor.


Sê breve nas horas interiores,
mas por fora sê extenso, derramável
qual um rio. O fundamento do amor.


domingo, janeiro 05, 2014

Close your eyes.

Com a chuva a ditar a melodia dos nossos corpos, entre  a harmonia do Amor e o calor que nos separa e nos atraí, hoje sussurrava-te ao ouvido assim....

"Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
I think you're one of a kind

Here's to you
The one that always pulls us through
Always do what you got to do
You're one of a kind
Thank God you're mine

You're an angel dressed in armor
You're the fair in every fight
You're my life and my safe harbor
Where the sun sets every night
And if my love is blind I don't want to see the light

It's your beauty that betrays you
Your smile gives you away
Cause you're made of strength and mercy
And my soul is yours to save
I know this much it's true
When my world was dark and blue
I know the only one who'll rescue me is you

Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
You'll never gonna have to cry
Because you're one of a kind

Yeah, here's to you
The one that always pulls us through
You always do what you got to do, baby
Because you're one of a kind

When your love pours down on me
I know I'm finally free
So I tell you gratefully
Every single beat in my heart
Is yours to keep

Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
You'll never gonna to have to cry
Because you're one of a kind

Yeah, here's to you
The one that always pulls us through
You always do what you got to do, baby
Because you're one of a kind

You're the reason why I'm breathing
With a little look my way
You're the reason that I'm feeling
It's finally safe to stay"



sexta-feira, janeiro 03, 2014

Onde o Rio encontra o Mar.




 
Aqui.
Voltei aqui. Onde o rio encontra o mar.
Onde também nós cruzávamos os olhos à procura do Amor.
Dizem os mais velhos que não devemos voltar onde já fomos felizes.
Estou constantemente a fazê-lo.
Em pecado e em penitência.
Para travar esta angústia lancinante ou para te pedir perdão.
Mas sempre para dizer que te amo.

quarta-feira, janeiro 01, 2014

Trago as saudades de 2013 comigo.
A esperança de um abraço.
Te amo.

O Amor é fodido!


Quando abria a janela, todos os anjos do céu que a vissem ficavam transformados em pombos.
Daqueles que têm a cabeça a prémio. Ratos voadores. Nenhum anjo resistia a olhar para ela. Por isso é que já não há anjos. O último, que eu saiba, morreu na mala de mão dela, um dia.