Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
terça-feira, maio 31, 2016
segunda-feira, maio 23, 2016
terça-feira, maio 03, 2016
Pé ante pé.
Entre roteiros gastos, quase nunca apreciados pela quantidade de vezes que por lá passamos, ou de novos trilhos por entre os intervalos das memórias, quando regresso a Casa, retomo sempre um velho hábito, que se torna sempre e de cada vez, um acto de renovação. Conduzo sem destino ou por intenção, indiferente ao ambiente que me rodeia, ligado ao rádio, naquela estação que dizias ser para as pessoas da terceira idade, mas que a alma pede sempre para ouvir e conversar.
Passei pela tua terra, que está cada vez mais bonita, só faltavas lá tu. Ainda te procurei sem dar muito nas vistas. Como não te vi, procurei o sítio do costume para tomar um café e rir para dentro, daquelas coisas que fazemos quando os outros não nos interessam.
Saí, de regresso, ouvi esta.
Espero-te sempre bem Tinhosa.
Quase que não penso em ti, todo o dia.
Abraço forte forte.
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