quinta-feira, janeiro 28, 2016

Desta Saudade que nos une.

Não sabes nem tens obrigação de saber.
Mas tenho o dever de te informar.
Destas dores que me consomem, como a inflamação do nervo ciático em dias de chuva.
Desta lembrança que funciona sem agenda nem hora marcada.
Desta Saudade que nos une.

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Ainda hoje escuto o teu coração magoado.

Hoje reencontrei velhos amigos. Teus conhecidos. Pretéritos em comum.
Revivi velhas histórias, mas sempre novas memórias.
Um dos nossos amigos (ou conhecidos) em comum, encontrou o Amor.
Explicava-me a Carolina, a personificação amorosa desse velho amigo, que o Amor se reflecte nos dias comuns, na vida quotidiana, nas passagens simples da noite para o dia. Diz ela que nunca procurou pessoas bonitas, apenas a pessoa que lhe dizia nos olhos, sem falar, tudo o que precisava ouvir.
Mesmo sem o prazer da tua voz, ainda hoje escuto o teu coracao magoado a pedir paixão e carinho.
Sem o som harmonioso dos teus lábios doces, entoa a melodia da nossa canção.
Saudades Tinhosa.
Te amo.
Sempre.

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Eco da maresia.

Nesta maré da Saudade, o mar trouxe-me o teu riso de Sol de volta, quando as nuvens abriram a norte e o coração voou para Sul.
Estás longe mas sempre perto.
Preciso de te ouvir no eco desta maresia.

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Tenho-te esperado.

Tenho-te esperado.
Nesses dias em que o abraço encolhe e só te encontra a ti.
Nessas manhãs de Sol que a tua pele cheia de sardas conhece.
Nos dias de frio, que o calor dos teus beijos aquecem.
Nos dias de chuva que o teu ventre molhado esconde.
Tenho-te esperado.
Sempre aqui.

sexta-feira, janeiro 15, 2016

Mesmo a tempo.

Há dias assim. O que começou mal, terminou em beleza.
Diz o ditado popular que,  "quem não chora não mama", e neste caso aplica-se na perfeição.
Ainda ontem te escrevia como que a reclamar atenção... parece mesmo que me ouviste.
Ouvir-te foi a melhor forma de fechar o dia.
Obrigado.

quinta-feira, janeiro 14, 2016

Mesmo a começar.

Estou num dia particularmente difícil. Por variadíssimas razões que nem vale a pena explicar.
Numa exploração a uma aplicação, destas que realizam chamadas pela net, encontrei o teu perfil registado e uma foto que me deliciou. As tuas qualidades sempre sobressaíram muito bem através da fotografia, mas, pormenores à parte, importante mesmo foi ver-te. Num registo digital é certo, mas há muito que só a memória me traz os teus traços esguios, os lábios doces e os olhos rasgados.

O dia de trabalho está prestes a terminar.
A Saudade, hoje, está mesmo a começar.

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Seca-me a boca de desejo.

Escrevo-te em Sábado de ressaca e de Saudade.
Já devia ter aprendido que nenhuma dose de álcool conseguirá apagar esta lembrança de nós.
Já devia ter percebido que a repetição de um acto idiota, não traz soluções diferentes, apenas consequências cada vez mais dolorosas.
Já devia ter constatado que a fome de ti não se mata com a sede em te esquecer por uns momentos.
Mas a vontade de saborear um pedaço teu seca-me a boca de desejo.
Hoje sacio a minha sede. Com (muita) água.
A fome de ti mantém-se.

sábado, janeiro 09, 2016

Mas preciso.


Mas preciso.
Preciso falar-te.

Ouvir-te nesse sotaque de graça, nesse registo de desdém, de quem tem toda a razão do mundo.
Preciso ouvir-te com a boca fechada e o coração aos pulos tentando não explodir e revelar-te os meus segredos.
Preciso ouvir-te, para não ter que te dizer que cada vez mais sinto a tua falta.
Que a falta de ti, da tua voz, está a abrir fendas profundas no meu coração.
Que não consigo acordar um dia sem pensar em ti.
Que esgoto o tempo do tempo para indagar sobre ti.
Que invento a outra metade do tempo porque nada de real nem de concreto sei sobre ti.

quinta-feira, janeiro 07, 2016

Chamada anónima.

Hoje recebi um telefonema de madrugada.
Não faço ideia quem foi, porque o número não era visível e até porque do outro lado, apenas me pareceu ouvir o som característico de um motor, como se alguém me ligasse enquanto estivesse a conduzir.
A verdade é que não consegui adormecer depois deste, fiquei ansioso, a desejar que tivesses sido tu. A pedir uma palavra quente nestas madrugadas frias, um conselho, ou simplesmente matar saudades das conversas triviais que mantínhamos até altas horas.
Mesmo que não tenhas sido, acabaste por ser identificada na chamada. Mesmo sem diálogo, acabei a conversar contigo até adormecer de cansaço.
A manhã chegou demasiado depressa.
A Saudade também.

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Rota do Romântico.

Sou um Romântico.
Às vezes com um exacerbado perfil nostálgico e depressivo até.
Mas a essência é naturalmente Romântica. Ou "velho" e "antigo", como costumavas adjectivar o meu gosto literário e musical, ou até a forma de me vestir. Verdade ou não, ao teu lado sentia-me sempre no auge da juventude.
Num destes dias perdi-me por entre as estradas do Vale do Sousa e até cruzei na rua onde moras, não com esperança de te ver, apenas para sentir de perto as memórias que tanto me alegram, como me entristecem, nesta história de saudade que é o meu amor por ti.
Reparei e recordei as placas que ao longo da estrada sinalizam a rota do Romântico. Não. Não é gralha ou lapso. Nunca li a placa no sentido correcto e literal do conceito ou do termo. Bem sei o que significa, mas para mim, nas horas que viajava no carro que agora é teu, a ouvir a música dos "meus pais", para me encontrar contigo, a minha veia romântica pululava de alegria e prazer e a sinalização da estrada acompanhava o meu estado de espírito, como que a incentivar-me para o Amor.
Tu traçaste definitivamente a minha rota amorosa. Todas as estradas vão de encontro a ti.
Saudades.
Beijo grande Tinhosa.


2016.

Em 2016 tenho que mudar muita coisa na minha vida.
Só não quero tirar-te daqui.

Foi um pensamento parvo que no meio do sono e do sonho, me apeteceu partilhar contigo.
Um bom ano para nos Tinhosa.