segunda-feira, novembro 25, 2013

Guitarra Triste



Ninguém consegue por muito forte que seja,
Alcançar o que deseja, seja lá por ambição.
Se não tiver dando forma ao seu valor
Uma promessa de amor que alimenta uma ilusão.

Uma mulher é como uma guitarra
Não é qualquer que a abraça e faz vibrar.
Mas quem souber na forma como agarra,
Prende-lhe a alma nas mãos que sabe tocar.

Por tal razão se engana facilmente
Um coração que queria ser feliz.
Guitarra triste que busca um confidente
Nas mãos de quem não sente o pranto que ela diz.

Não há ninguém que não peça à própria vida
A fazê-la renascida por quem um dia nasceu.
E de tal forma a vida sabe mentir
O que a gente chega a sentir, o bem que ela não nos deu.


Labirinto da Saudade

Hoje o Sol brindou os comuns com um calor maravilhoso.
Mas  nem assim o coração aqueceu.
Falta o teu sorriso. O teu abraço.
Falta tudo.
Procurei. Não te encontro.
Só aqui. No peito. Guardada.


São ruas infinitas entre
jardins de memória
que os teus olhos não me deixam
apagar.

São vielas estreitas
entre as curvas do teu corpo
que não paro de recordar.

São cruzamentos de alegria.
entroncamentos de prazer.
Na procura de ti,
Todos terminam no mar.

domingo, novembro 24, 2013

Sem ti.

Sábado à noite e estou sem ti.
As saudades apertam cada vez mais.


Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci

Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti

E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei um paraíso assim

Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só

Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....

Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...

Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só

Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz

Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz

Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder, vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....

sexta-feira, novembro 22, 2013

Os meus olhos repousam em ti.

"Abarcamos imensidões com o nosso olhar.
Deambulamos pelo que vemos e escolhemos onde o queremos pousar...numa árvore, num livro, na vastidão de um campo de terra lavrada, no desenho de uma chávena de café derrubada, ou, quem sabe, no silêncio simples de uma velha guitarra cansada...
Ou fechamos os olhos para perceber o que sentimos...
Ou recordamos e, recordando, sorrimos...
Olhamos para trás, talvez...e lembramo-nos de uma cor, um gesto, uma boca que ri...
Mas os meus olhos...os meus olhos repousam em ti."

quarta-feira, novembro 20, 2013

Sms - Poema

S -Poema são os seus olhos, que rasgam a escuridão."
Poema são os seus seios, que afagam o coração.
Poema é o seu ventre, que acolhe o fruto da paixão.
Poema é a geografia do seu corpo, estrada que embala a emoção.
Poema és tu. Única. Tentação.

Momento poético patrocinado pela Coral Tónica.
Isto hoje não vai correr bem.
ABRAÇO!

T - Muito poético!
Espero que estejas bem! Beijos

terça-feira, novembro 19, 2013

sms - Reencontro.

"Há uma semana que durmo consigo na esperança do reencontro. Agora fiquei em êxtase. Mas a verdade é que só preciso de um abraço seu. Se for depois da missa ou no lusco fusco, pouco importa.
Um beijo doce. Tinhosa. Obrigado." 

segunda-feira, novembro 18, 2013

No teu poema.

Ontem ouvi Amor Electro num concerto bem aconchegante na Fnac.
Lembrei, ri. reli o teu texto emocionado, que abriste com um poema da banda.
Hoje deixo-te uma interpretação de uma música que também tem o teu nome.



Como um dia de Domingo.



Deita-te aqui comigo de olhos fechados
e de palavras ancoradas
quero que percebas que no mais fundo
e secreto de mim há negrume e silêncio
e como daí - do negrume e do silêncio -
podem nascer as cores e renovar-se a alma
basta que
te deites aqui comigo resumindo a noite
como quando se dorme.

sábado, novembro 16, 2013

Só assim conseguirei enfrentar e contrariar o Amor.

Sábado à noite e continua cada vez mais denso o cenário da tua ausência.
Já não é só o meu coração a refutar esta decisão. O corpo manifesta-se também. Da pior maneira.

Mais difícil que viver sem o teu mimo, é viver com a consciência que foi culpa inteiramente minha, o facto de já não estarmos mais juntos, nem em corpo nem de alma. Pelo menos de uma das partes.

Pouso as mágoas dos dias, nas noites tristes em que a almofada é o único conforto na amargura de voltar a acordar mais um dia sem ti.

Vivo todos os dias com esse peso no coração, ainda sem saber se tomei a atitude correcta.

Políbio, um grego que conheci quase por engano por uma das suas obras, pelos vistos bastante conhecida, intitulada "Histórias", escreve que "não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem."

O meu coração todos os dias me acusa desta decisão. Todos os dias me diz que foi o pior erro que cometi. Que ao menos, seja bom para a tua vida, os teus sonhos, a tua felicidade.

Só assim conseguirei enfrentar e contrariar o Amor.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Que mais quero?

Não sei se é amor que tens, ou amor que finges,
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja eu jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva
É verdadeira. Aceito.
Cerro olhos: é bastante.
Que mais quero?




quinta-feira, novembro 14, 2013

Enquanto vagueio sem rumo a pensar em ti.

O que fazes enquanto vagueio sem rumo a pensar em ti? Não respondas. Diz-me só o que não pensas quando pensas em mim. Esconde o teu olhar para que o entenda melhor, e mostra-me só o que não sentes. Somos mais o que escondemos do que o que mostramos. E, se nós não podemos ser, mostra-te a mim dessa maneira incompleta, peça de arte que és, fotografada na sombra. E, assim, saberei o que fazes enquanto me gasto e vagueio sem rumo a pensar em ti.

quarta-feira, novembro 13, 2013

Suplemento energético

T - Espero que os seus receios de ontem tenham sido superados e tudo tenha corrido como desejado! E, quanto ao que falta, acredito que vai correr tudo bem:) Continuação de um bom dia! :) beijos  anti-stress! ;)
S - Que bom! Uma brisa. Em reunião há quase 3 horas. Espero-te mais animada TAMÉN! O stresse continua mas está tudo a resolver se. Beijos!!
S - Oi! Nem acredito que este dia está a terminar. Só agora saí. Mas tudo correu bem. Melhor até do que esperava.

Mas você foi o meu suplemento energético, usando a terminologia futebolística.  Espero também que o seu dia tenha corrido bem, que supere os problemas e que o fim de semana sirva para repor energias e colocar um sorriso nesse rosto lindo. Um... abraço, para variar!!!

Do tamanho do meu Mundo.

Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno e quase ia morrendo com o receio de que ele não te coubesse no dedo.


segunda-feira, novembro 11, 2013

Saudade imensa.

Um acto totalmente irreflectido.
Fruto de uma Saudade imensa e um aperto no coração, mas que não desculpa nem atenua a gravidade dos meus actos.
Prometi a ti e a mim, não te incomodar, não perturbar nem importunar, para não lembrar dias tristes que sei que marcaram (mais) uma triste despedida de nós.
Foi loucura. Foi inveja. De não poder sequer apreciar por um pouco a tua vida em mosaicos, em "posts", "likes" e bitaites generalizados sobre tudo e nada, partilhado com o mundo inteiro... menos comigo. Não resisti e na janela de oportunidade de o fazer, não me fiquei pela simples invasão da tua página e acabei por fazer tudo o que tanto tempo tentei evitar.
Perdão.

A única mulher que eu vi.

Quis-te tanto que gostei de mim!
Tu eras a que não serás sem mim!
Vivias de eu viver em ti
e mataste a vida que te dei
por não seres como eu te queria.
Eu vivia em ti o que em ti eu via.
E aquela que não será sem mim
tu viste-a como eu
e talvez para ti também
a única mulher que eu vi!

sexta-feira, novembro 08, 2013

Preciso de te ver sorrir.

