o teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.
entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.
domingo, setembro 25, 2011
Oi Princesa….
Sinto tanto a tua falta que decidi passar perto da tua casa para tentar respirar um pouco mais a tua presença e assim enganar as saudades… ou então não, vim apenas tentar espreitar o teu dote (com ou sem farol) e imaginar longos passeios com a minha tinhosa ao lado a gritar: - “AI QUE MEEEDO!!!!”
A verdade é que este desabafo tem um propósito muito sério. Vou revelar-te um segredo: ESTOU COMPLETAMENTE APAIXONADO POR TI!
Não que esse estado de alma não me acompanhasse há já MUITO TEMPO, mais do que tu e eu imaginamos, mas a grande revelação(!!) concentra-se no facto de não ter mais receio desta condição, de assumir uma postura digna de quem quer partilhar os melhores e os piores momentos da vida ao lado de uma mulher FANTÁSTICA como tu! Nem sempre soube encarar e lidar com a situação da melhor maneira, mas prometo-te, uma vez mais, hoje e SEMPRE uma vontade imensa de AMAR cada pedacinho de ti, quer o sol brilhe ou o céu esteja “forrado”…
Quero sentir-te diariamente a meu lado, adormecer no teu corpo e amanhecer nos teus olhos…
A graça do teu sorriso,
Tua maneira de olhar,
Com carícia e com valor,
São tudo o que preciso
Para poder repousar
No porto do teu amor!
Era tudo isto e um pouco mais que queria desabar contigo, mas acima de tudo, estou LOUCO para te ABRAÇAR!!!
AMO-TE, tinhosa (da minha BIDA)
sexta-feira, setembro 23, 2011
Que parvo fui...
Lindo:
Eu sei que estás doente e, como tal, mal disposto! E, eu em vez de ajudar, ainda que fosse a minha intenção, não entendi a tua posição. Por isso te peço desculpa e apelo à tua compreensão. A verdade é que fui um pouco egoísta, pois queria a tua atenção, quando tu, estás mal e sem vontade de fazer nada. Peço perdão por te ter chateado... Tenta entender que tenho muitas saudades tuas e dos teus mimos...
Beijinhos doces
Meu Amor era de Noite
"É natural que, depois de eu ter ficado tanto tempo a desesperar-me e a pensar sozinho, me tenha decepcionado e amargurado ainda mais. e depois de três horas de viagem a remastigar a nossa vida, ainda é mais natural. e não queria magoá-la, meu querido amor da minha vida, mas tenho de dizer-lhe que vou começar hoje a despegá-la de mim, a descolá-la da minha alma, a arrancá-la de tudo aquilo que tenho sido nos últimos meses, depois de ter aguardado, por muito tempo, ao pé do telefone, horas, horas e mais horas terríveis, e em vão, um sinal seu, de desespero, de paixão, de ter mudado subitamente de ideias, sei lá, de querer vir-se embora.eu tê-la-ia ido buscar, ou teria ido ter consigo ao fim do mundo, não necessariamente com a veleidade de ficar junto de si, mas apenas para a mudar de lugar. bastava que me tivesse feito esse sinal, por mínimo, a qualquer hora do dia ou da noite. ainda esta noite. mas como ele não veio e, tudo ponderado, creio bem que, se algum viesse, não teria tido esse sentido, antes teriam sido sentimentos de piedade ou semelhantes a motivá-lo, acho que compreenderá que eu não aceito esmolas nem bons sentimentos "em vez de"
quinta-feira, setembro 22, 2011
Oi...
Porque é mesmo assim. Porque preciso conversar comigo, mas também contigo para esta mágoa que me consome se transforme em resignação, em aceitação, calma... Que se apague a tristeza da memória.
Mas que jamais se esqueça o que fomos. Jamais se confunda o aroma da tua pele antes do primeiro beijo que trocámos naquela sala. Que nunca se apague o brilho no nosso olhar quando hesitámos um amor tão intenso que não irei igualar a não ser contigo.
Mas que jamais se esqueça o que fomos. Jamais se confunda o aroma da tua pele antes do primeiro beijo que trocámos naquela sala. Que nunca se apague o brilho no nosso olhar quando hesitámos um amor tão intenso que não irei igualar a não ser contigo.
quarta-feira, setembro 21, 2011
Por mim.
