Ou até já. Porque a razão manda mas o coração sempre vence.
"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus."
terça-feira, janeiro 14, 2014
segunda-feira, janeiro 13, 2014
(A)Mar
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
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Mar Poesia.,
Sophia de Mello Breyner Andresen
domingo, janeiro 12, 2014
Venceremos os dois
Hoje, mesmo depois da derrota do meu clube de coração, precisava de ouvir a tua voz.
Mesmo adivinhando o gozo das tuas palavras, a fantástica ironia cómica.
Dir-te-ia que foi mais uma tentativa de opressão contra o Norte.
Responderias que só falo assim porque perdi.
Provavelmente terias razão.
Argumentaria que afinal jogámos bem mas o árbitro não nos deixou ganhar.
Satirizavas certamente o meu Presidente e dirias que nem sempre consegue "convencer" a equipa de arbitragem através dos prazeres carnais.
Finalizaria com um prognóstico em jeito de vaticínio: no fim ainda vamos ganhar.
Ririas com esse ar de menina mulher.
Venceremos os dois.
Juntos.
No coração.
Separados.
Na paixão.
No clubismo.
Na vida.
Te amo.
Mesmo adivinhando o gozo das tuas palavras, a fantástica ironia cómica.
Dir-te-ia que foi mais uma tentativa de opressão contra o Norte.
Responderias que só falo assim porque perdi.
Provavelmente terias razão.
Argumentaria que afinal jogámos bem mas o árbitro não nos deixou ganhar.
Satirizavas certamente o meu Presidente e dirias que nem sempre consegue "convencer" a equipa de arbitragem através dos prazeres carnais.
Finalizaria com um prognóstico em jeito de vaticínio: no fim ainda vamos ganhar.
Ririas com esse ar de menina mulher.
Venceremos os dois.
Juntos.
No coração.
Separados.
Na paixão.
No clubismo.
Na vida.
Te amo.
sexta-feira, janeiro 10, 2014
A força do sonhos. Quando nada mais resta.
Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
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1944),
Sophia de Mello Breyner Andresen (in Poesia
quinta-feira, janeiro 09, 2014
Acredito em ti.
Ela disse: há uma altura em que os corpos não estão à altura.
Ele disse: não acredito nos corpos. Mas acredito em ti.
Ela disse: há uma altura em que as peles acabam.
Ele disse: não acredito nas peles. Mas acredito em ti.
Ela disse: vou nos teus ombros.
Ele disse: vou nos teus ombros.
E, apesar de os corpos se irem, assim ficaram.
quarta-feira, janeiro 08, 2014
É simples.
É simples a separação.
Adeus.
Desenlaçado o último abraço, uma pressa de dar contas um ao outro.
Já não há gestos. O derradeiro (impossível) seria não desfazer o abraço.
Pressa de cada um retomar o outro na teia lenta da remembrança.
Não desfazer o abraço. Ficar face encostada ao niagara dos cabelos.
Sobram fotografias, voz no gravador, um bilhete na caixa do correio. Sobra o telefone.
Tensão - telefone. Experimentada. Sofrida.
Tensão - telefone. Possibilidade de voz não póstuma.
No gravador, voz de ontem, de anteontem. De há anos.
Sobra o telefone. Mudo.
Retininte?
Sobrarão as cartas. Sobra a espera.
Na teia lenta da remembrança, retomo-te em memória recente:
na praia de ternura onde nos enrolámos e desenrolámos desesperados de separação.
Sobra a separação.
Adeus.
Desenlaçado o último abraço, uma pressa de dar contas um ao outro.
Já não há gestos. O derradeiro (impossível) seria não desfazer o abraço.
Pressa de cada um retomar o outro na teia lenta da remembrança.
Não desfazer o abraço. Ficar face encostada ao niagara dos cabelos.
Sobram fotografias, voz no gravador, um bilhete na caixa do correio. Sobra o telefone.
Tensão - telefone. Experimentada. Sofrida.
Tensão - telefone. Possibilidade de voz não póstuma.
No gravador, voz de ontem, de anteontem. De há anos.
Sobra o telefone. Mudo.
Retininte?
Sobrarão as cartas. Sobra a espera.
Na teia lenta da remembrança, retomo-te em memória recente:
na praia de ternura onde nos enrolámos e desenrolámos desesperados de separação.
Sobra a separação.
terça-feira, janeiro 07, 2014
Tentei.
Sabes por quantas ruas te vigiei?
Por quantas estradas te imaginei? Me enganei?
Na esperança no teu vislumbre, em quantos semáforos me baralhei? Caminhos cruzei?
À procura do teu sorriso, por quantos bares me embebedei ?
E as lojas onde entrei? Os cafés que tomei?
Só para sonhar. Encontrar os teus olhos.
Vou embora para (mais) longe. Desaparece assim a tensão infantil e idiota de te encontrar ao virar da esquina.
A memória... essa perdura.
Te amo.
Por quantas estradas te imaginei? Me enganei?
Na esperança no teu vislumbre, em quantos semáforos me baralhei? Caminhos cruzei?
À procura do teu sorriso, por quantos bares me embebedei ?
E as lojas onde entrei? Os cafés que tomei?
Só para sonhar. Encontrar os teus olhos.
Vou embora para (mais) longe. Desaparece assim a tensão infantil e idiota de te encontrar ao virar da esquina.
A memória... essa perdura.
Te amo.
segunda-feira, janeiro 06, 2014
O fundamento do amor.
Sê breve nas horas interiores,
mas por fora sê extenso, derramável
qual um rio. O fundamento do amor.
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A. M. Pires Cabral (in Artes Marginais )
domingo, janeiro 05, 2014
Close your eyes.
Com a chuva a ditar a melodia dos nossos corpos, entre a harmonia do Amor e o calor que nos separa e nos atraí, hoje sussurrava-te ao ouvido assim....
"Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
I think you're one of a kind
Here's to you
The one that always pulls us through
Always do what you got to do
You're one of a kind
Thank God you're mine
You're an angel dressed in armor
You're the fair in every fight
You're my life and my safe harbor
Where the sun sets every night
And if my love is blind I don't want to see the light
It's your beauty that betrays you
Your smile gives you away
Cause you're made of strength and mercy
And my soul is yours to save
I know this much it's true
When my world was dark and blue
I know the only one who'll rescue me is you
Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
You'll never gonna have to cry
Because you're one of a kind
Yeah, here's to you
The one that always pulls us through
You always do what you got to do, baby
Because you're one of a kind
When your love pours down on me
I know I'm finally free
So I tell you gratefully
Every single beat in my heart
Is yours to keep
Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
You'll never gonna to have to cry
Because you're one of a kind
Yeah, here's to you
The one that always pulls us through
You always do what you got to do, baby
Because you're one of a kind
You're the reason why I'm breathing
With a little look my way
You're the reason that I'm feeling
It's finally safe to stay"
"Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
I think you're one of a kind
Here's to you
The one that always pulls us through
Always do what you got to do
You're one of a kind
Thank God you're mine
You're an angel dressed in armor
You're the fair in every fight
You're my life and my safe harbor
Where the sun sets every night
And if my love is blind I don't want to see the light
It's your beauty that betrays you
Your smile gives you away
Cause you're made of strength and mercy
And my soul is yours to save
I know this much it's true
When my world was dark and blue
I know the only one who'll rescue me is you
Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
You'll never gonna have to cry
Because you're one of a kind
Yeah, here's to you
The one that always pulls us through
You always do what you got to do, baby
Because you're one of a kind
When your love pours down on me
I know I'm finally free
So I tell you gratefully
Every single beat in my heart
Is yours to keep
Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
You'll never gonna to have to cry
Because you're one of a kind
Yeah, here's to you
The one that always pulls us through
You always do what you got to do, baby
Because you're one of a kind
You're the reason why I'm breathing
With a little look my way
You're the reason that I'm feeling
It's finally safe to stay"
sexta-feira, janeiro 03, 2014
Onde o Rio encontra o Mar.
Aqui.
Voltei aqui. Onde o rio encontra o mar.
Onde também nós cruzávamos os olhos à procura do Amor.
