"Houve rios de lágrimas no teu rosto que não consigo esquecer.
Não consigo esquecer.
Preciso recordar todos os risos que marcaram a nossa paixão."
quinta-feira, julho 31, 2014
quarta-feira, julho 30, 2014
Ainda sonhas comigo?
Esta noite sonhei contigo. Sonhei que quebraste a tua guarda e me deste a mão. Que o teu olhar finalmente descansou em mim e sorriu, como se o mundo afinal fosse leve.
Sonhei que as tuas saudades não aguentaram e vieram buscar o nosso abraço que tudo resolve.
Que a nossa inquietude, num segundo, se transformou em paz. Que o que não interessa, se apagou. Que o nosso amor acalmou. Que a paixão se atiçou.
Esta noite, sonhei contigo.
E tu? Ainda sonhas comigo?
terça-feira, julho 29, 2014
Mas sei que te amo.
Pois se é a verdade.
Tenho que to dizer.
Passei tanto tempo a omiti-la. Escondê-la.
Passei outro tanto a compreendê-la, porque honestamente não sabia qual era.
às vezes ainda não sei.
Mas sei que te amo.
Que preciso do teu amor também. No pijama que usaste no intervalo da nossa chama. Numa mensagem no telemóvel ou na caixa de correio. Numa foto perdida numa caixa de sapatos.
domingo, julho 27, 2014
Existes no que sou.
Hoje passei um dia maravilhoso. E tão perversamente angustiante.
Longe da rotina, em espaços que só a natureza consegue naturalmente proporcionar, com velhos amigos de tão frescas amizades.
E vivi. E senti.
E simultaneamente as saudades de ti apertaram tão forte.
Tu és. Existes no que sou.
Hoje fui mais. Mas sou tão pouco na tua sombra.
sexta-feira, julho 25, 2014
Desperdício.
Solidão, não te mereço,
Pois que te consumo em vão.
Sabendo-te embora o preço,
Calco teu ouro no chão.
Pois que te consumo em vão.
Sabendo-te embora o preço,
Calco teu ouro no chão.
quinta-feira, julho 24, 2014
quarta-feira, julho 23, 2014
terça-feira, julho 22, 2014
Sempre à tua espera.
A Tinhosa ligou. A minha Tinhosa ligou e eu estava demasiado ocupado na rotina dos dias parvos e perdi a chamada da Tinhosa linda.
Tanto tempo a imaginar-te que seria óptimo ouvir-te. Apressada, tranquila, zangada ou simplesmente feliz.Agora fiquei louco. Sem poder ver-te ou ouvir-te. Com o telefone velhinho no bolso a olhar para as chamadas não atendidas.
Imaginando o diálogo. A melodia. A saudação. A despedida.
A medir as palavras.
Talvez a Tinhosa ligue outra vez...
Talvez a Tinhosa ligue outra vez!
Até porque vou estar sempre à Tua espera.
Vou estar sempre à Tua espera.
domingo, julho 20, 2014
Amor de água fresca.
No ritmo destas ondas que a maré leva e traz, sei exactamente o local onde parámos no areal, me chamaste para te aconchegar no morno destas águas, te enroscaste em mim e balançámos ao sabor do teu ritmo.
Lembro dos teus beijos, a tua língua salgada, as tuas mãos a provocarem arrepios de prazer na procura do orgasmo.
A adrenalina, os passos de outros que se aproximavam ao longe, a areia e o Sol, entranhados nas tuas sardas lindas.
Hoje, sentado no mesmo local a recordar.
Enterro os pés na areia, procuro na clareza deste oceano, uma memória viva, real de nós.
Hoje, o pior sentimento é exactamente o de não te sentir.
quinta-feira, julho 17, 2014
Como se da última vez se tratasse.
Ficar com a vida suspensa, aguardando que a memória regresse e nos traga esta montanha russa de emoções, faz-me perceber que jamais conseguirás perdoar-me.
Não terei coragem para o fazer sozinho.
Mesmo nesta luta desesperada para não interromper a vida fácil que te habituas sem mim, a única certeza é a de que, com ou sem a tua voz, o teu cheiro ou o teu sabor, os meus sonhos continuam a possuir-te como se da última vez se tratasse.
Te amo. Sempre.
segunda-feira, julho 14, 2014
Amar é a eterna inocência.
