segunda-feira, junho 18, 2012

sms

Apesar da distância física, estou bem perto de ti pelo pensamento e pelo coração. Já não sei viver sem ti. kiss com muitas saudades.

quarta-feira, junho 13, 2012

Beijo no nariz


Não deves ter sentido a minha falta. As minhas palavras. Das nossas memórias. Eu senti. E por isso vim aqui conversar um pouco contigo. Porque não sei quando poderei voltar. Nem conseguir.

Hoje o teu nariz fez-me falta. Porque os beijos que lhe dava obrigavam-te a procurar o meu também. Porque te irritava. Porque te fazia rir. Porque fazias aquele ar de zangada quando no fundo adoravas que me metesse contigo e te apanhasse distraída. Só para te roubar um beijo no nariz.
E nos dias loucos. Daqueles em que o nariz era a maior e melhor desculpa para te percorrer o corpo de beijos e saudar o Amor entre nós.
Porque o Amor  galgava ao ritmo no meu peito a encontrrar o teu. À velocidade do músculo do amor a bombear afectos. E beijos no nariz.

sexta-feira, junho 08, 2012

Falta-me tanto tempo de ti

Mais um fim de semana chega e nem por isso a alegria de o viver.
Sobra-me tempo para estar abraçado a ti na preguiça matinal.
Sobra-me tempo para percorrer o teu corpo de saliva e sentir a tua pele a arrepiar.
Sobra-me o tempo dos passeios de emoções hipnotizado pelo teu sorriso.
Sobra-me ânsia de te abraçar e dizer ao mundo que te amo.

Falta-me tanto tempo de ti.  

Deitada és uma ilha

Deitada és uma ilha
E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha

Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias


David Mourão-Ferreira

quarta-feira, junho 06, 2012

Faço minhas as palavras do Ary

Invento-te recordo-te distorço
a tua imagem mal e bem amada
sou apenas a forja em que me forço
a fazer das palavras tudo ou nada.

A palavra desejo incendiada
lambendo a trave mestra do teu corpo
a palavra ciúme atormentada
a provar-me que ainda não estou morto.
E as coisas que eu não disse? Que não digo:


Meu terraço de ausência meu castigo
meu pântano de rosas afogadas.
Por ti me reconheço e contradigo
chão das palavras mágoa joio e trigo
apenas por ternura levedadas.



 

Ary dos Santos

terça-feira, junho 05, 2012

Erros meus

Todos os dias me tento enganar. Ou esquecer. Ou fingir que não sinto a tua falta. Não.

Pensar que está tudo bem. Desejar conscientemente que sejas feliz. Longe de mim. Mas não. Não consigo. Nem sempre. Quase nunca.

O coração pede sempre para que me engane. Que te sinta no meu peito como o peso da culpa de te ter deixado fugir.

Que te ame AINDA mais na ausência, como tantas vezes diagnosticaste e previste.

Que chore todas as madrugadas com o orvalho do dia, porque as noites são frias e insípidas sem o teu Abraço.

Porque, infelizmente, é mesmo assim.


"Nada do que hoje sei saberia se não tivesse feito exactamente o que fiz. Porque é preciso vivermos as coisas para saber, na verdade, o que elas são."

António Alçada Baptista- Peregrinação Interior I

segunda-feira, junho 04, 2012

Pedido

Já to disse várias vezes, já to escrevi também, já referi directa ou indirectamente que não é difícil saber de ti, mas saber por Ti. Ouvir-te, sorrir-te, brincar no embalo dos teus olhos.
Infelizmente, isso não acontece agora, mas vou sempre sabendo de ti. E por me preocupar, me culpar todos os dias, te peço.
Não deixes que mais ninguém te faça chorar. Não deixes mais ninguém te insultar ou menosprezar.
Porque não mereces. Porque  não podes sofrer mais. Porque também assim não encontro mais razão para me afastar e te deixar ser feliz. Nem sei se estas duas premissas são compatíveis.
Quando há algum tempo me contaste (e eu fingi que não sabia) da tua relação, da tua situação, da tua aparente felicidade, mas mais do que isso da tua tranquilidade, encontrei ainda mais motivos para fugir, para não te perturbar ou importunar com uma desculpa qualquer para ouvir a tua voz.
Ainda assim, mesmo com o mar de lágrimas que nos separam, não deixo de saber de di, sem sem por ti.
E por isso te peço.
Mesmo sabendo que o teu coração ainda está nos cuidados intensivos, que não amas, não podes amá-lo como me amaste a mim, não agora, que as memórias que guardas, assim mo confidenciaste, ainda te lembram o pior do que foste mas eu sei que também te recordas do Abraço, do Beijo e do Amor que foi nosso e que sempre resiste. Sempre. Nem deves. Bem sei que não consegues, porque o amor não se renova, constrói-se e isso leva tempo. Sei que lá chegarás. Não sei. Nem sei se quero saber, porque o Amor é meu. Porque não tenho outro. Nem que seja só na memória. mas sei que devo. E saber de ti é guardar-te, resistir apenas na omnipresença, não em toda a parte mas onde te moves. Apenas para te proteger. Como te guardo no coração.
Peço que ele te ame, mesmo sem tu o amares. Que te guarde. Que te idolatre e venere. Que segure a tua mão (como eu seguro a minha inveja) à noite para te transportar no sonho, na paz.
E que jamais ouse fazer-te chorar.
Peço-te. Que não deixes que ninguém mais te magoe e não mereça esse sorriso.