Dizem os mais velhos que não devemos voltar onde já fomos felizes.
Estou constantemente a fazê-lo.
Em pecado e em penitência.
Para travar esta angústia lancinante ou para te pedir perdão.
Mas sempre para dizer que te amo.
quarta-feira, janeiro 01, 2014
O Amor é fodido!
Quando abria a janela, todos os anjos do céu que a vissem ficavam transformados em pombos.
Daqueles que têm a cabeça a prémio. Ratos voadores. Nenhum anjo resistia a olhar para ela. Por isso é que já não há anjos. O último, que eu saiba, morreu na mala de mão dela, um dia.
Daqueles que têm a cabeça a prémio. Ratos voadores. Nenhum anjo resistia a olhar para ela. Por isso é que já não há anjos. O último, que eu saiba, morreu na mala de mão dela, um dia.
Etiquetas:
Miguel Esteves Cardoso,
O amor é fodido
domingo, dezembro 29, 2013
Tu.
E porquê esta música?
Não sei. Mas o ritmo tem a tua irreverência.
Só me recordo dessa pose sensual enquanto docemente moves os teus ombros ao encontro do pescoço enquanto esses cabelos ondulam na batida que só o nosso coração conhece o compasso.
Sei lá.
sexta-feira, dezembro 27, 2013
Presente do presente.
Já o repeti várias vezes. A mim e a ti.
Mas a verdade é mesmo esta.
Passo muito do tempo a recordar o nosso tempo.
Ainda mais tempo a pensar em ti.
Quase não sobra tempo pata absorver o presente.
Mas desta vez é diferente.
O presente trouxe-me um presente.
Trouxe-me o teu sorriso em palavras.
A tua voz em pontos de exclamação.
Não imaginas as vezes que li e reli esta sms.
Não tem conta as inúmeras respostas que ensaiei, que apaguei e voltei a escrever.
Mas fiquei por aí.
Continuo a ensaiar diálogos, mas não tenho coragem para tos enviar.
Não sei se é prematuro. Se é invasão. Se abuso da minha parte receber uma mensagem tua e desatar a escrever para esperar que respondas.
Apetece-me dizer-te que o meu Natal, depois de roubados os sorrisos das crianças, assumiu este ano outro sabor.
Cheira-me e sabe-me a ti em todo o lado.
Quero viver só mais um pouco o presente. Do teu presente.
Te amo.
A melhor prenda de Natal!
Assim.
Sem esperar.
Passo tanto tempo a viver-te memória que fica difícil aceitar o presente.
Hoje foi definitivamente um dia bom!
"Obrigada! Espero k tenha passado um bom natal! Votos de boas entradas em 2014!"
Sem esperar.
Passo tanto tempo a viver-te memória que fica difícil aceitar o presente.
Hoje foi definitivamente um dia bom!
"Obrigada! Espero k tenha passado um bom natal! Votos de boas entradas em 2014!"
domingo, dezembro 22, 2013
Equação do Amor.
Somos o produto do que fomos.
A soma de quem juntamos.
Na equação da Vida.
Somos o resultado
do que acumulamos.
As barreiras que subtraímos.
Somos essencialmente o quanto amamos.
A soma de quem juntamos.
Na equação da Vida.
Somos o resultado
do que acumulamos.
As barreiras que subtraímos.
Somos essencialmente o quanto amamos.
sábado, dezembro 21, 2013
Não.
Tantas vezes referiste que a palavra não, quando conversávamos ou discutíamos, era um mau princípio.
Hoje não aguento. Não estou a conseguir.
Não.
Não.
Não.
Hoje é dia não.
Não devia ser dia.
Por isso não digas que não tens saudades.
Não evites sentir o meu corpo colado ao teu.
Não negues que te faço feliz nas horas que não te deixo triste.
Não escondas esse brilho quando os nossos olhos se encontram e esquecem o resto do mundo.
Não digas que não te abraço com toda a esperança de poder fazê-lo para o resto da minha vida.
Porque de outra forma a vida é não.
Por isso não digas que não.
Amo-te Tinhosa.
E tu, também me amas?
Não. Não digas que não.
Hoje não aguento. Não estou a conseguir.
Não.
Não.
Não.
Hoje é dia não.
Não devia ser dia.
Por isso não digas que não tens saudades.
Não evites sentir o meu corpo colado ao teu.
Não negues que te faço feliz nas horas que não te deixo triste.
Não escondas esse brilho quando os nossos olhos se encontram e esquecem o resto do mundo.
Não digas que não te abraço com toda a esperança de poder fazê-lo para o resto da minha vida.
Porque de outra forma a vida é não.
Por isso não digas que não.
Amo-te Tinhosa.
E tu, também me amas?
Não. Não digas que não.
sexta-feira, dezembro 20, 2013
Todos os minutos contam a tua ausência.
Nos dias.
Nas noites.
Nas madrugadas e fins da tarde.
Nas horas de ócio e de labuta.
Todos os minutos contam a tua ausência.
Te amo.
Sempre.
Nas noites.
Nas madrugadas e fins da tarde.
Nas horas de ócio e de labuta.
Todos os minutos contam a tua ausência.
Te amo.
Sempre.
Two parts. Two harts.
The whole world is divided for me into two parts: one is
she, and there is all happiness, hope, light; the other is where she is not,
and there is dejection and darkness.
Leo Tolstoy, in War and Peace.
Leo Tolstoy, in War and Peace.
quinta-feira, dezembro 19, 2013
"Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...
Era, no copo, além do gin, o gelo;
além do gelo, a roda de limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.
Era no gira-discos, o Martírio
de São Sebastião, de Debussy....
Era, na jarra, de repente, um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.
Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança..."
quarta-feira, dezembro 18, 2013
Demons
Já a ouvi mil vezes.
A segurar a tua mão.
Só nós.
When the days are cold
And the cards all fold
And the saints we see
Are all made of gold
When your dreams all fail
And the ones we hail
Are the worst of all
And the blood’s run stale
I wanna hide the truth
I wanna shelter you
But with the beast inside
There’s nowhere we can hide
No matter what we breed
We still are made of greed
This is my kingdom come
This is my kingdom come
When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Curtain’s call
Is the last of all
When the lights fade out
All the sinners crawl
So they dug your grave
And the masquerade
Will come calling out
At the mess you've made
Don't wanna let you down
But I am hell bound
Though this is all for you
Don't wanna hide the truth
No matter what we breed
We still are made of greed
This is my kingdom come
This is my kingdom come
When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
They say it's what you make
I say it's up to fate
It's woven in my soul
I need to let you go
Your eyes, they shine so bright
I wanna save that light
I can't escape this now
Unless you show me how
When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
A segurar a tua mão.
Só nós.
When the days are cold
And the cards all fold
And the saints we see
Are all made of gold
When your dreams all fail
And the ones we hail
Are the worst of all
And the blood’s run stale
I wanna hide the truth
I wanna shelter you
But with the beast inside
There’s nowhere we can hide
No matter what we breed
We still are made of greed
This is my kingdom come
This is my kingdom come
When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Curtain’s call
Is the last of all
When the lights fade out
All the sinners crawl
So they dug your grave
And the masquerade
Will come calling out
At the mess you've made
Don't wanna let you down
But I am hell bound
Though this is all for you
Don't wanna hide the truth
No matter what we breed
We still are made of greed
This is my kingdom come
This is my kingdom come
When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
They say it's what you make
I say it's up to fate
It's woven in my soul
I need to let you go
Your eyes, they shine so bright
I wanna save that light
I can't escape this now
Unless you show me how
When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
segunda-feira, dezembro 16, 2013
Pior do que perder, é ser obrigado a decidir perder.
"O pior é sempre o momento em que se desiste. Mas pior ainda do que o momento em que se desiste é o momento em que se decide desistir. O momento em que, com coragem, se consegue dizer: ACABOU...
Pior do que o efectivo instante em que acaba é o efectivo instante em que se decide que acabou. É aí, e não antes nem depois, que a dor maior assoma: é aí que a derrota assoma.
Pior do que perder é ser obrigado a decidir perder.”
