terça-feira, setembro 25, 2012

Como é que esquece alguém que se ama?


Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. 
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. 


segunda-feira, setembro 24, 2012

Domingo à tarde.


sms


Meu lindo, adorei a música que me enviaste:) Alegraste o meu dia! SE continuares a colocar um sorriso nos meus lábios e se este sentimento permanecer, o passado deixa de ter sentido e guardo na memória e no coração as coisas boas. Obrigada por teres finalmente acordado e aperceberes-te que o melhor caminho é estarmos bem. Vou fazer por estar em paz também! Porque nós merecemos.
Um beijo muito muito doce e até já;)

sexta-feira, setembro 21, 2012

quinta-feira, setembro 20, 2012

"Podemos começar por qualquer lado que tanto faz. Havemos de chegar lá. Não me perguntes onde. Quando chegarmos saberás. Ainda é cedo para perguntar. Ouve só."

quarta-feira, setembro 19, 2012

Há palavras... que não quero ouvir.


Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis,que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens,palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor

E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis À boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.

Estou perto e estou longe.


(...)Alguém me habita como uma árvore ou um planeta.
Estou perto e estou longe no coração do mundo.


terça-feira, setembro 18, 2012

PCT II


Hoje, mais do que nunca, o meu desejo mais ínfimo e profundo, que
provém de uma vontade não controlável, pretendia que tu te emergisses
e prevalecesse a tua vontade! Porque, no subconsciente da minha alma,
tenho a noção que me fazes sorrir, quando conversamos 4 horas seguidas
e durmo tranquila com o teu beijo de boa noite...
Mas o meu ser consciente, a minha razão, a voz da experiência, sabe o
quanto isso é errado! Por todos os motivos que constituíram a nossa
história! Porque o presente é construído pelo antes e o depois, o
passado e o futuro! E nós, mais do que ninguém, temos noção o quão
difícil foi o nosso pretérito e quão impossível é o amanhã!
É bom andamos distraídos, sem pensar nas consequências, no que foi e
no que será! Viver na leveza do presente, sem temer, nem recear o que
poderá advir!
Mas, infelizmente, o medo impõe-se! Se já me desrespeitaste antes,
porque não o farás agora?
As relações que mantenho, fracassam... Interrogo-me se esqueci do que
é amar, do que é entregar-me sem defesas, porque criei mecanismos que
me protegem, que me salvam, ou destroem! Que me fazem esquecer de mim,
para me defender de quem sou, ou me tornei!
Porque " enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para
o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora,
soltar, desprender. As pessoas precisam entender que ninguém está
jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espero que me devolvam algo, não espero que reconheçam o meu
esforço, que descubram  o meu génio, que entendam o meu amor.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por
soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na
minha vida. É imperativo fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa,
sacudir a poeira. Deixar de ser quem era, e  transformar-me em quem
sou."(adaptado do texto de Fernando Pessoa)
Sei que me entendes... no fundo, compreendes!
Se por um lado quero criticar a tua resignação, a falta de imposição
de vontade própria, por outro, estou ciente, que a minha deve
prevalecer, para curar feridas, para aprender a viver novamente e
somente comigo!
Desculpa, esta minha ambivalência! Há uma cobardia subjacente, bem
como uma força que me empurra e me afasta de tudo o que me levou às
lágrimas!
E, apesar de tudo, eu também estou aqui! Para o que precisares! Só
nesse sentido! Porque o medo de imaginar, nem que seja por um segundo
apenas, que te quero abraçar, leva-me para longe de ti!
Espero que a vida te sorria e, principalmente, que tu sorrias para ela!
Um beijo, um sorriso, um abraço (tal como eu imaginei!)
Atenciosamente, (lol)

Envias-me o PCT?




O pedido é simples. Como a simplicidade com que deveria ter gerido (vivido) o nosso Amor.
Mas hoje não vim reclamar créditos, usar desculpas, mendigar uma (re)apreciação de estado ou condição da vida que sem dúvida mereces.
Vim só pedir o PCT.
E talvez um pouco mais. Ou não.
Porque ainda agora, neste momento de coração apertado que te escrevo, me apetece usar de toda a parafernália de termos e esquemas literários para fugir à sms. Aquela que quero esquecer. Apagar. Cortar as palavras às fatias.
Sim, esta que me apetece ser ledor e não leitor para não interpretar nas entrelinhas, para não encarar (uma vez mais) o destino fatídico que em tempos marcou quem fomos... e quem somos, definitivamente.
E só fujo, porque da culpa não me posso, obviamente, livrar.
Não posso.
Não quero.
Não devo.
O inesperado e súbito (ainda que muito desejado) contacto simplesmente aconteceu. Porque não foi (é) tudo assim tão simples?
E com ele as nuvens desapareceram momentaneamente, como se a natureza me pregasse uma partida e a Primavera só agora tivesse começado.
Bem sei que o meu processo de "remissão dos pecados" contra si exige a seriedade que em tempos não cumpri. A honestidade que no pretérito se eclipsou.
O respeito deslizou para bem longe.
Bem sei que este luto de si exige o ar taciturno que quem perdeu o melhor. Destruiu a melhor dupla alguma vez existente e devo culpar-me e atirar-me à cara, em frente ao espelho, todos os dias. Devo abominar-me um pouco diariamente.
Continuo a fazê-lo.

Mas concedi-me uma pausa. Abri um pouco a porta, em vez de espreitar todos os dias pela fechadura que trancaste depois de nós.
Com o coração aberto, tenho que confessar que me permiti a esse luxo.
Dialogar consigo!
Ultraje. Descaramento. Vergonhoso. Isso tudo. E mais.
Onde já se viu?
Depois de tudo. Sim, porque tudo também foi bom.
E por isso me excedi e não quero ler esta sms. Esta que que esqueci do alfabeto. Que não consigo ler.
Porque com ele volto à real condição, não só de verdadeiro culpado, mas de bicho abandonado que perdeu o seu NUORTE.
Volto para onde nunca deveria ter saído se tivesse vergonha na cara, mas do Amor já só tenho um único músculo que bate indiferenciadamente… mas nos últimos dias proporcionou-me um verdadeiro concerto, capaz de bater os Stomp no coliseu.
E porque não posso pedir, exigir, reclamar ou sequer chorar para que não vás, já não, oh... tão cedo, não queria sequer pensar nesta sms indecifrável aos meus olhos.
E porque sei que estás tão certa, que não tem sequer que te rir comigo, trocar as palavras para que eu possa gozar muito consigo, dizer-me boa noite  e enviar-me um beijinho nesse “ronronar” de gata mimada que provoca autênticos tsunamis, que só por seres um coração de ovos-moles, a tinhosa que me apaixonei, é que voltei a ouvir-te e não me apetecia desligar.
Mas não posso adiar. Eu sei.
E peço perdão.
Porque não posso pedir mais nada. Só que sejas sempre muito feliz. E que continues a ser assim,
Por isso peço… envias-me o PCT?
Um abraço. Sempre muito muito forte.

sexta-feira, setembro 14, 2012

À tua maneira

Depois dos últimos dias só posso mesmo recordar factos e acontecimentos que marcaram a nossa felicidade. Como no concerto dos Xutos, chapados e apaixonados como adolescentes no cio, a cantarem ao som do Tim, totalmente apagados do mundo à volta.
E de facto, mais que nunca, tenho que reconhecer que devia ter sido sempre à tua maneira. E que eu não me devia ter importado ou assustado com isso.