Tenho tantas saudades tuas que não me consigo conter.
Não há tecnologia capaz de me levar a ti.
Não há memória que traga ao presente que me consiga tirar este aperto do coração.
 A promessa que fiz a mim e ti, para te deixar correr e me manter à margem, sem obstruções, está cada vez mais difícil de cumprir.
Estou hoje  (ainda mais do que noutros longos dias) desesperado por te sentir. De perto. Ao longe. Calor. Frio. Qualquer sinal de ti é suficiente.
Não estou a aguentar.
Se ao menos te soubesse feliz...
Nem sei bem ao certo se isso bastaria.
Até porque acredito que isso só pode ser possível na soma do nosso Amor.
Te amo.
Preciso de te ver sorrir. Isso sim, bastaria.

Às vezes o amor

Que hei-de eu fazer
Eu tão nova e desamparada
Quando o amor
Me entra de repente
P´la porta da frente
E fica a porta escancarada

Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas

P´ra te ter
P´ra que de mim não te zangues
Eu vou-te dar
A pele, o meu cetim
Coração carmesim
As carnes e com elas sangues

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
é cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino

Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida.


quinta-feira, novembro 07, 2013

Amo-te por tanto.

Não.
Não tenho só saudades tuas.
Tenho saudades minhas. Por isso me  dói tanto. Por isso me dói a dobrar.
Pelos dois. A quadruplicar. Ou mais.
Tenho saudades nossas.
De todas as loucuras e dos gestos mais simples.
Do quanto me fizeste feliz.
E até do quão triste tornámos alguns dos nossos dias. Porque em nome do nosso Amor, encontrávamos sempre uma saída que terminava num abraço.
Tenho raiva das noites que desperdiço sem o teu abraço delicado, sem o teu beijo disfarçado de desprezo mas que eu sei que está carregado de Amor, que mesmo zangada e triste comigo, nunca conseguiste evitar.
Amo-te por tanto.
E fiz tão pouco para merecer.

terça-feira, novembro 05, 2013

sms

"Sei que estava com o cronómetro ligado e até atrasei a sua partida, mas precisava tanto de a ver. De sentir perto. Ainda preciso. Ainda mais. Quando me disse há pedaço que decidiu ignorar-me depois da asneirada que fiz connosco, acho que já sabia qual seria o meu castigo. Já o sinto há muito, na rotina dos dias sem a sua contagiante alegria e presença. Chegou realmente hoje, camuflado no desejo de a ver. Na certeza que perdi um amor inigualável e incomparavelmente único. Perdão muito sentido por todos os erros que cometi. Voltando a olhar para os teus olhos ainda não percebo porque fiz tanta merda. Já para não falar dessa bunda! Lol! Espero que aprecie o miminho belga. Se puder diga algo quando chegar. Beijo extra doce para si e boa viagem!"

segunda-feira, novembro 04, 2013

Preciso.

Preciso conversar contigo.
Preciso dizer-te que desespero por notícias tuas, procuro fragmentos perdidos do nosso Amor em todos os lugares e recantos comuns.
Preciso saber que estás feliz para apaziguar este coração inconsolável, desde que, deliberadamente, renunciei ao teu coração.
Definitivamente, o altruísmo não é o meu forte.
NÃO QUERO FICAR LONGE DE TI, mesmo correndo o risco, (como tantas vezes aconteceu) de te magoar no percurso.
Estou ferido também. Com a tua ausência.
Tudo é dor.
As pedras onde nos sentámos a contemplar o mar são saudade.
O portão da tua antiga morada é motivo para as mais caricatas deambulações enquanto o semáforo me obriga a parar.
Preciso dizer que te Amo..

sexta-feira, novembro 01, 2013

sms

Realmente, temos vivido uma semana triste. As minhas palavras não chegam até ti! depreendes tudo ao contrário do que digo e fazes inferências incorrectas e ilógicas. Se conhecesse uma música que tivesse subjacente os meus sentimentos, podia ser que me ouvisses. Uma que dissesse, tenho saudade da tua atenção e de te ter comigo... Beijinho doce.

terça-feira, outubro 29, 2013

Só pode ser amor.

Eu sei, meu bem-querer, que um dia vai faltar
A luz, e vou perder o pé no coração
Não há perda maior, eu sei que vou chorar
Não sei se isso é amor, não sei se isso é perdão

Eu sei que a vida tem um rio para navegar
Barquinho vai e vem e a gente sbe lá
A saudade é a foz, depois, é tanto mar
E só ficamos nós os dois ao Deus-dará

Mas sei meu bem-querer, que perto do final
Ninguém vai prometer sarar a nossa dor
Só quero a tua mão, depois sou imortal
Se não é só perdão, só pode ser amor

segunda-feira, outubro 28, 2013

Pena Capital


"Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte
violar-nos
tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas
portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar."


sexta-feira, outubro 25, 2013

Não posso.

Não posso.
Não posso continuar.
Mais neste impasse que me impede de viver a vida.
De pensar para além de ti.
Não. tenho mesmo que avançar.
Sem nunca deixar de pensar o que nos une.
Sem nunca deixar de te elogiar, de recordar a tua beleza, com a pureza e grandeza que mereces.
Mas tenho que avançar.
Tenho que sair deste poço fundo onde me encontro.
Como que um compasso de espera e aguardar catastroficamente que me apareças à frente e a vida possa tomar outro rumo, outra direcção.
Não. Não posso esperar.
Vou amar-te sempre.
Mas tenho que avançar.

quarta-feira, outubro 23, 2013

Quando ficamos assim.

Quando ficamos assim, a ouvirmo-nos e
a falarmo-nos, somos capazes de descobrir muito
mais do que todos eles, obedientes e assustados.
Como aqui, assim, estas palavras a levarem esta
voz fazem-nos saber que estamos juntos, mesmo
quando não há uma sala com estas paredes e só
conseguimos duvidar e duvidar desta verdade.
Estamos juntos, mesmo quando nos separamos
pelas ruas e, dentro de nós, somos um exército
de segredos, mesmo quando nos escondemos do
mundo que desejámos e que desejamos indescon-
troladamente, desincomparavelmente, como um
silêncio que mente e mente e não mente.
Estamos juntos no silêncio, apesar desta voz
carregada por estas palavras, apesar das formas todas
dos nossos corpos e dos desenhos que somos capazes
de fazer com o olhar. As nossas mãos, procuram-se
à noite, dentro das luzes apagadas. As nossas mãos,
nossas, encontram-se agora e são invisíveis. Sabemos
que os nossos dedos tocaram outros dedos, tocaram
nomes e cordas de guitarra. Sabemos quem somos.
Somos muitos e sabemo-nos reconhecer. Assim,
como aqui, esperamos a madrugada, sabendo que
fomos nós, juntos, que a construímos. Esperamos
muito mais que a madrugada. Temos a
força de sempre, aprendemos a renúncia de
nunca mais. A disciplina está enterrada naquilo
que não é medo, é força, e que nos protege, que
nos protegemos a nós próprios. Esta voz, se eles
conseguirem entender esta voz, mudaremos de
língua. Esta voz é esta sala. Esta voz são os caminhos
que fizemos à margem de cidades e de argumentos
razoáveis. As palavras são pedras. As certezas
perseguiram-nos e abrandámos para que nos
alcançassem. Agora, controlamos pontes e
quotidianos. Agora, esta voz dirige-se ao teu rosto.
Nada nos é impossível. Explicamo-nos uns aos outros e,
sem que ninguém nos perturbe, encontramo-nos
sempre como agora, aqui, assim, como agora,
aqui, assim.

segunda-feira, outubro 21, 2013

Assim me habituei a morrer sem ti.


(...) ouço o eco do amor há muito soterrado

encosto a cabeça na luz e tudo esqueço(...)

(...)o mar subiu ao degrau das manhãs idosas

inundou o corpo quebrado pela serena desilusão

assim me habituei a morrer sem ti.


sexta-feira, outubro 18, 2013

O que mais dói.


"O que mais dói não é – desengana-te – a infelicidade. A infelicidade dói. Magoa. Martiriza. É intensa; faz gritar, sofrer, saltar, chorar. Mas a infelicidade não é o que mais dói. A infelicidade é infeliz – mas não é o que mais dói.