Pior do que o efectivo instante em que acaba é o efectivo instante em que se decide que acabou. É aí, e não antes nem depois, que a dor maior assoma: é aí que a derrota assoma.
Pior do que perder é ser obrigado a decidir perder.”
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"In Sexus Veritas",
de Pedro Chagas Freitas
sexta-feira, dezembro 13, 2013
Conhecer-te mudou a minha vida para sempre.
Quando hoje vejo as lágrimas de outros e outras que confidenciam as amarguras e desilusões das relações, compreendo mais que nunca os teus olhos tristes, o semblante carregado, a tentativa de explicação que eu evitava ouvir.Hoje, no tempo de que passo sem ti, reconheço na dor dos outros, o sofrimento que causei, provoquei, que não soube atenuar nem resolver.
Preciso dizer-to.
Estou com o coração na boca.
Conhecer-te mudou a minha vida para sempre.
Faria o percurso novamente se soubesse que o prémio és tu.
Mas jamais abandonaria os actos para passar às palavras rudes.
Jamais adiaria um abraço para bater com a porta e provocar lágrimas no teu rosto.
Jamais deixaria de abraçar esse corpo quente que, no fundo, só precisa de Amor.
Não imaginas como desespero por um abraço teu.
Não imaginas como desespero por um abraço teu.
Perdão.
Amo-te. Para sempre.
quinta-feira, dezembro 12, 2013
Nas tuas dúvidas e incertezas.
És o meu porto de abrigo.
Nos teus braços. Nos meus sonhos. Nos teus olhos.
Nas tuas dúvidas e incertezas.
Há dias em que me assemelho
a um barco açoitado
pelas vagas alterosas
da borrasca
navegando
com as minhas certezas
a tempestade
das tuas dúvidas e incertezas
Nessas alturas
tentando rumar
ao porto de abrigo
invariavelmente
falho o rumo seguro
da entrada da barra
e qual navio desgovernado
encalho na doca seca
das areias da praia
quarta-feira, dezembro 11, 2013
Quero-te. Sempre.
Quero-te para além das coisas justas
e dos dias cheios de grandeza.
A dor não tem significado quando me roubam as árvores,
as ágatas, as águas.
O meu sol vem de dentro do teu corpo,
a tua voz respira a minha voz.
De quem são os ídolos, as culpas, as vírgulas
dos beijos? Discuto esta noite
apenas o pudor de preferir-te
entre as coisas vivas.
e dos dias cheios de grandeza.
A dor não tem significado quando me roubam as árvores,
as ágatas, as águas.
O meu sol vem de dentro do teu corpo,
a tua voz respira a minha voz.
De quem são os ídolos, as culpas, as vírgulas
dos beijos? Discuto esta noite
apenas o pudor de preferir-te
entre as coisas vivas.
terça-feira, dezembro 10, 2013
O A...MAR que nos separa.
Hoje o dia está quase tão negro como o meu coração.
Hoje é dia de ficar enroscado em ti.
De inventar mil desculpas no trabalho porque o importante é não sair dos teus braços.
Hoje o dia é só para levantar da cama para fazer torradas com muito mel para preencher o teu coração e um café forte para para aguentarmos as investidas de Amor, nessa guerra de corpos que nenhum dos dois quer perder.
Hoje acordei mais tarde, mas uma vez mais sem ti.
E fiquei pelo sonho. Tentando que ele durasse tanto como o tempo que nos separa.
Quilómetros de beijos, milhas de abraços.
Tantos e tão fortes como este mar que nos separa.
segunda-feira, dezembro 09, 2013
Beijos assim.
Não é que a memória de ti mereça e padeça de descanso, mas por norma, só um fim de semana totalmente depressivo e desamparado me fazer regressar a este espaço e dedicar-te algumas palavras.
Por norma costumo afogar as mágoas num copo... ou sete, permitindo por momentos elevar o meu estado a um nível de inconsciência, que só mesmo no desespero cometo actos totalmente idiotas, como aquela mensagem. Puro desespero. Que não canso de pedir desculpa. Mas hoje não. Este fim de semana não consegui fugir, por um pouco que fosse, à memória de nós.
Numa festa de despedida de um tipo que também conheces, mas que não vais à mistura, falávamos sobre os beijos como forma de evitar as manchas de café, tabaco ou vinho.
E foi no beijo que fiquei e me perdi nos teus lábios ignorando o resto da conversa.
Não me lembro de beijar. Tanto e tão bom como o fazíamos. No Amor e do DesAmor também.
Mas daqueles que me perdi e guardei o resto da noite para não conseguir dormir e pensar... foram os beijos de paixão. Aqueles que colávamos os lábios e que a língua pedia direcções enquanto os corpos se entregavam ao caótico estado de prazer que só tu nos sabes fazer encontrar.
Não beijei mais assim.
Somos ninguém.
"Tão rápido. Tão depressa. O amor é uma leve aranha que sobe pelo teu peito nu de mulher. O amor é um animal violento que se apodera de nós. Só em nós pode viver. O inesgotável, o imprevisível, o indomável. O que nos proíbe de continuar. O que não pede nada em troca e tudo exige. A vertigem do desconhecido. Tu sou eu e eu sou tu. No amor somos iguais, somos ninguém."
sexta-feira, dezembro 06, 2013
Porque não sei de ti.
Porque não sei de ti.
Porque todos os dias as saudades apertam e já não há argumentos, palavras, sustento para impedir esta tristeza que me abala e me abate o coração.
Porque me rasgo por dentro em mil folhas, tantas em quantas cabem as palavras que já te escrevi, mas que poucas vezes soube partilhar no momento, na presença tão leve e clara do nosso Amor.
Porque todos os dias as saudades apertam e já não há argumentos, palavras, sustento para impedir esta tristeza que me abala e me abate o coração.
Porque me rasgo por dentro em mil folhas, tantas em quantas cabem as palavras que já te escrevi, mas que poucas vezes soube partilhar no momento, na presença tão leve e clara do nosso Amor.
quinta-feira, dezembro 05, 2013
Entre o sim e o não.
'Passei só para lhe deixar um beijinho de boa noite! " Só o querer da vontade, depende de nós. (...) Nós sim, é que precisamos daquilo nem que seja só para podermos prosseguir por entre os limites do intervalo. Entre o sim e o não."
Sei que, somente, tu vais compreender estas palavras! Por tudo o que partilhamos e vivemos. Dorme bem! Abraço forte e apertado! '
Sei que, somente, tu vais compreender estas palavras! Por tudo o que partilhamos e vivemos. Dorme bem! Abraço forte e apertado! '
quarta-feira, dezembro 04, 2013
Não te vejo.
Não te vejo.
Apenas sinto em mim
o arrepio voraz dos teus cabelos em desalinho
e o véu da tontura nascida do aroma
que as tuas mãos tatuam na minha pele.
Não te vejo.
Apenas visto em mim
a sombra difusa do teu corpo em planície
percorrida ao sabor da brisa que o meu desejo exala
em ânsias de oceano prometido.
Não te vejo.
Apenas guardo em mim
o luar reflectido no suor do teu ardor
gotejado em rebeldia nas margens do amanhecer
como orvalho descoberto nos meus lábios sequiosos.
Não te vejo.
Apenas sou lagoa onde cai teu reflexo
adivinhado nas ondas imparáveis do sentir
que me percorre sem pudor e me desnuda o corpo em luz
como manhã ansiosa por ser dia.
segunda-feira, dezembro 02, 2013
Abro mão de tudo. Por ti.
“Quero apenas cinco coisas
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando”.
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando”.
domingo, dezembro 01, 2013
Alimentar o Amor
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir.
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades. Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.
Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte.
É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Valtam-nos guardiões.
É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar.
Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade.
É tão fácil ser rebelde. Pica tão bem ser irreverente. Criar é tão giro. As pessoas adoram um gozão, um malcriado, um aventureiro. É o que eu sou. Estas crónicas provam-no. Mas queria que mostrassem também que não é isso que eu prezo e que não é só isso que eu sou.
