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segunda-feira, junho 09, 2014

Se me aproximar

Não há nada a fazer.
Quando embarco no teu abraço na companhia de uma música, ou neste caso, um excelente artista, bem confuso como o  Tiago, não consigo parar.
Interrompi o sonho e tirei os phones, apenas para partilhar contigo um pedaço da saudade  e te dizer que te amo em todos os detalhes que esta ausência não me deixa apagar.



Se me aproximar devagar será que vais fugir?

ou se vou conseguir mais um tempo ao teu lado?

para te entreter mais um pouco ou te fazer sorrir

para ti ou pelo sonho vamos juntos viajar.

Medo é desculpa em leve chuva

e querer morrer de amor não é historia de outro tempo.

Mas se formos novos de novo

Mas se formos juntos

vamos poder respirar

Se me desculpar entretanto

será que vais passar?

se fingir não querer

pode ser que não te entregue esta leve dor em tom de chuva

por não querer fugir

por ti ou pelo sonho não consigo desprender

medo é fraqueza como nuvem

e querer morrer de amor nunca é historia de outro tempo

mas se formos novos de novo

mas se formos juntos

vamos poder respirar.

segunda-feira, novembro 05, 2012

A pele que há em mim


Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu o caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou

Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei, p’ra lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
P’ra voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber…

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada,
O meu barco vazio na madrugada
Vou-te deixar-te no frio da tua fala
Na vertigem da voz quando enfim se cala.