terça-feira, maio 22, 2012

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura


Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco.



MÁRIO CESARINY, in PENA CAPITAL

domingo, maio 20, 2012

Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

sexta-feira, maio 18, 2012

Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado
e teus olhos buscavam o que agora - pão,
vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos,
porque tu és a taça que só esperava
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos,
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
como se me chegasse do mar que nos rodeia.

Pablo Neruda

quinta-feira, maio 17, 2012

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço a figura dela


E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança


Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.


Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar.
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero
Quero só pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

sms

Fofinho hoje vou nanar sem ti, mas tenho sempre o teu doce aroma na minha almofada e a doce memória da noite anterior.
Nana bem, kiss gand e gosto muito de ti! Miauuu!!

quarta-feira, maio 16, 2012

"E os olhos encheram-se-me de lágrimas, num pranto que era de vergonha, de cobardia, de penas e pecados, do remorso que dá o que não tem indulto, da solidão que nos sufoca quando descemos ao fundo de nós próprios”.

Balada de um banco de jardim


http://www.youtube.com/watch?v=iPtQIrXTG10
BALADA DE UM BANCO DE JARDIM

Num repente de emoção
Disparou meu coração
O teu recado era para mim.

É de ti que eu gosto
Não falto ao teu rendez-vous
Seis da tarde e um banco de jardim.

Pus-me logo a sonhar
Corei só de imaginar
Nós os dois no banco de jardim.

Decorei o que dizer
Vesti roupa a condizer
Roubei flores do jardim.

A solidão nesse instante
Foi a breve ilusão de um amor
Como se esse amor de repente
Fosse também um bem ao meu dispor.

Quantos destinos se cruzam assim
Quantos romances se acendem assim
Ao cair da tarde num banco de jardim.

A lua subiu de tom e anoiteceu
Ela nem apareceu
Mais um sonho se desfaz assim.

Desfiz a minha ilusão
E gravei um coração
A canivete no banco de jardim.

A solidão de repente
Era a minha canção de langor
Como se o amor, novamente,
Fosse um estranho, um desertor.

Quantos destinos se cruzam assim
Quantos romances acabam assim
Ao cair de um sonho num banco de jardim...

terça-feira, maio 15, 2012


Já passaram dias e dias desde que nos separámos, mas é como se já tivessem passado meses ou horas, não sei bem...

Desde que fiquei sem ti, mergulhei numa letargia surda, porque há dias que, simplesmente, não tenho mesmo forças para ver o mundo e viver nele... Deixo-me arrastar pela imposição da própria vida, mas sem qualquer vontade de fazer o que quer que for.

         À noite, precisamente na hora em que a lua se impõe, não consigo adormecer na tua ausência e não deixo de me interrogar o que estarás a fazer... Para enganar a tristeza tenho lido vários livros (um deles que pretendi partilhar contigo) e tento viver a vida das personagens desses livros, porque a minha já não tem qualquer sentido! E, no momento, em que sou vencida pelo sono e as letras das histórias começam a ficar enevoadas, o meu pensamento viaja novamente até ti, sussurro baixinho “boa noite, Xxx Xxxxxx” e agarro-me à almofada, imaginando que os teus braços me envolvem num sono profundo...

Os mais diversos pensamentos invadem-me a cada instante... Penso que a distância talvez nos aproxime, como sempre faz às pessoas quando elas têm alguma coisa para dar uma à outra. Mas a verdade é a incerteza se me queres dar alguma coisa...

         Mergulhei profundamente numa apatia, de forma voluntária, e só desta acordei nos dias em que os meus olhos encontraram novamente os teus, mas voltaste a repetir todas aquelas palavras, que tanto e sempre me magoaram... Às vezes, levanto os olhos e procuro os teus, na esperança que estes respondam ao meu sentimento mais íntimo, ecoando o que me vai no coração... Mas continuas indiferente a quase tudo, inexpugnável na tua auto-suficiência, justificada pela razão e por algumas ideias feitas, que o tempo e a vida se encarregarão, de um dia, de desfazer. Vives num egoísmo, muito próprio, que defendes como filosofia de vida e como bem mais precioso...

         Sabes, custa-me aceitar que te tornaste num ser tão frio... porque já quase não reconheço aquele ser que me amou, com o corpo, o espírito e o coração. Vivi nesse coração, fiz parte desse estreito núcleo que te fez estremecer o sangue a ponto de o abrir... E, deve ser por isso que, quando o fechaste com a frieza de quereres seguir em frente, quase sem olhar para o que deixaste construído, à espera que as raízes se cortem ou voem como a inconsistência de uma brisa perdida, o estrondo ficou a ecoar dentro da minha cabeça, instalado em todos os meus sentidos, sem conseguir ainda perceber porquê.

Acordo todas as manhãs com este zumbido, cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável.

Eu nunca me deixei de levar por essa inevitabilidade, submetendo-me a tudo o que depois se seguiu e, continuei a nutrir por ti o amor de sempre. Um amor total, gratuito, espoliado, com o corpo, o pensamento e o coração. Um amor quase visceral, tão certo, tão evidente que nem por um instante, a partir do momento em que te afastaste, eu duvidei que estava ali a certeza, o sabor e a essência do amor.

Voltei a cair nos teus braços, numa proximidade quase irreal, como um sonho vivido, dissolvi-me no teu olhar e os nossos corpos encontraram a comunhão de tantas vezes. Senti a alquimia a crescer novamente, estremecendo-me a alma. Saboreei os teus regressos como momentos eternos e irrepetíveis...

Hoje, sou novamente inundada pelas lágrimas, que escorrem como um rio, esse “rio” da canção do Camané em que a mentira tem sabor de verdade, esse rio que corre para o mar e me faz viajar até ti!

Mas tu preferes viajar para longe de mim, correr num rio contrário que não tem como fim o mar, não tens a sede desse mesmo rio, feito das minhas lágrimas pela ausência dos lábios desse rio.

         Queria tanto esquecer o teu cheiro, que ainda vive nas almofadas, as noites partilhadas e abraçadas, os teus olhos adoçados por um sentimento que não sei bem definir e o teu doce toque que me faz estremecer o corpo e deixar-me envolver em ti!!!

         Estou cansada. Cansada e triste. Cansada de me sentir triste. Triste de me sentir assim. E o pior é que vivo há muito tempo nesta dor, na dor da tua ausência ainda que presente. Não sei quando, nem como vou conseguir libertar-me de ti e limpar-te da minha memória sem, contudo, te apagar do meu coração. Sei que tudo tem um fim e que o sofrimento também, mas neste momento só sei que não consigo viver sem ti... Se ao menos tivesse essa força, se ao menos pudesse esquecer-me de mim, porque só assim - penso eu, na minha viagem ao fundo da minha própria dor, para ver se a mato - conseguirei apaziguar-me dentro do meu peito e continuar a gostar de ti com a mesma doçura e encanto, como a primeira vez que os meus olhos te encontraram no silêncio, ao som do piano e no pôr-do-sol.

         E, é nesse pôr-do-sol que tantas vezes te procuro, como te procuro nas nossas fotografias, no dicionário que me ofereceste, em todos os lugares repartidos – são sempre infinitas as formas que arranjamos para nos sentirmos perto daqueles que amamos. Por isso é que, no teu sono profundo, as minhas mãos procuraram guardar cada pedaço teu, enquanto te acariciava o rosto, os cabelos, a barba por fazer, as linhas suaves e fortes do teu corpo.

Desculpa, se ainda procuro um sinal ténue, mas persistente, que me revele que de alguma forma te manténs ligado a mim e que talvez ainda me ames e me queres...