Já te fiz sofrer tanto que confesso, até há bem pouco tempo, me pareceu impossível que pudesse sequer saber de ti, por ti,  quanto mais ouvir a tua voz do outro lado do telemóvel.
Por isso hoje, mais que nunca, me confesso e te peço outra vez perdão. e uma vez mais. E outra.
Porque também hoje percebo porque és a mulher da minha vida e te Amo tanto.
E só me condeno porque não o soube preservar, guardar-te e acarinhar-te todos os dias da minha vida.
Não que não tivesse a certeza antes. Do meu Amor. Mas foi à minha maneira.
Da nossa relação não. Do ciúme. 
Ainda ontem te explicava como compreendia que todos os que se envolvem contigo sentissem tanta insegurança ao teu lado. Sou prova disso. E fraca desculpa para tanta coisa má que te fiz passar.
Mas a verdade é que a tua presença é tão desejada quanto temida. És preciosa. Poderosa. Hipnotizante. Viciante. E por isso tão cobiçada. 

És a viagem de sonho, complicada e minuciosa na escolha, atribulada na partida, relaxante e revigorante na estadia. Mas finita. E o regresso à terra dos comuns mortais. Ao estado de consciência, à realidade. Ou pelo menos, na consciência dos fracos como eu, daqueles que pensam ter tempo e hora marcada de ti, porque sempre tive a clara ideia que eras o meu delírio e não a minha condição, percebemos rapidamente que a contagem decrescente começa sempre que alguém se aproxima de ti. E resistimos. Pouco. E lutamos. Para quê? Porquê. Se a inevitabilidade é já aqui.
E vem o medo. A obsessão.
E depois a revolta. O afastamento. Ou a tentativa de o fazer.
A consciencialização. O abandono. A aceitação da perda. A (má) escolha das alternativas. Porque por mais e melhores que sejam, não te conseguem apagar.
Hoje ainda tento entender-nos. Perceber-me. Questionar-me. Mas sem ilusões. Só para te pedir perdão.

Agora só quero viver-te. Um pedacinho! O que puder, quiseres, deixares.
Sem nunca deixar de te Amar.
E esperar que sejas feliz.
À tua maneira.

Bom fim de semana.
Abraço.


Beijo salgado e fresco

:) Olá para si! Com tanta confusão, só tive tempo agora para lhe dar um beijinho. Com a pressa de manhã, esqueci-me do telele! Mas chegar a casa e ter uma msg sua, é confortante! Estou de rastos, vou p a praia! Lol! Beijo salgado e fresco.

INVEJA!!!!!! Quer trocar por uma reunião??? Cuidado com o sol, as sardas nesse nariz empinado não perdoam!!!... divirta-se! Bjo

Ahahah! Cada um tem o que merece! Vou dar um mergulho por si! ;)

Sweet dreams!

T - Hoje não resisti em enviar-lhe um beijinho de boa noite! Ao olhares para o céu,  a estrela mais brilhante e próxima vai-to entregar e este em ti vai repousar! Sweet dreams!

R- Mais do que nunca esse beijo soube maravilhosamente. Porque era mesmo do céu que o aguardava enquanto para ele olhava. Hoje, agora, apesar de acompanhado pelos amigos do costume, consigo sentir-me tão só e personalizar uma ilha perdida no Atlântico porque, por mais à vontade com eles, tem dias que nem me consigo identificar no meio dos diálogos banais depois de um dia complicado. Hoje, mais que nunca, esse beijo foi tão simples e tão fantástico. Obrigado. Um beijo doce, mas um abraço bom ainda melhor. Agora vou parar que já estão a olhar de soslaio mas não me apetece. Beijo!


quarta-feira, setembro 12, 2012

Reciclado.

Sim, ele era feito de papel. Uma folha em branco em que ela quis escrever, mas que deixou a meio. Sim, ele sabia que era feito de papel. Reciclado.

terça-feira, setembro 11, 2012

Hoje apetecia-me.

Hoje apetecia-me vestir a melhor indumentária como se de um dia de festa se tratasse. 
Combinar os melhores tecidos para que o corpo pudesse lembrar o toque a tua pele macia. 
Produzir-me o melhor que posso, colocar o melhor perfume, para te impressionar e te sentires orgulhosa de mim, passeando a meu lado.
Sair com a capota aberta sem destino e banhar-me no Sol, porque ele nasce para todos, mas só hoje me conseguiu aquecer. O corpo e a alma.
Dar-te a mão enquanto olhas no espelho retrovisor e penteias o cabelo ou retocas a maquilhagem.
Parar para almoçar e deliciar-me com o manjar dos teus lábios, ignorando tudo e todos à nossa volta porque hoje és só para mim e nada mais no mundo importa.
Entre o sono e o sonho. Entre o cansaço e a desilusão de mais uma manhã sem ti.
Hoje fiz isso tudo. Porque a doce memória de ti é o maior tesouro que não consigo evitar.

sms -"convenhar"

Durma com a leveza e com as coisas boas que partilhámos...Há que 'convenhar' que ninguém, jamais, nos vai entender, como nós o fazemos, mutuamente e isso e, por si só, único e incomparável! Bons sonhos... Abraco!!!

sms - "Desabocado"

Correndo sérios riscos de ser "desabocado", tenho que confessar que é maravilhoso voar até nós. Porque até posso não a ver mais. Ou jamais encontrar o seu abraço. Castigo merecido. Só não pode roubar os meus sonhos.  Boa noite. Obrigado. Abraço.

sms - quando o futuro foi ontem

Se tiver um tempo disponível, breves minutos para ouvir os meus pensamentos e deixar-se levar nas minhas conversas perdidas, pode-me contactar, nos próximos momentos... Apesar de ser um erro ou um desaire, voar até si, faz-me reencontrar quem sou... na leveza do discurso, no riso partilhado! E apesar da culpa e da mágoa do passado, sabe bem tentar perdoar o mal e sobressair o bom! Ate já...

segunda-feira, setembro 10, 2012

Já não.

Já não podemos foder.
Mas podemos falar.
Já não podemos fazer maldades.
Mas podemos falar delas.
Já não podemos fazer nada senão falar.
Um dia nem sequer isso.
Estaremos apenas juntos.
Finalmente juntos.
Já é qualquer coisa.
Pode ser que não possamos mais ser separados.
Depois de tantos anos.

domingo, setembro 09, 2012

Privilégios.

Claro.
Ainda a mensagem. O misterioso telefonema. A iminência da resposta. A conversa fiada. Mas tão boa! O teu soninho na voz. 
Hoje comprei revistas. Hoje apetece-me saber de Amores, de intrigas. De paixões e brigas loucas. Quero saber receitas. Ouvir conselhos. Ler o zodíaco. Sentir-te perto. Demência. Urgência. Loucura. Sei lá. 
Porque acordei com aquela música que sempre ouvia ( no carro, na cabeça, nos sonhos, ou quando fazia amor contigo) quando estava feliz! E falo no pretérito, mas afinal, quando agora escrevo, só a alegria da tua voz me  alenta.
Acho que nunca te revelei qual a música. Também não percebo a correlação. Mas é assim que também te sinto. A cantar e dançar. E o Amor não te explica. Só me complica. Depois pergunta-me qual.
É segredo e só to conto a ti.
E como até hoje tento digerir todos os pormenores da conversa de quatro horas, acordo com mais uma epifania quando, em jeito de conclusão, te ouvi suspirar (deixa-me sonhar assim), que deveríamos ter sido amigos sem privilégios.
Pois meu amor, confesso, atesto, declaro, que, se foram os teus olhos que me apaixonaram, foi o teu corpo que me embebedou, foram os teus seios que me saciaram o prazer, os teus lábios que acalmaram o furacão. Um freepass  de emoções que jamais abdicaria no Mundo.
A imortalidade.
A liberdade.
O coração.
Ser teu qualquer coisa, é por isso hoje,   em qualquer parte,  do corpo ou num canto da alma, o melhor privilégio que na vida me concederam, e percebo-o claramente nos momentos em que transpiro só de ouvir a  tua voz.
Por isso te peço que hoje, só me basta ter o privégio na tua memória. No café da manhã. No banho. (Ai o banho da limpeza dos pecados. E das penitências. Da tua pele alva!). Na geografia das ruas apertadas e esguias da cidade, que revelam o mapa sinuoso do teu corpo doce, na aventureira busca ao tesouro. No carro. Na música que (te) toca quando passa e fazes aquele jeitinho com o pescoço, como as gatas no cio, a pedir Amor. Ai o teu canto hipnotizante de sereia. Impossível esquecer.
 
