quinta-feira, maio 17, 2012

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço a figura dela


E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança


Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.


Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar.
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero
Quero só pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

sms

Fofinho hoje vou nanar sem ti, mas tenho sempre o teu doce aroma na minha almofada e a doce memória da noite anterior.
Nana bem, kiss gand e gosto muito de ti! Miauuu!!

quarta-feira, maio 16, 2012

"E os olhos encheram-se-me de lágrimas, num pranto que era de vergonha, de cobardia, de penas e pecados, do remorso que dá o que não tem indulto, da solidão que nos sufoca quando descemos ao fundo de nós próprios”.

Balada de um banco de jardim


http://www.youtube.com/watch?v=iPtQIrXTG10
BALADA DE UM BANCO DE JARDIM

Num repente de emoção
Disparou meu coração
O teu recado era para mim.

É de ti que eu gosto
Não falto ao teu rendez-vous
Seis da tarde e um banco de jardim.

Pus-me logo a sonhar
Corei só de imaginar
Nós os dois no banco de jardim.

Decorei o que dizer
Vesti roupa a condizer
Roubei flores do jardim.

A solidão nesse instante
Foi a breve ilusão de um amor
Como se esse amor de repente
Fosse também um bem ao meu dispor.

Quantos destinos se cruzam assim
Quantos romances se acendem assim
Ao cair da tarde num banco de jardim.

A lua subiu de tom e anoiteceu
Ela nem apareceu
Mais um sonho se desfaz assim.

Desfiz a minha ilusão
E gravei um coração
A canivete no banco de jardim.

A solidão de repente
Era a minha canção de langor
Como se o amor, novamente,
Fosse um estranho, um desertor.

Quantos destinos se cruzam assim
Quantos romances acabam assim
Ao cair de um sonho num banco de jardim...

terça-feira, maio 15, 2012


Já passaram dias e dias desde que nos separámos, mas é como se já tivessem passado meses ou horas, não sei bem...

Desde que fiquei sem ti, mergulhei numa letargia surda, porque há dias que, simplesmente, não tenho mesmo forças para ver o mundo e viver nele... Deixo-me arrastar pela imposição da própria vida, mas sem qualquer vontade de fazer o que quer que for.

         À noite, precisamente na hora em que a lua se impõe, não consigo adormecer na tua ausência e não deixo de me interrogar o que estarás a fazer... Para enganar a tristeza tenho lido vários livros (um deles que pretendi partilhar contigo) e tento viver a vida das personagens desses livros, porque a minha já não tem qualquer sentido! E, no momento, em que sou vencida pelo sono e as letras das histórias começam a ficar enevoadas, o meu pensamento viaja novamente até ti, sussurro baixinho “boa noite, Xxx Xxxxxx” e agarro-me à almofada, imaginando que os teus braços me envolvem num sono profundo...

Os mais diversos pensamentos invadem-me a cada instante... Penso que a distância talvez nos aproxime, como sempre faz às pessoas quando elas têm alguma coisa para dar uma à outra. Mas a verdade é a incerteza se me queres dar alguma coisa...

         Mergulhei profundamente numa apatia, de forma voluntária, e só desta acordei nos dias em que os meus olhos encontraram novamente os teus, mas voltaste a repetir todas aquelas palavras, que tanto e sempre me magoaram... Às vezes, levanto os olhos e procuro os teus, na esperança que estes respondam ao meu sentimento mais íntimo, ecoando o que me vai no coração... Mas continuas indiferente a quase tudo, inexpugnável na tua auto-suficiência, justificada pela razão e por algumas ideias feitas, que o tempo e a vida se encarregarão, de um dia, de desfazer. Vives num egoísmo, muito próprio, que defendes como filosofia de vida e como bem mais precioso...

         Sabes, custa-me aceitar que te tornaste num ser tão frio... porque já quase não reconheço aquele ser que me amou, com o corpo, o espírito e o coração. Vivi nesse coração, fiz parte desse estreito núcleo que te fez estremecer o sangue a ponto de o abrir... E, deve ser por isso que, quando o fechaste com a frieza de quereres seguir em frente, quase sem olhar para o que deixaste construído, à espera que as raízes se cortem ou voem como a inconsistência de uma brisa perdida, o estrondo ficou a ecoar dentro da minha cabeça, instalado em todos os meus sentidos, sem conseguir ainda perceber porquê.