Se eu fosse forte, seria um verdadeiro conservador. Mudar é um instinto animal. Conservar, porque vai contra a natureza, é que é humano. Gosto mais de quem desenterra do que de quem planta. Gosto mais do arqueólogo do que do arquitecto. Gosto de académicos, de coleccionadores, de bibliotecários, de antologistas, de jardineiros.
Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela.
Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar.
O medo do Amor.
E não é?
Sim. Tudo isso e ainda mais.
Os maiores medos não se comparam à tristeza de viver sem esse sorriso..
Saudades tuas minha Tinhosa.
"(...)sabendo que para sempre é impossível recusá-lo."
"Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo."
E não é?
Sim. Tudo isso e ainda mais.
Os maiores medos não se comparam à tristeza de viver sem esse sorriso..
Saudades tuas minha Tinhosa.
"(...)sabendo que para sempre é impossível recusá-lo."
"Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo."
Sim. Tudo isso e ainda mais.
Os maiores medos não se comparam à tristeza de viver sem esse sorriso..
Saudades tuas minha Tinhosa.
"(...)sabendo que para sempre é impossível recusá-lo."
"Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo."
sexta-feira, novembro 29, 2013
Admiro-te.
"Admiro-te ao longe, a distância segura, onde a minha alma é força que o coração empurra...E fico lá longe, na distância segura, porque não há ponte nem caminho de terra, ou caminho de pedra ou seja lá do que for, que me permita ir a ti e essa barreira transpor...E vejo-te ao longe, mesmo quando estás perto, e posso falar-te, e ouvir-te, e rir, mas não posso tocar-te sem depois fugir... E temo agora, depois de te ver, que troque uma letra e te queira ter..."
quinta-feira, novembro 28, 2013
Tanto que eu às tantas fico tão, tonto de ti.
Como quando o Porto perde em casa
Ou me deito com o grão na asa
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar
Ou como quando andava nos carrinhos
Do senhor de Matosinhos
Perna à banda, bamba assim só de me lembrar
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tanto que eu às tantas fico tão, tonto de ti.
Como quando me negaste um beijo
Na noite do cortejo
Fico zonzo, zonzo assim só de me lembrar
Ou como daquela vez na escola
No recreio a cheirar cola
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto de ti. Tonto de ti.
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto, tonto de ti.
Tonto, tonto de ti.
Ou me deito com o grão na asa
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar
Ou como quando andava nos carrinhos
Do senhor de Matosinhos
Perna à banda, bamba assim só de me lembrar
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tanto que eu às tantas fico tão, tonto de ti.
Como quando me negaste um beijo
Na noite do cortejo
Fico zonzo, zonzo assim só de me lembrar
Ou como daquela vez na escola
No recreio a cheirar cola
Fico tonto, zonzo assim só de me lembrar
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto de ti. Tonto de ti.
E agora, quem me diz onde é o norte?
Se fui tonto em tentar a sorte
Com quem não tem dó de mim
Tento há tanto tempo que ando tão, tonto de ti.
Tonto, tonto de ti.
Tonto, tonto de ti.
terça-feira, novembro 26, 2013
Sms
Saudades de adormecer ao seu lado e acordar também, mesmo à distância.
"Olá, bom dia, com muito soninho! Hoje de manha, roguei-lhe uma praga, tão grande, tão grande! Lol! Mas, confesso que gostei de voltar a adormecer consigo! Mas, tem que me prometer que vamos falar a horas decentes, se não pareço uma zombie! Beijoca fofa, fofa"
"Olá, bom dia, com muito soninho! Hoje de manha, roguei-lhe uma praga, tão grande, tão grande! Lol! Mas, confesso que gostei de voltar a adormecer consigo! Mas, tem que me prometer que vamos falar a horas decentes, se não pareço uma zombie! Beijoca fofa, fofa"
segunda-feira, novembro 25, 2013
Guitarra Triste
Ninguém consegue por muito forte que seja,
Alcançar o que deseja, seja lá por ambição.
Se não tiver dando forma ao seu valor
Uma promessa de amor que alimenta uma ilusão.
Uma mulher é como uma guitarra
Não é qualquer que a abraça e faz vibrar.
Mas quem souber na forma como agarra,
Prende-lhe a alma nas mãos que sabe tocar.
Por tal razão se engana facilmente
Um coração que queria ser feliz.
Guitarra triste que busca um confidente
Nas mãos de quem não sente o pranto que ela diz.
Não há ninguém que não peça à própria vida
A fazê-la renascida por quem um dia nasceu.
E de tal forma a vida sabe mentir
O que a gente chega a sentir, o bem que ela não nos deu.
Etiquetas:
Amália Rodrigues - Guitarra Triste,
António Zambujo
Labirinto da Saudade
Hoje o Sol brindou os comuns com um calor maravilhoso.
Mas nem assim o coração aqueceu.
Falta o teu sorriso. O teu abraço.
Falta tudo.
Procurei. Não te encontro.
Só aqui. No peito. Guardada.
São ruas infinitas entre
jardins de memória
que os teus olhos não me deixam
apagar.
São vielas estreitas
entre as curvas do teu corpo
que não paro de recordar.
São cruzamentos de alegria.
entroncamentos de prazer.
Na procura de ti,
Todos terminam no mar.
Mas nem assim o coração aqueceu.
Falta o teu sorriso. O teu abraço.
Falta tudo.
Procurei. Não te encontro.
Só aqui. No peito. Guardada.
São ruas infinitas entre
jardins de memória
que os teus olhos não me deixam
apagar.
São vielas estreitas
entre as curvas do teu corpo
que não paro de recordar.
São cruzamentos de alegria.
entroncamentos de prazer.
Na procura de ti,
Todos terminam no mar.
domingo, novembro 24, 2013
Sem ti.
Sábado à noite e estou sem ti.
As saudades apertam cada vez mais.
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci
Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti
E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei um paraíso assim
Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....
Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só
Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz
Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz
Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder, vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....
As saudades apertam cada vez mais.
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci
Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti
E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei um paraíso assim
Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....
Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só
Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz
Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz
Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se perder, vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz....
sexta-feira, novembro 22, 2013
Os meus olhos repousam em ti.
"Abarcamos imensidões com o nosso olhar.
Deambulamos pelo que vemos e escolhemos onde o queremos pousar...numa árvore, num livro, na vastidão de um campo de terra lavrada, no desenho de uma chávena de café derrubada, ou, quem sabe, no silêncio simples de uma velha guitarra cansada...
Ou fechamos os olhos para perceber o que sentimos...
Ou recordamos e, recordando, sorrimos...
Olhamos para trás, talvez...e lembramo-nos de uma cor, um gesto, uma boca que ri...
Mas os meus olhos...os meus olhos repousam em ti."
Deambulamos pelo que vemos e escolhemos onde o queremos pousar...numa árvore, num livro, na vastidão de um campo de terra lavrada, no desenho de uma chávena de café derrubada, ou, quem sabe, no silêncio simples de uma velha guitarra cansada...
Ou fechamos os olhos para perceber o que sentimos...
Ou recordamos e, recordando, sorrimos...
Olhamos para trás, talvez...e lembramo-nos de uma cor, um gesto, uma boca que ri...
Mas os meus olhos...os meus olhos repousam em ti."
quarta-feira, novembro 20, 2013
Sms - Poema
S -Poema são os seus olhos, que rasgam a escuridão."
Poema são os seus seios, que afagam o coração.
Poema é o seu ventre, que acolhe o fruto da paixão.
Poema é a geografia do seu corpo, estrada que embala a emoção.
Poema és tu. Única. Tentação.
Momento poético patrocinado pela Coral Tónica.
Isto hoje não vai correr bem.
ABRAÇO!
T - Muito poético!
Espero que estejas bem! Beijos
Poema são os seus seios, que afagam o coração.
Poema é o seu ventre, que acolhe o fruto da paixão.
Poema é a geografia do seu corpo, estrada que embala a emoção.
Poema és tu. Única. Tentação.
Momento poético patrocinado pela Coral Tónica.
Isto hoje não vai correr bem.
ABRAÇO!
T - Muito poético!
Espero que estejas bem! Beijos
terça-feira, novembro 19, 2013
sms - Reencontro.