Só precisas de fazer isso.
Hoje.
Amanhã.
Ou qualquer dia.
Num minuto ou segundo que o teu coração te peça.
O resto é fácil.
Estarei aqui.

Tenho que dormir. O corpo atraiçoa e atormenta os dedos que agora escrevem, porque a alma quer dizer mais. Tenho tanto para te dizer.

O que é que tu queres de mim?


Olá, bom dia:)
Hoje sou eu a primeira a enviar um beijo de bom dia, aliado ao trabalho que me pediu e que desenvolvi com muito gosto.
É sempre bom poder ajudar-te, para variar um pouco, porque normalmente é sempre o contrário.
Também fico contente quando noto que precisas da mim, nem que seja nas coisas mais simples... Por isso dispõe, sempre que precisares, que eu não cobrarei a qualidade dos meus serviços a preço justo. lololol
Unicamente, o que cobrarei foi o que te disse, que é basicamente a resposta a uma questão que me acompanha o pensamento.
Não necessita de resposta elaborada. Apenas clareza, objectividade e especificidade. Sem subtrefúgios, apenas sinceridade!
Também não vou fazer uma dissertação sobre os meus motivos para realizar esta questão, careço apenas de uma resposta clara e objectiva...
Bem, cá vai a desejada...
O que é que tu queres de mim?
Ps- não é uma pergunta rectórica, nem tão pouco provocadora de situações desagradáveis. è algo que pretendo esclarecer contigo e comigo!
E, ainda que a resposta do "eu não quero nada de ti, eu só te quero a ti", me pareça o mais querida e romântica, neste momento é insuficiente! Preciso que sejas específico e aberto.Aliás, agradeço sobremodo que o sejas!
E, independentemente, de qual for a tua resposta, quero que saibas, que pelo menos podes contar com a minha amizade e que eu estarei disponível para te ouvir, apoiar e ajudar, no que for preciso, porque te guardo num lugar bem especial, o meu coração!
Beijinho grande de bom dia!

sexta-feira, setembro 07, 2012

Ouvi Dizer



Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!

Inveja

Costumo dizer frequentemente que a inveja é um sentimento muito feio.
Aparentemente sim. No meu caso, na maioria das vezes, nem por isso.
Muito pelo facto de que, invejo as boas relações que o Amor conseguiu transformar a vida dos que me são mais próximos.
Ao invejar a relação dos meus amigos, consigo também acreditar que, apesar e por tudo, o Amor consegue sempre vencer, sobreviver, transpirar, transbordar.
Ainda que a inveja me traga sempre associado o sentimento nostálgico da tua ausência, desperta-me para a esperança. Nem que seja no leito da almofada vazia de ti. Apenas nos sonhos. Na memória do que te Amei. Te Amo.
Viver o Amor através dos outros não é mais do que revisitar os lugares da memória em que fui feliz. Cumprir o ritual da veneração a Ti, sem o infindável peso da saudade ou da culpa de te ter perdido. Apenas recordar-te nos sorrisos e expressões que quem hoje é feliz e que queres bem. Também assim se reconhecem os amigos.
Por isso hoje estou mais triste. Porque percebo que outras relações terminam. Aquelas que invejava. Que me faziam bem. E mal. Mas que me levavam até ti. E que não perdia um minuto a relacionar com todos os momentos de prazer que vivi ao teu lado.
E hoje terminaram. E preciso procurar desesperadamente outra âncora. Outro fio condutor do quotidiano das relações amorosas dos companheiros de trabalho, de amizades pessoais, para acreditar no Amor para além da vida paliativa que hoje levo.
Porque também preciso da inveja para te Amar todos os dias e não chorar da tua ausência.
Ao menos que os outros sejam felizes.
E tu também.
Porque te Amo.
Na saúde, doença, dor, alegria e euforia.
E na inveja.

terça-feira, setembro 04, 2012

Obrigado. Outra vez. Obrigado.


É tão bom recordar o ontem, ao invés dos meses ou anos pretéritos
Não posso deixar de expressar a minha felicidade. A memória, neste caso recente, é a única forma e viver outra vez.
Foi quase o presente que me pregou uma óptima partida.
E as emoções provocadas têm obviamente um efeito similar ao de um terramoto, ainda que com réplicas cada vez mais fortes.
Nem quero pensar nos "estragos" que irá causar.
Porque hoje o meu coração conseguiu finalmente bater outra vez.

sms

Fresca... a sua voz deixou-me em modo super e só agora estou a chegar a casa. Só mesmo o ventinho na viagem de moto para casa para me acordar o corpo! A mente e alma ainda estão em êxtase. Depois de 4h a conversar consigo. Mas o que senti, o que ri, vale muito mais que um obrigado. Sinta-se obrigada  a ligar sempre que a insónia lhe bater na almofada. Abraço. Com muito amor e carinho.

O Diálogo!

Vi agora o seu email! Não tem que agradecer! O Diálogo  de ontem fez-me perceber porque motivo me apaixonei por si! Deves estar com muito soninho hj, eu estou com uma pedrada... Mas deves ter sido um sucesso de blazer, quase a parecer um homem:). Beijinhos para si! Até...

segunda-feira, setembro 03, 2012

Sorri

Hoje ri contigo. E de ti. E sorri.
Hoje senti-me. Senti-te.
Hoje vivi.

Obrigado.

Talvez.

"Talvez não seja próprio vir aqui dizer aquilo que, de modo mais ecológico, te posso afirmar ao vivo, por email, por comentário do facebook ou mensagem de telemóvel, mas é tão bom acreditar, transporta tanta paz. Tu sabes. Extasio-me perante este agora e deixo que a sua imensidão e transcenda, não a tento contrariar ou reduzir a qualquer coisa explicável, que tenha cabimento nestas palavras, nestas pobres palavras. Em vez disso, desfruto-a, sorrio-lhe. Não estou aqui com a expectativa de ser entendido. Eu próprio procuro ainda essa compreensão. Estou aqui apenas com o meu rosto, o meu olhar parado, a minha figura. Tudo aquilo que tenho para te dizer está por detrás dessa imagem. Hoje, esse é o alfabeto com que realmente escrevo, o significado.
Escrevo também com uma grande quantidade de elementos invisíveis, que chegam à pele e a atravessam. É dessa forma que sinto aquilo que tenho para dizer, pele e para lá da pele."
“A primeira noite dorme-se. O sofrimento distrai, é uma novidade, suportámo-lo. O que não se suporta é a segunda noite, a de ontem, e a terceira, a de hoje, a que vai começar dentro de alguns minutos, e amanhã e depois de amanhã, dias sobre dias, a fazer o quê, meu Deus?”

sexta-feira, agosto 31, 2012

Rubi

Olá Rubi, foi numa terça-feira que eu te vi
 Sentada e só num banco de jardim
 Contemplando um folhetim
 De umas aulas de ballet

Olá Rubi, foi desta forma que eu decidi
 Depois de tantas vezes indagar
 Formas de te abordar
 Frente a frente eu te comtemplo

Amanhã cai a noite
 E cais nos braços de outro alguém
 Sem saberes que sofro em solidão
 Como posso resistir
 se eu te amo noutra dança
 Quando me levas até ao Bolchoi,
 À Opera, ao Scala de Milão…
Em sonhos

Olá Rubi, nem sei se eu devia estar aqui
 Em busca de algo mais do que um affair
 Um amor de aluguer
 Para alguém cobarde e só

Olá Rubi, logo da primeira vez me apercebi
 Gravuras e cartazes de bailados
 Nas paredes do teu quarto retratados
 Se que te vias assim

Amanhã cai a noite
 E cais nos braços de outro alguém
 Sem saberes que sofro em solidão
 Como posso resistir
 se eu te amo noutra dança
 Quando me levas até ao Bolchoi,
 À Opera, ao Scala de Milão…
Em sonhos

quarta-feira, agosto 29, 2012

sms


Oi jeitoso, tudo bem?
Dormiu bem? Hoje deve estar cá com uma ressaca, que nem pode!
Mas mesmo assim, envio-lhe os meus documentos, que isto já me deu a volta á cabeça!!!
Depois pago com o corpinho, ou em géneros:)
Um beijo doce para si, com sabor a poncha! lol

segunda-feira, agosto 27, 2012

Por que é que fodemos o amor?