Hoje finalmente tenho coragem para escrever. Há muito que o reprimo. Como os pensamentos, pesados e tristes que me invadem sempre que paro num sinal vermelho. Em tudo há pedaços teus. Na roupa que uso, nas estradas que corro, no mar que mergulho. Em tudo há memórias de nós. E é esse agridoce de sensações que não me deixa partir.
Li-o hoje... e pensei em ti...
"O teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são fortes e robustas, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre o odor a maresia.
entro nos corredores da vida para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim."
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são fortes e robustas, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre o odor a maresia.
entro nos corredores da vida para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim."
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A Escuridão",
in "A Casa,
José Luís Peixoto
quarta-feira, julho 20, 2011
Quatro tiros no coração
(...) Nunca o amor tocara o seu corpo
com a intensidade do medo
tornou-se parte de um rio
nem perto, nem longe
da palavra justa
Ele só pedia
"não me digam nada"
com a intensidade do medo
tornou-se parte de um rio
nem perto, nem longe
da palavra justa
Ele só pedia
"não me digam nada"
A direcção do sangue
Quando se viaja sozinho pelas imagens que perduram as evocações ganham um modo tão real A mancha ténue dos arbustos indica o caminho para o regresso que nunca há o mar ficou de repente perto sobre esta praia travámos lutas para as quais só muito depois encontramos um motivo era à pedrada que nos defendíamos do riso mais inocente ou de um amor Mas aquilo que nunca esquecemos deixa de pertencer-nos e nem notamos Estamos sós com a noite para salvar um coração |
terça-feira, abril 12, 2011
Mar
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
quarta-feira, março 16, 2011
Apenas as lembranças
“Podes levar tudo menos as lembranças,
Peço-te, eu que não sou um poeta do amor,
eu que sempre fui pudico ao nomear os sentimentos.
Há coisas que nunca podem chegar a ser ditas,
ainda que sejam sentidas até ao desespero das lágrimas.
Essa pertencem ao coração e não à escrita,
e não há álcool nem lume que as apague,
que as consuma, que as devore. São as coisas abissais
e absolutas que não se resolvem como teoremas
ou equações de entreter a quadrícula das páginas.
Se quiseres, eu apago a luz para não me veres chorar,
eu que há muito esqueci como se chora,
eu que sequei todas as lágrimas nos gélidos mistérios
da aflição das noites, nos simulacros.
Poupa as lembranças como se poupasses
os corais ou as anémonas na última viagem
até ao casulo da profundeza do mar.
Poupa-me, poupando o resto de mim
no pouco que sobra de nós. Não insistias.
As cegonhas vão e voltam, os corvos salpicam
de tinta nocturna o ilusório sossego das tardes.
Nenhuma porta se fechará à tua passagem,
porque eu já não sei amar, porque eu desisti
de me deixar amar. Que fiquem apenas as lembranças,
oferendas prometidas à felicidade que se esquiva.”
Peço-te, eu que não sou um poeta do amor,
eu que sempre fui pudico ao nomear os sentimentos.
Há coisas que nunca podem chegar a ser ditas,
ainda que sejam sentidas até ao desespero das lágrimas.
Essa pertencem ao coração e não à escrita,
e não há álcool nem lume que as apague,
que as consuma, que as devore. São as coisas abissais
e absolutas que não se resolvem como teoremas
ou equações de entreter a quadrícula das páginas.
Se quiseres, eu apago a luz para não me veres chorar,
eu que há muito esqueci como se chora,
eu que sequei todas as lágrimas nos gélidos mistérios
da aflição das noites, nos simulacros.
Poupa as lembranças como se poupasses
os corais ou as anémonas na última viagem
até ao casulo da profundeza do mar.
Poupa-me, poupando o resto de mim
no pouco que sobra de nós. Não insistias.
As cegonhas vão e voltam, os corvos salpicam
de tinta nocturna o ilusório sossego das tardes.
Nenhuma porta se fechará à tua passagem,
porque eu já não sei amar, porque eu desisti
de me deixar amar. Que fiquem apenas as lembranças,
oferendas prometidas à felicidade que se esquiva.”
terça-feira, dezembro 28, 2010
Talvez...