Acordo todas as manhãs com este zumbido, cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável.

Eu nunca me deixei de levar por essa inevitabilidade, submetendo-me a tudo o que depois se seguiu e, continuei a nutrir por ti o amor de sempre. Um amor total, gratuito, espoliado, com o corpo, o pensamento e o coração. Um amor quase visceral, tão certo, tão evidente que nem por um instante, a partir do momento em que te afastaste, eu duvidei que estava ali a certeza, o sabor e a essência do amor.

Voltei a cair nos teus braços, numa proximidade quase irreal, como um sonho vivido, dissolvi-me no teu olhar e os nossos corpos encontraram a comunhão de tantas vezes. Senti a alquimia a crescer novamente, estremecendo-me a alma. Saboreei os teus regressos como momentos eternos e irrepetíveis...

Hoje, sou novamente inundada pelas lágrimas, que escorrem como um rio, esse “rio” da canção do Camané em que a mentira tem sabor de verdade, esse rio que corre para o mar e me faz viajar até ti!

Mas tu preferes viajar para longe de mim, correr num rio contrário que não tem como fim o mar, não tens a sede desse mesmo rio, feito das minhas lágrimas pela ausência dos lábios desse rio.

         Queria tanto esquecer o teu cheiro, que ainda vive nas almofadas, as noites partilhadas e abraçadas, os teus olhos adoçados por um sentimento que não sei bem definir e o teu doce toque que me faz estremecer o corpo e deixar-me envolver em ti!!!

         Estou cansada. Cansada e triste. Cansada de me sentir triste. Triste de me sentir assim. E o pior é que vivo há muito tempo nesta dor, na dor da tua ausência ainda que presente. Não sei quando, nem como vou conseguir libertar-me de ti e limpar-te da minha memória sem, contudo, te apagar do meu coração. Sei que tudo tem um fim e que o sofrimento também, mas neste momento só sei que não consigo viver sem ti... Se ao menos tivesse essa força, se ao menos pudesse esquecer-me de mim, porque só assim - penso eu, na minha viagem ao fundo da minha própria dor, para ver se a mato - conseguirei apaziguar-me dentro do meu peito e continuar a gostar de ti com a mesma doçura e encanto, como a primeira vez que os meus olhos te encontraram no silêncio, ao som do piano e no pôr-do-sol.

         E, é nesse pôr-do-sol que tantas vezes te procuro, como te procuro nas nossas fotografias, no dicionário que me ofereceste, em todos os lugares repartidos – são sempre infinitas as formas que arranjamos para nos sentirmos perto daqueles que amamos. Por isso é que, no teu sono profundo, as minhas mãos procuraram guardar cada pedaço teu, enquanto te acariciava o rosto, os cabelos, a barba por fazer, as linhas suaves e fortes do teu corpo.

Desculpa, se ainda procuro um sinal ténue, mas persistente, que me revele que de alguma forma te manténs ligado a mim e que talvez ainda me ames e me queres...

         Tu continuas a afirmar que o nosso amor vive na inviabilidade e na impossibilidade... Como se tu soubesses e tivesses acesso a verdades absolutas... A piada da vida está na tentativa e não na certeza de não tentar! Dizes “não tenho nada para te dar”, para me tentares convencer que devo prosseguir o meu caminho sem ti. Mas quando adormeces nos meus braços, e me prendes no teu corpo, nem imaginas o quanto me dás. Quando me olhas, como só tu me sabes olhar, quando me tocas como só tu sabes tocar, quando repartes comigo os teus pensamentos, a tua vida, as tuas músicas, o teu sorriso, nem imaginas o quanto me dás... E eu só queria isso...

         Ainda assim, sei que preferes viver no individualismo, com a tua alma baseada na liberdade e eu entendo-te, sim, entendo-te! Pois essa alma já se fundiu com a minha e sempre que olho para o interior do meu ser, vejo-te lá e, por isso, é que eu te entendo!