"Há uma semana que durmo consigo na esperança do reencontro. Agora fiquei em êxtase. Mas a verdade é que só preciso de um abraço seu. Se for depois da missa ou no lusco fusco, pouco importa.
Um beijo doce. Tinhosa. Obrigado."
Um beijo doce. Tinhosa. Obrigado."
segunda-feira, novembro 18, 2013
No teu poema.
Ontem ouvi Amor Electro num concerto bem aconchegante na Fnac.
Lembrei, ri. reli o teu texto emocionado, que abriste com um poema da banda.
Hoje deixo-te uma interpretação de uma música que também tem o teu nome.
Lembrei, ri. reli o teu texto emocionado, que abriste com um poema da banda.
Hoje deixo-te uma interpretação de uma música que também tem o teu nome.
Como um dia de Domingo.
Deita-te aqui comigo de olhos fechados
e de palavras ancoradas
quero que percebas que no mais fundo
e secreto de mim há negrume e silêncio
e como daí - do negrume e do silêncio -
podem nascer as cores e renovar-se a alma
basta que
te deites aqui comigo resumindo a noite
como quando se dorme.
sábado, novembro 16, 2013
Só assim conseguirei enfrentar e contrariar o Amor.
Sábado à noite e continua cada vez mais denso o cenário da tua ausência.
Já não é só o meu coração a refutar esta decisão. O corpo manifesta-se também. Da pior maneira.
Mais difícil que viver sem o teu mimo, é viver com a consciência que foi culpa inteiramente minha, o facto de já não estarmos mais juntos, nem em corpo nem de alma. Pelo menos de uma das partes.
Já não é só o meu coração a refutar esta decisão. O corpo manifesta-se também. Da pior maneira.
Mais difícil que viver sem o teu mimo, é viver com a consciência que foi culpa inteiramente minha, o facto de já não estarmos mais juntos, nem em corpo nem de alma. Pelo menos de uma das partes.
Pouso as mágoas dos dias, nas noites tristes em que a almofada é o único conforto na amargura de voltar a acordar mais um dia sem ti.
Vivo todos os dias com esse peso no coração, ainda sem saber se tomei a atitude correcta.
Políbio, um grego que conheci quase por engano por uma das suas obras, pelos vistos bastante conhecida, intitulada "Histórias", escreve que "não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem."
O meu coração todos os dias me acusa desta decisão. Todos os dias me diz que foi o pior erro que cometi. Que ao menos, seja bom para a tua vida, os teus sonhos, a tua felicidade.
Só assim conseguirei enfrentar e contrariar o Amor.
sexta-feira, novembro 15, 2013
Que mais quero?
Não sei se é amor que tens, ou amor que finges,
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja eu jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva
É verdadeira. Aceito.
Cerro olhos: é bastante.
Que mais quero?
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja eu jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva
É verdadeira. Aceito.
Cerro olhos: é bastante.
Que mais quero?
quinta-feira, novembro 14, 2013
Enquanto vagueio sem rumo a pensar em ti.
O que fazes enquanto vagueio sem rumo a pensar em ti? Não respondas. Diz-me só o que não pensas quando pensas em mim. Esconde o teu olhar para que o entenda melhor, e mostra-me só o que não sentes. Somos mais o que escondemos do que o que mostramos. E, se nós não podemos ser, mostra-te a mim dessa maneira incompleta, peça de arte que és, fotografada na sombra. E, assim, saberei o que fazes enquanto me gasto e vagueio sem rumo a pensar em ti.
quarta-feira, novembro 13, 2013
Suplemento energético
T - Espero que os seus receios de ontem tenham sido
superados e tudo tenha corrido como desejado! E, quanto ao que falta, acredito
que vai correr tudo bem:) Continuação de um bom dia! :) beijos anti-stress! ;)
S - Que bom! Uma brisa. Em reunião há quase 3 horas.
Espero-te mais animada TAMÉN! O stresse continua mas está tudo a resolver se.
Beijos!!
S - Oi! Nem acredito que este dia está a terminar. Só agora
saí. Mas tudo correu bem. Melhor até do que esperava.
Mas você foi o meu suplemento energético, usando a
terminologia futebolística. Espero
também que o seu dia tenha corrido bem, que supere os problemas e que o fim de
semana sirva para repor energias e colocar um sorriso nesse rosto lindo. Um...
abraço, para variar!!!
Do tamanho do meu Mundo.
Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno e quase ia morrendo com o receio de que ele não te coubesse no dedo.
Etiquetas:
BRAGA,
Jorge de Sousa. "Poema de amor".
segunda-feira, novembro 11, 2013
Saudade imensa.
Um acto totalmente irreflectido.
Fruto de uma Saudade imensa e um aperto no coração, mas que não desculpa nem atenua a gravidade dos meus actos.
Prometi a ti e a mim, não te incomodar, não perturbar nem importunar, para não lembrar dias tristes que sei que marcaram (mais) uma triste despedida de nós.
Foi loucura. Foi inveja. De não poder sequer apreciar por um pouco a tua vida em mosaicos, em "posts", "likes" e bitaites generalizados sobre tudo e nada, partilhado com o mundo inteiro... menos comigo. Não resisti e na janela de oportunidade de o fazer, não me fiquei pela simples invasão da tua página e acabei por fazer tudo o que tanto tempo tentei evitar.
Perdão.
Fruto de uma Saudade imensa e um aperto no coração, mas que não desculpa nem atenua a gravidade dos meus actos.
Prometi a ti e a mim, não te incomodar, não perturbar nem importunar, para não lembrar dias tristes que sei que marcaram (mais) uma triste despedida de nós.
Foi loucura. Foi inveja. De não poder sequer apreciar por um pouco a tua vida em mosaicos, em "posts", "likes" e bitaites generalizados sobre tudo e nada, partilhado com o mundo inteiro... menos comigo. Não resisti e na janela de oportunidade de o fazer, não me fiquei pela simples invasão da tua página e acabei por fazer tudo o que tanto tempo tentei evitar.
Perdão.
A única mulher que eu vi.
Quis-te tanto que gostei de mim!
Tu eras a que não serás sem mim!
Vivias de eu viver em ti
e mataste a vida que te dei
por não seres como eu te queria.
Eu vivia em ti o que em ti eu via.
E aquela que não será sem mim
tu viste-a como eu
e talvez para ti também
a única mulher que eu vi!
Tu eras a que não serás sem mim!
Vivias de eu viver em ti
e mataste a vida que te dei
por não seres como eu te queria.
Eu vivia em ti o que em ti eu via.
E aquela que não será sem mim
tu viste-a como eu
e talvez para ti também
a única mulher que eu vi!
sexta-feira, novembro 08, 2013
Preciso de te ver sorrir.
Tenho tantas saudades tuas que não me consigo conter.
Não há tecnologia capaz de me levar a ti.
Não há memória que traga ao presente que me consiga tirar este aperto do coração.
A promessa que fiz a mim e ti, para te deixar correr e me manter à margem, sem obstruções, está cada vez mais difícil de cumprir.
Estou hoje (ainda mais do que noutros longos dias) desesperado por te sentir. De perto. Ao longe. Calor. Frio. Qualquer sinal de ti é suficiente.
Não estou a aguentar.
Se ao menos te soubesse feliz...
Nem sei bem ao certo se isso bastaria.
Até porque acredito que isso só pode ser possível na soma do nosso Amor.
Te amo.
Preciso de te ver sorrir. Isso sim, bastaria.
Não há tecnologia capaz de me levar a ti.
Não há memória que traga ao presente que me consiga tirar este aperto do coração.
A promessa que fiz a mim e ti, para te deixar correr e me manter à margem, sem obstruções, está cada vez mais difícil de cumprir.
Estou hoje (ainda mais do que noutros longos dias) desesperado por te sentir. De perto. Ao longe. Calor. Frio. Qualquer sinal de ti é suficiente.
Não estou a aguentar.
Se ao menos te soubesse feliz...
Nem sei bem ao certo se isso bastaria.
Até porque acredito que isso só pode ser possível na soma do nosso Amor.
Te amo.