         Tu continuas a afirmar que o nosso amor vive na inviabilidade e na impossibilidade... Como se tu soubesses e tivesses acesso a verdades absolutas... A piada da vida está na tentativa e não na certeza de não tentar! Dizes “não tenho nada para te dar”, para me tentares convencer que devo prosseguir o meu caminho sem ti. Mas quando adormeces nos meus braços, e me prendes no teu corpo, nem imaginas o quanto me dás. Quando me olhas, como só tu me sabes olhar, quando me tocas como só tu sabes tocar, quando repartes comigo os teus pensamentos, a tua vida, as tuas músicas, o teu sorriso, nem imaginas o quanto me dás... E eu só queria isso...

         Ainda assim, sei que preferes viver no individualismo, com a tua alma baseada na liberdade e eu entendo-te, sim, entendo-te! Pois essa alma já se fundiu com a minha e sempre que olho para o interior do meu ser, vejo-te lá e, por isso, é que eu te entendo!

         Acredita, que tento todos os dias enchê-los sem ti, mas em vez disso, contemplo-os como se não fosse eu a vivê-los, na esperança que o tempo passe, sem eu mesma entender aonde é que ele me leva. Repito em surdina que tenho que aprender a viver sem ti, ou pelo menos aceitar isso. E vou ter que aprender a conjugar este último verbo em todos os tempos e modos, para aceitar que já me amaste, que nada é eterno e muda, que a vida é feita de momentos e que te devia estar grata por todo o amor que me deste, pela tua frontalidade e sinceridade. Aceitar a perda e ausência daquele que tanto amo... Amar alguém é deixá-lo partir, olhar o céu e ver na dança da lua um momento qualquer em que talvez voltes, sem nada pedir, nem nunca esperar.

         Não posso deixar de te reviver na minha memória e sonhar que me abraças e me dás um daqueles beijos, pois, doutra forma, Rxx vou enlouquecer e esquecer o prazer que é sentir a leve brisa tocar nos fios do meu cabelo e o calor do sol aquecer o meu corpo.

         Talvez um dia... um dia eu possa viver doutra forma. Talvez o tempo, a vida ou as circunstâncias da mesma me libertem de ti. Mas, neste preciso momento, prefiro viver assim, imaginando o teu regresso eterno e irrepetível, encolhendo os ombros à vida e fingindo que não desisto dela, numa esperança infindável.

Um beijo doce,

segunda-feira, maio 14, 2012

Ainda te lembras? Do café tão doce como o teu amor para mim, do beijo docinho para ti? Das chávenas que tão bem encaixavam, tal como nós, na alegria da manhã ao acordar a teu lado? Dos pequenos almoços melosos? Das torradas tão especiais porque eram feitas com tanto amor e o amor voltava no Abraço, no Beijo, na água a cair nos nossos corpos, no banho regado de beijos depois e durante o amor...
Guardo os recipientes, tal como o meu coração guarda o teu para sempre na memória. Guardo os lençóis que já acumularam as migalhas dos pequenos almoços prolongados, o suor dos nossos corpos extasiados, o teu corpo enrolado neles...
Mas o café, a manhã, os dias... esses são agora amargos na tua ausência.

sexta-feira, maio 11, 2012

Passo pela tua antiga casa todos os dias e não consigo deixar de olhar para a tua porta. Aquela que de tantas outras vezes saí a assobiar de felicidade.
Passo pela tua antiga rua todos os dias e nao consigo evitar deitar os olhos pelo chão que pisaste, pelo chão que pisei à procura do teu Amor.
Perguntam-me frequentemente por ti e as minhas veias revelam o coração a bater forte descompassado, depressa, porque  todos sabem que não me és indiferente.
Não quero. Não posso. Falar de ti, da falta de ti, da tua rua, do teu quarto. Do teu cheiro.
Calo-me. Porque na realidade, tu queres que o faça, não queres sequer que fale de ti nem fale contigo e não queres que exista.
Quiseste-me. Eu desperdicei. Amaste-me. Eu desprezei.
Eu quero-te outra vez. Nunca deixei de te querer.
Eu quero-te sempre.
Amar-te-ei. Incondicionalmente.

quinta-feira, maio 10, 2012

Desculpa, mas tenho mesmo um nó no coração. Peguei no telefone mil vezes para procurar conforto e só juntei angústia e desespero... nas mensagens que reli, nas vezes que marquei o teu número, nas que aguardei uma chamada. Não devia, não devo, sei disso... mas não consegui evitar.. pelo menos de enviar este mail. Não quero perturbar-te. Acho que já o fiz demasiadas vezes. Desculpa. Mas fica um beijo. O texto não é meu, mas cola-se a mim, entranha-se, porque é nosso. tem o teu nome, o teu sorriso, a tua pele macia, o teu sabor. Vou dormir. Tentar. Forçar-me a isso. Mas com saudades,   Tenho saudades...  Tenho saudades de ti. Saudades dos nossos momentos... Saudades dos nossos momentos bons e dos maus também. Tenho saudades das nossas conversas sem pé nem cabeça, saudades das nossas discussões. Tenho saudades dos nossos passeios, da nossa vida nada parecida, do teu sorriso quando falavas algo engraçado, da tua cara de ódio, quando mesmo sem querer eu te irritava.     Saudades do nosso amor intenso, único e todo errado, das nossas manhãs, tardes, noites e madrugadas. Tenho saudades do teu ciúme com fundamento e dos sem fundamento também. Saudades dos teus medos e da maneira que eu cuidava deles. Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo, saudades da tua fraqueza, que me dava força para ser forte. Saudades do nosso primeiro beijo e do último também.     Saudades da nossa vida tão igual e tão desigual. Tenho saudades de quando tu aparecias do nada e me fazias sorrir pelo simples facto de estar ali. Tenho saudades do teu amor intenso, da maneira que tu dizias “eu amo-te” deixando um brilho nos meus olhos. Saudades das tuas mãos nas minhas, a minha boca na tua. Saudades dos meus braços à procura dos teus e dos teus braços procurando os meus.     Tenho saudades dos planos que fizemos, dos nossos sonhos impossíveis que na nossa vida tentamos juntos construir. Tenho saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Os nossos telefonemas antes de dormir, as nossas palavras doces, nossas palavras duras e a nossa vontade de ser o outro de ser do outro. Tenho saudades da nossa música que até hoje toca para me fazer sentir mais saudades. Saudades dos nossos presentes no Natal e aniversários, da tua vontade encantadora de me surpreender.     Tenho saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo na tua ausência. Tenho saudades de ti fazendo-me chorar e eu fazendo-te sofrer. Tenho saudades de tudo o que vivemos e do que não conseguimos viver. Tenho saudades da tua maneira de não saber me amar que me fazia sentir o homem mais amado do mundo. Tenho saudades da nossa dependência um do outro, da nossa forma de esquecer o mundo quando estávamos juntos. Da nossa maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples.     Tenho saudades de ser teu, só teu. De te pertencer inteiramente, fazendo parte da tua vida, saber o que estavas a fazer e com quem estavas a fazer. Tenho saudades da nossa história, a mais estranha que alguém já escreveu. Tenho saudades do que contamos um para o outro, dos segredos que temos, que escondemos. Saudades do meu aniversário, do teu aniversário. Saudades do nosso “tempo”, de cantar mas estar a cantar só para ti. Tenho saudades do nosso namoro escondido, onde só éramos eu e tu. Tenho saudades do nosso amor, nossas juras, nossas promessas, nossos encontros e dos nossos desencontros.     Tenho saudades de dizer “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de ouvir “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de estar contigo, simplesmente por estar. Tenho saudades de tua amizade, da tua força e de tua confiança em mim, em nós. Tenho saudades da tua voz, do teu carinho, da tua paixão, do teu desejo, das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. Saudades de ti quando estavas comigo. Saudades de mim quando estava contigo. Saudades do nosso casamento que não aconteceu. Saudades dos filhos que não tivemos. Saudades da cama que não dividimos. Saudades do futuro que não vivemos. Saudades de ti.     Mas o que mais dói de toda esta saudade é saber que de tudo que eu sinto saudades está destinado para outro alguém. Outro alguém que já odeio antes de existir, outro alguém que não terá a mesma saudade que eu sinto, porque não serei eu. Como dizia o poeta “em algum lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar”. Acho que os nossos sonhos e planos se extraviaram e foram parar nenhum lugar, mas na minha mente, nela pararam e não me deixam seguir em frente nem viver, não me deixam sentir saudades de outro alguém. E é por isso que vivo sentindo saudades. Saudades de mim, de ti, saudades de nós...

