quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Banda sonora.

Estou completamente divido.
Em ser oportunista, não deixar escapar esta vantagem de  conversar contigo quase todos os dias.
Ou então calar-me. Não abusar da sorte ou esticar a corda.
Não há banda sonora que coloque a rolar, capaz de substituir esse sotaque genuíno e timbre moderado.
Não. Não precisas cantar para mim... por favor!!!!!

Sinto mesmo vontade de te ouvir.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Muito.

Tenho.
Preciso.
Quero.

Saudades de ti.
Do teu abraço.
Ouvir a tua voz.

sábado, fevereiro 21, 2015

Um dia, perdido, em que nos encontrámos.

Quando chegaste - esquálida e coberta de adjectivos
que rejeitavas, que te seguiam - o silêncio deixou
de ser solene.

Atirámos frases inteiras às paredes, somos crianças,
e rimo-nos. A história escreveu-se longe
das nossas mãos.

Não sabemos mais verdades do que a nossa.

Existiu um dia, perdido, em que nos encontrámos.
Podíamos celebrá-lo com discursos estruturados e
insignificâncias. Preferimos comê-lo - é um bolo
de creme.”


sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Tinhosa amiga.

Depois de 54m de conversa, praticamente sobre tudo e sobre nada, fiquei ainda mais com saudades.
Até dessa tosse seca, que intermitentemente surgia entre o nosso diálogo apaziguador.

Antes de seres o meu amor, a minha amante, foste minha amiga e confidente.
Neste momento, só e apenas isso me deixa feliz.
Saber-te feliz e provocar-te o riso, também só nos poderá ajudar.
Saudades Tinhosa amiga da minha vida.

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Mau.

Cumprimento sempre as pessoas. Até as que me ignoram.
Sorrio quase sempre para as crianças e os idosos.
Sou caridoso com os que mais precisam. 
Contribuo nas campanhas de solidariedade, dou roupas usadas e não nego uma sopa a quem tem fome.

Não sou mau Tinhosa. 
Mas fui muito mau contigo.

Fiquei mesmo triste e pensativo com as tuas palavras.
Bem sei que muitas delas, como de tantas outras vezes, não foram sentidas, mas não posso deixar de te dar razão.
Lamento todos os dias, estas atitudes que tantas vezes acinzentaram a tua vida e que ainda recordas nos dias tristes.
Prometo torcer todos os dias pela tua felicidade, como se de uma religião se tratasse, para que não sofras nem vivas mais pretéritos negros.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Magoa-me.

Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
dói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés

Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas

Seja eu de novo tua sombra, teu desejo
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta

Traz
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono

Mia Couto

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Saborear uma ilusão.

"Tinhosa linda, Pedro Chagas Freitas escreveu que saborear uma ilusão, vale todas as desilusões do mundo. Você é a prova disso. Um beijo bom. E uma saudade imensa. "

domingo, fevereiro 15, 2015

Vitamina.

Uns expressivos raios de Sol, conseguiram trazer o calor para finalmente abandonar a cama e procurar vitamina D.
No rescaldo do dia dos agrafados e de mais um desfile de Carnaval, relembro as loucuras pretéritas em que tudo fazia para terminar a noite ao teu lado.
Não sei se do álcool ingerido ou das horas a dançar, as noites e os dias tinham outro calor.
Esse que nem este brilho consegue trazer.
Saudades tuas Tinhosa.
Espero-te bem.

sábado, fevereiro 14, 2015

Everything from the beginning.



Se to digo é porque o sinto.
Nem sequer pela data em especial.
Nunca a celebrei a não ser contigo.
E não tua ausência, dou por mim a querer celebrá-la, só porque isso significaria ter-te aqui.

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Gripe.

Cada vez mais acredito que o estado da alma é crucialmente importante para o corpo se manter são, resistindo a este inverno que (des)habita o meu coração. A doença e enfermidade também se apoderou, pela milésima vez este ano. Aí, posso afirmá-lo com clareza, a culpa é totalmente tua.
Saudades. 

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Verdade.

Estou doente, carente.
E tu, com sempre, ausente.

Estou saudoso, remeloso chateado.
Tu, para não variar, não estás a meu lado.

Poesia de da verdade de "La Palisse", que mesmo assim não contribui para sossegar esta estado de corpo e de alma que me atormente.
Não saber de ti, ainda mais complica.

Saudades.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

domingo, fevereiro 08, 2015

Só ficará.


Só ficará de ti o que fizeste
por amor.
O resto não valeu:
foi apenas poeira que se ergueu
em teu redor
e o vento varreu.


Só ficará de ti o que escreveste
com paixão.
O resto não contou:
foi tão-só uma sombra que passou,
pura ilusão,
e nem rasto deixou.

Nos teus beijos.

Nem mais nem menos.
Não foi nada de especial. 
Nem consigo, como tantas vezes e de forma muito rebuscada, fazer interpretações livres e voar nas tuas palavras.
Mas nas teus beijo posso sempre encontrar calor.
Único e especial para estes dias frios.

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Lábios frios.

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Se te perdi.


Tens sido vida afora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei... se te perdi...

Lamechas.

Aos Domingos, principalmente quando sou forçado a permanecer em casa, como foi o caso deste último, é dia para me actualizar naquelas séries lamechas, sejam elas verdadeiros clássicos ou então mais recentes, ainda que com o mesmo formato e receita das pretéritas.

Da Carrie e o Big, no Sexo e a Cidade, à Penny e ao Leonard, na Teoria do Big Bang, passando pela Fox, Axn ou outro que não me recordo, vai tudo dar ao mesmo.

Vejo-te nelas todas.
Sempre como protagonista.
Daquelas que não faz por menos.
Até se pode magoar.
Mas no fim, irá sempre ganhar.

Talvez sinta mesmo falta dos episódios que construíamos sem guião.
Daqueles que começávamos sem saber como terminar.
Um beijo e um abraço eram garantias de um bom intervalo.