O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido. E melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros, que continuam boas. A morte é mais aborrecida. Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. E do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo.

sexta-feira, agosto 24, 2012

sms

Os danos são realmente irreversíveis e tsunâmicos, mas foi maravilhoso partilhar contigo  o teu aniversário e perder-me de loucuras por ti. Queria nanar do teu lado. Bjos

32

Já passou.
Já não.
Já não tenho 26.
Antes tivesse.
Porque nesse tempo não tinha muito. E tinha tanto.
Tinha o teu amor. O teu calor. O teu abraço.
Hoje tenho mais. E tão pouco ao mesmo tempo.
Conto sucesso na profissão. Aumento na remuneração.
Mas e o teu abraço? Não.
Conto com mais luxo. Um carro descapotável alemão. Desses que se invejam e sonhei ter aos 40.
As roupas. Que antes só tu oferecias. Dessas macias como a tua pele.
Mas e o teu corpo? Doce. Esse não.
Tenho tanto e tão pouco, porque todos os dias choro pela tua ausência.
Conto já rugas que antes eram expressões de pura felicidade.
Conto memórias. Só memórias. E saudade.
Porque a única coisa que precisava neste momento era ouvir a tua voz.
Saber de ti.
Ver-te.
Sentir-te.
Qualquer coisa de ti.

quinta-feira, agosto 23, 2012

sms

Coisa fofa um beijo molhadinho de parabéns! Sabes uma coisa: adoro-te demais, queria dar-te o mundo porque mereces o universo. Obrigado por existires há 26 anos!

quinta-feira, agosto 16, 2012

Se cuidas de mim

Eu cuido de ti também
Dentro da minha mão
Eu guardo te bem
Se amarmos do princípio
Se perdermos tudo outra vez
Vou marcar-te bem
Como um sonho vão
Dentro da minha mão
Se cuidas de mim
Eu cuido de ti também
Se vens em paz
Eu venho por bem
Se formos bebendo
O chão deste caminho
Vou guardar-te bem
Agora que sei
Que não vou sozinho
Há uma praia depois da sombra
Uma clareira p’ra iluminar
Há um abrigo no meio das ondas
Tu a caminho p’ra iluminar

quarta-feira, agosto 15, 2012

Todas as noites. Todos os dias.

(...) senti-me, sinto-me já tão amarrado a tristezas, mesmo antes de esses tempos começarem, que me parece às vezes que o melhor seria fazer um catálogo de saudades, para que soubéssemos sempre situar-nos a partir delas e para que nos enternecêssemos com um exercício em que nos poderíamos recapitular, fosse de dia, fosse de noite.

terça-feira, agosto 14, 2012

O mal do amor

Nunca houve nada como o amor para nos ajudar a ver o mal. O amor é o antídoto da cenoura. Eu sempre te vi como uma rapariga encantadora. Tudo o que fazias tinha de ser forçosamente encantador. Por muito bruta que fosses, parecia-me sempre uma forma radical de encanto. Mesmo quando teimavas numa manifesta estupidez, eu cansava a cabeça até arranjar maneira de te dar razão. Achava que toda a gente te atacava injustamente. Parecias-me incompatível com a injustiça.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Cansaço - Síndrome de segunda-feira

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

                      Álvaro de Campos

sexta-feira, agosto 10, 2012

sms


...o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,

como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,

mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.

eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,

que eu amava quando imaginava que amava. era a tua

a tua voz que dizia as palavras da vida. era o teu rosto.

era a tua pele. antes de te conhecer, existias nas árvores

e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.

muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade."

sms


És mais do que o ser que amei! Foste o meu dia, a minha noite, o meu sol e a minha chuva!

Foste o abraço que me aqueceu e me envolveu num sono bom.

O beijo que me perdeu e me aqueceu!

És e serás sempre o ser que habita o meu coração sofrido!

A saudade inunda-me a cada momento a minha pessoa!

Um beijo de bom dia.

Relógio da saudade

É patológico.
Irremediável.
Impossível viver sem conversar contigo, quer por palavras, quer por pensamento.
Tentei. 
Juro que tentei.
Passei por todas as fases. Pelo desespero da ausência, pela ignorância da tua presença constante no meu peito. Distraí-me com tudo e com nada. Passei a fase consumista, na aquisição de todos os brinquedos tecnológicos e gadjets, mas todos eles me levavam até ti, directa ou indirectamente. Usei os livros como companheiros e até nos textos mais inócuos, dispersos, vazios... encontrei um lugar para te encaixar e partilhar contigo a minha saudade.
Parece(?) castigo. De tantas outras vezes fui eu mesmo quem procurou afastar-te. Agora desespero exactamente pelo contrário.
Não há serão, por mais agradável, na melhor companhia, com álcool ou drogas à mistura, em que não sinta a tua presença, em que não adormeça ou acorde a pensar em ti.

Passou mais de um ano da tua partida. Mas o teu tempo continua marcado em todos os ponteiros do meu relógio, em todos os minutos e segundos que registam a saudade de Ti.

sexta-feira, julho 27, 2012

Companheira

Deixei pousar minha boca em tua fronte
toquei-te a pele como se fosses harpa
escorreguei em teu ventre como o vento
e atravessei-te em mim como se fosse farpa

Deixei crescer uma vontade devagar
deixei crescer no peito um infinito
morri da morte lenta do desejo
e em cada beijo abafei um grito

Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira

Inventei mil paisagens no teu peito
rebentei de loucura e fantasia
quando me olhavas devagar com esse jeito
e eu descobri tanta coisa que não vias

Havia em ti uma forma grande de incerteza
que conseguias converter em alegria
havia em ti um mar salgado de beleza
que me faz sentir saudades em cada dia

Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira

terça-feira, julho 24, 2012

Ninho

Como quase todas as histórias, os episódios de loucura de amor da nossa vida têm sempre momentos caricatos. Na maior parte deles, rimo-nos juntos do melhor e do pior.

Hoje também não me resta outra coisa, tenho mesmo que rir de memória deste brinquedo, apesar da saudade não imprimir os melhores sentimentos nesta altura, por força da minha perda.

Não, não significa só as loucuras a dois, enquanto as colegas de quarto saíam para as compras, o ninho do amor quando o sofá não era suficiente para a desinibição dos corpos, nem tão pouco a ironia de ter sido um presente de uma anterior relação, que felizmente não vingou para que eu pudesse usufruir da melhor maneira da prenda, mas principalmente de ti, do teu amor, do teu abraço.
Hoje, apenas os teus olhos chegavam para que esta ansiedade se diluísse nas ondas da minha saudade.
Hoje. Amanhã. Sempre. Te amo.

sexta-feira, julho 20, 2012

Soneto do amor difícil



A praia abandonada recomeça
logo que o mar se vai, a desejá-lo:
é como o nosso amor, somente embalo
enquanto não é mais que uma promessa...