quarta-feira, maio 09, 2012


Oi again:)

Realmente foi uma boa surpresa ler o teu email, porque está munido de bons sentimentos e algo de muito positivo!
Também eu sou inundada pelo medo, por esse sentimento de auto-defesa, que faz com que evite a exposição de sentimentos mais profundos, sob a pena de ser mal interpretada e sofrer consequências com isso, que me voltem a magoar.
Como te dizia ontem, somos especiais, um para o outro! Em todo este tempo não deixei de te querer e desejar perto de mim... de fazer as coisas mais banais e as mais extraordinárias... já há tanto tempo que não partilhamos um bom momento...
Anseio, acima de tudo ser feliz e que tu também o sejas. Independentemente, do caminho que o destino tomar, tu serás sempre especial para mim. E, como tal, lembra-te que resides no meu coração.
Por tudo o que passamos, sei que temos que  ter calma e tentarmos entender um ao outro. Antes, só perpectivavamos o nosso ponto de vista, prevalecendo apenas a nossa vontade, sem pensarmos no outro e no seu bem. Já aprendemos que dessa forma só nos magoamos e, portanto, penso correcto pensarmos no que o outro quer e precisa, para nos entendermos.
Também tenho muita vontade de te ver... mas também tenho muito medo de voltar a ser como éramos...
Por favor, promete-me que terás em consideração as minhas necessidade e pensamentos. Que compreenderás, em vez de criticar! Eu farei o mesmo.
Um beijo doce de bom dia (uma vez que vais ler este email de dia).
SAUDADES, muitas e fortes!

terça-feira, maio 08, 2012

Há muito que não escrevo (directamente) para ti.
Hoje senti necessidade de o fazer. Não que não tivesse vontade antes. O medo ganhou. Das críticas. Das insinuações. Das repreensões. Hoje o medo não ganhou.
Porque me sinto muito feliz por te ouvir sorrir. Porque tenho que te dizer que, ao contrário do que pensas, a vontade de te ver é imensa! De receber um daqueles sorriso que te iluminam os olhos! Do teu corpo. De apertar suavente a roda comovente da tua cintura. Da altivez dos teus seios brancos. Dos nossos dois corpos.De ir contigo à praia e ficar a ver como o sol te doura o corpo, satisfeito por poder comtemplar o torneado sublime das tuas formas. Como um só. Como ninguém. Como jamais senti. De embarcar no jogo apaixonante que começámos no mmomento em que finalmente os teus olhos se prenderam nos meus.
Sei bem que o silêncio da minha parte tem sido dominante na minha postura e que amar também é cumprir as cordialidades de discurso, de diálogo de circunstância. Porque nem a linguagem corporal posso expressar quando longe de ti.
Mas não estou distante do teu coração. Ou não estás distante do meu. Por mais que quisesse. Mas não quero.
Por isso prefiro que nos olhemos. Porque olhar-te, antes de te tocar, é sentir-te no coração. e os teus olhos são pautas da minha música.
E tantas amarguras por telefone me deixaram zangado. E não quero.  E por  isso não desejo mais do que te ver. Preciso olhar-te e nesse olhar, dizer-te todas as palavras que tenho que te dizer e que, se bem pensares nisso, não é mais do que dizemos em silêncio quando os nossos corpos se percorrem.
Por isso te digo até já. se o quiseres.
Beijo doce.
p.s.: desculpa a sofreguidão do discurso. às vezes não sei quando parar. sou um animal do silêncio, mas a escrita assola-me e nem sempre o partilho. quando o faço, nem sempre meço as palavras. só posso confessar-te que escrevo ao "correr da pena" e que sinto cada palavra como saudades de ti.

sexta-feira, maio 04, 2012

Lembras-te? Quando me pedias para segurar a tua mão e caminhar sem norte nem sentido?
Apenas agarrar a tua mão delicada.
Hoje faz-me tanta falta a tua mão. E o teu coração.

quinta-feira, maio 03, 2012

Espero bem que não: Esta coisa de gostar de alguém

Espero bem que não: Esta coisa de gostar de alguém: Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesme...

quarta-feira, maio 02, 2012

Querida Cxxxxxxxx.
(Deixa-me nomear-te assim, por todas as vezes que não o fiz mas deveria ter feito.)
Antes de mais, o meu sincero pedido de desculpas pelo atrevimento no envio do (teu) coração, que reclamava meu por usucapião.
Não, nunca mais, jamais, não é a minha intenção prolongar a tristeza, mastigar a dor ou prorrogar as más memórias.
A intenção foi exactamente pedir tréguas. Uma trégua na mágoa e na tristeza.
Bem sei que o perdão não vem por decreto, não é uma decisão vinculativa, não é um estado de espírito que decides numa bela manhã que está tudo sanado, que formataste o disco rígido da tua memória e do teu coração.
Aliás, nos últimos tempos, por muito tempo até, tenho realizado um exercício de revisitação da memória, pelas boas e pelas más, pelos factos na (nossa) vida e compreendo inquestionavelmente a tua posição, pelo que tenho consciência que dificilmente me perdoarás.
Contudo, neste exercício da (re) descoberta do Amor na memória e na saudade, neste processo de contagem infinita e sem numerologia de episódios, de factos, de momentos, de histórias, de objectos, também há lugar para o sorriso. Aleatoriamente, encontrei tantas memórias felizes, que me provocaram o doce conforto de ti, mas também o desespero, e os momentos de profunda tristeza da tua ausência.Contei, aleatoriamente, as despedidas (quase) definitivas e os reencontros. Hoje, mais que nunca, pelo meu estado de alma, consigo entender mais um pedaço de ti, que só peca por tardio mas nem por isso despropositado, pois faz parte desta penitência a que me obrigo. Por isso não peças jamais desculpa. Do que fizeste. Do que disseste. Do que pensaste. Foi por tudo isso e mais alguma coisa que me apaixonei por ti.  E por tão pouco te afastei de mim... Não tenho o teu perdão, também jamais terei o meu. Mas tenho que to pedir todos os dias, à minha maneira, ao meu ritmo, da melhor forma possível, sem te perturbar, sem te importunar, em segredo, por gestos, por palavras, por muitas palavras. Importa é fazê-lo. Podes acreditar que te peço perdão todos os dias.
Mas no meio dessa raiva, desse ódio, só peço uma trégua. Para dar tempo que o tempo nos deu e eu não soube aproveitar.
Para te ouvir. Gostei tanto de te ouvir. Até nas críticas. Até no discurso mais bélico. E do sorriso. E do que imagino dos teus olhos ao ouvir da tua boca. Não importa. Ouvir-te. Saber por ti, mais do que saber de ti. Ouvir as parvoíces. As chatices. O quotidiano. Por que ruas e avenidas te moves. Sem te lembrares de coisas más ou tempo pretérito. Criámos tantos laços no passado que se tornaram nós na amargura e no tempo Cheios de nada. Só espero que fiquem os laços. Cheios de tanto.
Acho até que devia conversar sobre metereologia. Só por falar.
Eu diria que não tenho sentido falta nenhuma da chuva, tu respoderias provavelmente que também não terás sentido com pesar a minha ausência.
O tema metereológico realmente não é muito interessante, mas serve de travão ao coração que pula ao ritmo alucinante que quem quer dizer-te tudo, sem metáforas, aforismos, mas sabe que o tempo dele terminou e por isso só pode pedir uma trégua. Para falar da chuva. 

