terça-feira, dezembro 13, 2016

Linda.

Passou tanto tempo que já não te reconheço a forma. 
Não te sinto o sabor.
Não me lembro da cor.
Só o coração ainda bate mais forte na mais ténue lembrança.
Continuas linda.

sexta-feira, dezembro 09, 2016

Cantos obscuros.

Continuo a ver-te. às escondidas. No silêncio do sono ou na algazarra do pensamento, toldado pela tua presença.
Ficámos com abraços ausentes, orgasmos pendentes e sorrisos a crédito.
Sei que não será para agora, ou talvez nunca, a cobrança.
Ainda assim, vou tentar saber de ti, como estás, o que fazes e como ris, porque mesmo quando o "nós" não existe, preenches os cantos obscuros do meu coração.

sexta-feira, novembro 18, 2016

Encerrando ciclos.



R: 

Hoje, mais do que nunca, o meu desejo mais ínfimo e profundo, que provém de uma vontade não controlável, pretendia que tu te emergisses e prevalece a tua vontade! Porque, no subconsciente da minha alma, tenho a noção que me fazes sorrir, quando conversamos 4 horas seguidas e durmo tranquila com o teu beijo de boa noite... 

Mas o meu ser consciente, a minha razão, a voz da experiência, sabe o quanto isso é errado! Por todos os motivos que constituíram a nossa história! Porque o presente é construído pelo antes e o depois, o passado e o futuro! E nós, mais do que ninguém, temos noção o quão difícil foi o nosso pretérito e quão impossível é o amanhã! 

É bom andamos distraídos, sem pensar nas consequências, no que foi e no que será! Viver na leveza do presente, sem temer, nem recear o que poderá advir! 

Mas, infelizmente, o medo impõe-se! Se já me desrespeitaste antes, porque não o farás agora? 

As relações que mantenho, fracassam... Interrogo-me se esqueci do que é amar, do que é entregar-me sem defesas, porque criei mecanismos que me protegem, que me salvam, ou destroem! Que me fazem esquecer de mim, para me defender de quem sou, ou me tornei! 

Porque " enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. 

Não espero que me devolvam algo, não espero que reconheçam o meu esforço, que descubram o meu génio, que entendam o meu amor. 

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na minha vida. É imperativo fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa, sacudir a poeira. Deixar de ser quem era, e transformar-me em quem sou." 
(adaptado do texto de Fernando Pessoa) 

Sei que me entendes... no fundo, compreendes! 

Se por um lado quero criticar a tua resignação, a falta de imposição de vontade própria, por outro, estou ciente, que a minha deve prevalecer, para curar feridas, para aprender a viver novamente e somente comigo! 

Desculpa, esta minha ambivalência! Há uma cobardia subjacente, bem como uma força que me empurra e me afasta de tudo o que me levou às lágrimas! 

E, apesar de tudo, eu também estou aqui! Para o que precisares! Só nesse sentido! Porque o medo de imaginar, nem que seja por um segundo apenas, que te quero abraçar, leva-me para longe de ti! 

Espero que a vida te sorria e, principalmente, que tu sorrias para ela! 

Um beijo, um sorriso, um abraço (tal como eu imaginei!) 

Atenciosamente, (lol)
Tinhosa.

quinta-feira, novembro 10, 2016

E sempre só a solidão.

E sempre só a solidão. Sempre. Eu sozinho, a viver. Sozinho, a ver coisas que não iriam repetir-se; sozinho, a ver a vida gastar-se na erosão da minha memória. Sozinho, com pena de mim próprio, ridículo, mas a sofrer mesmo. Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. Muitas vezes disse amo-te, mas arrependi-me sempre. Arrependi-me sempre das palavras.

quarta-feira, novembro 02, 2016

Tristinha.


"Obrigada, eu! Hj estava tristinha, por circunstancias da vida e consegui desanuviar um pouco! E bom que sejas sinonimo de alegria, inves de tristeza! Mais um beijinho! Ps- vai correr tudo bem, basta acreditares nas tuas excelentes capacidades! ;)


Oh... acabei por falar tanto que nem te dei espaço para conversares. Mas espero que corra tudo bem e que afastes as tristezas porque te quero ver sempre muito feliz. Beijo!"

quarta-feira, outubro 26, 2016

Porque me apaixonei por ti.

Tenho que valorizar a sua forma de escrita... és um ás no paleio de praia... Já percebi porque me apaixonei por ti e me mantive assim durante 5 anos... tu davas-me a volta com sinonímias, metáforas e hipérboles...

Agora, sem brincadeiras, obrigada pelo apoio nesta situação que em nada me agrada.

Boa viagem para a Madeira...

Beijinhos.

terça-feira, outubro 25, 2016

segunda-feira, outubro 24, 2016

Restauro.

Saber-te a sorrir foi a segunda melhor notícia do dia.
A primeira, foi ver-te nesse sorriso.
Quase não te reconheço nesse marfim renovado, digno de arquitectura de restauro ao mais alto nível.
Beijo bom.

quinta-feira, outubro 20, 2016

Apareces sem que te queira.

Todos os dias tento esquecer-te na rotina.

Tenho novos sonhos que chegam pelo sangue e pelo único milagre do Homem.

Ainda assim, apareces sem que te queira.

(In)conscientemente, invadiste o meu sonho e transformaste-o numa realidade tão intensa, que ainda acordei com o teu sabor.

A manhã foi traçada de café aveludado da tua pele e torradas de pão fofo como esses lábios.

À medida que entramos no dia, as memórias parecem desvanecer-se, fica o desejo que voltes outra vez nas noites frias, para manhãs saudosamente recheadas de sentidos.

quarta-feira, outubro 12, 2016

Talvez agora consiga respirar mais vezes sem o teu nome.


Foi quase sem querer.

Passei tanto tempo a querer encontrar-te. Na rua, Por acaso. A sair do cinema ou do concerto.
Procurei-te, imaginei-te, mas nunca te vi.
Hoje, a fazer zapping entre o pântano televisivo, parei num programa automobilístico que fazia uma peça sobre um cruzeiro no Douro.
No meu Douro. No nosso Douro.