         Acredita, que tento todos os dias enchê-los sem ti, mas em vez disso, contemplo-os como se não fosse eu a vivê-los, na esperança que o tempo passe, sem eu mesma entender aonde é que ele me leva. Repito em surdina que tenho que aprender a viver sem ti, ou pelo menos aceitar isso. E vou ter que aprender a conjugar este último verbo em todos os tempos e modos, para aceitar que já me amaste, que nada é eterno e muda, que a vida é feita de momentos e que te devia estar grata por todo o amor que me deste, pela tua frontalidade e sinceridade. Aceitar a perda e ausência daquele que tanto amo... Amar alguém é deixá-lo partir, olhar o céu e ver na dança da lua um momento qualquer em que talvez voltes, sem nada pedir, nem nunca esperar.

         Não posso deixar de te reviver na minha memória e sonhar que me abraças e me dás um daqueles beijos, pois, doutra forma, Rxx vou enlouquecer e esquecer o prazer que é sentir a leve brisa tocar nos fios do meu cabelo e o calor do sol aquecer o meu corpo.

         Talvez um dia... um dia eu possa viver doutra forma. Talvez o tempo, a vida ou as circunstâncias da mesma me libertem de ti. Mas, neste preciso momento, prefiro viver assim, imaginando o teu regresso eterno e irrepetível, encolhendo os ombros à vida e fingindo que não desisto dela, numa esperança infindável.

Um beijo doce,

segunda-feira, maio 14, 2012

Ainda te lembras? Do café tão doce como o teu amor para mim, do beijo docinho para ti? Das chávenas que tão bem encaixavam, tal como nós, na alegria da manhã ao acordar a teu lado? Dos pequenos almoços melosos? Das torradas tão especiais porque eram feitas com tanto amor e o amor voltava no Abraço, no Beijo, na água a cair nos nossos corpos, no banho regado de beijos depois e durante o amor...
Guardo os recipientes, tal como o meu coração guarda o teu para sempre na memória. Guardo os lençóis que já acumularam as migalhas dos pequenos almoços prolongados, o suor dos nossos corpos extasiados, o teu corpo enrolado neles...
Mas o café, a manhã, os dias... esses são agora amargos na tua ausência.

sexta-feira, maio 11, 2012

Passo pela tua antiga casa todos os dias e não consigo deixar de olhar para a tua porta. Aquela que de tantas outras vezes saí a assobiar de felicidade.
Passo pela tua antiga rua todos os dias e nao consigo evitar deitar os olhos pelo chão que pisaste, pelo chão que pisei à procura do teu Amor.
Perguntam-me frequentemente por ti e as minhas veias revelam o coração a bater forte descompassado, depressa, porque  todos sabem que não me és indiferente.
Não quero. Não posso. Falar de ti, da falta de ti, da tua rua, do teu quarto. Do teu cheiro.
Calo-me. Porque na realidade, tu queres que o faça, não queres sequer que fale de ti nem fale contigo e não queres que exista.
Quiseste-me. Eu desperdicei. Amaste-me. Eu desprezei.
Eu quero-te outra vez. Nunca deixei de te querer.
Eu quero-te sempre.
Amar-te-ei. Incondicionalmente.