O que mais dói é a subfelicidade. A felicidade mais ou menos, a felicidade que não se faz felicidade, que fica sempre a meio de se ser. A quase felicidade. A subfelicidade não magoa – vai magoando; a subfelicidade não martiriza – vai martirizando. Não é intensa – mas é imensa; faz gritar, sofrer, saltar, chorar – mas em silêncio, em surdina, em anonimato. Como se não fosse. Mas é: a subfelicidade é. A subfelicidade faz-te ficar refém do que tens – mas nem assim te impede de te sentires apeado do que não tens e gostarias de ter. Do que está ali, sempre ali, sempre à mão de semear – e que, mesmo assim, nunca consegues tocar. A subfelicidade é o piso -1 da felicidade. E não há elevador algum que te leve a subir de piso. Tens de ser tu a pegar nas tuas perninhas e a subir as escadas. Anda daí.

Sair da subfelicidade é um drama. Um pesadelo. Sair da subfelicidade é mais difícil do que sair da infelicidade. Para sair da infelicidade, toda a gente sabe – tu mesmo o sabes: tens de tomar medidas drásticas. Medidas radicais. Porque a infelicidade é, também ela, radical. Mas sair da subfelicidade é uma batalha interior muito mais dolorosa. Desde logo, porque não sabes se queres, mesmo, sair da subfelicidade. Porque é na subfelicidade que consegues ter a certeza de que evitas a desilusão – terás, no máximo, a subdesilusão; porque é na subfelicidade que consegues ter a certeza de que evitas a perda – terás, no máximo, a subperda. Estás a ficar perdido com o que te digo?

A subfelicidade é o produto mais diabólico que a humanidade criou. A subfelicidade é resultado da mente, também ela diabólica, de quem tem consciência. Para um cão, para um gato, para um periquito, para um leão ou até para uma formiga, não existe a subfelicidade: a felicidade pacífica. Impossível: ou está feliz porque tem comida e bebida, ou está infeliz porque nada tem para comer ou nada tem para beber. Os animais, por mais cores que os olhos lhes dêem a ver, vêem o mundo a preto e branco . Ou é preto ou é branco. Ou é feliz ou infeliz. Ou é tudo ou é nada. O humano, esse, foi mais longe. E foi por isso que ficou, cada vez mais, refém do que está perto – do que está seguro. Formatado pela consciência, o homem assimilou um conceito que, na verdade, não existe: o da felicidade segura. Espero que estejas bem seguro nessa cadeira quando leres o que aí vem no próximo parágrafo.

A felicidade segura não existe. A felicidade segura é segura, sim – mas não é felicidade. A felicidade pacífica é pacífica, sim – mas não é felicidade. A felicidade, quando é felicidade, assolapa, euforiza, arrebata. E não deixa respirar, e não deixa sequer pensar. A felicidade, quando é felicidade, é só felicidade. E tudo o que existe, quando existe felicidade, é a felicidade. Só ela e tu. Ela em ti. Ela em todo o tu. A felicidade, para ser felicidade, não tem estratos, não tem razão. Ou é ou não é. A felicidade é animal, de facto – mas é ainda mais demencial. Deixa-te louco de felicidade, maluco de alegria, passado dos cornos. Só quando estás dentro da felicidade é que estás fora de ti. Liberto do corpo, da matéria, da sensação – e imerso naquela indizível comunhão. Tu e a felicidade. Já a sentiste, não?

Não há como dizer de outra maneira: se estás acomodado à subfelicidade, se tens medo de ser feliz e preferes a certeza de seres subfeliz: és um triste de todo o tamanho. A subfelicidade é uma tristeza. Uma tristeza de hábitos, de rotinas, de sorrisos – uma tristeza que inibe a surpresa, o imprevisível, a gargalhada. Uma tristeza que te faz refém do que fazes e te impede de te seres o que és. Olha em redor: a toda a volta há pessoas subfelizes, pessoas que dizem “vai-se andando”, pessoas que dizem “tem de ser”, pessoas que dizem “eu até gosto dele”, pessoas que dizem “sou feliz” com os olhos cheios de “queria ser feliz”,  pessoas que dizem “é a vida”. Mas não é. A vida não é a quase felicidade. A vida não é a subfelicidade. E, se é a primeira vez que vês isso, fica entendido o que sentes. Ou subentendido, pelo menos." 

quinta-feira, outubro 17, 2013

O que tive da vida foi muito mais que mereci.



"Este foi o nosso último abraço. E quando,
daqui a nada, deixares o chão desta casa
encostarei amorosamente os lábios ao teu copo
para sentir o sabor desse beijo que hoje não
daremos. E então, sim, poderei também eu
partir, sabendo que, afinal, o que tive da vida
foi mais, muito mais, do que mereci."

quarta-feira, outubro 16, 2013

All Of Me


What would I do without your smart mouth
Drawing me in, and you kicking me out
Got my head spinning, no kidding, I cant pin you down
What's going on in that beautiful mind
I'm on your magical mystery ride
And I'm so dizzy, don't know what hit me, but I'll be alright

My head's underwater
But I'm breathing fine
You're crazy and I'm out of my mind

Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
Cause I give you all of me
And you give me all of you, oh


How many times do I have to tell you
Even when you're crying you're beautiful too
The world is beating you down, I'm around through every mood
You're my downfall, you're my muse
My worst distraction, my rhythm and blues
I can't stop singing, it's ringing, in my head for you


My head's underwater
But I'm breathing fine
You're crazy and I'm out of my mind

Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
Cause I give you all of me
And you give me all of you, all of you!

Cards on the table, we're both showing hearts
Risking it all, though it's hard

Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
Cause I give you all of me
And you give me all of you

I give you all of me
And you give me all, all of you!


terça-feira, outubro 15, 2013

Menos a tua indiferença.

Estou inconsolável. Irremediavelmente destruído pela ausência do teu mau feitio, mau humor, tudo o que parece mau, mas é tão bom que as saudades já nem me deixam respirar.
Preciso urgentemente ouvir-te reclamar ou simplesmente falares com desprezo, com mágoa, porque mereço todas as manifestações de ódio da tua parte, mas preciso ouvir-te!
Mereço tudo. Menos a tua indiferença.

"Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte
violar-nos
tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas
portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar"


segunda-feira, outubro 14, 2013

A MULHER INTELIGENTE

Não posso dizer-to. Devia. Pensava ter adquirido esse direito, mas perdi quando te fiz sofrer uma vez mais. Ficam as palavras e certeza que és tu .

"Sou doente pela mulher inteligente.
Sou fanático pela mulher inteligente. Sou viciado na inteligência da mulher inteligente. Preciso dela, exijo-a a toda a hora, persigo-a como um cão com fome persegue o osso. Sou obcecado pela mulher inteligente. A mulher inteligente é a criação suprema de Deus. A mulher inteligente é o próprio Deus. A mulher inteligente, suspeito, deve ser mesmo uma forma superior do próprio Deus. Até Deus tem inveja da mulher inteligente. Meu Deus.

A mulher inteligente despreza o que a mulher não-inteligente ama.
A mulher inteligente não quer saber da conta bancária, não quer saber da marca do carro, da maquilhagem na cara. A mulher inteligente veste Prada a cada vez que fala, a cada vez que pensa. A mulher inteligente faz do que é um estilo, do que defende uma lei, do que parece uma moda. A mulher inteligente faz do tesão um estado de alma. A mulher inteligente dá-me tesão. Mmmm.

Partilhar a vida com uma mulher inteligente é a única forma de partilha possível.
Só com ela consigo partilhar, só a ela consigo dizer tudo o que sinto, tudo o que sou. Só ela saberá como eu sei – e depois de pensar um pouco saberá muito melhor do que eu sei – aquilo que eu quero dizer com aquilo que eu estou a dizer. Sim: a mulher inteligente sabe mais do seu homem do que alguma vez o próprio homem saberá. E só um homem burro se sente inferiorizado com uma mulher inteligente. Viver com uma mulher inteligente é um milagre que só mentes pequenas não gozam à grande. Viver com uma mulher inteligente é um privilégio que muito poucos estão à altura de degustar. Não é qualquer um que está à altura de rastejar e de ser rastejado. Viver com uma mulher inteligente não é uma humilhação – é uma diversão, uma animação, um verdadeiro vulcão. E é só dentro de um vulcão que a temperatura aquece. Ai.