Impossível esquecer esta expressão.
Inevitável confrontar-me com fantasmas antigos.
Imperativo querer-te bem e saber-te feliz.
Revirei os lençóis, a cama, os sonhos.
Transpirei de inveja e de saudades, ainda que ambas não façam já sentido nenhum.
Felizmente também as boas notícias chegaram pela manhã.
Talvez agora consiga respirar mais vezes sem o teu nome.
Beijo grande Tinhosa.

sexta-feira, setembro 16, 2016

quinta-feira, setembro 01, 2016

Deixo-te partir permanecendo em mim.

Esqueci-te o sabor 

Amor escuta.

Esqueci-te o sabor. Soubeste-me a Verão quando me mordias os lábios húmidos e eu fechava os olhos para não os veres espelho do meu desejo. 

Amor escuta.

Sei-te de cor o cheiro quando te afogavas em mim, me prendias pela cintura e enlaçávamos os dedos apagando as estrelas. 

O tempo não desvanece a memória da tua pele, poro a poro, dos caminhos que as tuas mãos, incendiárias como um vento veloz, gravaram em mim. Foste músculo, suor e sémen.

Vestida da tua pele fiquei ainda nua.

Amor escuta.

Não te conheço meridianos nem paralelos agora que largaste amarras como um veleiro silencioso. Mas não se silenciou em mim a tua voz serena, murmurando o meu nome como um nascer do dia.

Amor escuta.

São vãs as tentativas de te tirar da lembrança, deixo-te partir permanecendo em mim.

terça-feira, agosto 23, 2016

O tempo não pára.

São quase 2h da madrugada e daqui por 8h celebro mais um aniversário.
Sem grandes contemplações, a idade e o resto não me deixam margem nem moral para divagar.
Hoje, (talvez mais caprichoso que noutro dia), quando apagar as velas do bolo que a minha querida mãe insiste em preparar, vou lembrar-te a sorrir. E chorar um pouco de nós. Cada ano que passa aumenta dramaticamente o friso cronológico do nosso Amor e não tenho coragem de inverter esse ciclo. 
O Amor não se esgota. 
Mas o tempo não pára.
Beijos Tinhosa.

domingo, agosto 21, 2016

Eternamente.


E escrevi o teu nome e o teu número de telefone numa página da agenda do mês de Fevereiro. E, ao escrevê-lo, sabia que era uma despedida, mas todo o mês de Março nos arrastámos na despedida, como caranguejos na maré vazia. Sem ti, lancei outras raízes, construí pátios e terraços, fontes cujo som deveria apagar todos os silêncios, plantei um pomar com cheiro a damasco, mandei fazer um banco de cal à roda de uma árvore para olhar as estrelas no céu, um caminho no meio do olival por onde o luar pousaria à noite, abóbadas de tijolo imaginadas pelo mais sábio dos arquitectos e até teias de aranha suspensas do tecto, como se vigiassem a passagem do tempo. Nada disso tu viste, nada te contei, nada é teu. Sozinhos, eu e a aranha pendurada na sua teia, contemplámo-nos longamente, como quem se descobre, como quem se recolhe, como quem se esconde. Foi assim que vi desfilar os anos, as paredes escurecendo, um pó de tijolo pousando entre as páginas dos mesmos livros que fui lendo, repetidamente. 

Heathcliff e Catarina Linton destroçados outra vez pela minúcia do tempo. 

Como explicar-te como tudo isto se te tornou alheio, como tudo te pareceria agora estranho, como nada do que foi teu vigia o teu hipotético regresso? Ulisses não voltará a Ítaca e Penélope alguma desfará de noite a teia que te teceste. 

E arranquei a página da agenda com o teu nome e o teu número de telefone. Veio a seguir Abril e depois o Verão. Vi nascer a flor da tremocilha e a das buganvílias adormecidas, vi rebentar o azul dos jacarandás em Junho, vi noites de lua cheia em que todos os animais nocturnos se chamavam rãs, corujas e grilos, e um espesso calor sobre a devassidão da cidade. E já nada disto, juro, era teu. 

E foi assim que descobri que todas as coisas continuam para sempre, como um rio que corre ininterruptamente para o mar, por mais que façam para o deter. 

Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas. Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos. 

E a tua voz ouço-a agora, vinda de longe, como o som do mar imaginado dentro de um búzio. Vejo-te através da espuma quebrada na areia das praias, num mar de Setembro, com cheiro a algas e a iodo. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.

sexta-feira, agosto 19, 2016

É a cabeça que trava o coração.



Foi um processo longo e difícil, como sempre o são as aproximações entre duas pessoas habituadas a estarem sozinhas. Primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça, a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos. Mas depois é a cabeça que trava o coração, as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes, um sufoco inexplicável que parece instalar-se onde dantes estava a intimidade. É preciso saber passar tudo isso e conseguir chegar mais além, onde a cumplicidade - de tudo, o mais difícil de atingir - os torna verdadeiramente amantes. 

quarta-feira, agosto 17, 2016

Sangue quente.

Sem um pio os olhos descolam-se, a boca seca fecha-se no enterro da almofada, por entre os lençóis os dedos encontram as costas, os ossinhos salientes da coluna, a curva hemisférica e dividida do rabo. O outro par entreolha por entre o desgrenho da manhã, os lábios sorriem e exalam um bafo quente e sonoro, o nariz aninha-se em ombro alheio, as papilas activam-se ao sal da pele, as pupilas ao lusco-fusco.

Os corpos movem-se debaixo da roupa lenta, o quente sobe com o abraço, a pouca roupa abandonada peça a peça, perdida algures na cama. Os dentes roçam a carne, a pele engalinha-se, o pelo eriça-se, os mamilos endurecem e espetam-se no outro; um risinho abafado, quase infantil, sucede a mordidela fingida. As mãos exploram os corpos habituais, tocam onde sabem, primem onde podem, agarram onde têm, a respiração engrossa e cadencia-se. As inspirações e expirações viram um metrónomo, as línguas correm rápidas a boca, a cara, as pálpebras, o lóbulo, aquela faixa nua entre a orelha e o risco do cabelo, pescoço, axila, colo do peito, mais abaixo, mais abaixo, aí, aí, ai, menos, mais.