"O melhor para ti é que duvides até da sinceridade do meu amor, que tenhas a certeza de que era falso; que não saibas já se eu alguma vez deitei a cabeça nos teus joelhos ou se apenas sonhaste que assim foi. É preferível que não te iludas, que não esperes que tudo venha a ser como então, como se nada houvesse sucedido e eu não fosse o canalha que não quiseste ver em mim. Será melhor assim.
Ainda que eu saiba que te amei de facto e o quanto quis poder ficar, para sempre, aninhado no colo morno dos teus joelhos, fingindo que dormia, sentindo o gomo dos tus dedos traçar arabescos leves entre a escova mole dos meus cabelos. O mais certo é que te convenças de que o meu ciúme não era mais do que um exercício de posse, coisa de machos, mesmo que me suceda ainda acordar de noite com as costas molhadas, amordaçando um soluço, por sonhar que não é a minha cabeça que tens pousada nas pernas e que, mesmo assim, sorris com o teu sorriso breve enquanto afagas a cabeça desse que não sou eu."
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"O amor é para os parvos",
Manuel Jorge Marmelo
quarta-feira, novembro 03, 2010
Eugénio de Andrade
Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Estar em mim
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
terça-feira, outubro 19, 2010
Volta!
Volta até mim no silêncio da noite
a tua voz que eu amo, e as tuas palavras
que eu não esqueço. Volta até mim
para que a tua ausência não embacie
o vidro da memória, nem o transforme
no espaço baço dos meus olhos. Volta
com os teus lábios cujo beijo sonhei num estuário
vestido com a mortalha da névoa; e traz
contigo a maré da manhã com que
todos os náufragos sonharam."
a tua voz que eu amo, e as tuas palavras
que eu não esqueço. Volta até mim
para que a tua ausência não embacie
o vidro da memória, nem o transforme
no espaço baço dos meus olhos. Volta
com os teus lábios cujo beijo sonhei num estuário
vestido com a mortalha da névoa; e traz
contigo a maré da manhã com que
todos os náufragos sonharam."
quarta-feira, outubro 06, 2010
O Gato
Há dias, sabes, em que gostava de ser como o gato e que tocasses sem desejar encontrar quaisquer sentimentos a não ser o que se exprime num espreguiçar muito lento - um vago agradecimento? - e que depois me deixasses deitado no sofá sem que nada pudesses levar da minha alma, pois nem saberias o que dela roubar.
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Paixão,
Pedro,
Viver todos os dias cansa
Tiago Bettencourt & Mantha - Só Mais Uma Volta
Só mais uma volta
Só mais uma volta a mim
Só mais uma volta desta ninguém vai cair
Só mais uma vez que vês que ninguém está aqui
Queres só mais uma volta desta ninguém vai cair
Tempo frio afasta o tempo que nos afastou
Primavera lança o laço que nos amarrou
Tempo quente dá vontade de não resistir
Vai só mais uma volta desta ninguém vai cair
E ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
Ainda penso em ti... pensa em mim, mas só mais uma vez.
Diz-me ao que queres jogar que eu vou querer também
Diz-me quanto queres de mim para te sentires bem
Não te vejo bem ao longe não sei distinguir
Queres só mais uma volta e desta ninguém vai cair
Ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
Ainda penso em ti... pensa em mim, mas só mais uma vez.
Diz-me quanto tens de honesto quanto tens de bom
Diz-me quantas provas queres diz-me quanto sou
Já não sinto nada dentro não sei perceber...
Vai só mais uma volta, desta ninguém vai dizer.
Ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
Ainda penso em ti... pensa em mim, mas só mais uma vez.
sexta-feira, setembro 24, 2010
Saudade
Tenho preguiça de tudo que inclua tua falta
há um mundo inteiro lá fora
um mundo inteiro pela metade na tua ausência
no dia económico em palavras e vontades
só é completa a saudade.
há um mundo inteiro lá fora
um mundo inteiro pela metade na tua ausência
no dia económico em palavras e vontades
só é completa a saudade.
quarta-feira, setembro 01, 2010
I carry your heart with me
I carry your heart with me (I carry it in my heart)
I am never without it (anywhere I go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
I fear no fate (for you are my fate,my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart (I carry it in my heart)
I am never without it (anywhere I go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
I fear no fate (for you are my fate,my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart (I carry it in my heart)
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