Mas se na praia a onda se espedaça,
há logo nostalgia duma flor
que ali devia estar para compor
a vaga em seu rumor de fim de raça.

Bruscos e doloridos, refulgimos
no silêncio de morte que nos tolhe,
como entre o mar e a praia um longo molhe
de súbito surgido à flor dos limos.

E deste amor difícil só nasceu
desencanto na curva do teu céu.

         

sms

Espero que essa viagem esteja a correr bem. Foi compensador saber a tua perspectiva sobre nós! Ainda que me deixasses confusa relativamente ao futuro. bjo molhadinho!

quinta-feira, julho 19, 2012

Se ao menos houvesse um dia

Se ao menos houvesse um dia
Luas de prata gentia
Nas asas de uma gazela
E depois, do seu cansaço,
Procurasse o teu regaço
No vão da tua janela

Se ao menos houvesse um dia
Versos de flor tão macia
Nos ramos com as cerejas
E depois, do seu outono,
Se dessem ao abandono
Nos lábios, quando me beijas


Se ao menos o mar trouxesse
O que dizer e me esquece
Nas crinas da tempestade
As palavras litorais
As razões iniciais
Tudo o que não tem idade


Se ao menos o teu olhar
Desse por mim ao passar
Como um barco sem amarra
Deste fado onde me deito
Subia até ao teu peito
Nas veias de uma guitarra

quarta-feira, julho 18, 2012

Com o tempo...

Com o tempo aprendemos a esquecer coisas.
A deixar para trás os pormenores mais penosos ou as preocupações quotidianas que antes, faziam questão de nos massacrar, roer a paciência ou tirar horas de sono.
Hoje ignoro aquela dor que me consome porque preferes o lado direito da cama e eu tenho que dormir abraçado a ti. Mas não esqueço o prazer de dormir a teu lado.

Hoje encaro uns dias de gripe com tanta naturalidade até que a febre me faço delirar, mas não esqueço os dias de cama e mimos e o prazer de transpirar no teu corpo quando o amor era cura para tudo. 
Hoje descuro o culto do corpo, do espelho que tanto adoras e os pormenores estéticos que não me deixam caber na roupa que me ofereceste, mas não esqueço os momentos que me permitiam partilhar o teu espaço, passear ao teu lado, brilhar na tua presença porque só precisava dos teus olhos para me sentir feliz.

Hoje já não gosto de sair à noite, porque só o fazia para te sentir poderosa, numa pista de dança. no riso, sob o poder do álcool ou da loucura natural que emanas do corpo e da alma. Mas não esqueço de defender a minha dama com unhas e dentes,  proteger o meu tesouro, porque me roía sempre que um ou outra (sim...outra),  se insinuava perante essa presença que ninguém consegui ignorar.

Com o tempo aprendemos a esquecer muita coisa.
Mas não quero deixar-te sair do meu coração.  

terça-feira, julho 17, 2012

sms

Lindo, é só para te dizer que ganhei a aposta e vou cobrá-la!
Não imaginas a vontade que tinha de ficar contigo hoje de manhã.
Já estou repleta de saudades. Kiss doce

Objectos da memória

Recordo sempre os objectos que deixaste à minha guarda quando o amor era palavra de ordem e vida quotidiana sabia a flores e a mar.
Alguns desses objectos transportam-me numa nostalgia quase crónica, de alegria, mas também de uma dor que não consigo abafar nem nas palavras nem nas lágrimas que hoje sangro por te perder.
Viajo na tua roupa íntima, recordo o talismã que ficava pendurado na manete de velocidades do carro, do porta-chaves que me ofereceste para usar na mala do computador, do girassol que iluminava a nossa sala de amor, dos livros que rabiscaste e que preencheste com a tua alma nua ao libertares a tua alma, despida de preconceitos, quando respiravas o Amor e reclamavas legítima atenção... ou do porta retratos com a fotografia em que escondes o cigarro, mas revelas o sorriso e a felicidade para o fotógrafo , porque o amor renascia em cada hora.
Guardo estas e tantas outras memórias nos objectos,porque não consigo manter o corpo são e a alma sóbria na tua ausência.
Guardo-te.
Mas não consigo prender-te.
Amo-te.
E não consegui tantas vezes dizer-to.

segunda-feira, julho 16, 2012

Escrevi teu nome no vento


Escrevi teu nome no vento,
convencido que o escrevia

na folha do esquecimento
que no vento se perdia.


Ao vê-lo seguir envolto
na poeira do caminho,

julguei meu coração solto
dos elos do teu carinho.


Pobre de mim não pensava
que tal e qual como eu,

o vento se apaixonava
por esse nome que é teu.


Mas quando o vento se agita,

agita-se o meu tormento,

quero esquecer-te, acredita,
mas cada vez há mais vento

terça-feira, julho 10, 2012

Tentei fugir da mancha mais escura


Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.

Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.

Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão...

Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que me sai, sem voz, do coração. 

                  

segunda-feira, julho 09, 2012

sms

Fofinho hoje vou nanar sem ti, mas tenho sempre o teu doce aroma na minha almofada e a doce memória da noite anterior. Nana bem, kiss gand e gosto muito de ti! miauuuu!!

sexta-feira, julho 06, 2012

sms

Gostava de ouvir a tua voz mais uma vez e poder-me envolver pela doçura das tuas palavras e sonhar que me envolves num doce e longo beijo. Cuidado contigo, kiss gand!!

Praia do Esquecimento

Fujo da sombra; cerro os olhos: não há nada.
A minha vida nem consente
rumor de gente
na praia desolada.

Apenas decisão de esquecimento:
mas só neste momento eu a descubro
como a um fruto rubro
de que, sem já sabê-lo, me sustento.

E do Sol amarelo que há no céu
somente sei que me queimou a pele.
Juro: nem dei por ele
quando nasceu.

terça-feira, julho 03, 2012

Primavera

Todo o amor que nos
prendera
como se fora de cera
se quebrava e desfazia
ai funesta primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

E condenaram-me a tanto
viver comigo meu pranto
viver, viver e sem ti
vivendo sem no entanto
eu me esquecer desse encanto
que nesse dia perdi

Pão duro da solidão
é somente o que nos dão
o que nos dão a comer
que importa que o coração
diga que sim ou que não
se continua a viver

Todo o amor que nos
prendera
se quebrara e desfizera
em pavor se convertia
ninguém fale em primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

             

segunda-feira, julho 02, 2012

sms

Foi tão bom ouvir a tua voz... Sabes o que eu queria agora... o que me apetecia mesmo? Umas belas torradas das tuas! Kiss doce e muitas saudades!

Mas...

(...)
se em cada dia,
cada hora,
sentires que a mim estás destinada com implacável doçura,
se em cada dia levantares uma flor em teus lábios para me buscares,
oh meu amor, oh minha vida,
em mim todo esse fogo se reacenderá,
em mim nada se apaga ou se esquece,
meu amor se nutre do seu, amada,
e enquanto viveres
estará em teus braços
sem deixar os meus.

sexta-feira, junho 29, 2012

Everything

“(...)everything carries me to you,
as if everything that exists,
aromas, light, metals,
were little boats
that sail
toward those isles of yours that wait for me.”

sms

Sem ti sinto-me completamente perdida, vazia, incompleta. Não quero ir para longe porque sem ti não sou nada. Está a ser tão difícil que estou dominada por uma angústia enorme que me cerra o coração. Por favor não te esqueças de mim! Beijinho doce e querido como tu. Adoro-te!!!

quinta-feira, junho 28, 2012

Hoje, só hoje.

Hoje, é só hoje, porque hoje, agora, sempre que abro o meu tesourinho de memórias, quando o tempo pára e me escosto da memória dos teu olhos, só agora... estou a morrer de saudades tuas.