Cada um tenta uma coisa nova no corpo do outro, ambos recorrem a truques velhos de milénios, a negociação das idas e vindas é feita sem palavras, quase sem olhares, numa suavidade de reações epidérmicas e silenciares de respiração. As unhas riscam a pele, os dedos tocam humidades, as bocas dão-se molhadas, esfomeadas; ambos adiam o enlace definitivo só mais um bocadinho, só por desporto, só por maldade, só para prolongar o contágio, a mistura, o calor.

A temperatura começa a gemer a água dos corpos, alguém afasta lençol e cobertor num repente, pés e pernas organizam-se em passos sem necessidade de ensaio. Esgota-se a possibilidade de adiamento, do fingimento da fuga: os corpos juntam-se num resfolegar só, juntos e agarrados pelo prazer partilhado, orgulhoso, só deles solitários e luminosos. Deslizam pela cama, voltas e reviravoltas, deixam marcas húmidas na roupa agarrada, repuxada, cabeças penduradas da beira, almofadas expulsas para o chão pelo ritmo uníssono, carnudo, de olhos nos olhos, de boca nas bocas todas do corpo. A partilha roça a violência, ambos abusam só para se surpreenderem, uma mão agarra a trave da cama, outra apoia-se na parede, algo tomba da mesa de cabeceira.

O embalo algoz insiste até à partícula, até ao milésimo, até à falhada tentativa de pausa imediatamente anterior à pequena morte. Mas é fatal, um escorrega e arrasta o outro: as cores explodem, por um segundo tudo faz sentido, o mundo é plano e licoroso e ambos vêem claro e tudo e o todo; por um segundo toda a música vem de dentro, toda a fome e frio e medo e luto desaparecem, toda a espécie vive saciada, leões e cordeiros juntos e beatíficos.

Adiam o descolar dos corpos só mais um momento, enquanto reaprendem a respirar cada um sua respiração, enquanto no canto, a gata entediada repega a sonolência mole, enquanto lá fora a vida recomeça a escorrer.

terça-feira, julho 26, 2016

Fome de ti.

Analfabeta de ti, demorei a ler-te.

Tinhas o tempo que era o das frases cadenciadas com vírgulas de pele transpirada.

Percorri-te as páginas na desordem do sangue, num doce engano de sermos dois.

De lava os beijos solidificaram, perderam a vertigem.

Sinto fome de ti, substantivo sem adjetivo possível.

sábado, julho 23, 2016

O tempo não desvanece a memória.



Esqueci-te o sabor 

Amor escuta.
Esqueci-te o sabor. Soubeste-me a Verão quando me mordias os lábios húmidos e eu fechava os olhos para não os veres espelho do meu desejo. 

Amor escuta.
Sei-te de cor o cheiro quando te afogavas em mim, me prendias pela cintura e enlaçávamos os dedos apagando as estrelas. 

O tempo não desvanece a memória da tua pele, poro a poro, dos caminhos que as tuas mãos, incendiárias como um vento veloz, gravaram em mim. Foste músculo, suor e sémen.
Vestida da tua pele fiquei ainda nua.

Amor escuta.
Não te conheço meridianos nem paralelos agora que largaste amarras como um veleiro silencioso. Mas não se silenciou em mim a tua voz serena, murmurando o meu nome como um nascer do dia.

Amor escuta.
São vãs as tentativas de te tirar da lembrança, deixo-te partir permanecendo em mim.

Esqueço-te apenas o sabor.

quinta-feira, julho 21, 2016

Musa.

Tenho evitado cá entrar, para não encontrar este quarto vazio.
Estive embrenhado por leituras e autores nunca antes explorados, para fugir à  teoria da lamentação e da depressão.
Hoje volto sem nada de novo, apenas a velha memória e Saudade do Sol no teu Corpo.
As ressacas trazem-me sempre uma perspectiva muito carnal e hoje estou naqueles dias em que o erotismo virtual não conseguiria ganhar à minha imaginação.
Também pudera.
Com uma musa inspiradora destas, não há quem possa.
Beijos grande e doces nesse corpo macio.

segunda-feira, julho 18, 2016

It doesn’t save us from ourselves when we’re corrupting.

I believe in Big Love.

I talk and I date like I don’t.

I don’t have frivolous expectations for romance. I’m not looking to get swept off my feet. I am one of those rare, perhaps slightly jaded individuals who actually likes hookup culture and is happy to live in an age in which monogamy is not necessarily the norm.

But I believe in big love because I’ve had it.

I’ve had that massive love. That all-consuming love. That ‘I can’t believe this exists in the physical realm of this planet’ kind of love.

The kind of love that erupts into an uncontrollable blaze an then simmers down to embers and burns quietly, comfortably, for years. The kind of love they write novels and symphonies about. The kind of love that teaches more than you thought you could ever learn, and gives back infinitely more than it takes.

It is the ‘Love of your life’ kind of love.

And believe it works like this:

If you’re lucky, you get to meet the love of your life. You get to be with them, to learn from them, to give the whole of yourself over to them and allow their influence to change you in unfathomable measures. It’s an experience like nothing else we have on this earth.

But here is what the fairytales won’t tell you – sometimes we meet the loves of our lives, but we do not get to keep them.

We do not get to marry them, to pass our years alongside them, to hold their hands on their deathbeds after a life lived well and together.

We do not always get to hold onto the loves of our lives, because in the real world, love doesn’t conquer all. It doesn’t resolve irreparable differences, it doesn’t triumph over illness and disease, it doesn’t bridge religious rifts or save us from ourselves when we’re corrupting.

We don’t always get to hold onto the loves of our lives because sometimes love is not all that there is. Sometimes you want a tiny country home with three kids and they want a bustling career in the city. Sometimes you have a whole, wide world to go explore and they are scared to venture out of their backyard. Sometimes you have bigger dreams than one another.

Sometimes the biggest, most loving move you can possibly make is to let each other go.

Other times you don’t get a choice.

But here’s another thing they won’t tell you about finding the love of your life: not ending up with them doesn’t disqualify their significance.

Some people can love you more in a year than others could love you in fifty. Some people can teach you more within a single day than others could teach you over the entire course of a lifetime.

Some people come into our lives only for a particular period of time, but make an impact that no one else can ever quite match or replace.

And who are we to call those people anything but the loves of our lives?

