sábado, novembro 29, 2014

Sempre.

Tem sido uma constante todas as noites.
Varia o chá, ou o tinto que hoje, por exemplo, uso como companhia.
Desta janela, em forma de marquise (como se diz na tua terra), sem vista para nenhum local privilegiado ou até mesmo inspirador,  aguardo pelo cansaço, fazendo memórias a somar e alegrias no presente a diminuir.
Procuro não estar só, mas nunca me senti tão vazio. 
Confesso não saber se estarei melhor na agressividade dos ambientes nocturnos e boémios, ou nesta absurda condição de exilado, com um copo e um cigarro na mão, sem o contraditório, nem ninguém para refutar esta triste realidade que é a tua ausência.
Viver do pretérito, sonhar de noite e sobreviver de dia, tem sido uma estranha forma de auto- conciliação, que não sei quanto tempo mais irei aguentar.
Sei que te amo.
Em toda a minha realidade. 
Vivida. Sonhada. Recordada. Desejada.
Prometo cuidar-te.
Sempre.

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