quinta-feira, maio 10, 2012

Desculpa, mas tenho mesmo um nó no coração. Peguei no telefone mil vezes para procurar conforto e só juntei angústia e desespero... nas mensagens que reli, nas vezes que marquei o teu número, nas que aguardei uma chamada. Não devia, não devo, sei disso... mas não consegui evitar.. pelo menos de enviar este mail. Não quero perturbar-te. Acho que já o fiz demasiadas vezes. Desculpa. Mas fica um beijo. O texto não é meu, mas cola-se a mim, entranha-se, porque é nosso. tem o teu nome, o teu sorriso, a tua pele macia, o teu sabor. Vou dormir. Tentar. Forçar-me a isso. Mas com saudades,   Tenho saudades...  Tenho saudades de ti. Saudades dos nossos momentos... Saudades dos nossos momentos bons e dos maus também. Tenho saudades das nossas conversas sem pé nem cabeça, saudades das nossas discussões. Tenho saudades dos nossos passeios, da nossa vida nada parecida, do teu sorriso quando falavas algo engraçado, da tua cara de ódio, quando mesmo sem querer eu te irritava.     Saudades do nosso amor intenso, único e todo errado, das nossas manhãs, tardes, noites e madrugadas. Tenho saudades do teu ciúme com fundamento e dos sem fundamento também. Saudades dos teus medos e da maneira que eu cuidava deles. Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo, saudades da tua fraqueza, que me dava força para ser forte. Saudades do nosso primeiro beijo e do último também.     Saudades da nossa vida tão igual e tão desigual. Tenho saudades de quando tu aparecias do nada e me fazias sorrir pelo simples facto de estar ali. Tenho saudades do teu amor intenso, da maneira que tu dizias “eu amo-te” deixando um brilho nos meus olhos. Saudades das tuas mãos nas minhas, a minha boca na tua. Saudades dos meus braços à procura dos teus e dos teus braços procurando os meus.     Tenho saudades dos planos que fizemos, dos nossos sonhos impossíveis que na nossa vida tentamos juntos construir. Tenho saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Os nossos telefonemas antes de dormir, as nossas palavras doces, nossas palavras duras e a nossa vontade de ser o outro de ser do outro. Tenho saudades da nossa música que até hoje toca para me fazer sentir mais saudades. Saudades dos nossos presentes no Natal e aniversários, da tua vontade encantadora de me surpreender.     Tenho saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo na tua ausência. Tenho saudades de ti fazendo-me chorar e eu fazendo-te sofrer. Tenho saudades de tudo o que vivemos e do que não conseguimos viver. Tenho saudades da tua maneira de não saber me amar que me fazia sentir o homem mais amado do mundo. Tenho saudades da nossa dependência um do outro, da nossa forma de esquecer o mundo quando estávamos juntos. Da nossa maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples.     Tenho saudades de ser teu, só teu. De te pertencer inteiramente, fazendo parte da tua vida, saber o que estavas a fazer e com quem estavas a fazer. Tenho saudades da nossa história, a mais estranha que alguém já escreveu. Tenho saudades do que contamos um para o outro, dos segredos que temos, que escondemos. Saudades do meu aniversário, do teu aniversário. Saudades do nosso “tempo”, de cantar mas estar a cantar só para ti. Tenho saudades do nosso namoro escondido, onde só éramos eu e tu. Tenho saudades do nosso amor, nossas juras, nossas promessas, nossos encontros e dos nossos desencontros.     Tenho saudades de dizer “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de ouvir “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de estar contigo, simplesmente por estar. Tenho saudades de tua amizade, da tua força e de tua confiança em mim, em nós. Tenho saudades da tua voz, do teu carinho, da tua paixão, do teu desejo, das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. Saudades de ti quando estavas comigo. Saudades de mim quando estava contigo. Saudades do nosso casamento que não aconteceu. Saudades dos filhos que não tivemos. Saudades da cama que não dividimos. Saudades do futuro que não vivemos. Saudades de ti.     Mas o que mais dói de toda esta saudade é saber que de tudo que eu sinto saudades está destinado para outro alguém. Outro alguém que já odeio antes de existir, outro alguém que não terá a mesma saudade que eu sinto, porque não serei eu. Como dizia o poeta “em algum lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar”. Acho que os nossos sonhos e planos se extraviaram e foram parar nenhum lugar, mas na minha mente, nela pararam e não me deixam seguir em frente nem viver, não me deixam sentir saudades de outro alguém. E é por isso que vivo sentindo saudades. Saudades de mim, de ti, saudades de nós...

quarta-feira, maio 09, 2012


Oi again:)