Que um dia cai, forte,  leva em rio aquilo que não queremos, e deixa mais limpo o caminho para o que ainda nos espera. 

Na ilha não chove muito. Não por muito tempo. Só em pequenos intervalos. Não o suficiente para lavar alma. Só o bastante para deixar a terra cheia de fendas. Ainda seca e árida. Como o coração.
Mas não será por isso que deixa de bater.
Como apesar do frio, a Primavera não deixa de acontecer.
Apesar da escuridão, o Sol continua a nascer.
O segredo (???) é o futuro. E é para lá que estamos.
Hoje, depois do teu texto, choveu. E cheira a terra molhada. E a saudade. A café. E a torradas. E lençóis enrrugados pelo amor e suor. E almofadas doces.


E pronto. Era mais ou menos isto. E tanto mais.
Para a próxima fala-me do vento. 

segunda-feira, abril 30, 2012

Confissão

Olá:
Espero que estejas bem aquando a recepção desta mensagem.
Provavelmente estranharás a mesma, até porque te tinha prometido uma
resposta e falhei com a minha palavra, por falta de tempo,
inicialmente e por desmazelo e esquecimento, posteriormente.
Não vou comentar a tua atitude, no envio do coração. Vou apenas
referir que fiquei surpresa.
Ao longo deste  tempo, assumiste as tuas culpas no fracasso da nossa
relação, pediste desculpas e apelaste ao meu perdão e em nenhuma das
vezes eu o fiz contigo.
Por mais estranho que possa parecer,  hoje assumo a minha culpa e
responsabilizo-me pelos erros que cometi contigo. Não procuro o teu
perdão, isso já é tarde demais e despropositado. Assumo este espaço
como um ato de contrição, de uma consciencialização do que de errado
fiz contigo e comigo mesma. Uma auto reflexão e introspeção das minhas
atitudes ao longo do tempo que partilhamos em conjunto. Com o intuito
de  "limpar" as ditas "manchas da alma", a sombra negra de um estado
de culpa que hoje assumo meu!
Estou consciente que te magoei com as minhas constantes acusações e
críticas. Que, apesar de estas pretenderem a tua mudança, porque tu
eras o que eu queria e desejava para mim, não eram o meio de conseguir
a minha pretensão. Deveria ter sido com  base na compreensão e diálogo
que deveria expor os meus pontos de vista. Simultaneamente, deveria
ter aceite, desde cedo, assim que me apercebi, que éramos simplesmente
incompatíveis, que jamais conseguiria mudar-te, porque aquela era a
tua essência, dever-te-ia respeitar tal como eras e caso fosse
impossível, como agora o constato, ter-me afastado, sem ofensas ou
mágoas! No entanto, fui prisioneira de uma falsa esperança, aliada a
uma dor constante que me permiti e vivi, sem ser feliz ou fazer-te
feliz! Acreditava num amor inexistente, em que me provavas todos os
dias a minha insignificância para ti!
Sei que com todos estes erros, magoei-me mais a mim e tornei-me numa
pessoa irreconhecível. Esse foi o meu pior erro, deixar-me levar pela
tristeza e querer mudar uma pessoa. O teu, e maior de todos, foi-me
manteres prisioneira, durante anos, nessa pessoa que hoje deixou de
existir e que abomino. Estavas certo quando me dizias que a tristeza
era um vício. O meu eras tu e esse amor conduzia-me à tristeza...
Sei que ainda reside uma esperança em ti, que um dia te perdoe. No
atual momento, dir-te-ei que tal não será possível. Porque eu não
consigo perdoar-me a mim própria por ter caído num poço tão fundo, por
acreditar num amor infundado e irreal. Odeio a pessoa que eu era, em
que me tornei e tudo o que ela representava: a falta de força, de
amor-próprio,  a vitimização constante, o descrédito em  tudo, o auto
flagelo, por um amor impossível. Não me perdoarei por ter perdido
tanto tempo nesse ciclo vicioso, em algo que apenas me trazia dor e
sofrimento. Nem eu sei como aguentei tanto tempo e me perdi por
completo! O mal maior não foram as tuas traições e mentiras, foi o meu
comportamento desajustado e destruturado, munido por um ciúme cego e
uma dor imensurável. Querer-te para mim, sem aceitar quem tu eras!
Desculpa nunca ter compreendido a tua parte e no meu egoísmo, só ver a
minha dor, sem nunca entender a tua!
Compreende: ao afastar-me de ti, afasto-me do que eu fui! Das
lembranças que me invadem de um tempo repleto de dor e sofrimento e,
deste modo, consigo seguir de cabeça erguida pela vida, sorrindo para
esta e acreditando num futuro risonho. Sim, porque hoje sorrio mais e
choro menos e aprendi a valorizar-me! Voltei a ter a força de outrora
e a ser eu mesma!
Espero que também sejas tu próprio e te sintas bem com isso! Sabes, eu
nunca te conheci, verdadeiramente! Hoje tenho plena consciência desse
aspeto! Mas isso é outra questão, que não interessa agora!  Acima de
tudo, desejo que acredites em ti, porque isso é o mais importante!
Até...

sexta-feira, abril 27, 2012

Percorro-te
A língua de cetim
A prolongar o êxtase
As mãos de seda
No rio do teu corpo.
Afloro a nascente:
E num grito
Todo tu és torrente.


É tarde, meu amor
É muito tarde.
O tempo implacável me consome
E destrói o vigor do corpo moço:
Apagou o fulgor do meu olhar
Roubou a altivez do seio cheio
Secou o rio manso do meu ventre
Cobriu de pergaminho a minha mão
É tarde, muito tarde
Mas… por dentro
Ainda bate, por ti, o coração.


quinta-feira, abril 26, 2012



E biba a liberdade! :)
Oi! Espero que estejas bem! Eu ja levantei a bandeira branca no que respeita a nossa situacao. Estou em paz. Principalmente comigo. O email que te enviei teve esse proposito! Que nao sei se recebeste?! Agora que nao ha mais nada ha a tratar, nada mais entre nos faz sentido! Parafraseando alguem que conheci ha muito tempo: "Saudinha da boa"! Adeus! ***

SMS - Liberdade

Tinhosa, permite que te trate assim porque hoje é dia da liberdade. E porque tenho sempre algo para te dizer. E perdão por cobrar. E que compreendo as suas razões. E que não posso pedir perdão. Apenas uma trégua. Para lhe dizer que lamento. O resto da minha vida. E que o nascer do Sol não é o mesmo sem si.  E viva a liberdade. Um abraço.

terça-feira, abril 24, 2012

segunda-feira, abril 23, 2012

sexta-feira, abril 20, 2012

quinta-feira, abril 19, 2012

quarta-feira, abril 18, 2012

terça-feira, abril 17, 2012

O teu beijo.

Hoje, como todos os restantes dias da minha vida sem nós, foi uma noite de memórias.
Hoje, sonhei com o teu beijo.
Não as inúmeras vezes que trocámos beijos. De alegria, de paixão, de loucura, de tesão, de tristeza, de carinho, de consolação.
Hoje sonhei com o nosso primeiro beijo.
Aquele que antecedeu as palavras, que tocou o coração, que precedeu o abraço.
Porque antes desse beijo, as palavras eram vagas, o contacto físico tímido, porque foi esse beijo o condutor do Amor.
Foi nesse beijo que te disse, sem palavras, que te Amo.
Foi depois desse beijo que passei a desejar todos os dias da minha vida, o teu beijo.
Foi do teu beijo que os meus olhos falaram, os meus braços se soltaram, o corpo de desprendeu, os sentidos despertaram.
Foi nesse dia que percebi, foi nos teus lábios que li.
Encontrei o Amor da minha vida. 

segunda-feira, abril 16, 2012

Será que deva esperar?