A mulher inteligente aquece – as outras nem aquecem nem arrefecem.
A mulher inteligente é inteligente na pele, nos lábios, nas orelhas, no nariz, no rabo. A inteligência da mulher inteligente alastra-se, contrasta-se. A mulher inteligente lambe como se lesse Dostoiévski, fornica como se citasse Proust, abraça como se tivesse descoberta a cura para a morte. E é: a cura para a morte está em abraçar como se fosse a cura, em fornicar como se fosse Proust, em lamber como se fosse Dostoiévski. A mulher inteligente faz de tudo o que faz um acto inteligente. A mulher inteligente, apesar de ser inteligente comó catano, não deixa de ser selvagem comó catano. Nada é mais selvagem do que a inteligência da mulher inteligente. A inteligência da mulher inteligente é animalesca, anárquica, sedenta, esfomeada, predadora, insaciável. Sem deixar de ser racional, organizada, consolada, vítima, realizada. A mulher inteligente é os dois lados de todo o lado. A mulher inteligente é todo o lado de todos os lados. A inteligência da mulher inteligente não tem rei nem roque – e é por isso que ela é uma rainha, uma estrela, a senhora de todas as senhoras. A mulher inteligente não tem um pingo de vergonha. Mesmo que seja tímida, mesmo que não mostre, de todo, a todos, aquilo que é: a mulher inteligente não tem um pingo de vergonha. É uma desavergonhada da pior espécie, uma descarada sem remédio. A mulher inteligente é a pêga preferida do seu homem – que é, claro está, o único cliente que ela admite na sua inteligência. A mulher inteligente não tem dono nem é dona – mas gosta de mandar e de ser mandada, de saltar e de ser saltada, de dançar e de ser dançada. A mulher inteligente exige ser seduzida a toda a hora – porque tudo o que ela faz, a toda a hora, é seduzir. Até um arroto de uma mulher inteligente seduz – de tão inteligente que é. A mulher inteligente seduz com tudo o que faz, a toda a hora em que o faz, de toda a maneira que o faz. E nada é mais certo do que isso: se a mulher inteligente o faz é porque era assim que tinha de ser feito. Bem feita.

Hoje apetece-me escrever à minha mulher inteligente e dizer-lhe que tem em si todas as obras-primas da História da arte.
Hoje apetece-me escrever-te e dizer-te que a vida só existe para que tu possas estar viva. Hoje apetece-me dizer-te, sim, que tudo o que tenho para te dizer já foi dito. Mas que o mais importante do que te quero dizer é o que ficou por dizer. Digo-to ao ouvido daqui a pouco. "

sexta-feira, outubro 11, 2013

Ai que medo!

Detesto baratas. Sim.
Detesto as baratas. Desde que te Amo que esse bicho me enjoa.
Por tua causa.
Um bicho insignificante que me passava totalmente despercebido e que nem me fazia qualquer confusão.
Hoje arrepio-me nas ruas, garagens, lugares escuros em que tenho que me cruzar com essa praga.

E o antagonismo regressa.

Do arrepio da presença do bicho, à doce memória dos teus gritos estridentes quando te confrontavam com o animal ou mesmo só de falar em tal.
Os pulinhos que instintivamente começavas, só de ouvires as patas do bicho a caminharem na  tua direcção.
Não as conseguias matar e vinha em teu auxílio, qual cavaleiro que defende a sua donzela em apuros.

O meu coração não consegue apagar, eliminar as saudades.
Acho que nada o fará esquecer tão doces memórias.
Hoje precisava que viesses em meu auxílio.
Para matar esta dor.

segunda-feira, setembro 30, 2013

sexta-feira, setembro 27, 2013


"Poderia ter escrito a tremer de respirares tão longe
Ter escrito com o sangue.
Também poderia ter escrito as visões
Se os olhos divididos em partes não sobrassem
No vazio de ceguez
E luz.
Poderia ter escrito o que sei
Do futuro e de ti
E de ter visto o deserto
O silêncio, o fogo e o dilúvio.
De dormir cheio de sede e poderia
Escrever
O interior do repouso
E ser faúlha onde a morte vive
E a vida rompe.
E poderia ter escrito o meu nome no teu nome
Porque me alimento da tua boca
E na palavra me sustento em ti."


quinta-feira, setembro 26, 2013

Grito surdo.

Há coisas que nunca mudam.
Desculpa. Pela milésima vez.
Acabo sempre por esquecer todas as promessas para me afastar de ti, para te deixar viver a vida, para só sonhar contigo.
De repente, num acto de loucura, não consigo controlar as acções.
É um grito surdo que tento calar.

Trago teu fado guardado


Trago teu fado guardado
dentro do meu coração
Hei-de cantá-lo de noite e,
na hora mais sombria,

Trago teu fado guardado
dentro do meu coração
Hei-de cantá-lo ao vento,
como se este meu lamento
fosse a voz da solidão

Trago o teu fado marcado
nas profundezas da alma
Hei-de chorá-lo sozinho,
cantando pelo caminho,
A toda a gente que passa

Trago o teu fado escrito
no brilho do meu olhar
Hei-de cantá-lo para sempre,
mesmo sabendo-te ausente,
Porque nasci para te amar.



quarta-feira, setembro 25, 2013

Não consigo respirar.

Hoje vi-te. Senti-te. Acordei em delírios de beijos e não resisti a prolongar o sono, para que o sonho não fugisse e os teus braços finos continuassem entrelaçados em nós.
Depois da imaginação, não resisti à cobiça e recorri inevitavelmente à memória dos "posts" que nem sempre tenho oportunidade de espreitar nas redes sociais, mas fujo por me fazerem tão deliciosamente mal.
Não consigo respirar.

Pessoas como tu



São as pessoas como tu que fazem com que o nada queira dizer-nos algo, as coisas vulgares se tornem coisas importantes e as preocupações maiores sejam de facto mais pequenas. São as pessoas como tu que dão outra dimensão aos dias, transformando a chuva em delirante orvalho e fazendo do inverno uma estação de rosas rubras. 
As pessoas como tu possuem não uma, mas todas as vidas. Pessoas que amam e se entregam porque amar é também partilhar as mãos e o corpo. Pessoas que nos escutam e nos beijam e sabem transformar o cansaço numa esperança aliciante, tocando-nos o rosto com dedos de água pura, soltando-nos os cabelos com a leveza do pássaro ou a firmeza da flecha. São as pessoas como tu que nos respiram e nos fazem inspirar com elas o azul que há no dorso das manhãs, e nos estendem os braços e nos apertam até sentirmos o coração transformar o peito numa música infinita. São as pessoas como tu que não nos pedem nada mas têm sempre tudo para dar, e que fazem de nós nem ícaros nem prisioneiros, mas homens e mulheres com a estatura da vida, capazes da beleza e da justiça, do sofrimento e do amor. São as pessoas como tu que, interrogando-nos, se interrogam, e encontram a resposta para todas as perguntas nos nossos olhos e no nosso coração. As pessoas que por toda a parte deixam uma flor para que ela possa levar beleza e ternura a outras mãos. Essas pessoas que estão sempre ao nosso lado para nos ensinar em todos os momentos, ou em qualquer momento, a não sentir o medo, a reparar num gesto, a escutar um violino. São as pessoas como tu que ajudam a transformar o mundo. 

segunda-feira, setembro 23, 2013

Meses depois de uma longa ausência da blogosfera, precisei voltar.
Não. Não confundas.
Do anonimato literário, dos recados em surdina ou múltiplas interpretações e inferências, não guardo qualquer saudade.

Mas é uma boa desculpa para voltar a conversar contigo, ou escrever de e para ti.
O meu coração já não aguentava tanta ausência.
Preciso libertar esta tristeza, alegria, euforia ou revolta, para que o castigo da tua ausência seja menos penoso.

Preciso afirmar que te amo.