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
domingo, julho 13, 2014
Tocas-me?
Claro que se tem medo que alguém nos entre pelos olhos. Mas podes arder. Para a tua temperatura sou mercúrio, linhas de mão, lábio e sopro. Atravesso-te porque me atravessas e onde somos corsários rendemo-nos ao encanto da devolução.Tu e eu à porta de um lugar que vai fechar, tudo numa árvore. Aqui onde os minutos são a rua em que nos sentamos toda a tarde à espera do silêncio, onde o teu corpo pesa a medida exacta do meu desejo. Sou um animal. Necessito diariamente da transfusão de uma enorme quantidade de calor. Tocas-me?
sábado, julho 12, 2014
Ouvir-te.
Não mais consegui dormir ontem depois da tua voz. A dúvida em faltar à promessa e tentar ouvir-te novamente, traiu todas as tentativas do consciente para fugir das memórias e do coração. Ainda assim consegui conter.
Ouvir-te.
Harmonia.
Descontrolo.
Restabelecer o equilíbrio emocional.
Entrar em rota de colisão com a rotina gasta dos dias.
Quatro estações são poucas para esta salada de sentidos que a tua voz provoca.
Ouvir-te.
Harmonia.
Descontrolo.
Restabelecer o equilíbrio emocional.
Entrar em rota de colisão com a rotina gasta dos dias.
Quatro estações são poucas para esta salada de sentidos que a tua voz provoca.
sexta-feira, julho 11, 2014
Ácido e Óxidos
É uma coisa estranha este verão
E no entanto ia jurar que estive aqui
não me dói nada, não. a tia como está?
Claro que vale a pena, por que não?
Sim, sou eu, devo sem dúvida ser eu
Podem contar comigo, eu tenho uma doutrina
não é bonito o mar, as ondas, tudo isto?
até já soube formas de o dizer de outra maneira
Há coisas importantes, umas mais que outras
Basta limpar os pés alheios à entrada
e só mandarmos nós neste templo de nada
E o orgulho é a nossa verdadeira casa
nesta altura do ano quando o vento sopra
sobre os nossos dias, sabes quem gostava de ser?
não, cargos ou honras, não. Um simples gato ao sol,
talvez uma maneira ou um sentido para as coisas
ó dias encobertos de verão no meu país perdido
mais certos do que o sol consumido nos charcos no inverno,
estas ou outras formas de morrermos dia a dia
como quem cumpre escrupulosamente o seu horário de trabalho
não eras tu, nem isto, nem aqui. Mas está bem,
estou pelos ajustes porque sei que não há mais
Pode ser que me engane, pode ser que seja eu
e no entanto estou de pé, rebolo-me no sol,
sou filho desta terra e vou fazendo anos
pois não se pode estar sem fazer nada
Curriculum atestado testemunho opinião...
que importa, se o verão mesmo é uma certa estação?
Escolhe inscreve-te pertence, não concordas
que há cores mais bonitas do que outras?
Sou homem de palavra e hei-de cumprir tudo
hão-de encontrar coerência em cada gesto meu
Ser isto e não aquilo, amar perdidamente
alguém alguma coisa as cláusulas do pacto
isto ou aquilo, ou ele ou eu, sem mais hesitações
Estar aqui no verão não é tomar uma atitude? a mínima palavra não será como prestar
em certo tipo de papel qualquer declaração ?
Há fórmulas, bem sei, e é preciso respeitá-las
como o gato que cumpre o seu devido sol
São horas, vamos lá, sorri, já as primeiras chuvas
levam ou lavam corpos caras
Sabemos que podemos bem contar contigo em tudo
amanhã, neste lugar, sob este sol
e de aqui a um ano ? Combinado
não achas que a esplanada é uma pequena pátria
a que somos fiéis? Sentamo-nos aqui como quem nasce
Será verdade que não tens ninguém?
Onde é o teu refúgio, ó sítio de silêncio
e sofrimento indivisível ? É necessário
Vais assim. Falam de ti e ficas nas palavras
fixo, imóvel, dito para sempre, reduzido
a um número. Curriculum cadastro vizinhança
acreditas no verão? Terás licença? diz-me:
seria isto, nada mais que isto?