Até ao fim


Então está tudo dito meu amor


Por favor não penses mais em mim


O que é eterno acabou connosco
É este é o princípio do fim



Mas sempre que te vir eu vou sofrer


E sempre que te ouvir eu vou calar


Cada vez que chegares eu vou fugir


Mas mesmo assim amor eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar



Então está tudo dito meu amor
Acaba aqui o que não tinha fim


P'ra ser eterno tudo o que pensamos


Precisava que pensasses mais em mim


P'ra ti pensar a dois é uma prisão


P'ra mim é a única forma de voar


Precisas de agradar a muita gente


Eu por mim só a ti queria agradar
Mas sempre que te vir eu vou sofrer


E sempre que te ouvir eu vou calar


Cada vez que chegares eu vou fugir
Mas mesmo assim amor eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar


                                                                                                  Letra de Tozé Brito, interpretado por Ana Moura

Dói.


Foi há pouco mais de oito horas que nos despedimos, já sem o forte abraço. O abraço que liga a antiga e a velha relação. Do prazer e da culpa. Do carinho e da angústia.

Que liga o doce e o amargo. O bom e o mau. E um beijo. Um beijo triste de consolação. E de falsa resignação de uma sombra que nos rodeia. Sempre.

Dormi sobre as nossas conversas. De ontem, de anteontem, de há muito tempo. Demais. Ou melhor, sobre as tuas suposições e desconfianças e dormi, acordei, uma vez mais sobressaltado, pensando nas minhas e nas tuas palavras, nos meus medos, nos teus, nas minhas divagações perante a o que fomos e o que somos.

Volto à carga, agora, com um raciocínio mais estruturado.

Há muito que tento evitar as conversas penosas e me recuso a cavar ainda mais o buraco em que, em tempos a nossa relação entrou.

Preferi antes de tudo, aproveitar o resto de memória límpida, feliz e tranquila que resta do que nós fomos e transportar essa energia para o presente, tirando partido, para nos proporcionar alguns momentos de felicidade, ainda que por muito instantânea que seja.

A verdade é que, como conversava há dias com um amigo divorciado, não há segundas oportunidades. Nem terceiras. Muitas mais existiram. Umas verdadeiras. Outras impulsionadas por um momento frágil e por um abraço forte ou um beijo que sempre tem o dom de nos unir. Por pouco tempo, é certo. Mas bom.

Hoje escrevo com um nó na alma, mas com uma certeza inolvidável de que jamais voltaremos a ser o que nos uniu. Certamente também não seremos melhores. Se a tua tolerância permitisse, a tua ânsia se resignasse, os teus impulsos parassem… quando muito… poderíamos ser… normais. Vulgares. Acomodaríamos os corpos (como em tempos já fizemos tão bem), apagaríamos pequenas fogueiras que os queimam por dentro e seríamos apenas um produto do tempo e do conforto fácil que já tantas vezes criticaste e que pessoalmente também discordo ao confrontar esses olhos amargurados.

Não vou pedir-te desculpa uma vez mais, não pretendo justificar erros que em tempo pretérito vincaram e moldaram o que (não) somos hoje.

Não vou justificar este abandono que pretendo levar em frente, porque a resposta está à vista. Não rimos, sorrimos de quando em vez. Não vivemos, fugimos da realidade quase sempre. Não construímos. Remendamos um pouco todos os dias, mas abrimos mais fendas simultaneamente. O futuro é hoje e agora, porque logo pode ser tarde… e cinzento. E doloroso.