Eco da desilusão

Um murmúrio, um suspiro
Respiração ensaiada nas linhas do desejo
Um som, uma batida ritmada
Música ensaiada nas notas da vontade
Uma vez, outra vez, bis
Claves numa pauta resgatada aos sons do que anseio
Sonhos, esperanças, promessas
Falsos profetas que nos mostram ao espelho
E nos vemos
Ofegantes, rasgados e nus
Desafinados na volta da alma
E depois descansam...E suspiram...
E ensaiam a revolta
E enchem o peito de ar
"Nunca mais! Nunca mais!"
Mas a âncora prende-os ao chão...
Agitam-se, revoltam-se e gritam
Mas a âncora prende-os ao chão...
A revolta é gaivota que passa no ar...
E o grito só faz eco...da desilusão.

terça-feira, setembro 10, 2013

Estás. Sempre aqui.

Hoje reencontrei uma menina muito simpática que conheci pouco antes das férias, amiga de amigos, conhecida de alguns. Não mais conversei com ela depois disso, mas acabei por vê-la novamente hoje e despejar banalidades do quotidiano.
Ainda assim, da soma destes dois casuais encontros, faz parte do grupo de pessoas com quem conversamos durante longos minutos ou até horas, sem necessariamente sentirmos o tempo passar.

Há muito que não encontrava empatia. Só posso apelidar assim.

Tal como da primeira vez que a vi, voltei a sonhar intensivamente contigo. Sim. Contigo. A alegria do sonho em que depois dos obstáculos, lutas, guerras, te consigo abraçar.
A desilusão do despertar. Dela, do encontro casual, só restou empatia. Uma breve lembrança. 
De ti, o aperto no coração de não ouvir mais a tua voz.

sexta-feira, dezembro 07, 2012




"Ser feliz não é ter uma vida isenta
Sem sentir a dor de perdas e frustrações
É ser alegre, mesmo se ainda vier a chorar
É sorrir mesmo que por dentro sintas as lágrimas cair
É viver intensamente, estejas onde estiveres
Sabendo que nada ficou por provar e viver
É nunca deixar de sonhar, mesmo quando se tem pesadelos
Acreditar que os sonhos são os guias da nossa vida
As portas à espera de serem transpostas
É dialogar consigo mesmo, nunca perder a lucidez
Mesmo que se fique sozinho uma e outra vez
É sempre ser jovem, mesmo que os cabelos fiquem brancos
É ter histórias para contar sobre sucessos e desventuras
É transformar erros em lições de vida
Aprender a levantar cada vez que cair
Ser feliz é sentir o sabor da água
Sentir a frescura de uma brisa a tocar o rosto
É sentir o cheiro da terra molhada
É viver as grandes emoções trazidas pelas pequenas coisas
É rir das próprias tolices e brincadeiras
É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções
É ter amigos para pedir consolo e dividir alegrias
É saber que ser feliz está dentro de nós e não nos outros
Aceitar a nossa felicidade e vivê-la apaixonadamente
E perceber o quanto é fácil e simples ser feliz..."

Espero que sigas estes conselhos e encontres a felicidade e o sorriso
seja uma constante!
Beijinhos de quem está aqui para te ver e fazer sorrir e feliz!

quinta-feira, novembro 22, 2012

I Won't Give Up



When I look into your eyes
It's like watching the night sky
Or a beautiful sunrise
There's so much they hold
And just like them old stars
I see that you've come so far
To be right where you are
How old is your soul?

I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up

And when you're needing your space
To do some navigating
I'll be here patiently waiting
To see what you find


Cause even the stars, they burn
Some even fall to the earth
We got a lot to learn
God knows we're worth it
No I won't give up

I don't wanna be someone who walks away so easily
I'm here to stay and make the difference that I can make
Our differences they do a lot to teach us how to use
The tools and gifts we've got yeah we got a lot at stake
And in the end, you're still my friend
At least we didn't intend
For us to work we didn't break, we didn't burn
We had to learn how to bend without the world caving in
I had to learn what I've got, and what I'm not
And who I am

I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up
I'm still looking up

I won't give up on us
God knows I'm tough, he knows
We got a lot to learn
God knows we're worth it

I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up


quarta-feira, novembro 21, 2012




Começo pelas conclusões mais uma vez, já que às vezes, as argumentações dão lugar a más interpretações e o resto da história já conhecemos.
Retiro este pedaço da nossa história, para FAZER MINHAS AS TUAS PALAVRAS. Não podes fugir, não me podes abandonar porque és a alegria da minha vida. Fui sucinto e resumido o suficiente? Espero que sim, até porque a mensagem é clara e tu sabes disso.
Não consigo compreender. Mas percebo bem a diferença entre nós.
Durante muito tempo, mesmo sem acreditar que algum dia mais iríamos conversar, comunicar e rir a dois, no fundo não deixei de ter alguma esperança. Procurei todos os dias na memória, uma recordação, um momento, um forma de estares viva no meu peito. Fiz todos os dias isso. Ainda o faço. Nas ruas, na música, nas fotos, nos lugares comuns. Todos os dias tenho um bom pretexto para pensar em ti.
A nossa diferença é que continuas a procurar todos os dias algo para nos magoarmos. Alguma sombra. Para que me possas atirar ou acusar. Para que possas suspeitar.
E até posso perceber todos os teus receios, os teus medos. O passado tem sempre um bom motivo. Mas agora? Porquê? O que aconteceu? E porquê a desilusão? A angústia?
Mas hoje não. Desculpa. Não compreendo.
Bem sei que as coisas não estão fáceis e que por vezes não recebemos imediatamente o retorno daquilo que somos e que damos. A verdade é que te procuro para ri, para sonhar ou recordar, quando nem sempre tens essa disposição de alma porque a vida não corre de feição. Mas a diferença é que em ti vejo esperança. E não é por passear de descapotável ou deambular pelos corredores que a vida é mais simpática para mim. Tem também a tensão de uma relação mantida pela doença. Das visitas ao hospital quando qualquer sinal te deixa em alerta. Tem os dias em que a família, como ontem, festeja o aniversário do irmão mais novo e eu aguardava numa sala para perceber se tinha sido mais um susto ou se algo pior se passava. Bem sabes que esta vida triste que levo, a fugir, a escapar nos intervalos e a aguardar. A vida tem-me colocado à prova, testado as resistências. Mas não estou a aguentar e nem sempre consigo fazer as coisas da melhor maneira.
Só não esperava que, desta vez, também tu me estivesses a julgar. Não precisavas.
Mas há outras coisas em que concordo contigo. Não há necessidade nenhuma de mentir. Não há mesmo. Por isso não percebo essas acusações.
E por favor não me digas que sou indiferente quando, subtilmente ou nem por isso, reclamo sempre pela tua atenção.
Desde que me concedeste o privilégio da tua companhia, da tua voz, do teu ombro e do teu coração, que tento fazer as coisas à tua maneira, porque à minha provou-se desastrosa.
Em casa, no carro, com ou sem amigos, falo contigo mais ou menos tempo conforme a disponibilidade, mas não digas que te ignoro pois se o que estou a implorar é que não fujas de mim. Jamais tenho qualquer intenção de te magoar ou ignorar. NADA DISTO VALE PENA.

Hoje sinto as tuas palavras como nunca. E uso-as com total fidelidade aos sentimentos expressos.
Nem sei. Tenho muita coisa para te dizer. Não agoira. Não tudo de uma vez. Todos os dias.
Não estou muito bem hoje. Desculpa.
Fica também uma música, do mesmo autor.


segunda-feira, novembro 19, 2012


After all this time
After all of this season
After your own decision to go to the water for a
reason
It's only the ocean and you
And all of this lines
Will all be erased soon
They'll go out with the tide
And come back with the waves
It's only the ocean and you

You don't want
You don't wait
You don't love but you don't hate
You just roll over me
And you pull me in

And this work is done
And this cold is dry
When this world's too much
It will be only the ocean and me
When this sales go off
Mountanis fade away
Stars come back
I'm finaly free
It's only the ocean and me

You don't want
You don't wait
You don't love but you don't hate
You just roll over me
And you pull me in
And you pull me in

You don't want
You don't wait
You don't love but you don't hate
You just roll right over me
And you pull me in

And you pull me in...

You just roll over me
And you pull me in




O que me vai na alma.