Espera pelo homem que beija a tua testa... Que fica de mãos dadas contigo a frente dos amigos...

Espera pelo homem que te esta constantemente a lembrar o quanto significas para ele...e da sorte que ele tem em te ter...


Espera por aquele que se vira para os amigos e diz..."É aquela..."


Será que deva esperar?

sexta-feira, abril 13, 2012

Oi...(ou antes direi mi amore):


Há dois dias que não sei nada de ti...

Os sentimentos que invadiram o meu pensamento foram os mais diversos e invariáveis possíveis...

Neste momento ocorrem-me as dúvidas...Onde errei? Que fiz de mal para não receber notícias tuas? O que se passa contigo? Já não me amas? Acordaste de um sonho e apercebeste-te que já não sou importante na tua vida??????....

Cheguei mesmo a temer pela tua vida e pensei que a ausência de notícias estivesse associada a um acidente ou algo trágico, que eu, devido à distância... não seria avisada ou informada!!!

Liguei! Liguei para as urgências das unidades hospitalares que rodeiam a tua área de residência e sempre que proferia o teu nome completo e espera a resposta de um sim ou não deu entrada, conseguia sentir o ritmo cardíaco a aumentar, que mais parecia que ia explodir. Não sei se aguentaria ouvir um sim, pela incapacidade e pela impotência que a minha posição me impunha ... no entanto, a resposta foi sempre negativa e fiquei mais tranquila!

Mas seguidamente, sentimentos adversos me invadiam...Todo este desprezo fizeram -me pensar em tantas coisas más e boas que vivemos juntos.

Deitada na minha cama, invadiram-me os momentos que passámos no meu leito e fui feliz a teu lado e são estes que guardarei no meu coração, sempre que me lembrar de ti, de nós!!!

Não me faças mais isto, por favor!!! Prefiro ouvir da tua boca que não me amas...do que não saber nada de ti!!!

Beijinhos de quem te ama!!!

quinta-feira, abril 12, 2012

Perdão.

Já percebeste que divago na grande maioria dos discursos e das postagens deste blogue, porque simplesmente preciso pedir-te perdão.
Isso...e lembrar-me de me esquecer de ti. Não é um exercício fácil.
Se pudesse voltar atrás e mudar algumas coisas na minha vida, voltava.

Mudava somente os momentos em que te magoei. Não para mudar o curso que seguiu a vida depois das minhas acções, mas sim para tirar o sofrimento que ainda vejo nos teus olhos. Nos meus olhos.

Não para que me perdoasses e fazer de conta que não tinha acontecido nada, mas para apagar a dor causada e as consequências de dela vieram.

Porque hoje sou eu quem acorda todos os dias sem as flores, sem a música, sem a aventura de viver o quotidiano, na luta para chegar novamente aos teus braços.
Como o soldo, depois da batalha que é a vida.
Hoje é apenas paliativa. Uma dormência. Nem sei de quem nem do quê. Um compasso de espera.

Precisava saber de ti. Que me falasses das viagens do dia, dos sonhos da noite... da direcção que vais tomando todos os dias, que sei que não será ao meu encontro.
Dos laços que crias. Dos abraços que envolves. De ti.
Porque nós já não existimos mais.

quarta-feira, abril 11, 2012

Somewhere...

Somewhere there's someone who dreams of your smile,
and finds in your presence that life is worth while.
So when you are lonely, remember it's true
Somebody somewhere is thinking of you.

terça-feira, abril 10, 2012

sexta-feira, abril 06, 2012

quarta-feira, abril 04, 2012

terça-feira, abril 03, 2012

sexta-feira, março 30, 2012

quinta-feira, março 29, 2012

quarta-feira, março 28, 2012

terça-feira, março 27, 2012

“Olhar-te um pouco
Enquanto acaba a noite
Enquanto ainda nenhum gesto te magoa
E o mundo for aquilo que sonhares
Nesse lugar só teu

Olhar-te um pouco
Como se fosse sempre
Até ao fim do tempo, até amanhecer
E a luz deixar entrar o mundo inteiro
E o sonho se esconder

Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti

Enquanto dormes
Por um momento à noite
É um tempo ausente que te deixa demorar
Sem guerras nem batalhas pra vencer
Nem dias pra rasgar

Eu fico um pouco
Por dentro dos desejos
Por mil caminhos que são mastros e horizontes
Tão livres como estrelas sobre os mares
E atalhos pelos montes

Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti”


                                           

segunda-feira, março 26, 2012

Um Beijo

Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto...

Olá linda…Saudações natalícias!


 
Escrevo-te porque há muito que não o faço, mas também porque muitas vezes na nossa relação quando conversamos, chocamos também
A verdade é que preferia que o conteúdo da minha carta fosse outro, mas dadas as circunstâncias, queria mesmo dizer-te que estou cansado, triste e magoado, ao contrário do que pensas. As tuas palavras e atitudes não me são indiferentes, por mais que às vezes o tente fazer parecer.
Nesta época em que estamos temporariamente separados, a última coisa que desejava era estar em guerra, ou pensar duas vezes antes de atender um telefonema teu…
Enfim nada que tu já nãos saibas, mas que ainda assim não chega para por fim às discussões, lamentações ou algo do género.
E foi no meio das discussões que descobri que até gostas das novas tecnologias e de um possível presente que comprei (uma vez mais no meio de uma discussão e enorme confusão) e talvez por isso não tenha sido o ideal.
De qualquer forma, há sempre a possibilidade de trocares e de eu culpar o XXXXXX pela compra uma vez que foi ele que estava a falar com o vendedor no meio da confusão.
Mas, é Natal, espero que a uses para os melhores momentos (ou não) e, principalmente, QUE SEJAS FELIZ!       
UM BEIJO MUITO GRANDE, CHEIO DE AMOR E CARINHO

sexta-feira, março 23, 2012

Hoje faltam-me as palavras para exprimir o que sinto.
Bastaria que me olhasses nos olhos, com os teus olhos doces, para me interpretares.
Falta-me o teu corpo macio, a tua pele que emana um odor hipnotizante, para que as minhas mãos te percorram e meçam o tamanho do teu amor.
Gostaria de estar a teu lado. Só por um momento. Só por muito tempo. Só para sempre.
Falta-me a tua voz para me sussurrar um beijo pela manhã ao ouvido ao ouvido, ou para, no escuro da tua boca, me premiares com o beijo de boa noite.
Invento-te a cada instante para que estejas sempre dentro do meu peito.
Do mundo que partilhámos a dois, restam agora as ruas vazias de ti, o café amargo sem a tua boca doce, o concerto desafinado,  a cama gelada, o rádio do carro sem a tua mão a comandar o ritmo da paixaõ.
Faltam-me as palavras. 
Faltas-me tu.
Falta-me tanto e só um pouco do nosso amor...
Gostaria de estar a teu lado. Só por um momento. Só por muito tempo. Só para sempre.

quarta-feira, março 21, 2012

Foi pelos olhos que me apaixonei por ti...

Foi pelos olhos que me apaixonei por ti...O corpo veio depois.
Aliás, o corpo veio muito depois do olhar.
E sempre depois do teu olhar cruzar o meu, a entrada pela porta do Amor.
E o teu olhar é tão doce, tão doce que me perdi para sempre nele.