Preciso de te ver sorrir. Isso sim, bastaria.
Às vezes o amor
Que hei-de eu fazer
Eu tão nova e desamparada
Quando o amor
Me entra de repente
P´la porta da frente
E fica a porta escancarada
Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas
P´ra te ter
P´ra que de mim não te zangues
Eu vou-te dar
A pele, o meu cetim
Coração carmesim
As carnes e com elas sangues
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
é cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino
Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
É cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês é dor,
É cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida.
Eu tão nova e desamparada
Quando o amor
Me entra de repente
P´la porta da frente
E fica a porta escancarada
Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas
P´ra te ter
P´ra que de mim não te zangues
Eu vou-te dar
A pele, o meu cetim
Coração carmesim
As carnes e com elas sangues
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
é cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino
Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
É cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida
Às vezes o amor
No calendário, noutro mês é dor,
É cego e surdo e mudo
E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida.
quinta-feira, novembro 07, 2013
Amo-te por tanto.
Não.
Não tenho só saudades tuas.
Tenho saudades minhas. Por isso me dói tanto. Por isso me dói a dobrar.
Pelos dois. A quadruplicar. Ou mais.
Tenho saudades nossas.
De todas as loucuras e dos gestos mais simples.
Do quanto me fizeste feliz.
E até do quão triste tornámos alguns dos nossos dias. Porque em nome do nosso Amor, encontrávamos sempre uma saída que terminava num abraço.
Tenho raiva das noites que desperdiço sem o teu abraço delicado, sem o teu beijo disfarçado de desprezo mas que eu sei que está carregado de Amor, que mesmo zangada e triste comigo, nunca conseguiste evitar.
Amo-te por tanto.
E fiz tão pouco para merecer.
Não tenho só saudades tuas.
Tenho saudades minhas. Por isso me dói tanto. Por isso me dói a dobrar.
Pelos dois. A quadruplicar. Ou mais.
Tenho saudades nossas.
De todas as loucuras e dos gestos mais simples.
Do quanto me fizeste feliz.
E até do quão triste tornámos alguns dos nossos dias. Porque em nome do nosso Amor, encontrávamos sempre uma saída que terminava num abraço.
Tenho raiva das noites que desperdiço sem o teu abraço delicado, sem o teu beijo disfarçado de desprezo mas que eu sei que está carregado de Amor, que mesmo zangada e triste comigo, nunca conseguiste evitar.
Amo-te por tanto.
E fiz tão pouco para merecer.
terça-feira, novembro 05, 2013
sms
"Sei que estava com o cronómetro ligado e até atrasei a sua partida, mas precisava tanto de a ver. De sentir perto. Ainda preciso. Ainda mais. Quando me disse há pedaço que decidiu ignorar-me depois da asneirada que fiz connosco, acho que já sabia qual seria o meu castigo. Já o sinto há muito, na rotina dos dias sem a sua contagiante alegria e presença. Chegou realmente hoje, camuflado no desejo de a ver. Na certeza que perdi um amor inigualável e incomparavelmente único. Perdão muito sentido por todos os erros que cometi. Voltando a olhar para os teus olhos ainda não percebo porque fiz tanta merda. Já para não falar dessa bunda! Lol! Espero que aprecie o miminho belga. Se puder diga algo quando chegar. Beijo extra doce para si e boa viagem!"
segunda-feira, novembro 04, 2013
Preciso.
Preciso conversar contigo.
Preciso dizer-te que desespero por notícias tuas, procuro fragmentos perdidos do nosso Amor em todos os lugares e recantos comuns.
Preciso saber que estás feliz para apaziguar este coração inconsolável, desde que, deliberadamente, renunciei ao teu coração.
Definitivamente, o altruísmo não é o meu forte.
NÃO QUERO FICAR LONGE DE TI, mesmo correndo o risco, (como tantas vezes aconteceu) de te magoar no percurso.
Estou ferido também. Com a tua ausência.
Tudo é dor.
As pedras onde nos sentámos a contemplar o mar são saudade.
O portão da tua antiga morada é motivo para as mais caricatas deambulações enquanto o semáforo me obriga a parar.
Preciso dizer que te Amo..
Preciso dizer-te que desespero por notícias tuas, procuro fragmentos perdidos do nosso Amor em todos os lugares e recantos comuns.
Preciso saber que estás feliz para apaziguar este coração inconsolável, desde que, deliberadamente, renunciei ao teu coração.
Definitivamente, o altruísmo não é o meu forte.
NÃO QUERO FICAR LONGE DE TI, mesmo correndo o risco, (como tantas vezes aconteceu) de te magoar no percurso.
Estou ferido também. Com a tua ausência.
Tudo é dor.
As pedras onde nos sentámos a contemplar o mar são saudade.
O portão da tua antiga morada é motivo para as mais caricatas deambulações enquanto o semáforo me obriga a parar.
Preciso dizer que te Amo..
sexta-feira, novembro 01, 2013
sms
Realmente, temos vivido uma semana triste. As minhas palavras não chegam até ti! depreendes tudo ao contrário do que digo e fazes inferências incorrectas e ilógicas. Se conhecesse uma música que tivesse subjacente os meus sentimentos, podia ser que me ouvisses. Uma que dissesse, tenho saudade da tua atenção e de te ter comigo... Beijinho doce.
terça-feira, outubro 29, 2013
Só pode ser amor.
Eu sei, meu bem-querer, que um dia vai faltar
A luz, e vou perder o pé no coração
Não há perda maior, eu sei que vou chorar
Não sei se isso é amor, não sei se isso é perdão
Eu sei que a vida tem um rio para navegar
Barquinho vai e vem e a gente sbe lá
A saudade é a foz, depois, é tanto mar
E só ficamos nós os dois ao Deus-dará
Mas sei meu bem-querer, que perto do final
Ninguém vai prometer sarar a nossa dor
Só quero a tua mão, depois sou imortal
Se não é só perdão, só pode ser amor
A luz, e vou perder o pé no coração
Não há perda maior, eu sei que vou chorar
Não sei se isso é amor, não sei se isso é perdão
Eu sei que a vida tem um rio para navegar
Barquinho vai e vem e a gente sbe lá
A saudade é a foz, depois, é tanto mar
E só ficamos nós os dois ao Deus-dará
Mas sei meu bem-querer, que perto do final
Ninguém vai prometer sarar a nossa dor
Só quero a tua mão, depois sou imortal
Se não é só perdão, só pode ser amor
segunda-feira, outubro 28, 2013
Pena Capital
"Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte
violar-nos
tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas
portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar."
sexta-feira, outubro 25, 2013
Não posso.
Não posso.
Não posso continuar.
Mais neste impasse que me impede de viver a vida.
De pensar para além de ti.
Não. tenho mesmo que avançar.
Sem nunca deixar de pensar o que nos une.
Sem nunca deixar de te elogiar, de recordar a tua beleza, com a pureza e grandeza que mereces.
Mas tenho que avançar.
Tenho que sair deste poço fundo onde me encontro.
Como que um compasso de espera e aguardar catastroficamente que me apareças à frente e a vida possa tomar outro rumo, outra direcção.
Não. Não posso esperar.
Vou amar-te sempre.
Mas tenho que avançar.
Não posso continuar.
Mais neste impasse que me impede de viver a vida.
De pensar para além de ti.
Não. tenho mesmo que avançar.
Sem nunca deixar de pensar o que nos une.
Sem nunca deixar de te elogiar, de recordar a tua beleza, com a pureza e grandeza que mereces.
Mas tenho que avançar.
Tenho que sair deste poço fundo onde me encontro.
Como que um compasso de espera e aguardar catastroficamente que me apareças à frente e a vida possa tomar outro rumo, outra direcção.
Não. Não posso esperar.
Vou amar-te sempre.
Mas tenho que avançar.
quarta-feira, outubro 23, 2013
Quando ficamos assim.
Quando ficamos assim, a ouvirmo-nos e
a falarmo-nos, somos capazes de descobrir muito
mais do que todos eles, obedientes e assustados.