Who are we to downplay their significance, to rewrite their memories, to alter the ways in which they changed us for the better, simply because our paths diverged? Who are we to decide that we desperately need to replace them – to find a bigger, better, stronger, more passionate love that we can hold onto for a lifetime?
Maybe we just ought to be grateful that we got to meet these people at all.

That we got to love them. That we got to learn from them. That we got to have our lives expand and flourish as a result of having known them.

Meeting and letting go of the love of your life doesn’t have to be your life’s single greatest tragedy.

If you let it, it can be your greatest blessing.

After all, some people never get to meet them at all.

quinta-feira, julho 14, 2016

Boas ondas.

A modos que o Sol tem aquecido muito para estes lados. O calor traz sempre essa memória claustrofóbica, que só o mar consegue abafar.
Espero que boas ondas te tragam até aqui.

quarta-feira, julho 13, 2016

Sempre a ti.


No momento em que desligámos a chamada e voltaria a colocar os headphones porque entretanto me esqueci de desligar o mp3, ouvi estas palavras na voz da Maria Bethânia. Podem os sonhos nem sempre corresponder à realidade, pode o destino pregar-nos muitas partidas, mas irá sempre conduzir-me a ti. Amiga, companheira, amante, próxima ou distante, importante é seres a Tinhosa de sempre que me apaixonei. 
Abraço... Apertado como... Você sabe!....



Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito tempo
Em sua vida
Eu vou viver...
Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...

terça-feira, julho 12, 2016

quinta-feira, julho 07, 2016

quarta-feira, julho 06, 2016

Não desisto.

" O tom áspero e rígido contrastante com os olhos bondosos. O som austero e frio vindo de uns lábios de ternura. Volto para casa de mãos nos bolsos onde guardo os beijos que lanço quando não vês. Não desisto, deixo de insistir."

domingo, julho 03, 2016

quarta-feira, junho 29, 2016

Velhos objectos.

É certo e sabido que quando o presente não agrada, volto sempre ao pretérito.
Sem falsos queixumes nem pretensiosismos mascarados, hoje voltei a ver-te. 
Fresca. Gostosa. Ou como se diz na tua terra... BOUA!
Espreitei naquelas redes sociais em que tudo está feliz. Nem imaginas como também fico, só de te sentir neste estado de espírito!
Recuperei saudades tuas.... e do carro!
Depois desse, não tive outra sensação de novinho em folha, acabado de estrear.
Aliás, tu trouxeste tantas coisas nova à minha vida, como tantas vezes me fazes viver dos velhos objectos. Num carro, num trapo guardado numa gaveta ou num porta-chaves perdido que ainda consegue destrancar muitas fechaduras escondidas.
Um beijo muito grande Tinhosa.

terça-feira, junho 28, 2016

São João.

A propósito do São João que já deves estar a celebrar no NUORTE, lembrei de uma festa muito louca lá para os lados da Calheta....
Fiquei com uma vontade imensa de provar umas sardinhas!

quinta-feira, junho 23, 2016

No teu olhar.

(...)
Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
(...)

segunda-feira, junho 20, 2016

21 minutos.

21 minutos.
Podia ser o título de um filme ou de um livro policial.
Foi apenas e tanto. O tempo que consegui ouvir-te e tentei não interromper para sentir a vibração dessas cordas bem aqui. Perto.
Podem passar dias ou meses. O impacto da nossa melodia é intemporal e totalmente imprevisível.
Mesmo nas notícias tristes, consegues sempre fazer-me sorrir e esquecer por momentos o mundo.
Beijo bom Tinhosa.

quinta-feira, junho 16, 2016

Depois regressará.

Quando alguém parte, tem de deitar
Ao mar o chapéu com as conchas
Apanhadas ao longo do Verão,
E ir-se de cabelo ao vento,
Tem de lançar ao mar
A mesa que pôs para o seu amor,
Tem de deitar ao mar
O resto do vinho que ficou no copo,
Tem de dar o seu pão
Aos peixes
E misturar no mar uma gota de sangue,
Tem de espetar bem a faca nas ondas
E afundar o sapato
Coração, âncora e cruz
E ir-se com o cabelo ao vento!
Depois regressará.
Quando?
Não perguntes.”


quinta-feira, junho 02, 2016

Achas que consegues ligar-me?

Hoje é um daqueles dias que tem tudo para dar erro.
A noite passou lentamente, sem me trazer o sonho nem o sono, porque o coração está apertado de saudades e já não consegue disfarçar.

Achas que consegues ligar-me?
Só para ouvir a tua voz?
Podes sempre dizer que foi engano, que estavas a tentar contactar um amigo, daqueles que te faz sorrir e do qual guardas sempre uma boa memória.
Podes até ficar zangada por causa desse engano e me tratares com a merecida indiferença e desligar em pouco mais de um minuto.
Prometo nem falar, só o suficiente para ouvir de novo a tua voz.
Prometo chorar para dentro, de tristeza e alegria ao mesmo tempo.

terça-feira, maio 31, 2016

Em todas as ruas te perco.

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

segunda-feira, maio 23, 2016

O mundo é feliz!

Será Amor? Um miminho para o coração. Beijo grande Tinhosa!

terça-feira, maio 03, 2016

Pé ante pé.


Entre roteiros gastos, quase nunca apreciados pela quantidade de vezes que por lá passamos, ou de novos trilhos por entre os intervalos das memórias, quando regresso a Casa, retomo sempre um velho hábito, que se torna sempre e de cada vez, um acto de renovação. Conduzo sem destino ou por intenção, indiferente ao ambiente que me rodeia, ligado ao rádio, naquela estação que dizias ser para as pessoas da terceira idade, mas que a alma pede sempre para ouvir e conversar.
Passei pela tua terra, que está cada vez mais bonita, só faltavas lá tu. Ainda te procurei sem dar muito nas vistas. Como não te vi, procurei o sítio do costume para tomar um café e rir para dentro, daquelas coisas que fazemos quando os outros não nos interessam.
Saí, de regresso, ouvi esta.
Espero-te sempre bem Tinhosa.
Quase que não penso em ti, todo o dia.

Abraço forte forte.

quarta-feira, abril 27, 2016

O nome da paixão.