A presente mensagem é escrita com o propósito de lhe revelar o que
você me faz sentir e me fez reviver nos últimos dois dias...E
despedir-me de si de uma forma mais tranquila e calma, sem os ventos
fortes, a chuva fria e a tempestade que se instalou nas últimas horas
na nossa vida, fazendo relembrar que o outono consegue ser uma estação
fria  e cruel! Quero, apenas, dizer-lhe adeus com uma brisa fresca,
mas amena de primavera! E, porque, se assim não fosse, não seria eu
própria, mas a revolta a falar! Por esse motivo, peço a sua
compreensão relativamente ao uso das palavras mais gélidas, que fazem
lembrar uma madrugada de inverno em plena serra. Foram proferidas em
momento de  exaltação, desilusão e angústia.
Ao longo deste tempo de aproximação, tenho consciência que você até
tentou, mas a sua natureza e forma de ser é mais forte e impõe-se... E
devo distanciar-me e  deixar de permitir que estas situações
interfiram diretamente comigo e com o meu coração. E, eu juro que
tentei! Tentei compreender os seus motivos, as suas razões! Coloquei o
meu orgulho e mesmo o meu amor-próprio de lado, desvalorizei o mal que
me fez no passado e abri-lhe os meus braços e o meu coração...
Castigo, o meu, pois, mais uma vez, fui tratada com indiferença e
mentiras, sem haver qualquer necessidade! E essa situação levou-me à
tristeza da decepção repetida!
E, desta vez, não me vais puxar de volta, como uma onda que se enrola
e desmaia na areia, após ter andado à deriva, perdida em alto mar, mas
que retorna sempre à sua praia. Desta vez, o oceano que se transpõe
entre nós será  infinito, vago e sem destino...  Não ocorrerá o
reencontro... Vou navegar para outras águas, longe de si...
Mas, apesar de tudo, no meu intimo, reside o desejo que a sua vida
ondule serenamente nas vagas brancas que constituem um  mar sereno e
que navegue até um porto seguro e feliz! E que o mar revolto e incerto
que se instalou, caminhe ao encontro da lua cheia e se renda à
tranquilidade da areia de alguma praia que o espera serena e
sorridente.
Beijos
Tinhosa.
PS- Por vezes a música transmite da melhor forma o que nos vai na
alma! Não penses que esta decisão foi tomada de ânimo leve! A tristeza
abateu-se em mim, porque eu gostava de falar, ouvir, brincar, rir
consigo! Entendias-me como ninguém! Por isso, dói! Dói tanto como a
primeira e segunda e todas as vezes que me despedi de si! Mas a
mentira para mim é intolerável, assim como o desprezo! Prefiro fugir e
desaparecer para longe, a ser enganada e ignorada novamente por si!

sexta-feira, novembro 16, 2012

O teu coração.


Fiquei a pensar na nossa conversa. Na tua revolta. Na amargura que hoje não é dirigida para mim nem contra mim ou tão pouco por minha causa. E isso é bom. Pior é sentir que nessa voz carregada de mágoas, a esperança está a desaparecer. E não posso afagar com mimos e beijos e abraços. Não que isso resolvesse, mas acredito que podia estancar algumas das feridas que hoje e sempre se vão abrindo.

Está um frio daqueles, o temporal instala-se na ilha e dessa lado também. Estás longe de quem amas, ou do amor, do conforto, do aconchegante, do teu habitat natural, não tens certezas e nada é garantido. 

Às vezes não sabes, que podes demorar para saber, que o dia amanhã ainda vem longe e que nem sempre quem espera alcança. 

A vida muitas vezes troca-nos as voltas. 
Quando menos esperas dá nós cegos. Ou vai desencruzilhar um fio para voltar a cruzar outro e e vida continua.
E o tempo que pedimos, o espaço que lutamos,escapa entre os dedos e o tempo não passa de uma grande armadilha que voltou para nos atormentar, para nos fazer repensar, para acima de tudo para viver e reviver. Sempre da melhor forma possível.

Esquece o que mais ou menos queres, o que podes, o que tens, o que mereces, o que te prometem, o que dás.

Esquece tudo com a serenidade que sei não ser a tua melhor qualidade. Mas tenta. Acho mesmo que devias tentar.

Só para te lembrares que o mais importante da vida já tens. É teu. Tão teu. Só teu.

Porque o coração que te trará sempre as dúvidas,preocupações ou incertezas, algumas amarguras... também te trará em dobro a felicidade. O carinho. Amor. 
Que um coração bom tem por direito. 
É teu. Está guardado. E não tardará a chegar.

terça-feira, novembro 13, 2012

AINDA TE SINTO EM MIM.



Não é fácil escrever-te sem pensar nas consequências.
E justificar. Argumentar.
Enumerar e apelar ao teu coração depois de o ter ferido tanto.
E pedir desculpa. Às vezes não tenho outra solução senão de me armar em escritor de meia tigela e divagar nas palavras quando o que tenho para te dizer é tão simples e tão factual.
Por isso hoje começo pelo fim. Antes do argumento, a conclusão. A verdade é que sinto todos os dias a tua falta. Até podes já parar de ler por AQUI.
Desde que foste embora que deixaste o teu perfume contigo. E mesmo ranhoso, consigo cheirar-te. Às vezes estou a tomar banho, a usar a luva esfoliadora, esfrego-te até fazer ferida e o coração chora. Mas não sais de mim.
Estás na almofada, no computador, no carro, no café ou no cigarro.
Em todo o lado.
O que fazes tu para estares tão longe e tão perto.
Porque não foste embora de vez?
E porque é que não levaste também o meu cheiro contigo, porque tenho a certeza que na tua almofada, no teu carro ou no computador já reina um novo perfume?
Não sei escrever-te Tinhosa. Não consigo ser hábil o suficiente para te prender às minhas palavras, porque não tenho mais a que te agarres.
 Só queria ser capaz de prender-te o suficiente para sentires o meu coração.
Não é nenhum tipo de vassalagem, estes argumentos que hoje tento esgrimir.
Até porque, verdade, a minha pequena alma deixou de fazer sentido na comparação com a grandiosidade da sua.
A questão é esta:
Durante demasiado tempo habituei-te a não receber elogios, a ser discreto, a não me apaixonar com medo dessa turbulência amorosa, a não andar de mão dada, a ser outro, a não ter direito a palavras fofinhas e doces.
Habituei-te assim e fiz-te mal.


 E agora, reaparecendo na tua vida, sem que mo tenhas pedido ou exigido, dou-te a mão sem te dar, beijos de livre vontade… sem te tocar, coisas amorosas, mesmo não te sentindo perto de mim.
Adorei sentir novamente o meu coração descompassado ao ouvir a tua voz ou ao encontrar os teus olhos.
Só tu me conheces assim, só tu sabes o que gosto, quanto gosto, a medida certa.
E tudo isto é demasiado bom para constar apenas como recordação. Perdoa a gula, a inveja. Tudo por um bom motivo.
Já não posso aconchegar-te quando sentes frio, cozinhar algo saboroso mas pouco saudável, abraçar-te na alegria e na tristeza e tranquilizar-te quando nervosa.
Mas posso pensar em ti, estar disponível, escrever-te, partilhar experiências, os teus pensamentos, sentimentos ou sonhos…
Já não posso apreciar-te, dar-te o ombro para chorar, estar atento aos teus movimentos ou observar as tuas coisas com atenção e deliciar-me com a tua rotina matinal.
Mas posso digerir as tuas palavras, ajudar na necessidade, conhecer-te, compreender-te, respeitar-te, perceber os teus gostos, ajudar a solucionar os seus problemas, conversar, comunicar, rir, retribuir o prazer que me dás.
Nunca fui além do puro egoísmo, do só eu, só meu, quando quero e me apetece.
Não que isso agora importe. Só na diferença que hoje e sempre depois desta ruptura tento marcar. O segredo está simplesmente na simplicidade que querer tudo e esperar nada.
Mas ao levar-te para dentro do meu segredo, estou simplesmente a dizer-te: Ainda te sinto em mim.
Hoje tento ter a força, a vontade e a persistência necessária para abrir a porta a um novo significado para a tua existência na minha vida.
Ainda te sinto em mim, e como amigos que somos não quero perder isso, mas quero - e precisamos!! – de voltar a crer e que voltes também a acreditar naquilo que te mais magoei: no Amor

quinta-feira, novembro 08, 2012

E ao anoitecer


e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia.