Realmente foi uma boa surpresa ler o teu email, porque está munido de bons sentimentos e algo de muito positivo!
Também eu sou inundada pelo medo, por esse sentimento de auto-defesa, que faz com que evite a exposição de sentimentos mais profundos, sob a pena de ser mal interpretada e sofrer consequências com isso, que me voltem a magoar.
Como te dizia ontem, somos especiais, um para o outro! Em todo este tempo não deixei de te querer e desejar perto de mim... de fazer as coisas mais banais e as mais extraordinárias... já há tanto tempo que não partilhamos um bom momento...
Anseio, acima de tudo ser feliz e que tu também o sejas. Independentemente, do caminho que o destino tomar, tu serás sempre especial para mim. E, como tal, lembra-te que resides no meu coração.
Por tudo o que passamos, sei que temos que  ter calma e tentarmos entender um ao outro. Antes, só perpectivavamos o nosso ponto de vista, prevalecendo apenas a nossa vontade, sem pensarmos no outro e no seu bem. Já aprendemos que dessa forma só nos magoamos e, portanto, penso correcto pensarmos no que o outro quer e precisa, para nos entendermos.
Também tenho muita vontade de te ver... mas também tenho muito medo de voltar a ser como éramos...
Por favor, promete-me que terás em consideração as minhas necessidade e pensamentos. Que compreenderás, em vez de criticar! Eu farei o mesmo.
Um beijo doce de bom dia (uma vez que vais ler este email de dia).
SAUDADES, muitas e fortes!

terça-feira, maio 08, 2012

Há muito que não escrevo (directamente) para ti.
Hoje senti necessidade de o fazer. Não que não tivesse vontade antes. O medo ganhou. Das críticas. Das insinuações. Das repreensões. Hoje o medo não ganhou.
Porque me sinto muito feliz por te ouvir sorrir. Porque tenho que te dizer que, ao contrário do que pensas, a vontade de te ver é imensa! De receber um daqueles sorriso que te iluminam os olhos! Do teu corpo. De apertar suavente a roda comovente da tua cintura. Da altivez dos teus seios brancos. Dos nossos dois corpos.De ir contigo à praia e ficar a ver como o sol te doura o corpo, satisfeito por poder comtemplar o torneado sublime das tuas formas. Como um só. Como ninguém. Como jamais senti. De embarcar no jogo apaixonante que começámos no mmomento em que finalmente os teus olhos se prenderam nos meus.
Sei bem que o silêncio da minha parte tem sido dominante na minha postura e que amar também é cumprir as cordialidades de discurso, de diálogo de circunstância. Porque nem a linguagem corporal posso expressar quando longe de ti.
Mas não estou distante do teu coração. Ou não estás distante do meu. Por mais que quisesse. Mas não quero.
Por isso prefiro que nos olhemos. Porque olhar-te, antes de te tocar, é sentir-te no coração. e os teus olhos são pautas da minha música.
E tantas amarguras por telefone me deixaram zangado. E não quero.  E por  isso não desejo mais do que te ver. Preciso olhar-te e nesse olhar, dizer-te todas as palavras que tenho que te dizer e que, se bem pensares nisso, não é mais do que dizemos em silêncio quando os nossos corpos se percorrem.
Por isso te digo até já. se o quiseres.
Beijo doce.
p.s.: desculpa a sofreguidão do discurso. às vezes não sei quando parar. sou um animal do silêncio, mas a escrita assola-me e nem sempre o partilho. quando o faço, nem sempre meço as palavras. só posso confessar-te que escrevo ao "correr da pena" e que sinto cada palavra como saudades de ti.

sexta-feira, maio 04, 2012

Lembras-te? Quando me pedias para segurar a tua mão e caminhar sem norte nem sentido?
Apenas agarrar a tua mão delicada.
Hoje faz-me tanta falta a tua mão. E o teu coração.

quinta-feira, maio 03, 2012

Espero bem que não: Esta coisa de gostar de alguém

Espero bem que não: Esta coisa de gostar de alguém: Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesme...