“(Que nome te dar? Tu és única. Tu és todas. Ou talvez nenhuma. Eu sou tu. Tu és eu. A outra metade de mim. A parte de ti que de mim ficou. A parte de mim que foi contigo. Ninguém me foi tão próximo. Ninguém me escapou tanto. Como foi que constantemente nos encontrámos e nos perdemos? Esta é a história. Uma história sem história. Um história só isto.)”

terça-feira, abril 19, 2016

Tempo.

O tempo. Sempre o tempo.
O (pouco) tempo para acordar lentamente e lembrar-Te.
O tempo para organizar e trabalhar para não ter tempo para pensar no tempo que estou sem Ti.
O (pouco) tempo para descansar sem que o coração consiga recuperar o tempo que não conseguiu recordar o tempo em que era feliz.
Neste tempo todo em que te escrevo, penso exactamente neste tempo todo que Nos separa.
Hoje tenho todo o tempo do mundo. 
Ironicamente, vou usá-lo para viver um tempo pretérito, um tempo de Saudade.

quinta-feira, abril 14, 2016

Quando não estão lá, morrem de saudades.

Plágio. Certamente foi plágio. Porque juro ter ouvido estas palavras da tua boca, sentados numa pedra com a marina em frente e o mar a tocar a música que o ritmo dos corações ditava.

"Eu escolhi dispensar mãos cujos dedos são retos e possuem unhas cortadas com precisão. E sabes porquê? Porque as minhas mãos, quando estão entre os teus dedos tortos e com unhas roídas, não querem outro lugar para estar. E, quando não estão lá, morrem de saudades. Não sabias que os dedos também sentem saudades? Ah, e apesar de eu não ser mais uma menina e de já ter atirado as minhas bonecas fora, adoro quando tu me dás a mão para atravessar a rua."

quarta-feira, abril 13, 2016

Beijos, meu Amor.

os nossos olhos, meus e teus, como os nossos olhos
sérios e parados numa certeza, dois espelhos a reflectirem-se,
um lago diante de um lago, uma montanha sempre,
para sempre, diante de uma montanha, os nossos olhos
são essa certeza no momento em que os nossos rostos
começam a aproximar-se, e muito devagar, como um
instante definitivo, fechamos as pálpebras sobre os olhos
porque abrimos universos dentro de nós, e a respiração
que sentimos na pele, que não sabemos se é tua ou minha,
é a respiração que ouvimos como tempestades de
uma hora de pânico e ânsia cega, oceanos à noite, praia
de afogados nocturnos e solitários que dão à costa e,
ao mesmo tempo, marés de verão, risos de crianças
como espuma de ondas, praia de brilho e mar, maré,
respiração que sentimos na pele,

e o tempo pára,

o tempo que passava pára no instante definido concreto,
em que um ponto dos teus lábios toca um ponto simples
de carne sensível dos meus lábios, o tempo é a paisagem
parada à nossa volta, que arde com as chamas de um
incêndio, entro no interior de ti para procurar-te, corro e corro
dentro da tua escuridão, salto troncos caídos, os meus
passos agarram-se à terra e levantam as folhas que
a chuva derrubou dentro de ti, beijo-te como se chorasse,
e tu encontras todos os caminhos dentro de mim, sem
palavras, pedes que te abra estradas e fico a ver-te enquanto
te afastas e te aproximas mais e mais do centro único
do meu interior, da minha única escuridão, beijas-me
como se chorasses, e será sombra, penumbra, ou será uma
explosão de luz, uma força incandescente que explode,
que nos empurra o peito, que nos lança para longe, que nos
lança no ar, que nos dispara no céu, os meus teus lábios
os teus meus lábios,

e o tempo recomeça,

assente num instante medido com uma régua na superfície
limpa livre do tempo, os nossos rostos não querem afastar-se,
mas, na pele sensível, o último toque do último ponto dos meus
e dos teus lábios, e a respiração, há universos que voltam a ser
arrumados, aquilo que tocámos e que explodimos volta
de novo ao seu lugar, e a respiração, estendem-se de novo
os rios, é longo o vento, abrimos as pálpebras sobre os olhos
e somos de novo a segurança da nossa certeza, e os nossos
absolutos olhos, meus e teus, são dois espelhos a reflectirem-se,
são um lago diante de um lago, são uma montanha sempre
para sempre, diante de uma montanha.

terça-feira, abril 12, 2016

Dói-me.

Hoje dói-me pensar,

dói-me a mão com que escrevo,

dói-me a palavra que ontem disse

e também a que não disse,

dói-me o mundo.

Há dias que são como espaços preparados

para que tudo doa.

Só deus não me dói hoje.

Será porque ele não existe?

segunda-feira, abril 11, 2016

Amar alguém.

Amar é como o prazer de conseguir estar sozinho - mas melhor. Amar é o prazer de descobrir continuamente que há alguém com quem se quer passar o tempo todo, incluindo o tempo que se quer passar juntos e o tempo que se quer passar sozinho.

Amar é um casamento de solidões que, gozando o prazer da juntidão, mesmo assim não prescinde dos prazeres de duas solidões juntas, estejam momentaneamente separadas ou reunidas.

Amar alguém é uma coisa egoísta que só nos faz bem. Mas só se a pessoa amada nos contra-ama também. Ser amado alivia muito a loucura de amar e de ser obrigatoriamente infeliz por causa disso.

Amar e ser amado é a melhor sorte que se pode ter. Não são milagres que aconteçam por acaso. É preciso trabalhar com leviandade - por muito cheio de amor que o coração esteja - para que esses milagres, facílimos, comecem a habituar-se a acontecer regularmente.

Amar alguém é um alívio: é poder deixar de pensar que cada um de nós é marginalmente mais importante do que qualquer outra pessoa que nasceu nesta vida e neste planeta.

Amar alguém é um baluarte contra o mundo, um salvo-conduto, uma casa aonde não só se pode regressar como ficar fechado dentro dela, sem precisar de sair.

Amar alguém é a única, verdadeira distracção. Os que não amam - muitos porque têm medo de se entregarem - chamam obsessão ao amor sem saber que o amor é o grande apagador de insignificâncias e a única maneira de fazer coincidir a alma e a atenção em duas vidas.

sexta-feira, abril 08, 2016

O sorriso.

Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

quinta-feira, abril 07, 2016

quarta-feira, abril 06, 2016

Tão longo.

É tão curto o amor e tão longo o esquecimento.

segunda-feira, abril 04, 2016

Escuta, Amor.


Quando damos as mãos, somos um barco feito de oceano, a agitar-se sobre as ondas, mas ancorado ao oceano pelo próprio oceano. Pode estar toda a espécie de tempo, o céu pode estar limpo, verão e vozes de crianças, o céu pode segurar nuvens e chumbo, nevoeiro ou madrugada, pode ser de noite, mas, sempre que damos as mãos, transformamo-nos na mesma matéria do mundo. Se preferires uma imagem da terra, somos árvores velhas, os ramos a crescerem muito lentamente, a madeira viva, a seiva. Para as árvores, a terra faz todo o sentido. De certeza que as árvores acreditam que são feitas de terra. 

Por isto e por mais do que isto, tu estás aí e eu, aqui, também estou aí. Existimos no mesmo sítio sem esforço. Aquilo que somos mistura-se. Os nossos corpos só podem ser vistos pelos nossos olhos. Os outros olham para os nossos corpos com a mesma falta de verdade com que os espelhos nos reflectem. Tu és aquilo que sei sobre a ternura. Tu és tudo aquilo que sei. Mesmo quando não estavas lá, mesmo quando eu não estava lá, aprendíamos o suficiente para o instante em que nos encontrámos. 

Aquilo que existe dentro de mim e dentro de ti, existe também à nossa volta quando estamos juntos. E agora estamos sempre juntos. O meu rosto e o teu rosto, fotografados imperfeitamente, são moldados pelas noites metafóricas e pelas manhãs metafóricas. Talvez outras pessoas chamem entendimento a essa certeza, mas eu e tu não sabemos se existem outras pessoas no mundo. Eu e tu declarámos o fim de todas as fronteiras e inseparámo-nos. Agora, somos uma única rocha, uma única montanha, somos uma gota que cai eternamente do céu, somos um fruto, somos uma casa, um mundo completo. Existem guerras dentro do nosso corpo, existem séculos e dinastias, existe toda uma história que pode ser contada sob múltiplas perspectivas, analisada e narrada em volumes de bibliotecas infinitas. Existem expedições arqueológicas dentro do nosso corpo, procuram e encontram restos de civilizações antigas, pirâmides de faraós, cidades inteiras cobertas pela lava de vulcões extintos. Existem aviões que levantam voo e aterram nos aeroportos interiores do nosso corpo, populações que emigram, êxodos de multidões famintas. E existem momentos despercebidos, uma criança que nasce, um velho que morre. Dentro de nós, existe tudo aquilo que existe em simultâneo em todas as partes. 

Questiono os gestos mais simples, escrever este texto, tentar dizer aquilo que foge às palavras e que, no entanto, precisa delas para existir com a forma de palavras. Mas eu questiono, pergunto-me, será que são necessárias as palavras? Eu sei que entendes o que não sei dizer. Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer. Essa certeza é feita de vento. Eu e tu somos esse vento. Não apenas um pedaço do vento dentro do vento, somos o vento todo. 

Escuta, 
ouve. 
Amor. 
Amor. 






sábado, abril 02, 2016

Auto-medicação.

Hoje de madrugada recebi uma mensagem muito estranha, não pelo mensageiro, mas pelo conteúdo, que me fez despertar do sonho.
Quando a li, vi-me ao espelho.


"Desculpa chatear...
Mas preciso que alguém distante de mim me responda a uma pergunta: porque é que dói tanto tentar esquecer quem já não quer saber de nós???"

... Noites longas... Já estou zen... Mas deixa-me dizer-te, por agora, que o sono não mais permite, que a mente humana é muito traiçoeira. Vive da alma, do pretérito e do conforto ou da preguiça. E como não gosta do futuro desconhecido, agarra-se ao pretérito, às vezes fantasiando uma memória que não foi assim tão brilhante. Se o fosse, a separação não tinha existido. Só é bom enquanto dura, assim diz o ditado, mas só é realmente bom quando recíproco. Se calhar não é nada disto. O sono e o sonho te trarão pensamento mais lúcidos e radiantes, quando olhares para o Sol. A energia dele é inegável. Aproveita que é de graça. Beijo.



quinta-feira, março 31, 2016

O abraço que é só teu…

Os olhos brilham intensamente, a alma transpira emoções e eu sinto porque o coração começa a bater mais rápido e a necessidade de uma demonstração física vem ao de cima. Não basta um olá, um adeus ou um sorriso, por muito rasgado que ele seja. Preciso de te passar tudo aquilo que estou a sentir, a intensidade, o calor, sobretudo o calor, para que não haja dúvidas. Não és uma pessoa qualquer, por isso mereces o que de melhor tenho, é a forma mais pura, humana e genuína que posso encontrar para simbolizar a alegria deste momento, a força das relações, o que de melhor tem um ser humano. Um gesto vale mais do que mil palavras, costumam dizer, e não há nada que eu possa transmitir-te mais sincero que um abraço.

Acho que acabámos por perder na história a essência desta profundidade, chegar, olhar, sorrir, abrir os braços e passar emoções, mundo, encostar, fechar, sentir, dar e receber, transmitir, envolver e deixar ir. Vejo por aí muitos abraços sem vida, sem razão, sem respeito pelo gesto, coisa banal que se subjugou ao beijo que se deixou ultrapassar pela frieza e egoísmo do premeditado, do formatado, do “porque sim”. Quem não sabe abraçar e quem não gosta de ser abraçado perdeu o chão, morre lentamente sem saber, deixou-se levar pelo material, esqueceu o respeito e o amor-próprio.

Lembro-me, na minha passagem por Moçambique, onde vivi e que tantas saudades me deixou, que era hábito no fim de um evento, de uma festa ou de um qualquer acontecimento, se as pessoas estavam bem, felizes e bem-dispostas, abraçarem-se umas às outras como que a partilhar o momento, como que a criar um elo que nos ligava a todos e nos colocava a sorrirmos estupidamente uns para os outros. No princípio não percebia bem o que isto era, mas deixei-me levar. De facto, passados uns meses, era coisa que não dispensava, abraçar os amigos, os que estavam na mesma sintonia que eu, os que não queriam a alegria só para eles.