Primavera

Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudessemos agora
ver o desabrochar da primavera!
Saíamos com os passaros e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"
E esse corpo de rosa recendia,
e aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaco....
A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo braço!

segunda-feira, março 19, 2012




Belong

Wake up lonely with you by my side
One more night it doesn't feel
There are movies playing in your eyes
You dream of our fortunes

But you're wrong
I don't belong to you

The moon is the only friend I have outside
One more drink and I'll be healed
I told you the words and then knew it was a lie
I wish I could offer an appeal

You're wrong
I don't belong
You're wrong
I don't belong to you

What I'd give for that first night when you were mine
Tried with all that I have to keep you alive

I wasn't taught this way
With a thousand things to say
I was born with a broken heart
What I'd give for that first night when you were mine
Thought you were mine

So I'll put this cigarette to bed
Pull some sheets from off your side
I put my arm around you safe in the night
Still dreaming of fortune
But you're wrong
I don't belong
You're wrong
I don't belong
I don't belong

sexta-feira, março 16, 2012

Penso que o amor é muito difícil. Existem muitos obstáculos a que possa ser o absoluto que é. A palavra amor é uma palavra muito gasta, muito usada, e muitas vezes mal usada, e eu quando falo de amor faço-o no sentido absoluto... há uma série de outros sentimentos aos quais também se chama amor e que não o são. No amor é preciso que duas pessoas sejam uma e isso não é fácil de encontrar. E, uma vez encontrado, não é fácil de fazer permanecer.

quinta-feira, março 15, 2012

terça-feira, março 13, 2012

Pela manhã.

Tantas e tantas vezes mais, media a felicidade por aquilo que possuía, pelas estúpidas comparações com outros, pelas coisas que conseguia mas de rapidamente perdiam o sentido.
Hoje reconheço que a verdadeira felicidade estava no que fui, no que fomos, enquanto alma e corpo em sintonia, como a orquestra que gostava de ouvir depois de nos amarmos.
Hoje sei que a felicidade media-se quando acordava com o teu ronronar pela manhã, com um beijo do teu hálito de flores, que conduzia o meu pensamento o resto do dia.
Hoje sei que foste. És. Serás. Sempre. O amor da minha vida.

Parte de mim.

Meu Amor. Preciso chamar-te assim. Foste. És. Serás. Sempre.
Meu amor, carrego o peso da tua ausência todos os dias. Nada deste mundo, nem as pequenas batalhas que no pretérito considerava de maior significado, me fazem despertar deste parnasianismo que é viver contigo apenas no pensamento.
Hoje, masi do que nunca, entendo o significado das tuas palavras quando me dizias que sem ti viveria o maior dos tormentos.
Hoje sei.
Que sempre foste. És. Serás. Sempre. O amor da minha vida.

segunda-feira, março 12, 2012

Hoje. Sempre. És tudo.

Os meus olhos cansados de um trabalho esgotante repousam em ti, e tu és pouco mais do que isso.
És pouco mais do que a minha insónia que me obriga a assistir a todos os programas de televisão, como uma pastilha elástica para os olhos, já sem sabor, até altas horas da madrugada.
És pouco mais do que a garrafa quase vazia, como a minha alma, que os meus dedos agarram como se fosse a última dose de esperança para te ter nos meus sonhos.
Hoje, à beira mar deste oceano que nos divide, és pouco mais do que a minha cabeça encostada no vidro do carro à procura do sol....  do calor que um dia veio de ti.
Hoje. Sempre. És tudo.

sexta-feira, março 09, 2012

Sinto-te longe. Mas tão quente. No meu peito.

"Gosto mais de estar com ela a fazer as coisas mais chatas do mundo do que estar sozinho ou com qualquer outra pessoa a fazer as coisas mais divertidas. As coisas continuam a ser chatas mas é estar com ela que é divertido. Não importa onde se está ou o que se está a fazer. O que importa é estar com ela. O amor nunca fica resolvido nem se alcança. Cada pormenor é dramático. De cada um tudo depende. Não é qualquer gesto que pode ser romântico ou trágico. Todos os gestos são. Sempre. É esse o medo. É essa a novidade. É assim o amor. Nunca podemos contar com ele. É por isso que nos apaixonamos por quem nos apaixonamos. Porque é uma grande, bendita distracção vivermos assim. Com tanta sorte."

 in 'Jornal Público (14 Fev 2012)'

Eu e Tu Dois!

 Eu e Tu, num ser indispensável! Como
Brasa e carvão, centelha e lume, oceano e areia,
Aspiram a formar um todo, — em cada assomo
A nossa aspiração mais violenta se ateia...

Como a onda e o vento, a Lua e a noite, o orvalho
[e a selva
— O vento erguendo a vaga, o luar doirando a
[noite,
Ou o orvalho inundando as verduras da relva —
Cheio de ti, meu ser de eflúvios impregnou-te!

Como o lilás e a terra onde nasce e floresce,
O bosque e o vendaval desgrenhando o arvoredo,
O vinho e a sede, o vinho onde tudo se esquece,
— Nós dois, de amor enchendo a noite do degredo,

Como partes dum todo, em amplexos supremos
Fundindo os corações no ardor que nos inflama,
Para sempre um ao outro, Eu e Tu, pertencemos,
Como se eu fosse o lume e tu fosses a chama...

quinta-feira, março 08, 2012

 Gostava(???) de dizer-te que afinal te detesto, que te desprezo, que nunca foste nem serás a mulher da minha vida.
 Destruir todas as conjeturas sobre possibilidade de sermos um só, perfeito e harmonioso.

 Amo-te e sinto a Tua falta... Sempre.

terça-feira, março 06, 2012

... GOSTO. DESDE... SEMPRE. E PARA SEMPRE.

Oi amor:

lol
Estou a verdadeira croma nessa foto, lol! Só tu para me fazeres rir:)
Já passou tanto tempo... Mas a verdade é que permanecemos na vida um do outro e espero que continue assim!
Era tão bom que permanecessemos sempre com aquela inocência, vontade e felicidade que nos rodeava no momento em que foi tirada esta foto.
Esquecer as coisas más e relembrar e viver as boas:)
Beijinhos doces

quinta-feira, março 01, 2012

Todos os dias são penosos. Uns pior do que outros.
Mas tenho que enfrentar a realidade.
Pensei que comn o tempo, esse ajuda sempre, tudo se tornaria melhor.
Até ele se encarrega da minha pena.

Faltou a palavra. Forte.
O abraço. Sentido.
O beijo. Doce.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

À tua porta.

Todos os dias passo na tua antiga morada. No nosso ninho intermitente de Amor. Onde tantas vezes discordávamos, mas acordava ao teu lado.
E isso fazia toda a diferença.
E o ritual de saltar o muro, quando pela manhã seguia para o trabalho a cantar, porque o coração estava feliz.
Todos os dias passo na tua antiga morada. Recordo os dias felizes, mas não estou feliz.
Continuo adormecido. Parece que ainda não acordei deste sono mórbido que se transformou a minha vida sem ti.
Porque eras tu. Sempre tu.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Não quero. Não consigo. Hoje não posso.

Não quero. Não consigo. Hoje não posso.
A minha vontade foi contigo para sítios onde não sei procurar. Porque não me deixas. 
O meu coração já não está aqui, está um sítio que sei não queres encontrar.
A minha alma está desfeita em pedaços, a morrer todos os dias um pouco.
E eu sonho, mas já não choro.
E penso em ti até adormecer.