quarta-feira, maio 02, 2012

Querida Cxxxxxxxx.
(Deixa-me nomear-te assim, por todas as vezes que não o fiz mas deveria ter feito.)
Antes de mais, o meu sincero pedido de desculpas pelo atrevimento no envio do (teu) coração, que reclamava meu por usucapião.
Não, nunca mais, jamais, não é a minha intenção prolongar a tristeza, mastigar a dor ou prorrogar as más memórias.
A intenção foi exactamente pedir tréguas. Uma trégua na mágoa e na tristeza.
Bem sei que o perdão não vem por decreto, não é uma decisão vinculativa, não é um estado de espírito que decides numa bela manhã que está tudo sanado, que formataste o disco rígido da tua memória e do teu coração.
Aliás, nos últimos tempos, por muito tempo até, tenho realizado um exercício de revisitação da memória, pelas boas e pelas más, pelos factos na (nossa) vida e compreendo inquestionavelmente a tua posição, pelo que tenho consciência que dificilmente me perdoarás.
Contudo, neste exercício da (re) descoberta do Amor na memória e na saudade, neste processo de contagem infinita e sem numerologia de episódios, de factos, de momentos, de histórias, de objectos, também há lugar para o sorriso. Aleatoriamente, encontrei tantas memórias felizes, que me provocaram o doce conforto de ti, mas também o desespero, e os momentos de profunda tristeza da tua ausência.Contei, aleatoriamente, as despedidas (quase) definitivas e os reencontros. Hoje, mais que nunca, pelo meu estado de alma, consigo entender mais um pedaço de ti, que só peca por tardio mas nem por isso despropositado, pois faz parte desta penitência a que me obrigo. Por isso não peças jamais desculpa. Do que fizeste. Do que disseste. Do que pensaste. Foi por tudo isso e mais alguma coisa que me apaixonei por ti.  E por tão pouco te afastei de mim... Não tenho o teu perdão, também jamais terei o meu. Mas tenho que to pedir todos os dias, à minha maneira, ao meu ritmo, da melhor forma possível, sem te perturbar, sem te importunar, em segredo, por gestos, por palavras, por muitas palavras. Importa é fazê-lo. Podes acreditar que te peço perdão todos os dias.
Mas no meio dessa raiva, desse ódio, só peço uma trégua. Para dar tempo que o tempo nos deu e eu não soube aproveitar.
Para te ouvir. Gostei tanto de te ouvir. Até nas críticas. Até no discurso mais bélico. E do sorriso. E do que imagino dos teus olhos ao ouvir da tua boca. Não importa. Ouvir-te. Saber por ti, mais do que saber de ti. Ouvir as parvoíces. As chatices. O quotidiano. Por que ruas e avenidas te moves. Sem te lembrares de coisas más ou tempo pretérito. Criámos tantos laços no passado que se tornaram nós na amargura e no tempo Cheios de nada. Só espero que fiquem os laços. Cheios de tanto.
Acho até que devia conversar sobre metereologia. Só por falar.
Eu diria que não tenho sentido falta nenhuma da chuva, tu respoderias provavelmente que também não terás sentido com pesar a minha ausência.
O tema metereológico realmente não é muito interessante, mas serve de travão ao coração que pula ao ritmo alucinante que quem quer dizer-te tudo, sem metáforas, aforismos, mas sabe que o tempo dele terminou e por isso só pode pedir uma trégua. Para falar da chuva. 

Que um dia cai, forte,  leva em rio aquilo que não queremos, e deixa mais limpo o caminho para o que ainda nos espera. 

Na ilha não chove muito. Não por muito tempo. Só em pequenos intervalos. Não o suficiente para lavar alma. Só o bastante para deixar a terra cheia de fendas. Ainda seca e árida. Como o coração.
Mas não será por isso que deixa de bater.
Como apesar do frio, a Primavera não deixa de acontecer.
Apesar da escuridão, o Sol continua a nascer.
O segredo (???) é o futuro. E é para lá que estamos.
Hoje, depois do teu texto, choveu. E cheira a terra molhada. E a saudade. A café. E a torradas. E lençóis enrrugados pelo amor e suor. E almofadas doces.


E pronto. Era mais ou menos isto. E tanto mais.
Para a próxima fala-me do vento. 