Percebo cada vez mais que os dias têm sido um exercício inútil de te lembrar,de nos recordar, de me esquecer... lembrando-me de ti. De parar ao som da música, de viajar numa expressão comum, de me rir numa piada que só  no teu sorriso doce encontrava expressão.

Hoje, que o meu corpo dá evidentes sinais de ruptura, que os meus olhos não conseguem conter as lágrimas, que os meus braços não conseguem trabalhar e os meus dedos tremem a escrever este texto, hoje percebo que são apenas mensagens de uma alma triste, esgotada na tua ausência, preenchida na tua memória, mas com uma saudade quase inexplicável do teu abraço.

No amor e na doença.
És tu.
Bjos tinhosa.

quarta-feira, junho 27, 2012

sms

Neste momento o meu coração chora. Mas apesar da distância que se transpôe, existirá entre nós a sintonia perfeita.
Já te disse que te amo? Bjinho boa viagem

terça-feira, junho 26, 2012

Na memória de ti

Na memória de ti, em todos os lugares que no pretérito fui feliz contigo, me parecem agora vazios.
Porque quando chego, a ansiedade de saber que ainda há pouco partiste, que acabaste de sair pela outra porta, que o teu cheiro ainda está no  perímetro... controla os meus movimentos, domina o meu nervosismo, altera os meus sentidos... e rapidamente desisto, abandono e fujo para outro lugar.

Sim, fui eu quem sempre te acusou de impulsividade quando, afinal, na tua paciência me pediste para te amar, para te abraçar, para não fugir de ti.

Talvez a certeza que seríamos certos um para o outro, que mais ninguém me completava como tu, me fez desprezar tantos gestos, tantas atitudes, na certeza que estarias ainda à minha espera, na tua paciência, no teu amor para mim.

Hoje a dor ainda é maior, porque sei que sempre me aguardaste, mesmo quando fugia, quando te empurrava para longe, quando te desligava o telefone, quando te queria... mas te afastava.

Hoje, na memória de ti, de todos os lugares, fecho os olhos e te sinto plena, feliz, a sorrir. Mas não me vejo a mim.

Mas tenho que acordar. Mais cedo ou mais tarde.

sms

Já me encontro prestes a sonhar contigo. Mas preferia ter-te a meu lado pra não dormir! lol Nunca mais é amanhã para adormecer nos teus braços... bj de boa noite

segunda-feira, junho 25, 2012

sms

Só mais uma coisa... temo que esteja completamente louca, perdidamente apanhada e exasperadamente apaixonada por ti! Kiss já com saudade.

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


domingo, junho 24, 2012

Deixei-te fugir para o mar...

Quando  apareceste estava completamente perdido, no meu universo  comum.
Havia sol, havia árvores, mas não havia nada. Porque não sabia sorrir para eles como sorri para ti, para mim, para nós, quando te conheci. Quando te amei. Quando te olhei e percebi que no fundo dos teus olhos cabia o meu mundo inteiro. E o meu mundo só precisava de ti.

Antes estava a sufocar no paliativo quotidiano, ao sabor da corrente, mas sem o rumo do Rio do Teu Corpo.
A verdade é que nada fazia sentido. E agora pouco mudou. Nada. 

No curso do nosso caminho, deixei se sentir as águas turvas e todos os dias me baptizava no Rio do Teu Corpo, renascia em cada beijo, crescia em cada abraço, na salvação da minha alma tua.

Depois chegou o Inverno. Da minha tristeza. 

Vi-te fugir e seguir cada vez mais longe, seguindo a intensidade do rio, a caminho do oceano.

O nosso mundo ficou mudo.
O coração ficou surdo.
Às vezes tentava nadar na tua direcção, acreditando que era possível chegar a ti.
O esforço foi inútil, e o rio teimava em te deixar navegar longe demais.

Nadava desesperado ao teu encontro. Também tu me procuraste. Sei que sim.
Tu, meu porto seguro.
Ganhei. Ganhaste. Perdemos. Perdemo-nos. Perdemo-nos. Perdi. Perco todos os dias.
Perdemo-nos nas águas turvas. Onde foi que nos perdemos?
Em vez do Amor, fizemos apenas um esforço inútil para não nos afogarmos.

Cada vez que nos afástavamos deixámos de insistir.
E cada braçada já não era um esforço para avançar, apenas para nos mantermos à superfície.
Hoje não tenho senão forças senão para nadar na memória do teu corpo.
Hoje já não tenho forças. Nos braços.No corpo. Na alma.

Apenas a doce saudade e vontade de te encontrar ali, no imenso mar que o rio da memória me traz todos os dias a ti ao mesmo tempo nos separa.. Aqui, no café, na praia ou na biblioteca. Sempre  te encontro. Nunca te vejo. Nunca te beijo. Ressaco por um abraço. Choro por uma palavra. 
Se a maré ao menos ouvisse as minhas preces e te trouxesse até mim.

quinta-feira, junho 21, 2012

Silêncio


O silêncio é já tão longo quanto a distância que colocaste entre nós quando fugiste da ilha.

Nem a mesma música (que sempre achei deprimente) toca mais no teu telemóvel, quando corria para saber de ti, de nós.
Fugiste de mim e, de ti, de nós.
Mas  a lembrança do beijo doce, do abraço quente existe ainda, e sempre.
Continuo a acreditar, mesmo sem saber em quê. Apenas desejo que a vida contigo, não seja apenas um ponto final, sejam apenas reticências, pontos de exclamação, de interrogação.
Nem que apenas a memória seja a única réstea de esperança.

Não espero que voltes. Nunca saíste. do meu coração. Mas também só te quererei longe do meu abraço se noutros braços puderes sorrir.

Caso contrário, precisas voltar. Para o meu vazio de ti.
Para o meu abraço.

terça-feira, junho 19, 2012

sms

Das 10h que passei contigo, dos 10m que te beijei, senti que usufruí de apenas 10s. Concluindo, tenho mesmo que estar contigo a sós, urgentemente. Nana bem, bjo doce.

segunda-feira, junho 18, 2012

sms

Apesar da distância física, estou bem perto de ti pelo pensamento e pelo coração. Já não sei viver sem ti. kiss com muitas saudades.

quarta-feira, junho 13, 2012

Beijo no nariz


Não deves ter sentido a minha falta. As minhas palavras. Das nossas memórias. Eu senti. E por isso vim aqui conversar um pouco contigo. Porque não sei quando poderei voltar. Nem conseguir.

Hoje o teu nariz fez-me falta. Porque os beijos que lhe dava obrigavam-te a procurar o meu também. Porque te irritava. Porque te fazia rir. Porque fazias aquele ar de zangada quando no fundo adoravas que me metesse contigo e te apanhasse distraída. Só para te roubar um beijo no nariz.
E nos dias loucos. Daqueles em que o nariz era a maior e melhor desculpa para te percorrer o corpo de beijos e saudar o Amor entre nós.
Porque o Amor  galgava ao ritmo no meu peito a encontrrar o teu. À velocidade do músculo do amor a bombear afectos. E beijos no nariz.

sexta-feira, junho 08, 2012

Falta-me tanto tempo de ti

Mais um fim de semana chega e nem por isso a alegria de o viver.
Sobra-me tempo para estar abraçado a ti na preguiça matinal.
Sobra-me tempo para percorrer o teu corpo de saliva e sentir a tua pele a arrepiar.
Sobra-me o tempo dos passeios de emoções hipnotizado pelo teu sorriso.
Sobra-me ânsia de te abraçar e dizer ao mundo que te amo.

Falta-me tanto tempo de ti.  