Tens um nome, bem sei. Se é ele que te reduz,
aí é o inferno e não achas saída
Precário, provisório é o teu nome
Lobos de sono atrás de ti nesses dez anos
que nunca conseguiste e muito menos hoje
Espingardas e uivos e regressos, um regaço
redondo - o único verdadeiro espaço, o
sabor de não estar só, natal antigo,
o sol de inverno sobre as águas, tudo novo,
a inspecção minuciosa de pauis, de cômoros, marachas
Viste noites e dias, estações, partidas
E tão terrível tudo, porque tudo
trazia no princípio o fim de tudo
a morte é a promessa: estar todo num lugar,
permanecer na transparência rápida do ser
E perguntar será para ti responder
Simples questão de tempo és e a certas circunstâncias de lugar
circunscreves o corpo. Sentas-te, levantas-te
e o sol bate por vezes nessa fronte aonde o pensamento –
que ao dominar-te deixa que domines – mora
Estás e nunca estás e o vento vem e vergas
e há também a chuva e por vezes molhas-te,
aceitas servidões quotidianas, vais de aqui para ali,
animas-te, esmoreces, há os outros, morres
Mas quando foi? aonde te doía? dividias-te
entre o fim do verão e a renda da casa
Que fica dos teus passos dados e perdidos
Horário de trabalho, uma família, o telefone, a carta,
o riso que resulta de seres vítima de olhares
Que resto dás? Ou porventura deixas algum rasto?
E assim e assado sofro tanto tempo gasto.
E no entanto ia jurar que estive aqui
não me dói nada, não. a tia como está?
Claro que vale a pena, por que não?
Sim, sou eu, devo sem dúvida ser eu
Podem contar comigo, eu tenho uma doutrina
não é bonito o mar, as ondas, tudo isto?
até já soube formas de o dizer de outra maneira
Há coisas importantes, umas mais que outras
Basta limpar os pés alheios à entrada
e só mandarmos nós neste templo de nada
E o orgulho é a nossa verdadeira casa
nesta altura do ano quando o vento sopra
sobre os nossos dias, sabes quem gostava de ser?
não, cargos ou honras, não. Um simples gato ao sol,
talvez uma maneira ou um sentido para as coisas
ó dias encobertos de verão no meu país perdido
mais certos do que o sol consumido nos charcos no inverno,
estas ou outras formas de morrermos dia a dia
como quem cumpre escrupulosamente o seu horário de trabalho
não eras tu, nem isto, nem aqui. Mas está bem,
estou pelos ajustes porque sei que não há mais
Pode ser que me engane, pode ser que seja eu
e no entanto estou de pé, rebolo-me no sol,
sou filho desta terra e vou fazendo anos
pois não se pode estar sem fazer nada
Curriculum atestado testemunho opinião...
que importa, se o verão mesmo é uma certa estação?
Escolhe inscreve-te pertence, não concordas
que há cores mais bonitas do que outras?
Sou homem de palavra e hei-de cumprir tudo
hão-de encontrar coerência em cada gesto meu
Ser isto e não aquilo, amar perdidamente
alguém alguma coisa as cláusulas do pacto
isto ou aquilo, ou ele ou eu, sem mais hesitações
Estar aqui no verão não é tomar uma atitude? a mínima palavra não será como prestar
em certo tipo de papel qualquer declaração ?
Há fórmulas, bem sei, e é preciso respeitá-las
como o gato que cumpre o seu devido sol
São horas, vamos lá, sorri, já as primeiras chuvas
levam ou lavam corpos caras
Sabemos que podemos bem contar contigo em tudo
amanhã, neste lugar, sob este sol
e de aqui a um ano ? Combinado
não achas que a esplanada é uma pequena pátria
a que somos fiéis? Sentamo-nos aqui como quem nasce
Será verdade que não tens ninguém?
Onde é o teu refúgio, ó sítio de silêncio
e sofrimento indivisível ? É necessário
Vais assim. Falam de ti e ficas nas palavras
fixo, imóvel, dito para sempre, reduzido
a um número. Curriculum cadastro vizinhança
acreditas no verão? Terás licença? diz-me:
seria isto, nada mais que isto?