quarta-feira, novembro 07, 2012

The Space Between



You cannot quit me so quickly
There's no hope in you for me
No corner you could squeeze me
But I got all the time for you, love
The Space Between
The tears we cry
Is the laughter keeps us coming back for more
The Space Between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain
But will I hold you again?
These fickle, fuddled words confuse me
Like 'Will it rain today?'
Waste the hours with talking, talking
These twisted games we're playing
We're strange allies
With warring hearts
What wild-eyed beast you be
The Space Between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain
Will I hold you again?
Will I hold...
Look at us spinning out in
The madness of a roller coaster
You know you went off like a devil
In a church in the middle of a crowded room
All we can do, my love
Is hope we don't take this ship down
The Space Between
Where you're smiling high
Is where you'll find me if I get to go
The Space Between
The bullets in our firefight
Is where I'll be hiding, waiting for you
The rain that falls
Splash in your heart
Ran like sadness down the window into...
The Space Between
Our wicked lies
Is where we hope to keep safe from pain
Take my hand
'Cause we're walking out of here
Oh, right out of here
Love is all we need here
The Space Between
What's wrong and right
Is where you'll find me hiding, waiting for you
The Space Between
Your heart and mine
Is the space we'll fill with time
The Space Between...


segunda-feira, novembro 05, 2012

A pele que há em mim


Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu o caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou

Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei, p’ra lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
P’ra voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber…

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada,
O meu barco vazio na madrugada
Vou-te deixar-te no frio da tua fala
Na vertigem da voz quando enfim se cala.

terça-feira, outubro 30, 2012

Porque o Amor tem destas coisas.


A verdade é que presenciei o concerto dos Deolinda e apaixonei-me por esta música, que provavelmente já conheces...
Em todo o caso, nunca é demais ouvir novamente uma canção tão bonita...
E também eu esperei vezes sem conta por ti, na minha casa, na tua casa, na nossa casa e também o nosso amor passou a ser clandestino... Ou seja, é só coincidências...
Ou então revejo-te em todas as músicas que gosto, porque o amor tem destas coisas:)
Beijinhos doces
C.M. (tinhosa)




A noite vinha fria
negras sombras a rondavam
era meia-noite
e o meu amor tardava

a nossa casa, a nossa vida
foi de novo revirada
à meia-noite
o meu amor não estava

ai, eu não sei aonde ele está
se à nossa casa voltará
foi esse o nosso compromisso

e acaso nos tocar o azar
o combinado é não esperar
que o nosso amor é clandestino

com o bebé, escondida,
quis lá eu saber, esperei
era meia-noite
e o meu amor tardava

e arranhada pelas silvas
sei lá eu o que desejei:
não voltar nunca...
amantes, outra casa...

e quando ele por fim chegou
trazia flores que apanhou
e um brinquedo pró menino

e quando a guarda apontou
fui eu quem o abraçou
o nosso amor é clandestino.





segunda-feira, outubro 29, 2012

És mais.

Para não variar, faço minhas as tuas palavras.
Sinto-as todas.
Com muita dor. Com muita raiva. de mim.
Com muita saudade. Mesmo.

"És mais do que o ser que amei! Foste o meu dia, a minha noite,
o meu sol e a minha chuva!
Foste o abraço que me aqueceu e me envolveu num sono bom.
O beijo que me perdeu e me aqueceu!
És e serás sempre o ser que habita o meu coração sofrido!
A saudade inunda-me a cada momento a minha pessoa!
Um beijo de bom dia."

quinta-feira, outubro 25, 2012

Abraço


Que nunca o abraço se possa comprar, pois é ele o melhor que se pode dar.
Que nunca quem abraça seja apenas os braços, que se toquem com os dedos todos os traços.
Que seja quem abraça também abraçado, que seja o abraço o lugar de todo o lado.
Que se brinde ao corpo, à festa e ao sim, e que ninguém se conforme com o assim-assim.
Que se dancem as dores, que se lambam as feridas, e que todas as lágrimas sejam meras recaídas.
E que se erga um castelo de arfares, e que se construa um orgasmo de amares.
E que eu seja o por dentro de abraçar, o bastidor de sonhar – e que eu seja o viver e nunca o restar.
Que seja quem ama o dono dos meus braços, pois é no meio deles que me uno os pedaços.
Que nunca o abraço se possa comprar, pois é ele o melhor que se pode dar.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Café a Dois



Vou guardar os teus soluços mais delicados,
Teus olhos e teus casacos de fio.
Vou guardar os teus sorrisos apaixonados,
Teu jeitinho de me fazer sorrir, mesmo quando só faz frio.

Eu vou guardar os teus cabelos tão bagunçados,
A noitinha antes da gente ir dormir.
Vou guardar tuas vitorias e os teus pecados
E as histórias que eu gostava de ouvir,
Naquelas tardes de sol. . nas manhãs de sol..

E eu vou guardar tuas manias e os teus errados,
Teus trejeitos e as covinhas ao rir.
Vou guardar os teus sossegos mais agitados,
Teu jeitinho de me fazer sorrir,

Mesmo quando não faz sol, não faz sol..
E quando eu nao lembrar de mais nada,
Nem das rugas, nem dos anos, nem dos nomes,
E nem do frio, vou querer

Te contar
Como foi
O meu dia
E passear
Te dizer o que eu quero pró jantar,

Descansar
Desse dom
De viver só prás lembranças por não ter mais nada pra guardar,
Vou poder me sentar,
E tomar um café a dois,
Sem nunca mais vivê - lo só depois.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Insónias


Não.
Não será a primeira nem a segunda que acontece. Ou acontecerá.
Mas hoje o boletim meteorológico assenta perfeitamente na minha disposição. Ou o contrário.
Esqueci sem saudade os tempos pretéritos da tua ausência, da incógnita das tuas acções, da incerteza dos teu sorriso, da frustração de viver sem ouvir a tua voz.
 Esta noite esses receios, esses anseios, regressaram todos. E foram tão violentos que ainda não os consegui digerir.
É tão fácil aceitarmos o que nos faz sorrir, ainda que de forma tão caótica como as nossas vidas, mas está a ser tão complicado lidar sem uma simples mensagem que ainda agora olho de soslaio para o telemóvel  na esperança de apagar este texto e voltar ao conto de fadas que me encantou nos últimos dias.
A verdade é que há muito que já estava condenado ao fracasso e à condição expectante de (não) saber de si.
É um facto que neste breve reencontro, teia pelo dia em que voltavas a desaparecer, assim, sem nada dizer nem porquê. 

"Eu tentei... Mas não consegui! Beijo de boa noite..."
Foram estas as últimas palavras que tento aceitar, como se de um veredicto se tratasse. Provavelmente.
Talvez não.

Deste lado tentarei sempre.
Até que o coração não me doa. Porque só na tua voz encontra a almofada.

sexta-feira, outubro 19, 2012

És a minha sorte grande.


Olha lá,
Já se passaram alguns anos
Nem sequer vinhas nos meus planos
Saiste-me a sorte grande

E eu cá vou
Gozando os louros deste achado
Contigo de braço dado para todo o lado

Eu vou até morrer ser teu se me quiseres
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

Meu amor na roda da lotaria
Que é coisa escorregadia
Saiste-me a sorte grande

E eu cá vou
À minha sorte abandonado
Contigo de braço dado para todo o lado

Eu vou até morrer ser teu se me quiseres
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

Olha lá,
Por mais que passem os anos
Por menos que eu faça planos
Sais me sempre a sorte grande

Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti

quinta-feira, outubro 18, 2012

O que (ainda) nos une.


Descolei novamente rumo ao presente e, apesar do texto remeter para o pretérito, ainda hoje muitas destas premissas são válidas. Prefiro acreditar que sim. Prefiro (agora) viver assim.
Abandonar o discurso cinzento que tantas vezes inunda o quotidiano. Enquanto o teu riso ecoa na alma. Enquanto posso. 