Ontem disse-te ADEUS. Não cumpri. Mas devo. É obrigatório. Por isso vou fugir. Porque não posso mais dizer-te até já. Não posso pensar que amanhã vai ser melhor. Não posso olhar-te, sabendo que esperas por algo que não te posso dar. Por algo que não sei dar-te. Por te sentir mal amada, frustrada, apagada. Não sinto mais a chama que nos aquecia e que eu tanto ajudei a apagar.

Não és mulher para viver contrariada, para não seguires os teus instintos.

E eu, infelizmente, não sou o homem para te fazer feliz.

Talvez um dia me possas encarar. Com outro ar. Com outro olhar. Talvez um dia me possas tolerar, porque perdoar sei bem que é impossível.

Talvez um dia possas esquecer. O mal que te causei. Talvez também eu possa ocultar o amor e o carinho que guardo para sempre. Para castrar os impulsos que, de outras vezes que nos despedimos, me fizeram implorar por mais uma oportunidade.

Hoje, é hora de realmente dar. Uma oportunidade. Aos dois. De seres verdadeiramente feliz. De seres autêntica e sonhadora. E exigente. E carente e sensível e lutadora. Tudo o que já exibiste em tempos. Quando o amor era fácil. E natural. Nosso! E bom!

Hoje dou um pequeno contributo para o teu desejo de 2010. Um pequeno passo para a mudança que tanto reclamas e sei que, no fundo, é o melhor para os dois. Hoje sou sincero. Também estou contrariado. Mas honesto. Em sintonia com os teus olhos. Com os teus gestos.

Hoje despeço-me. DEFINITIVAMENTE. Sem o teu odor na almofada. Sem a peça de vestuário para me agarrar. E sem rancor. E sem amargura. E sem orgulho. Por não te ter conseguido embalar na minha canção.

Te peço sinceramente que sejas feliz. Fiel ao teu coração. E que desistas. De mim. De Nós. Amanhã será melhor. Depois de amanhã. E depois.

Que apostes nos teus sentimentos, na tua felicidade.

E que respeites. A atitude. Por favor. Porque a decisão era inevitável e foi mútua. Apenas a iniciativa partiu deste lado. Antes que doa. Ainda mais.

Um BEIJO. Mas bem melhor. Um ABRAÇO. Forte.

quinta-feira, maio 31, 2012

Penso em ti

Nunca me esqueço de pensar em ti. Ou esquecer-te. Não consigo. Quase todos os dias, lembro-me que preciso apagar. Mas não quero. Não aguento viver sem. E acontece exactamente o inverso.
Pergunto-me e pergunto-te nestas linhas como estarás.  Imagino-te agora quase sempre a sorrir.
Porque quando escolheste não me ver, sei que a vida te levou para um porto melhor e tornou-se mais fácil esqueceres-me do que imaginava.

Também eu pedi que te afastasses. Também eu fiz tudo (errado) para que quisesses fugir de mim. 

Mas no fundo não queria. Não quero. E como foi iminente. E como é difícil. Procurar-te nos lugares que marcaram a nossa história. Confundir-te com outras pessoas. Para sentir o coração a bater forte. Para tentar equiparar as emoçoes que me despertavas. É impossível. É único. És inigualável.

Passou já imenso tempo para tu sentires a falta. E tudo se está a desmoronar.
Eu estou agarrado ao pretérito.

Vivo no antes. Porque depois de ti, não existe.

quarta-feira, maio 30, 2012

Em que pensar?





Em que pensar, agora, senão em ti? Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a manhã da minha noite.
É verdade que te podia dizer: «Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de nós próprios?»
Mas ensinaste-me a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou, até sermos um apenas no amor que nos une, contra a solidão que nos divide.
Mas é isto o amor: ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo esse que mal corria quando por ele passámos, subindo a margem em que descobri o sentido de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor, de chegar antes de ti para te ver chegar: com a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água fresca que eu bebo, com esta sede que não passa.

Tu: a primavera luminosa da minha expectativa, a mais certa certeza de que gosto de ti, como gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.







Nuno Júdice

terça-feira, maio 29, 2012

‘Porque não voas?’