Tens um nome, bem sei. Se é ele que te reduz,
aí é o inferno e não achas saída
Precário, provisório é o teu nome
Lobos de sono atrás de ti nesses dez anos
que nunca conseguiste e muito menos hoje
Espingardas e uivos e regressos, um regaço
redondo - o único verdadeiro espaço, o
sabor de não estar só, natal antigo,
o sol de inverno sobre as águas, tudo novo,
a inspecção minuciosa de pauis, de cômoros, marachas
Viste noites e dias, estações, partidas
E tão terrível tudo, porque tudo
trazia no princípio o fim de tudo
a morte é a promessa: estar todo num lugar,
permanecer na transparência rápida do ser
E perguntar será para ti responder
Simples questão de tempo és e a certas circunstâncias de lugar
circunscreves o corpo. Sentas-te, levantas-te
e o sol bate por vezes nessa fronte aonde o pensamento –
que ao dominar-te deixa que domines – mora
Estás e nunca estás e o vento vem e vergas
e há também a chuva e por vezes molhas-te,
aceitas servidões quotidianas, vais de aqui para ali,
animas-te, esmoreces, há os outros, morres
Mas quando foi? aonde te doía? dividias-te
entre o fim do verão e a renda da casa
Que fica dos teus passos dados e perdidos
Horário de trabalho, uma família, o telefone, a carta,
o riso que resulta de seres vítima de olhares
Que resto dás? Ou porventura deixas algum rasto?
E assim e assado sofro tanto tempo gasto.
quinta-feira, julho 10, 2014
Tenho tanta coisa para te dizer.
O Brasil não joga nada.
Nunca mais chega o Verão.
O Passos vai perder. O Costa quer ganhar.
Esta ilha continua húmida e fria à tua espera.
No Algarve é que se está bem.
Vou sair. Não vás. Não andes toda descascada por favor que tenho ciúmes.
Estou mais gordo.
Hoje estás ainda mais bonita.
Ainda não vi o teu sorriso.
Tenho tanta coisa para te dizer.
Morro de saudade.
Nunca mais chega o Verão.
O Passos vai perder. O Costa quer ganhar.
Esta ilha continua húmida e fria à tua espera.
No Algarve é que se está bem.
Vou sair. Não vás. Não andes toda descascada por favor que tenho ciúmes.
Estou mais gordo.
Hoje estás ainda mais bonita.
Ainda não vi o teu sorriso.
Tenho tanta coisa para te dizer.
Morro de saudade.
quarta-feira, julho 09, 2014
With or without repentance.
There is no refuge from memory and remorse in this world.
The spirits of our foolish deeds haunt us, with or without repentance.
segunda-feira, julho 07, 2014
Esperar-te.
"Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te
vou perdendo a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço
e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho
Muita vez vim esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier hoje é já bastante
como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere. Talvez apareça"
sábado, julho 05, 2014
Poderoso.
No cair do pano do dia agitado, as luzes do palco voltaram a acender.
O encore. Breve. Mas poderoso.
A música que ambos sabemos cantar em uníssono. A dois. A sós. Nós.
Obrigado. Porque a tua voz foi a única melodia na noite de sono e sonho que se seguiu.
sexta-feira, julho 04, 2014
quinta-feira, julho 03, 2014
Recolho-me na insignificância.
Sei bem que todos os dias anseio por um sinal da tua existência, além daquele que reside em regime vitalício no meu coração.
Sonhei tantas vezes ouvir-te, que quase não acreditei na realidade.
A verdade é que fiz (quase) tudo para que a comunicação oral não fosse necessária.
Mas felizmente aconteceu.
Mesmo na amargura. Mesmo com as palavras duras.
Depois de falar contigo, os níveis de ansiedade voltaram a perturbar cada acto desta rotina que é morrer de saudade na tua lembrança.
Recolho-me na insignificância.
quarta-feira, julho 02, 2014
Bom.
Foi (quase) bom.
Ouvir-te.
Não.
Essa voz magoada.
Mas meiga.
Foi (quase) doce.
Esse sotaque carente.
Desculpa.
Pela amargura.
Faria (quase) tudo para te ouvir.
Tudo para não te magoar.
Foi mesmo bom ouvir-te.
Ouvir-te.
Não.
Essa voz magoada.
Mas meiga.
Foi (quase) doce.
Esse sotaque carente.
Desculpa.
Pela amargura.
Faria (quase) tudo para te ouvir.
Tudo para não te magoar.
Foi mesmo bom ouvir-te.
Destino de quem ama.
Chove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.
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