Como aqui, assim, estas palavras a levarem esta
voz fazem-nos saber que estamos juntos, mesmo
quando não há uma sala com estas paredes e só
conseguimos duvidar e duvidar desta verdade.
Estamos juntos, mesmo quando nos separamos
pelas ruas e, dentro de nós, somos um exército
de segredos, mesmo quando nos escondemos do
mundo que desejámos e que desejamos indescon-
troladamente, desincomparavelmente, como um
silêncio que mente e mente e não mente.
Estamos juntos no silêncio, apesar desta voz
carregada por estas palavras, apesar das formas todas
dos nossos corpos e dos desenhos que somos capazes
de fazer com o olhar. As nossas mãos, procuram-se
à noite, dentro das luzes apagadas. As nossas mãos,
nossas, encontram-se agora e são invisíveis. Sabemos
que os nossos dedos tocaram outros dedos, tocaram
nomes e cordas de guitarra. Sabemos quem somos.
Somos muitos e sabemo-nos reconhecer. Assim,
como aqui, esperamos a madrugada, sabendo que
fomos nós, juntos, que a construímos. Esperamos
muito mais que a madrugada. Temos a
força de sempre, aprendemos a renúncia de
nunca mais. A disciplina está enterrada naquilo
que não é medo, é força, e que nos protege, que
nos protegemos a nós próprios. Esta voz, se eles
conseguirem entender esta voz, mudaremos de
língua. Esta voz é esta sala. Esta voz são os caminhos
que fizemos à margem de cidades e de argumentos
razoáveis. As palavras são pedras. As certezas
perseguiram-nos e abrandámos para que nos
alcançassem. Agora, controlamos pontes e
quotidianos. Agora, esta voz dirige-se ao teu rosto.
Nada nos é impossível. Explicamo-nos uns aos outros e,
sem que ninguém nos perturbe, encontramo-nos
sempre como agora, aqui, assim, como agora,
aqui, assim.
segunda-feira, outubro 21, 2013
Assim me habituei a morrer sem ti.
(...) ouço o eco do amor há muito soterrado
encosto a cabeça na luz e tudo esqueço(...)
(...)o mar subiu ao degrau das manhãs idosas
inundou o corpo quebrado pela serena desilusão
assim me habituei a morrer sem ti.
sexta-feira, outubro 18, 2013
O que mais dói.
"O que mais dói não é – desengana-te – a infelicidade. A infelicidade dói. Magoa. Martiriza. É intensa; faz gritar, sofrer, saltar, chorar. Mas a infelicidade não é o que mais dói. A infelicidade é infeliz – mas não é o que mais dói.
O que mais dói é a subfelicidade. A felicidade mais ou menos, a felicidade que não se faz felicidade, que fica sempre a meio de se ser. A quase felicidade. A subfelicidade não magoa – vai magoando; a subfelicidade não martiriza – vai martirizando. Não é intensa – mas é imensa; faz gritar, sofrer, saltar, chorar – mas em silêncio, em surdina, em anonimato. Como se não fosse. Mas é: a subfelicidade é. A subfelicidade faz-te ficar refém do que tens – mas nem assim te impede de te sentires apeado do que não tens e gostarias de ter. Do que está ali, sempre ali, sempre à mão de semear – e que, mesmo assim, nunca consegues tocar. A subfelicidade é o piso -1 da felicidade. E não há elevador algum que te leve a subir de piso. Tens de ser tu a pegar nas tuas perninhas e a subir as escadas. Anda daí.
Sair da subfelicidade é um drama. Um pesadelo. Sair da subfelicidade é mais difícil do que sair da infelicidade. Para sair da infelicidade, toda a gente sabe – tu mesmo o sabes: tens de tomar medidas drásticas. Medidas radicais. Porque a infelicidade é, também ela, radical. Mas sair da subfelicidade é uma batalha interior muito mais dolorosa. Desde logo, porque não sabes se queres, mesmo, sair da subfelicidade. Porque é na subfelicidade que consegues ter a certeza de que evitas a desilusão – terás, no máximo, a subdesilusão; porque é na subfelicidade que consegues ter a certeza de que evitas a perda – terás, no máximo, a subperda. Estás a ficar perdido com o que te digo?
A subfelicidade é o produto mais diabólico que a humanidade criou. A subfelicidade é resultado da mente, também ela diabólica, de quem tem consciência. Para um cão, para um gato, para um periquito, para um leão ou até para uma formiga, não existe a subfelicidade: a felicidade pacífica. Impossível: ou está feliz porque tem comida e bebida, ou está infeliz porque nada tem para comer ou nada tem para beber. Os animais, por mais cores que os olhos lhes dêem a ver, vêem o mundo a preto e branco . Ou é preto ou é branco. Ou é feliz ou infeliz. Ou é tudo ou é nada. O humano, esse, foi mais longe. E foi por isso que ficou, cada vez mais, refém do que está perto – do que está seguro. Formatado pela consciência, o homem assimilou um conceito que, na verdade, não existe: o da felicidade segura. Espero que estejas bem seguro nessa cadeira quando leres o que aí vem no próximo parágrafo.
A felicidade segura não existe. A felicidade segura é segura, sim – mas não é felicidade. A felicidade pacífica é pacífica, sim – mas não é felicidade. A felicidade, quando é felicidade, assolapa, euforiza, arrebata. E não deixa respirar, e não deixa sequer pensar. A felicidade, quando é felicidade, é só felicidade. E tudo o que existe, quando existe felicidade, é a felicidade. Só ela e tu. Ela em ti. Ela em todo o tu. A felicidade, para ser felicidade, não tem estratos, não tem razão. Ou é ou não é. A felicidade é animal, de facto – mas é ainda mais demencial. Deixa-te louco de felicidade, maluco de alegria, passado dos cornos. Só quando estás dentro da felicidade é que estás fora de ti. Liberto do corpo, da matéria, da sensação – e imerso naquela indizível comunhão. Tu e a felicidade. Já a sentiste, não?
Não há como dizer de outra maneira: se estás acomodado à subfelicidade, se tens medo de ser feliz e preferes a certeza de seres subfeliz: és um triste de todo o tamanho. A subfelicidade é uma tristeza. Uma tristeza de hábitos, de rotinas, de sorrisos – uma tristeza que inibe a surpresa, o imprevisível, a gargalhada. Uma tristeza que te faz refém do que fazes e te impede de te seres o que és. Olha em redor: a toda a volta há pessoas subfelizes, pessoas que dizem “vai-se andando”, pessoas que dizem “tem de ser”, pessoas que dizem “eu até gosto dele”, pessoas que dizem “sou feliz” com os olhos cheios de “queria ser feliz”, pessoas que dizem “é a vida”. Mas não é. A vida não é a quase felicidade. A vida não é a subfelicidade. E, se é a primeira vez que vês isso, fica entendido o que sentes. Ou subentendido, pelo menos."
quinta-feira, outubro 17, 2013
O que tive da vida foi muito mais que mereci.
"Este foi o nosso último abraço. E quando,
daqui a nada, deixares o chão desta casa
encostarei amorosamente os lábios ao teu copo
para sentir o sabor desse beijo que hoje não
daremos. E então, sim, poderei também eu
partir, sabendo que, afinal, o que tive da vida
foi mais, muito mais, do que mereci."
quarta-feira, outubro 16, 2013
All Of Me
What would I do without your smart mouth
Drawing me in, and you kicking me out
Got my head spinning, no kidding, I cant pin you down
What's going on in that beautiful mind
I'm on your magical mystery ride
And I'm so dizzy, don't know what hit me, but I'll be alright
My head's underwater
But I'm breathing fine
You're crazy and I'm out of my mind
Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
Cause I give you all of me
And you give me all of you, oh
How many times do I have to tell you
Even when you're crying you're beautiful too
The world is beating you down, I'm around through every mood
You're my downfall, you're my muse
My worst distraction, my rhythm and blues
I can't stop singing, it's ringing, in my head for you
My head's underwater
But I'm breathing fine
You're crazy and I'm out of my mind
Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
Cause I give you all of me
And you give me all of you, all of you!