Saudades

Desculpa, mas tenho mesmo um nó no coração. Peguei...
Desculpa, mas tenho mesmo um nó no coração. Peguei no telefone mil vezes para procurar conforto e só juntei angústia e desespero... nas mensagens que reli, nas vezes que marquei o teu número, nas que aguardei uma chamada. Não devia, não devo, sei disso... mas não consegui evitar.. pelo menos de enviar este mail. Não quero perturbar-te. Acho que já o fiz demasiadas vezes. Desculpa. Mas fica um beijo. O texto não é meu, mas cola-se a mim, entranha-se, porque é nosso. tem o teu nome, o teu sorriso, a tua pele macia, o teu sabor. Vou dormir. Tentar. Forçar-me a isso. Mas com saudades, Tenho saudades...
 
"Tenho saudades de ti. Saudades dos nossos momentos... Saudades dos nossos momentos bons e dos maus também.
Tenho saudades das nossas conversas, das nossas discussões!!?
 Tenho saudades dos nossos passeios, da nossa vida, do teu sorriso quando falavas algo engraçado, da tua cara, quando te irritava.
Saudades do nosso amor intenso, único e todo errado, das nossas manhãs, tardes, noites e madrugadas.
Tenho saudades do teu ciúme com fundamento e do sem fundamento também. Do meu ciúme também.
 Saudades dos teus medos e da maneira que eu tentava cuidar deles... e às vezes não.
Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo, saudades da tua fraqueza, que me dava força para ser forte. Saudades do nosso primeiro beijo e do último também. Saudades da nossa vida tão igual e tão desigual. Tenho saudades de quando tu aparecias do nada e me fazias sorrir pelo simples facto de estar ali. Tenho saudades do teu amor intenso, da maneira que tu dizias “eu amo-te” deixando um brilho nos meus olhos. Saudades das tuas mãos nas minhas, a minha boca na tua. Saudades dos meus braços à procura dos teus e dos teus braços procurando os meus.
Tenho saudades dos planos que fizemos, dos nossos sonhos impossíveis que na nossa vida tentamos juntos construir. Tenho saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Os nossos telefonemas antes de dormir, as nossas palavras doces, nossas palavras duras e a nossa vontade de ser o outro de ser do outro. Tenho saudades da nossa música que até hoje toca para me fazer sentir mais saudades. Saudades dos nossos presentes no Natal e aniversários, da tua vontade encantadora de me surpreender. Tenho saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo na tua ausência. Tenho saudades de ti fazendo-me chorar e eu fazendo-te sofrer. Tenho saudades de tudo o que vivemos e do que não conseguimos viver. Tenho saudades da tua maneira de não saber me amar que me fazia sentir o homem mais amado do mundo. Tenho saudades da nossa dependência um do outro, da nossa forma de esquecer o mundo quando estávamos juntos. Da nossa maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples. Tenho saudades de ser teu, só teu. De te pertencer inteiramente, fazendo parte da tua vida, saber o que estavas a fazer e com quem estavas a fazer. Tenho saudades da nossa história, a mais estranha que alguém já escreveu. Tenho saudades do que contamos um para o outro, dos segredos que temos, que escondemos.
Saudades do meu aniversário, do teu aniversário. Saudades do nosso “tempo”, de cantar mas estar a cantar só para ti. Tenho saudades do nosso namoro escondido, onde só éramos eu e tu. Tenho saudades do nosso amor, nossas juras, nossas promessas, nossos encontros e dos nossos desencontros. Tenho saudades de dizer “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de ouvir “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de estar contigo, simplesmente por estar. Tenho saudades de tua amizade, da tua força e de tua confiança em mim, em nós. Tenho saudades da tua voz, do teu carinho, da tua paixão, do teu desejo, das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. Saudades de ti quando estavas comigo. Saudades de mim quando estava contigo. Saudades do nosso casamento que não aconteceu. Saudades do filho que não tivemos. Saudades da cama que não dividimos. Saudades do futuro que não vivemos. Saudades de ti."

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Há dias assim.

Há dias assim.
Em que me apetece adormecer no teu leito. Sentir os teus dedos a entrelaçarem-se nos meus, como se de uma ordem se tratasse, porque não consegues pousar de outra forma. As curvas do teu corpo delgado a procurarem o meu, porque não funcionamos senão encaixados, contigo a puxar-me para ti, a empurrar-me com o corpo, a fazer-me cócegas com o cabelo longo, a afastar-me por causa da respiração no teu pescoço que beijo docemente...
E depois caímos. Seguro-te. Onde puder. Onde conseguir. Tento não te perder de vista.
Acordo e já desapareceste. Fico (AINDA) com o teu cheiro.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Sem ti.

Difíceis são os dias em que desperto para o teu olhar que me embrulha num abraço... mas não te encontro no teu lugar e então sim.... acordo para mais um dia cinzento na tua ausência.

Hoje

Hoje tenho tantas saudades tuas, como todos os outros dias.
Mas tenho mais.
Tenho sangue a ferver. Tenho o corpo a doer.
Tenho sede e fome de ti.
Só uma migalha seria o suficiente para me fastiar de ti... por segundos.
Hoje. sempre. Tenho Saudades de nós.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Sex on fire

Oi, boa noite!
Espero que tenhas uma boa noite de sono. Eu estava a enviar-te uma mensagem, quando fiquei sem saldo por causa do carregamento moche obrigatório. Apenas consegui enviar metade da mensagem que pretendia. Como sou uma pessoa cheia de recursos- lol- recorri a este meio, para que as coisas boas não sejam descuradas!!!
Independentemente de tudo e da situação que estamos, tenho a dizer que estou cheia de saudades tuas. Sinto falta da tua voz melosa e doce com os votos de boa noite. não tenho conseguido dormir, porque só isso me acalmava e me deixava confiante e bem, comigo e contigo!
Desculpa as minhas atitudes... Há coisas que tenho que aprender a controlar.
Provavelmente, não te vou desejar boa noite, ainda que fosse essa a minha vontade, mas desejo-te um bom dia, com o desejo que já estejas recuperado!
Deixo-te uma música que gosto muito... E que ainda não partilhei contigo. Esta deixa-me bem disposta, espero que a ti também. E o título é bem sugestivo;)
Beijo doce para ti! LU- always!

http://www.youtube.com/watch?v=RF0HhrwIwp0
Oi...
Só agora vi o vi mail.
Lamento que seja só nos momentos em que nos afastamos que te lembras do mail... mas não posso deixar de ficar feliz ao recebr a música, que por acaso só me recordo de ouvir uma vez, quando procurava uma mais conhecida e popular da banda.
Confesso que fico confuso quando me relatas as saudades da minha voz, do beijo de boa noite, quando ultimamente criticavas tanto (até os beijos de boa noite!) e pedias algo diferente, que sinceramente nerm sempre consigo entender.
Não estou bem, nem do corpo nem da alma, não tenho o discurso mais positivo e agarro-me ao tabalho que AINDA consigo fazer para não ter que me perder em locais mais escuros do meu pensamento que me trazem à lembrança os teus últimos discursos, as lamentações, as acusações, que, como te disse, não fazem sentido perante tudo o que te disse, tudo o que conversamos, as tentativas de estar contigo, de te agradar, de te fazer sorrir...
Eu sou mesmo o verdadeiro culpado, nisso tens razão, pelo facto de não chegar a ti. Já não consigo. E por isso peço desculpa. Um beijo. Grande.
Oi...Again!