Muito daquilo que somos, do que sentimos por alguém ou mesmo da nossa essência, as nossas próprias idiossincrasias e estados de espírito transmitem-se por esta forma de afecto. É a nossa transparência, o nosso nu, a nossa realidade. As pessoas deviam abraçar-se mais, sentirem-se mais, passarem umas às outras emoções positivas, energias revitalizadoras. É óbvio que há pessoas mais físicas que outras, mais extrovertidas que outras, mas nada deve impedir-nos de nos empurrarmos/mandarmos para cima uns dos outros, e tantas vezes, em tantas alturas, bastava um só aperto destes, profundo.

E aquele que te dou é só teu, e a forma como o faço é só para ti, e o que transmito é só nosso, por isso devia ser mais valorizado, mais sentido, mais usado. Porque sei que te gosto também assim, porque te vai fazer sentir melhor, porque temos de ser uns para os outros, porque te dá confiança e me faz sentir bem. Temos a obrigação de nos fazermos sentir bem, representes tu para mim o que for. No fim do dia ou no início da manhã, depois de almoço ou a meio de uma festa, aperto-te para te mostrar que há em mim algo de ti, que a minha força é tua e que to demonstro num simples abraço…

sábado, março 26, 2016

Um delírio e uma alucinação


O fundo és tu, o chão és tu. Não te vejo se não te posso tocar. Mal te toco deixo de te ver. Turva verdade, absoluta verdade. És doce e és duro. És assim: um delírio e uma alucinação. Uma única andorinha que me faz a primavera. De aço e algodão.



quarta-feira, março 23, 2016

Morro-me de ausência.

Morre-se de tanta coisa

Quanto a mim morro-me de ausência

morro-me com todo este céu a cair-me por entre os dedos;

pedacinhos de memória pendurados

morro-me também...da melancolia

quando tu, sem eu saber porquê,

nem te aproximas nem acenas

ah sim, também se morre de silêncio






terça-feira, março 15, 2016

Já te disse que és linda?

Estou em êxtase.
Sim, hoje, em que o cansaço não se cansa de me cansar, apareceste tu, na rede, sem exclusividade mas com a intimidade que só os meus olhos e a minha memória conseguem retratar.
Já te disse que és linda?
Não me parece que o tenha feito muitas vezes, por isso nunca é demais repeti-lo.
Por dentro desses contornos que a vista alcança, por fora, nessa luz transparente que só não repara quem não é gente.
Já te disse que és linda?

sexta-feira, março 11, 2016

Há um tempo.

Tenho estado mais ausente, contrariando a tua presença constante.
Vou. Mas volto sempre.

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já não têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. 
É o tempo da travessia... 
E se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos."

quarta-feira, março 09, 2016

terça-feira, março 01, 2016

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

domingo, fevereiro 21, 2016

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Brilho.

Parabéns Tinhosa.
Estás cada vez mais bonita.
A tua energia e presença sempre me apaixonaram, quando há quase uma década encontrei os teus olhos.
Hoje, neste dia tão especial, fui espreitar umas fotos tuas e nem o Sol que brilha deste lado, se compara à tua beleza. És linda.
Que esse brilho contagiante se prolongue por muitos e longos anos.
Só lamento e invejo quem tem a oportunidade de se aquecer nesse sorriso.
Estarei sempre a torcer por ti.
Aqui.

domingo, fevereiro 14, 2016

Essa pessoa és tu...

Hoje lembrei de um texto que enviaste para mim...

Essa pessoa és tu...

"Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio do deserto, seja no meio das grandes cidades.

E quando essas pessoas se cruzam, e seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perdem qualquer importância. E só existe aquele momento, e aquela certeza incrível que todas as coisas debaixo do sol foram escritas pela mesma mão. A mão que desperta o amor..." 

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Um pedaço teu.

Não sei se me escutas. Se me ouves sequer.
Só preciso mesmo sentir-te.
Não devo sequer pedir.
Talvez implorando.
Não é muito. Para ti tão pouco.
Um aroma da tua existência que fuja além da minha memória distorcida pelo tempo.
Um pedaço teu.

terça-feira, fevereiro 02, 2016

Por não te ter escutado.

É até hipócrita, além de dolorosa, esta relação paradoxalmente inversa, porque quanto mais longe estás, mais perto estou.
Passaste tanto tempo a vaticinar este futuro, que hoje, ao tornar-se presente, te recordo ainda com mais Saudade.
Por não te ter escutado.
Por não te ter seguido.
Por não acreditar que algo assim iria acontecer.
Vivo com essas más decisões todos os dias.
Contigo a lembrar-me também.

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Love mail.

As palavras que se seguem traduzem uma vontade expressa e, apesar dos percalços que experimentámos, fazem todo o sentido, no preciso momento...

"Quero ser o teu amor amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amor amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias..."
Fernando Pessoa

Um beijo, um abraço quente para si!


Oi...
Às vezes esta sintonia assusta-me... Acedi ao correio pessoal justamente para partilhar um mimo contigo.
Adorei.
Fica outro beijo e um abraço grande para ti!

"Como as rosas selvagens, que nascem
em qualquer canto, o amor também pode nascer
de onde menos esperamos. O seu campo
é infinito: alma e corpo. E, para além deles,
o mundo das sensações, onde se entra sem
bater à porta, como se esta porta estivesse sempre
aberta para quem quiser entrar.

Tu, que me ensinas o que é o
amor, colheste essas rosas selvagens: a sua
púrpura brilha no teu rosto. O seu perfume
corre-te pelo peito, derrama-se no estuário
do ventre, sobe até aos cabelos que se soltam
por entre a brisa dos murmúrios. Roubo aos teus
lábios as suas pétalas.

E se essas rosas não murcham, com
o tempo, é porque o amor as alimenta."

quinta-feira, janeiro 28, 2016

Desta Saudade que nos une.

Não sabes nem tens obrigação de saber.
Mas tenho o dever de te informar.
Destas dores que me consomem, como a inflamação do nervo ciático em dias de chuva.
Desta lembrança que funciona sem agenda nem hora marcada.
Desta Saudade que nos une.

