sábado, janeiro 03, 2015

Gelo.


Agora, em tempo de despedida da terra natal e das férias forçadas mas merecidas, urge dizer, em jeito de balanço, que me sinto cada vez mais longe de ti.
Não que (infelizmente) fizesse algo para contrariar esta distância, mas como, para além de ultra romântico saudosista e mais outros adjectivos demasiado lamechas para os enumerar, sou também um sonhador esperançoso, acredito em milagres, como aqueles que sucessivamente nos foram aproximando ao longo dos últimos 10 anos.
Talvez por estar mais perto geográficamente, no meio do caos que foram estes dias, por motivos que bem conheces, me senti tão isolado, homem-ilha rodeado de sonhos e intenções. Homem-parvo cheio de desilusões.
Não. Não tens culpa alguma.
Mas sinto necessidade de to escrever, qual frio que se penetra nos ossos, só mesmo a marca da tua ausência a gelar o meu coração.

São Saudades, Tinhosa, são Saudades.
Essas sim, têm nome próprio.

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