Deitada és uma ilha

Deitada és uma ilha
E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha

Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias


David Mourão-Ferreira

quarta-feira, junho 06, 2012

Faço minhas as palavras do Ary

Invento-te recordo-te distorço
a tua imagem mal e bem amada
sou apenas a forja em que me forço
a fazer das palavras tudo ou nada.

A palavra desejo incendiada
lambendo a trave mestra do teu corpo
a palavra ciúme atormentada
a provar-me que ainda não estou morto.
E as coisas que eu não disse? Que não digo:


Meu terraço de ausência meu castigo
meu pântano de rosas afogadas.
Por ti me reconheço e contradigo
chão das palavras mágoa joio e trigo
apenas por ternura levedadas.



 

Ary dos Santos

terça-feira, junho 05, 2012

Erros meus

Todos os dias me tento enganar. Ou esquecer. Ou fingir que não sinto a tua falta. Não.

Pensar que está tudo bem. Desejar conscientemente que sejas feliz. Longe de mim. Mas não. Não consigo. Nem sempre. Quase nunca.

O coração pede sempre para que me engane. Que te sinta no meu peito como o peso da culpa de te ter deixado fugir.

Que te ame AINDA mais na ausência, como tantas vezes diagnosticaste e previste.

Que chore todas as madrugadas com o orvalho do dia, porque as noites são frias e insípidas sem o teu Abraço.

Porque, infelizmente, é mesmo assim.


"Nada do que hoje sei saberia se não tivesse feito exactamente o que fiz. Porque é preciso vivermos as coisas para saber, na verdade, o que elas são."

António Alçada Baptista- Peregrinação Interior I

segunda-feira, junho 04, 2012

Pedido

Já to disse várias vezes, já to escrevi também, já referi directa ou indirectamente que não é difícil saber de ti, mas saber por Ti. Ouvir-te, sorrir-te, brincar no embalo dos teus olhos.
Infelizmente, isso não acontece agora, mas vou sempre sabendo de ti. E por me preocupar, me culpar todos os dias, te peço.
Não deixes que mais ninguém te faça chorar. Não deixes mais ninguém te insultar ou menosprezar.
Porque não mereces. Porque  não podes sofrer mais. Porque também assim não encontro mais razão para me afastar e te deixar ser feliz. Nem sei se estas duas premissas são compatíveis.
Quando há algum tempo me contaste (e eu fingi que não sabia) da tua relação, da tua situação, da tua aparente felicidade, mas mais do que isso da tua tranquilidade, encontrei ainda mais motivos para fugir, para não te perturbar ou importunar com uma desculpa qualquer para ouvir a tua voz.
Ainda assim, mesmo com o mar de lágrimas que nos separam, não deixo de saber de di, sem sem por ti.
E por isso te peço.
Mesmo sabendo que o teu coração ainda está nos cuidados intensivos, que não amas, não podes amá-lo como me amaste a mim, não agora, que as memórias que guardas, assim mo confidenciaste, ainda te lembram o pior do que foste mas eu sei que também te recordas do Abraço, do Beijo e do Amor que foi nosso e que sempre resiste. Sempre. Nem deves. Bem sei que não consegues, porque o amor não se renova, constrói-se e isso leva tempo. Sei que lá chegarás. Não sei. Nem sei se quero saber, porque o Amor é meu. Porque não tenho outro. Nem que seja só na memória. mas sei que devo. E saber de ti é guardar-te, resistir apenas na omnipresença, não em toda a parte mas onde te moves. Apenas para te proteger. Como te guardo no coração.
Peço que ele te ame, mesmo sem tu o amares. Que te guarde. Que te idolatre e venere. Que segure a tua mão (como eu seguro a minha inveja) à noite para te transportar no sonho, na paz.
E que jamais ouse fazer-te chorar.
Peço-te. Que não deixes que ninguém mais te magoe e não mereça esse sorriso.

Até ao fim


Então está tudo dito meu amor


Por favor não penses mais em mim


O que é eterno acabou connosco
É este é o princípio do fim



Mas sempre que te vir eu vou sofrer


E sempre que te ouvir eu vou calar


Cada vez que chegares eu vou fugir


Mas mesmo assim amor eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar



Então está tudo dito meu amor
Acaba aqui o que não tinha fim


P'ra ser eterno tudo o que pensamos


Precisava que pensasses mais em mim


P'ra ti pensar a dois é uma prisão


P'ra mim é a única forma de voar


Precisas de agradar a muita gente


Eu por mim só a ti queria agradar
Mas sempre que te vir eu vou sofrer


E sempre que te ouvir eu vou calar


Cada vez que chegares eu vou fugir
Mas mesmo assim amor eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar


                                                                                                  Letra de Tozé Brito, interpretado por Ana Moura

Dói.


Foi há pouco mais de oito horas que nos despedimos, já sem o forte abraço. O abraço que liga a antiga e a velha relação. Do prazer e da culpa. Do carinho e da angústia.

Que liga o doce e o amargo. O bom e o mau. E um beijo. Um beijo triste de consolação. E de falsa resignação de uma sombra que nos rodeia. Sempre.

Dormi sobre as nossas conversas. De ontem, de anteontem, de há muito tempo. Demais. Ou melhor, sobre as tuas suposições e desconfianças e dormi, acordei, uma vez mais sobressaltado, pensando nas minhas e nas tuas palavras, nos meus medos, nos teus, nas minhas divagações perante a o que fomos e o que somos.

Volto à carga, agora, com um raciocínio mais estruturado.

Há muito que tento evitar as conversas penosas e me recuso a cavar ainda mais o buraco em que, em tempos a nossa relação entrou.

Preferi antes de tudo, aproveitar o resto de memória límpida, feliz e tranquila que resta do que nós fomos e transportar essa energia para o presente, tirando partido, para nos proporcionar alguns momentos de felicidade, ainda que por muito instantânea que seja.

A verdade é que, como conversava há dias com um amigo divorciado, não há segundas oportunidades. Nem terceiras. Muitas mais existiram. Umas verdadeiras. Outras impulsionadas por um momento frágil e por um abraço forte ou um beijo que sempre tem o dom de nos unir. Por pouco tempo, é certo. Mas bom.

Hoje escrevo com um nó na alma, mas com uma certeza inolvidável de que jamais voltaremos a ser o que nos uniu. Certamente também não seremos melhores. Se a tua tolerância permitisse, a tua ânsia se resignasse, os teus impulsos parassem… quando muito… poderíamos ser… normais. Vulgares. Acomodaríamos os corpos (como em tempos já fizemos tão bem), apagaríamos pequenas fogueiras que os queimam por dentro e seríamos apenas um produto do tempo e do conforto fácil que já tantas vezes criticaste e que pessoalmente também discordo ao confrontar esses olhos amargurados.

Não vou pedir-te desculpa uma vez mais, não pretendo justificar erros que em tempo pretérito vincaram e moldaram o que (não) somos hoje.

Não vou justificar este abandono que pretendo levar em frente, porque a resposta está à vista. Não rimos, sorrimos de quando em vez. Não vivemos, fugimos da realidade quase sempre. Não construímos. Remendamos um pouco todos os dias, mas abrimos mais fendas simultaneamente. O futuro é hoje e agora, porque logo pode ser tarde… e cinzento. E doloroso.

Ontem disse-te ADEUS. Não cumpri. Mas devo. É obrigatório. Por isso vou fugir. Porque não posso mais dizer-te até já. Não posso pensar que amanhã vai ser melhor. Não posso olhar-te, sabendo que esperas por algo que não te posso dar. Por algo que não sei dar-te. Por te sentir mal amada, frustrada, apagada. Não sinto mais a chama que nos aquecia e que eu tanto ajudei a apagar.

Não és mulher para viver contrariada, para não seguires os teus instintos.

E eu, infelizmente, não sou o homem para te fazer feliz.