Há alturas na vida em que temos de voar. Não se sabe como nasce esse impulso; porém, sentimos que esse impulso nasce e temos de responder a esse impulso. Se não seguimos esse impulso vamos ficar marcados para toda a vida, faço-me entender?; o remorso e a sensação de culpa persegue-nos um pesadelo que nos não abandonará. E vai sempre parecer-nos que as outras pessoas, todas as outras pessoas, nos vigiam, nos culpam, nos condenam. Esse impulso pode determinar a nossa vida. E esse impulso só acontece uma vez, e é quase imperceptível. Mas pode haver um mecanismo estranho que nos cega, nos insensibiliza nesse momento, e nós não entendemos os sinais do impulso.
Talvez, às vezes, possamos voar. E, ocasionalmente, temos de fingir que o mundo é como os outros pensam que o mundo é. Mas agora eras tu que mergulharas em outros mundos. Que tempo resguarda a tua memória, que timbre recolhe a tua voz, que livros e que poemas conservas no segredo das lembranças?
E porque perguntaste essa de voar, de voo?

Perda.

"A vida é perda. Vamos perdendo tudo aos poucos, devagar ou depressa, mas vamos perdendo. A idade, os sonhos, a energia, o  amor."

segunda-feira, maio 28, 2012

Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.

Desktop

sexta-feira, maio 25, 2012

Rabiscos

Hoje, depois de uma manhã atribulada, na pausa para o almoço, comecei a rabiscar desenhos sem sentido no canto do jornal, que todos os dias o regime gosta de distribuir ao povo, com o dinheiro do povo, para defesa do povo. Coitado do povo.

Enquanto aguardava pelo almoço, talvez por causa fome, esgotei todas as hipóteses para concluir as palavras cruzadas, que tanto gosto de fazer, desta vez sem sucesso.

Acabei por voltar aos gatafunhos. Aqueles que sempre me habituei a fazer no compasso de espera. Já não me lembro muito bem, entre tentativas de bonecos, muros ou formas geométricas totalmente desenquadradas... risquei e perdi o rumo ou a intenção do desenho... se é que este tinha alguma.

Como sempre.
A intenção permanece.
Mas o desenho sai sempre torto.
Como a nossa relação. Começámos com pequenos traços. Tentámos apagar alguns. Escrever novos. Riscar. Uns por cima dos outros.

Depois passámos tudo a limpo. Utilizámos a caneta. E não quis mais apagar, rasgar ou atirar fora os rabiscos.
Quis escrever uma história contigo. Também tu o quiseste. Também tu sonhaste.

Com erros à mistura, com a caligrafia inclinada para direita, para a esquerda, letras garrafais ou redondas, a nossa história mereceu ser escrita e merece ser recordada.

Agora só  desenho apenas muros. Como  as deste do jornal, depois do tédio. Antes do almoço. Por causa da fome.

Ainda não entendi porque rabisquei tantos muros na nossa relação. Não percebi porque não desenhei o sol e a praia e o amor que nos uniu.
Talvez porque não saiba. Eu tentei. Risquei tudo.

Hoje sei que não se apagam os rabiscos tortos que por estupidez fui riscando no teu coração.

Também sei que os nossos rabiscos ficaram marcados nas páginas na minha vida e que, por mais que tente, não conseguirei apagá-los. Foram feitos com tinta de Amor Permanente.

quinta-feira, maio 24, 2012

Momentos

Não sei quando te voltarei a ver. Nem que seja para te espreitar. Para procurar a luz dos teus olhos que já foram meus.
Mas desespero por esse momento. Nem sei se algum dia terminará este silêncio que me corrompe e me destrói o coração. Como eu tantas vezes maltratei o teu. 
A minha vontade é reduzir estes 1000 quilómetros de mar, correr para virar a minha vida do avesso, porque o certo está errado e o futuro na tua ausência anuncia a morbidez do corpo e da alma.


Restam-me os nossos momentos. 
Aqueles por que me apaixonei por ti. Como este, sem o mar entre nós, apenas  ao nosso lado a embalar e ecoar o nosso riso. A nossa felicidade. 
Sinto saudadades de todos eles.


quarta-feira, maio 23, 2012

sms

Mil vezes obrigada:)
ès um poeta de mão cheia...
Fiz algumas alterações, mas a essência é tua.
Beijinhos Grandes
Gosto de ti daqui até Neptuno!

escrevo-te deste tempo ausente
com pupilas dilatadas.
escrevo-te quase só, exausto,
quase cego, quase louco.
ninguém escuta a minha voz sobre as ruínas,
o grito, a dor, nada.
há um poema que atravessa os muros,
um nó que se aperta na garganta,
um silêncio que entardece
quando todos partem.
sou, talvez, um caminhante solitário
pelas estrelas sem nome.
aquele que caminha quando todos dormem
fechando todas as portas
que o tempo não apaga.


Paulo Eduardo Campos, in CASA DOS ARCHOTES