Xxx, acho que estás a exagerar um pouco na abordagem... Eu, nos últimos tempos, talves vencida pela doença e pela tristeza, fui um pouco pessimista, mas nunca me ouviste dizer que não gostava dos teus beijos ao adormecer, nem das tuas atitudes boas e positivas perante mim.
Se isso não fosse real, a saudade, eu não te diria que tinha saudades tuas e que preciso de ti!
desculpa, mas nos últimos tempos tens estado mais ausente e distante e isso repercurte-se em mim! velhos medos e memórias me assolam a memória.
A verdade, é que gosto muito do xxx que te tornaste para comigo, do que aquele ser frio e distante que tanto me magoa!
Por favor, tenta estar mais presente nos meus dias! Eu preciso tanto, tanto de ti! Principalmente do teu carinho!
Um beijo doce doce
Tenho apenas a dizer que tenho realmente muita pena, por estarmos nesta situação. Espero que a vida te sorria e que consigas alcançar os teus objectivos.
Foste a pessoa que mais amei, até aos dias de hoje, mas esta situação faz-nos mal, a ambos e penso que nunca nos vamos conseguir atender, porque, como referi, somos muito diferentes e opostos! Desculpa qualquer mal que te tenha causado. Não devia, porque tu sempre viveste no meu coração.
Um beijo muito  muito doce e obrigada!

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

terça-feira, fevereiro 07, 2012

NEXT TO NOTHING

Não acordei com o teu corpo,
mas com um verso
que me parece agora
o mais triste do mundo:
Le tuve tan cerca.
Foi verdade, foi tão depressa
mentira – acabarmos juntos
no último bar. Ou apertar-te
em plena desrazão os ombros,
o pescoço baixo,
a cor indecisa dos cabelos.
Enquanto se partem tão
tristes os tristes copos
que nessa noite derrubei – e eras tu.
Não sei o que te disse, que
outras partes de quem foste
toquei ou perdi. De qualquer modo,
perdi. E foi, só podia ser,
demasiado triste: dois corpos
que ninguém via desciam a rua
da Misericórdia, já perto da manhã.
Aquela nenhuma distância
não pôde ser um beijo. Apenas derrota,
ressaca, mais uma canção sem nós.
Tu não sabes – e ainda bem – que
este homem te desejou todas as noites,
até que fechasse o bar. Este homem
que não deseja e que tem,
infelizmente, um nome igual ao meu.
Da próxima vez, quero estar menos
bêbedo, saber se apanhámos
ou não o mesmo táxi. Mas
«da próxima vez» nunca existirá.

terça-feira, janeiro 31, 2012

Assim...

Impressionante. Triste até. Mas pura verdade.
Hoje acordei com um peso no peito, daqueles que tantas vezes se abatem sobre mim e que deixam a marca da tua ausência.
Por isso percebo hoje que a nossa loucura de amor  ocupou mais espaço no mei peito, do que todos os meus dias anteriores a ti.
Em tempo pretérito achava que era uma pessoa experiente, que já tinha vivido muito! Pretensiosamente, considerava-me feliz.
Agora que infelizmente posso comparar o passado e o presente e só agora te vejo tão nítida como parte total da minha felicidade.
Porque quando existias para ti, realmente era feliz para mim.

Explicação da Eternidade


devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Primavera

Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci

Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti

E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei o paraíso assim

Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz...

Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...

Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só

quarta-feira, janeiro 25, 2012

As despedidas deviam ser como nos filmes. Carregadas de Amor, Carinho, nostalgia e saudade pela perda... mas pacíficas, ternurentas, tranquilas, cheias de palavras doces e consenso no momento do adeus, apesar da tristeza associada ao acto.
Mas não são. Provavelmente porque não é asim que deviam ser. Não sei. Já não sei nada.
Pelo menos de outra forma seria melhor para não permanecer na saudade nem no mito do eterno regresso em que acreditamos que tudo será melhor da próxima vez, que nos dispomos (dispomos??) a tentar uma vez mais procurar a felicidade nos braços um do outro. Mas as coisas mesmo boas não têm o mesmo saber da segunda vez, muito menos na terceira ou na quarta...
Agora sei que a despedida, para ser real, efectiva, deve ser mesmo o contrário. Rápida, insensível, para que se torne menos penosa e dolorosa, para que não pairem dúvidas e incertezas, para que não fiquemos à espera do amanhã.
ESTAMOS CANSADOS.
ESTOU DEVASTADO.
ESTÁS DESCONSOLADA.
ESTAMOS FRAGILIZADOS.
E DESAMPARADOS.
E COMPLETAMENTE DESNORTEADOS.
Perdemos o rumo, a razão... e gradualmente perdemos o coração também.
Não há mais nada a dizer.
Não funciona. Não mais.
Simplesmente não funciona.
Culpar-me-ás. Certamente. Assumo a metade amarga do limão. Mas só metade, nem um pouco mais.
Fica, contudo, um beijo cheio de mel.
Muito mel. Muito doce. Muito meloso. Como da primeira vez. Como a Tinhosa e o Sapinho trocavam. Desses.
Que não mais conseguimos reproduzir. Como a música que agora te envio.
E quando assim não é, não vale a pena.
Não funciona.
Adeus.
Te adoro.

terça-feira, janeiro 17, 2012

"Nada. Imagino-te contra a chama verde da serra, os teus olhos vazios, todos brancos, criatura lunar em pleno dia, a boca arqueada e trémula como no amor, quando não sei se gozas ou sofres. Abres os braços, como asas, menina cisne, sobre a fonte manuelina. Quem te soletrar, ou sonhar, pela caligrafia do teu sorriso desconhece a dor desse cérebro que se rasga, que eu próprio tão pouco mal adivinho. Procuro-te entre o sonho e a derrocada. Nem sei se é pela ternura que te quero ou pela surpresa do teu corpo, tão animal quando se despe. Esta distância sem sinais, dar-te-ás conta? Remove as palavras que dissemos. Estar-te-ás esfarelando (tenho medo) a tua remota vontade de viver?"

           

terça-feira, dezembro 20, 2011

Por que voltas de que lei

Por que voltas de que lei
Vem este sentir profundo
Por te saber como sei
Me sinto dona do mundo

Por que espada de que rei
Meu amor é fogo posto
És tanto de quanto amei
Que és tudo de quanto gosto

Por este amor que te tenho
Por ser assim como sou
És inferno donde venho
És o céu para onde vou

Por que voltas de que lei
És tudo de quanto gosto
Me perdi e me encontrei
Nas voltas que tem teu rosto

Por que voltas de que rei
Em meu peito teu desenho
És tanto de quanto amei
Que és todo o mundo que tenho

E de tão rica que estou
Nunca tão pobre fiquei
Por ser assim como sou
E te saber como sei

http://www.youtube.com/watch?v=-4315r2XpFQ&feature=related
Tenho dias esgotantes, aqueles em que necessito de saber de ti, mais do que preciso de ti. Preciso saber por onde andas, o que te leva, quem te traz, a quem te dás e por onde te perdes.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Porque às vezes faz bem recordar os bons tempos...
Os tempos de paixão!!!
Lê cada palavra, cada sílaba e cada letra, que eu quero significar cada grafismo que esta canção transmite, porque é sentido no interior do meu coração, da minha alma!!!
Nunca te esqueças que o meu maior desejo: ÉS  TU!
Confesso que, apesar do hábito, por vezes se torna demasiado difícil escrever sentimentos, ou dores. Confesso que quase sempre as lágrimas ocupam este lugar, apagando o texto, deixando o sentido em branco, sem explicação, sem nexo ou solução, sem um mínimo de compreensão ou compaixão por tudo aquilo que queria tomar como verdade.
Confesso que muitas vezes tenho vergonha de mim, de ser, de existir, talvez por não encontrar nenhuma razão suficientemente válida para tal, e então corrijo os textos, apago todas as falsas esperanças, todas as palavras felizes "mal-formadas", todos os cínicos e superficiais pensamentos, apago tudo o queria sentir, mas oposto ao que realmente é...e a alma fica mais uma vez vazia, porque não consigo dizer-te o que sinto, o que penso, não sei se por não ter coragem, ou simplesmente por ter medo de aceitar como verdade o que me vai no mais infímo pensamento ou, simplesmente, porque não me compreendes!!!