Talvez um dia me possas encarar. Com outro ar. Com outro olhar. Talvez um dia me possas tolerar, porque perdoar sei bem que é impossível.

Talvez um dia possas esquecer. O mal que te causei. Talvez também eu possa ocultar o amor e o carinho que guardo para sempre. Para castrar os impulsos que, de outras vezes que nos despedimos, me fizeram implorar por mais uma oportunidade.

Hoje, é hora de realmente dar. Uma oportunidade. Aos dois. De seres verdadeiramente feliz. De seres autêntica e sonhadora. E exigente. E carente e sensível e lutadora. Tudo o que já exibiste em tempos. Quando o amor era fácil. E natural. Nosso! E bom!

Hoje dou um pequeno contributo para o teu desejo de 2010. Um pequeno passo para a mudança que tanto reclamas e sei que, no fundo, é o melhor para os dois. Hoje sou sincero. Também estou contrariado. Mas honesto. Em sintonia com os teus olhos. Com os teus gestos.

Hoje despeço-me. DEFINITIVAMENTE. Sem o teu odor na almofada. Sem a peça de vestuário para me agarrar. E sem rancor. E sem amargura. E sem orgulho. Por não te ter conseguido embalar na minha canção.

Te peço sinceramente que sejas feliz. Fiel ao teu coração. E que desistas. De mim. De Nós. Amanhã será melhor. Depois de amanhã. E depois.

Que apostes nos teus sentimentos, na tua felicidade.

E que respeites. A atitude. Por favor. Porque a decisão era inevitável e foi mútua. Apenas a iniciativa partiu deste lado. Antes que doa. Ainda mais.

Um BEIJO. Mas bem melhor. Um ABRAÇO. Forte.

quinta-feira, maio 31, 2012

Penso em ti

Nunca me esqueço de pensar em ti. Ou esquecer-te. Não consigo. Quase todos os dias, lembro-me que preciso apagar. Mas não quero. Não aguento viver sem. E acontece exactamente o inverso.
Pergunto-me e pergunto-te nestas linhas como estarás.  Imagino-te agora quase sempre a sorrir.
Porque quando escolheste não me ver, sei que a vida te levou para um porto melhor e tornou-se mais fácil esqueceres-me do que imaginava.

Também eu pedi que te afastasses. Também eu fiz tudo (errado) para que quisesses fugir de mim. 

Mas no fundo não queria. Não quero. E como foi iminente. E como é difícil. Procurar-te nos lugares que marcaram a nossa história. Confundir-te com outras pessoas. Para sentir o coração a bater forte. Para tentar equiparar as emoçoes que me despertavas. É impossível. É único. És inigualável.

Passou já imenso tempo para tu sentires a falta. E tudo se está a desmoronar.
Eu estou agarrado ao pretérito.

Vivo no antes. Porque depois de ti, não existe.

quarta-feira, maio 30, 2012

Em que pensar?





Em que pensar, agora, senão em ti? Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a manhã da minha noite.
É verdade que te podia dizer: «Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de nós próprios?»
Mas ensinaste-me a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou, até sermos um apenas no amor que nos une, contra a solidão que nos divide.
Mas é isto o amor: ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo esse que mal corria quando por ele passámos, subindo a margem em que descobri o sentido de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor, de chegar antes de ti para te ver chegar: com a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água fresca que eu bebo, com esta sede que não passa.

Tu: a primavera luminosa da minha expectativa, a mais certa certeza de que gosto de ti, como gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.







Nuno Júdice

terça-feira, maio 29, 2012

‘Porque não voas?’

Há alturas na vida em que temos de voar. Não se sabe como nasce esse impulso; porém, sentimos que esse impulso nasce e temos de responder a esse impulso. Se não seguimos esse impulso vamos ficar marcados para toda a vida, faço-me entender?; o remorso e a sensação de culpa persegue-nos um pesadelo que nos não abandonará. E vai sempre parecer-nos que as outras pessoas, todas as outras pessoas, nos vigiam, nos culpam, nos condenam. Esse impulso pode determinar a nossa vida. E esse impulso só acontece uma vez, e é quase imperceptível. Mas pode haver um mecanismo estranho que nos cega, nos insensibiliza nesse momento, e nós não entendemos os sinais do impulso.
Talvez, às vezes, possamos voar. E, ocasionalmente, temos de fingir que o mundo é como os outros pensam que o mundo é. Mas agora eras tu que mergulharas em outros mundos. Que tempo resguarda a tua memória, que timbre recolhe a tua voz, que livros e que poemas conservas no segredo das lembranças?
E porque perguntaste essa de voar, de voo?

Perda.

"A vida é perda. Vamos perdendo tudo aos poucos, devagar ou depressa, mas vamos perdendo. A idade, os sonhos, a energia, o  amor."

segunda-feira, maio 28, 2012

Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.

Desktop

sexta-feira, maio 25, 2012

Rabiscos

Hoje, depois de uma manhã atribulada, na pausa para o almoço, comecei a rabiscar desenhos sem sentido no canto do jornal, que todos os dias o regime gosta de distribuir ao povo, com o dinheiro do povo, para defesa do povo. Coitado do povo.

Enquanto aguardava pelo almoço, talvez por causa fome, esgotei todas as hipóteses para concluir as palavras cruzadas, que tanto gosto de fazer, desta vez sem sucesso.

Acabei por voltar aos gatafunhos. Aqueles que sempre me habituei a fazer no compasso de espera. Já não me lembro muito bem, entre tentativas de bonecos, muros ou formas geométricas totalmente desenquadradas... risquei e perdi o rumo ou a intenção do desenho... se é que este tinha alguma.

Como sempre.
A intenção permanece.
Mas o desenho sai sempre torto.
Como a nossa relação. Começámos com pequenos traços. Tentámos apagar alguns. Escrever novos. Riscar. Uns por cima dos outros.

Depois passámos tudo a limpo. Utilizámos a caneta. E não quis mais apagar, rasgar ou atirar fora os rabiscos.
Quis escrever uma história contigo. Também tu o quiseste. Também tu sonhaste.

Com erros à mistura, com a caligrafia inclinada para direita, para a esquerda, letras garrafais ou redondas, a nossa história mereceu ser escrita e merece ser recordada.

Agora só  desenho apenas muros. Como  as deste do jornal, depois do tédio. Antes do almoço. Por causa da fome.

Ainda não entendi porque rabisquei tantos muros na nossa relação. Não percebi porque não desenhei o sol e a praia e o amor que nos uniu.
Talvez porque não saiba. Eu tentei. Risquei tudo.

Hoje sei que não se apagam os rabiscos tortos que por estupidez fui riscando no teu coração.

Também sei que os nossos rabiscos ficaram marcados nas páginas na minha vida e que, por mais que tente, não conseguirei apagá-los. Foram feitos com tinta de Amor Permanente.

quinta-feira, maio 24, 2012

Momentos

Não sei quando te voltarei a ver. Nem que seja para te espreitar. Para procurar a luz dos teus olhos que já foram meus.
Mas desespero por esse momento. Nem sei se algum dia terminará este silêncio que me corrompe e me destrói o coração. Como eu tantas vezes maltratei o teu. 
A minha vontade é reduzir estes 1000 quilómetros de mar, correr para virar a minha vida do avesso, porque o certo está errado e o futuro na tua ausência anuncia a morbidez do corpo e da alma.


Restam-me os nossos momentos. 
Aqueles por que me apaixonei por ti. Como este, sem o mar entre nós, apenas  ao nosso lado a embalar e ecoar o nosso riso. A nossa felicidade. 
Sinto saudadades de todos eles.


quarta-feira, maio 23, 2012

sms

Mil vezes obrigada:)
ès um poeta de mão cheia...
Fiz algumas alterações, mas a essência é tua.
Beijinhos Grandes
Gosto de ti daqui até Neptuno!