Por estes dias, que passo muito tempo em casa, com a TV amestrada pelos senhores do comando, ou até pela triste grelha de programação, tenho-me refugiado na música e na leitura para o desassossego dos dias. Para tal uso uma aplicação, uma destas que dizem que consome muitos dados mas que, felizmente para mim, não tem importância nenhuma. Como tudo o que é grátis, de graça ou de borla, acaba por nos custar sempre mais um pouquinho, de x em x músicas, lá tenho que gramar com toda a espécie de publicidade. Numa dessas pausas, uma voz feminina, que inicia a frase com um majestoso :- "muito bem", questiona-me se quero romance instantâneo. Sim. Instantâneo. Basta carregar no ecrã. Como se uma playlist coneguisse transformar imediatamente o momento, enchê-lo de velas, rosas e chocolates.
O romance não é um pacote para abrir, dissolver em saliva e consumir em sexo orgásmico.
Enfim.
A falta de trabalho está a ter efeitos nefastos na minha veia romântica, que bem sabes não é tão grande quanto isso.
Ainda assim, dou por mim a desejar-te num beijo, como aqueles que me brilhantemente coagias a trocar.... por longos minutos, antes de adormecer.
Não me recordo, no momento em que te escrevo, de dar um beijo.
Honestamente. Não troco um beijo intenso, deste com a língua a servir de gps para o bater do coração.
Contigo, era simples ler o mapa. O coração estava logo ali. Nos teus olhos doces.
Saudades, Tinhosa.
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