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Ainda hoje escuto o teu coração magoado.

Hoje reencontrei velhos amigos. Teus conhecidos. Pretéritos em comum.
Revivi velhas histórias, mas sempre novas memórias.
Um dos nossos amigos (ou conhecidos) em comum, encontrou o Amor.
Explicava-me a Carolina, a personificação amorosa desse velho amigo, que o Amor se reflecte nos dias comuns, na vida quotidiana, nas passagens simples da noite para o dia. Diz ela que nunca procurou pessoas bonitas, apenas a pessoa que lhe dizia nos olhos, sem falar, tudo o que precisava ouvir.
Mesmo sem o prazer da tua voz, ainda hoje escuto o teu coracao magoado a pedir paixão e carinho.
Sem o som harmonioso dos teus lábios doces, entoa a melodia da nossa canção.
Saudades Tinhosa.
Te amo.
Sempre.

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Eco da maresia.

Nesta maré da Saudade, o mar trouxe-me o teu riso de Sol de volta, quando as nuvens abriram a norte e o coração voou para Sul.
Estás longe mas sempre perto.
Preciso de te ouvir no eco desta maresia.

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Tenho-te esperado.

Tenho-te esperado.
Nesses dias em que o abraço encolhe e só te encontra a ti.
Nessas manhãs de Sol que a tua pele cheia de sardas conhece.
Nos dias de frio, que o calor dos teus beijos aquecem.
Nos dias de chuva que o teu ventre molhado esconde.
Tenho-te esperado.
Sempre aqui.

sexta-feira, janeiro 15, 2016

Mesmo a tempo.

Há dias assim. O que começou mal, terminou em beleza.
Diz o ditado popular que,  "quem não chora não mama", e neste caso aplica-se na perfeição.
Ainda ontem te escrevia como que a reclamar atenção... parece mesmo que me ouviste.
Ouvir-te foi a melhor forma de fechar o dia.
Obrigado.

quinta-feira, janeiro 14, 2016

Mesmo a começar.

Estou num dia particularmente difícil. Por variadíssimas razões que nem vale a pena explicar.
Numa exploração a uma aplicação, destas que realizam chamadas pela net, encontrei o teu perfil registado e uma foto que me deliciou. As tuas qualidades sempre sobressaíram muito bem através da fotografia, mas, pormenores à parte, importante mesmo foi ver-te. Num registo digital é certo, mas há muito que só a memória me traz os teus traços esguios, os lábios doces e os olhos rasgados.

O dia de trabalho está prestes a terminar.
A Saudade, hoje, está mesmo a começar.

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Seca-me a boca de desejo.

Escrevo-te em Sábado de ressaca e de Saudade.
Já devia ter aprendido que nenhuma dose de álcool conseguirá apagar esta lembrança de nós.
Já devia ter percebido que a repetição de um acto idiota, não traz soluções diferentes, apenas consequências cada vez mais dolorosas.
Já devia ter constatado que a fome de ti não se mata com a sede em te esquecer por uns momentos.
Mas a vontade de saborear um pedaço teu seca-me a boca de desejo.
Hoje sacio a minha sede. Com (muita) água.
A fome de ti mantém-se.

sábado, janeiro 09, 2016

Mas preciso.


Mas preciso.
Preciso falar-te.

Ouvir-te nesse sotaque de graça, nesse registo de desdém, de quem tem toda a razão do mundo.
Preciso ouvir-te com a boca fechada e o coração aos pulos tentando não explodir e revelar-te os meus segredos.
Preciso ouvir-te, para não ter que te dizer que cada vez mais sinto a tua falta.
Que a falta de ti, da tua voz, está a abrir fendas profundas no meu coração.
Que não consigo acordar um dia sem pensar em ti.
Que esgoto o tempo do tempo para indagar sobre ti.
Que invento a outra metade do tempo porque nada de real nem de concreto sei sobre ti.

quinta-feira, janeiro 07, 2016

Chamada anónima.

Hoje recebi um telefonema de madrugada.
Não faço ideia quem foi, porque o número não era visível e até porque do outro lado, apenas me pareceu ouvir o som característico de um motor, como se alguém me ligasse enquanto estivesse a conduzir.
A verdade é que não consegui adormecer depois deste, fiquei ansioso, a desejar que tivesses sido tu. A pedir uma palavra quente nestas madrugadas frias, um conselho, ou simplesmente matar saudades das conversas triviais que mantínhamos até altas horas.
Mesmo que não tenhas sido, acabaste por ser identificada na chamada. Mesmo sem diálogo, acabei a conversar contigo até adormecer de cansaço.
A manhã chegou demasiado depressa.
A Saudade também.

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Rota do Romântico.

Sou um Romântico.
Às vezes com um exacerbado perfil nostálgico e depressivo até.
Mas a essência é naturalmente Romântica. Ou "velho" e "antigo", como costumavas adjectivar o meu gosto literário e musical, ou até a forma de me vestir. Verdade ou não, ao teu lado sentia-me sempre no auge da juventude.
Num destes dias perdi-me por entre as estradas do Vale do Sousa e até cruzei na rua onde moras, não com esperança de te ver, apenas para sentir de perto as memórias que tanto me alegram, como me entristecem, nesta história de saudade que é o meu amor por ti.
Reparei e recordei as placas que ao longo da estrada sinalizam a rota do Romântico. Não. Não é gralha ou lapso. Nunca li a placa no sentido correcto e literal do conceito ou do termo. Bem sei o que significa, mas para mim, nas horas que viajava no carro que agora é teu, a ouvir a música dos "meus pais", para me encontrar contigo, a minha veia romântica pululava de alegria e prazer e a sinalização da estrada acompanhava o meu estado de espírito, como que a incentivar-me para o Amor.
Tu traçaste definitivamente a minha rota amorosa. Todas as estradas vão de encontro a ti.
Saudades.
Beijo grande Tinhosa.


2016.

Em 2016 tenho que mudar muita coisa na minha vida.
Só não quero tirar-te daqui.

Foi um pensamento parvo que no meio do sono e do sonho, me apeteceu partilhar contigo.
Um bom ano para nos Tinhosa.