segunda-feira, abril 30, 2012

Confissão

Olá:
Espero que estejas bem aquando a recepção desta mensagem.
Provavelmente estranharás a mesma, até porque te tinha prometido uma
resposta e falhei com a minha palavra, por falta de tempo,
inicialmente e por desmazelo e esquecimento, posteriormente.
Não vou comentar a tua atitude, no envio do coração. Vou apenas
referir que fiquei surpresa.
Ao longo deste  tempo, assumiste as tuas culpas no fracasso da nossa
relação, pediste desculpas e apelaste ao meu perdão e em nenhuma das
vezes eu o fiz contigo.
Por mais estranho que possa parecer,  hoje assumo a minha culpa e
responsabilizo-me pelos erros que cometi contigo. Não procuro o teu
perdão, isso já é tarde demais e despropositado. Assumo este espaço
como um ato de contrição, de uma consciencialização do que de errado
fiz contigo e comigo mesma. Uma auto reflexão e introspeção das minhas
atitudes ao longo do tempo que partilhamos em conjunto. Com o intuito
de  "limpar" as ditas "manchas da alma", a sombra negra de um estado
de culpa que hoje assumo meu!
Estou consciente que te magoei com as minhas constantes acusações e
críticas. Que, apesar de estas pretenderem a tua mudança, porque tu
eras o que eu queria e desejava para mim, não eram o meio de conseguir
a minha pretensão. Deveria ter sido com  base na compreensão e diálogo
que deveria expor os meus pontos de vista. Simultaneamente, deveria
ter aceite, desde cedo, assim que me apercebi, que éramos simplesmente
incompatíveis, que jamais conseguiria mudar-te, porque aquela era a
tua essência, dever-te-ia respeitar tal como eras e caso fosse
impossível, como agora o constato, ter-me afastado, sem ofensas ou
mágoas! No entanto, fui prisioneira de uma falsa esperança, aliada a
uma dor constante que me permiti e vivi, sem ser feliz ou fazer-te
feliz! Acreditava num amor inexistente, em que me provavas todos os
dias a minha insignificância para ti!
Sei que com todos estes erros, magoei-me mais a mim e tornei-me numa
pessoa irreconhecível. Esse foi o meu pior erro, deixar-me levar pela
tristeza e querer mudar uma pessoa. O teu, e maior de todos, foi-me
manteres prisioneira, durante anos, nessa pessoa que hoje deixou de
existir e que abomino. Estavas certo quando me dizias que a tristeza
era um vício. O meu eras tu e esse amor conduzia-me à tristeza...
Sei que ainda reside uma esperança em ti, que um dia te perdoe. No
atual momento, dir-te-ei que tal não será possível. Porque eu não
consigo perdoar-me a mim própria por ter caído num poço tão fundo, por
acreditar num amor infundado e irreal. Odeio a pessoa que eu era, em
que me tornei e tudo o que ela representava: a falta de força, de
amor-próprio,  a vitimização constante, o descrédito em  tudo, o auto
flagelo, por um amor impossível. Não me perdoarei por ter perdido
tanto tempo nesse ciclo vicioso, em algo que apenas me trazia dor e
sofrimento. Nem eu sei como aguentei tanto tempo e me perdi por
completo! O mal maior não foram as tuas traições e mentiras, foi o meu
comportamento desajustado e destruturado, munido por um ciúme cego e
uma dor imensurável. Querer-te para mim, sem aceitar quem tu eras!
Desculpa nunca ter compreendido a tua parte e no meu egoísmo, só ver a
minha dor, sem nunca entender a tua!
Compreende: ao afastar-me de ti, afasto-me do que eu fui! Das
lembranças que me invadem de um tempo repleto de dor e sofrimento e,
deste modo, consigo seguir de cabeça erguida pela vida, sorrindo para
esta e acreditando num futuro risonho. Sim, porque hoje sorrio mais e
choro menos e aprendi a valorizar-me! Voltei a ter a força de outrora
e a ser eu mesma!
Espero que também sejas tu próprio e te sintas bem com isso! Sabes, eu
nunca te conheci, verdadeiramente! Hoje tenho plena consciência desse
aspeto! Mas isso é outra questão, que não interessa agora!  Acima de
tudo, desejo que acredites em ti, porque isso é o mais importante!
Até...

sexta-feira, abril 27, 2012

Percorro-te
A língua de cetim
A prolongar o êxtase
As mãos de seda
No rio do teu corpo.
Afloro a nascente:
E num grito
Todo tu és torrente.


É tarde, meu amor
É muito tarde.
O tempo implacável me consome
E destrói o vigor do corpo moço:
Apagou o fulgor do meu olhar
Roubou a altivez do seio cheio
Secou o rio manso do meu ventre
Cobriu de pergaminho a minha mão
É tarde, muito tarde
Mas… por dentro
Ainda bate, por ti, o coração.


quinta-feira, abril 26, 2012



E biba a liberdade! :)