sexta-feira, novembro 18, 2016

Encerrando ciclos.



R: 

Hoje, mais do que nunca, o meu desejo mais ínfimo e profundo, que provém de uma vontade não controlável, pretendia que tu te emergisses e prevalece a tua vontade! Porque, no subconsciente da minha alma, tenho a noção que me fazes sorrir, quando conversamos 4 horas seguidas e durmo tranquila com o teu beijo de boa noite... 

Mas o meu ser consciente, a minha razão, a voz da experiência, sabe o quanto isso é errado! Por todos os motivos que constituíram a nossa história! Porque o presente é construído pelo antes e o depois, o passado e o futuro! E nós, mais do que ninguém, temos noção o quão difícil foi o nosso pretérito e quão impossível é o amanhã! 

É bom andamos distraídos, sem pensar nas consequências, no que foi e no que será! Viver na leveza do presente, sem temer, nem recear o que poderá advir! 

Mas, infelizmente, o medo impõe-se! Se já me desrespeitaste antes, porque não o farás agora? 

As relações que mantenho, fracassam... Interrogo-me se esqueci do que é amar, do que é entregar-me sem defesas, porque criei mecanismos que me protegem, que me salvam, ou destroem! Que me fazem esquecer de mim, para me defender de quem sou, ou me tornei! 

Porque " enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. 

Não espero que me devolvam algo, não espero que reconheçam o meu esforço, que descubram o meu génio, que entendam o meu amor. 

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na minha vida. É imperativo fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa, sacudir a poeira. Deixar de ser quem era, e transformar-me em quem sou." 
(adaptado do texto de Fernando Pessoa) 

Sei que me entendes... no fundo, compreendes! 

Se por um lado quero criticar a tua resignação, a falta de imposição de vontade própria, por outro, estou ciente, que a minha deve prevalecer, para curar feridas, para aprender a viver novamente e somente comigo! 

Desculpa, esta minha ambivalência! Há uma cobardia subjacente, bem como uma força que me empurra e me afasta de tudo o que me levou às lágrimas! 

E, apesar de tudo, eu também estou aqui! Para o que precisares! Só nesse sentido! Porque o medo de imaginar, nem que seja por um segundo apenas, que te quero abraçar, leva-me para longe de ti! 

Espero que a vida te sorria e, principalmente, que tu sorrias para ela! 

Um beijo, um sorriso, um abraço (tal como eu imaginei!) 

Atenciosamente, (lol)
Tinhosa.

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