"Este era o email que tinha escrito antes de falar contigo ao telemóvel. Dotado de alguma racionalidade e amargura! "SubsistÍsse", está mal escrito, aí a correcção.
Este é o email que te escrevo depois de ouvir-te e o meu coração te escutar...
Não é fácil dizer adeus, quando alguém habita no nosso coração e pensamento. Acredites ou não, enchias-me de felicidade, quando eras doce e me enchias de carinho. Quando me agarravas, ainda que dissesse repetitivamente, não, a minha vontade dizia sim e enchias-me de alegria. Sentia-me realmente no melhor lugar do mundo, quando me abaraçavas de noite e adormecias a meu lado. O meu ser sorria, quando, me ligavas, por espontânea vontade, e querias-me dar um beijinho ou saberes de mim.
O meu sorriso contigo ganhava a sua maior plenitude quando partilhávamos momentos juntos e bricávamos um com o outro.
Acredita, que algumas vezes consegui sentir o teu AMOR e pensar num futuro! Tantas vezes que fiz planos na minha cabeça e sonhei acordada... E tu estavas presente!
Tive medo de te amar demais e que me tornasses a magoar... Por isso afastei-me... Mas em cada momento repartido contigo experienciei a maior felicidade, de toda uma vida. Por esse motivo é que é tão difícil dizer adeus.
Contigo sou eu, sinto-me bem e consigo conversar sobre tudo... À excepção de quando estou zangada! Mesmo que diga as maiores barbaridades, tu sorris comigo!
Vou ter tantas saudades de sorrir contigo!
Um beijo com carinho e um daqueles abraços fortes e longos, que nos une para sempre!
P.S.- Não querendo ser ordinária, vou sentir falta de fazermos amor  e a parede so tinha significado contigo."

quarta-feira, outubro 17, 2012

Memórias... do presente.

Há muito me habituei a viver outra vez, no passado, na visão implícita mas tantas vezes forçada na memória de nós.
Há muito até que desconstruí todos os momentos na minha cabeça, para poder aceitar a minha condição. Isolado. Entre o sono e o sonho. No limite da inconsciência do consciente.

Hoje entrou luz pela janela fechada do meu peito, para te parafrasear.
Consigo falar no presente. Ou no passado recente.
Foi mesmo há pedaço que te ouvi o coração.
Que te confidenciei o meu maior segredo.
Que te senti o beijo.
Que me envolvi no abraço apaziguador do teu porto seguro.
Foi no pretérito. Mas continuas a fazer-me feliz. 

sexta-feira, outubro 12, 2012

Precisas de um estrela?




"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas.
Para uns, que viajam, as estrelas são guias.
Para outros, elas não passam de pequenas luzes.
Para outros, os sábios, são problemas.
Para o meu negociante, eram ouro.
Mas todas essas estrelas se calam.
Tu porém, terás estrelas como ninguém...
Quero dizer: quando olhares o céu de noite,
(porque habitarei uma delas e estarei rindo),
então será como se todas as estrelas te rissem!
E tu terás estrelas que sabem sorrir!
Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido.
Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá).
Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto...
e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu.
Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

quarta-feira, outubro 10, 2012

Shiver


So I look in your direction,
But you pay me no attention, do you?
I know you don't listen to me,
'Cause you say you see straight through me,
Don't you?

But on and on,
From the moment I wake,
To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,
Just to see if you care

Oh, did you want me to change?
Well I'd change for good,
And I want you to know that you'll always get your way
And I wanted to say

Don't you shiver
Don't you shiver
I sing it loud and clear
And I'll always be waiting for you

So you know how much I need you,
But you never even see me do you?
And is this my final chance of getting you?

But on and on,
From the moment I wake,
To the moment I sleep,
I'll be there by your side,
Just you try and stop me,
I'll be waiting in line,
Just to see if you care, if you care.

Oh, did you want me to change?
Well I'd change for good,
And I want you to know that you'll always get your way
And I wanted to say...

Don't you shiver
Don't you shiver,
I sing it loud and clear
I'll always be waiting for you.
Yeah I'll always be waiting for you
Yeah I'll always be waiting for you
Yeah I'll always be waiting for you
For you, I will always be waiting

And it's you I see,
But you don't see me
And its you, I hear,
So loud and so clear
I sing it loud and clear
And I'll always be waiting for you

So I look in your direction,
But you pay me no attention,
And you know how much I need you
But you never even see me


terça-feira, outubro 09, 2012

Sem o teu amor não vivo.

"Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro."

domingo, outubro 07, 2012

Como dois e dois.



Quando você
Me ouvir cantar
Venha não creia
Eu não corro perigo
Digo, não digo, não ligo
Deixo no ar
Eu sigo apenas
Porque eu gosto de cantar...

Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual
Quando eu canto
E sou mudo
Mas eu não minto
Não minto
Estou longe e perto
Sinto alegrias
Tristezas e brinco...

Meu amor!
Tudo em volta está deserto
Tudo certo
Tudo certo como
Dois e dois são cinco...

Quando você
Me ouvir chorar
Tente não cante
Não conte comigo
Falo, não calo, não falo
Deixo sangrar
Algumas lágrimas bastam
Prá consolar...

Tudo vai mal
Tudo, tudo, tudo, tudo
Tudo mudou
Não me iludo e contudo
A mesma porta sem trinco
Mesmo teto, mesmo teto
E a mesma lua a furar
Nosso zinco...

Meu amor!
Tudo em volta está deserto
Tudo certo
Tudo certo como
Dois e dois são cinco
Meu amor! Meu amor! Meu amor!
Tudo em volta está deserto
Tudo certo
Tudo certo como
Dois e dois são cinco...

terça-feira, outubro 02, 2012

Apanhaste-me para sempre.

"Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem."

segunda-feira, outubro 01, 2012

Lost Love


Our love was lost
But now we've found it
Our love was lost
And hope was gone

Our love was lost
But now we've found it
And if you flash your heart
I won't deny it
I promise

I promise

Your walls are up
Too cold to touch it
Your walls are up
Too high to climb

I know it's hard

But I can still hear it beating
So if you flash your heart
I won't mistreat it
I promise

I promise

Our love was lost
In the rubble are all the things
That you've, you've been dreaming of
Keep me in mind
When you're ready
I am here
To take you every time

Oh our love was lost
Lost, lost, lost, lost....
Our love was lost
But now its found

sexta-feira, setembro 28, 2012


Assim me perguntaste,
assim te respondi:
tudo é paixão.

Como não lamber
da tua pele, o mel
que o desejo fabrica?

E como a minha boca
não recolher o néctar
da tua boca?

Ou como não sorver
das tuas mãos o pólen
da ternura?

E se, em vez de paixão,
for sexo apenas,
ou loucura?

Pode até não ser amor.
Mas, seja o que for,
não é pior.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Hoje estou mesmo cansado. Não para pensar em ti. E por isso precisar tanto de nós.

Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais a falta das pessoas de quem amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Lost


Hoje sinto-me assim. Perdido. Ou não. Desamparado. Mas principalmente revoltado. Da tua ausência.
E por isso cheio de saudades desse abraço.

I can't believe it's over
I watched the whole thing fall
And I never saw the writing that was on the wall
If I'd only knew
The days were slipping past
That the good things never last
That you were crying

Summer turned to winter
And the snow it turned to rain
And the rain turned into tears upon your face
I hardly recognize the girl you are today
And God I hope it's not too late
It's not too late

'Cause you are not alone
I'm always there with you
And we'll get lost together
Until the light comes pouring through
It's when you feel like you're done
And the darkness has won
Babe, you're not lost
When your world's crashing down
And you can't bear the cross
I said, babe, you're not lost

Life can show no mercy
It can tear your soul apart
It can make you feel like you've gone crazy but you're not
Things have seemed to change
There's one thing that's still the same
In my heart you have remained
And we can fly fly fly away

'Cause you are not alone
And I am there with you
And we'll get lost together
Until the light comes pouring through
It's when you feel like you're done
And the darkness has won
Babe, you're not lost
And the world's crashing down
And you can not bear the cross
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost
I said, baby, you're not lost.