Cards on the table, we're both showing hearts
Risking it all, though it's hard
Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
Cause I give you all of me
And you give me all of you
I give you all of me
And you give me all, all of you!
terça-feira, outubro 15, 2013
Menos a tua indiferença.
Estou inconsolável. Irremediavelmente destruído pela ausência do teu mau feitio, mau humor, tudo o que parece mau, mas é tão bom que as saudades já nem me deixam respirar.
Preciso urgentemente ouvir-te reclamar ou simplesmente falares com desprezo, com mágoa, porque mereço todas as manifestações de ódio da tua parte, mas preciso ouvir-te!
Mereço tudo. Menos a tua indiferença.
"Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte
violar-nos
tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas
portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar"
segunda-feira, outubro 14, 2013
A MULHER INTELIGENTE
Não posso dizer-to. Devia. Pensava ter adquirido esse direito, mas perdi quando te fiz sofrer uma vez mais. Ficam as palavras e certeza que és tu .
"Sou doente pela mulher inteligente.
Sou fanático pela mulher inteligente. Sou viciado na inteligência da mulher inteligente. Preciso dela, exijo-a a toda a hora, persigo-a como um cão com fome persegue o osso. Sou obcecado pela mulher inteligente. A mulher inteligente é a criação suprema de Deus. A mulher inteligente é o próprio Deus. A mulher inteligente, suspeito, deve ser mesmo uma forma superior do próprio Deus. Até Deus tem inveja da mulher inteligente. Meu Deus.
A mulher inteligente despreza o que a mulher não-inteligente ama.
A mulher inteligente não quer saber da conta bancária, não quer saber da marca do carro, da maquilhagem na cara. A mulher inteligente veste Prada a cada vez que fala, a cada vez que pensa. A mulher inteligente faz do que é um estilo, do que defende uma lei, do que parece uma moda. A mulher inteligente faz do tesão um estado de alma. A mulher inteligente dá-me tesão. Mmmm.
Partilhar a vida com uma mulher inteligente é a única forma de partilha possível.
Só com ela consigo partilhar, só a ela consigo dizer tudo o que sinto, tudo o que sou. Só ela saberá como eu sei – e depois de pensar um pouco saberá muito melhor do que eu sei – aquilo que eu quero dizer com aquilo que eu estou a dizer. Sim: a mulher inteligente sabe mais do seu homem do que alguma vez o próprio homem saberá. E só um homem burro se sente inferiorizado com uma mulher inteligente. Viver com uma mulher inteligente é um milagre que só mentes pequenas não gozam à grande. Viver com uma mulher inteligente é um privilégio que muito poucos estão à altura de degustar. Não é qualquer um que está à altura de rastejar e de ser rastejado. Viver com uma mulher inteligente não é uma humilhação – é uma diversão, uma animação, um verdadeiro vulcão. E é só dentro de um vulcão que a temperatura aquece. Ai.
A mulher inteligente aquece – as outras nem aquecem nem arrefecem.
A mulher inteligente é inteligente na pele, nos lábios, nas orelhas, no nariz, no rabo. A inteligência da mulher inteligente alastra-se, contrasta-se. A mulher inteligente lambe como se lesse Dostoiévski, fornica como se citasse Proust, abraça como se tivesse descoberta a cura para a morte. E é: a cura para a morte está em abraçar como se fosse a cura, em fornicar como se fosse Proust, em lamber como se fosse Dostoiévski. A mulher inteligente faz de tudo o que faz um acto inteligente. A mulher inteligente, apesar de ser inteligente comó catano, não deixa de ser selvagem comó catano. Nada é mais selvagem do que a inteligência da mulher inteligente. A inteligência da mulher inteligente é animalesca, anárquica, sedenta, esfomeada, predadora, insaciável. Sem deixar de ser racional, organizada, consolada, vítima, realizada. A mulher inteligente é os dois lados de todo o lado. A mulher inteligente é todo o lado de todos os lados. A inteligência da mulher inteligente não tem rei nem roque – e é por isso que ela é uma rainha, uma estrela, a senhora de todas as senhoras. A mulher inteligente não tem um pingo de vergonha. Mesmo que seja tímida, mesmo que não mostre, de todo, a todos, aquilo que é: a mulher inteligente não tem um pingo de vergonha. É uma desavergonhada da pior espécie, uma descarada sem remédio. A mulher inteligente é a pêga preferida do seu homem – que é, claro está, o único cliente que ela admite na sua inteligência. A mulher inteligente não tem dono nem é dona – mas gosta de mandar e de ser mandada, de saltar e de ser saltada, de dançar e de ser dançada. A mulher inteligente exige ser seduzida a toda a hora – porque tudo o que ela faz, a toda a hora, é seduzir. Até um arroto de uma mulher inteligente seduz – de tão inteligente que é. A mulher inteligente seduz com tudo o que faz, a toda a hora em que o faz, de toda a maneira que o faz. E nada é mais certo do que isso: se a mulher inteligente o faz é porque era assim que tinha de ser feito. Bem feita.
Hoje apetece-me escrever à minha mulher inteligente e dizer-lhe que tem em si todas as obras-primas da História da arte.
Hoje apetece-me escrever-te e dizer-te que a vida só existe para que tu possas estar viva. Hoje apetece-me dizer-te, sim, que tudo o que tenho para te dizer já foi dito. Mas que o mais importante do que te quero dizer é o que ficou por dizer. Digo-to ao ouvido daqui a pouco. "
"Sou doente pela mulher inteligente.
Sou fanático pela mulher inteligente. Sou viciado na inteligência da mulher inteligente. Preciso dela, exijo-a a toda a hora, persigo-a como um cão com fome persegue o osso. Sou obcecado pela mulher inteligente. A mulher inteligente é a criação suprema de Deus. A mulher inteligente é o próprio Deus. A mulher inteligente, suspeito, deve ser mesmo uma forma superior do próprio Deus. Até Deus tem inveja da mulher inteligente. Meu Deus.
A mulher inteligente despreza o que a mulher não-inteligente ama.
A mulher inteligente não quer saber da conta bancária, não quer saber da marca do carro, da maquilhagem na cara. A mulher inteligente veste Prada a cada vez que fala, a cada vez que pensa. A mulher inteligente faz do que é um estilo, do que defende uma lei, do que parece uma moda. A mulher inteligente faz do tesão um estado de alma. A mulher inteligente dá-me tesão. Mmmm.
Partilhar a vida com uma mulher inteligente é a única forma de partilha possível.
Só com ela consigo partilhar, só a ela consigo dizer tudo o que sinto, tudo o que sou. Só ela saberá como eu sei – e depois de pensar um pouco saberá muito melhor do que eu sei – aquilo que eu quero dizer com aquilo que eu estou a dizer. Sim: a mulher inteligente sabe mais do seu homem do que alguma vez o próprio homem saberá. E só um homem burro se sente inferiorizado com uma mulher inteligente. Viver com uma mulher inteligente é um milagre que só mentes pequenas não gozam à grande. Viver com uma mulher inteligente é um privilégio que muito poucos estão à altura de degustar. Não é qualquer um que está à altura de rastejar e de ser rastejado. Viver com uma mulher inteligente não é uma humilhação – é uma diversão, uma animação, um verdadeiro vulcão. E é só dentro de um vulcão que a temperatura aquece. Ai.
A mulher inteligente aquece – as outras nem aquecem nem arrefecem.
A mulher inteligente é inteligente na pele, nos lábios, nas orelhas, no nariz, no rabo. A inteligência da mulher inteligente alastra-se, contrasta-se. A mulher inteligente lambe como se lesse Dostoiévski, fornica como se citasse Proust, abraça como se tivesse descoberta a cura para a morte. E é: a cura para a morte está em abraçar como se fosse a cura, em fornicar como se fosse Proust, em lamber como se fosse Dostoiévski. A mulher inteligente faz de tudo o que faz um acto inteligente. A mulher inteligente, apesar de ser inteligente comó catano, não deixa de ser selvagem comó catano. Nada é mais selvagem do que a inteligência da mulher inteligente. A inteligência da mulher inteligente é animalesca, anárquica, sedenta, esfomeada, predadora, insaciável. Sem deixar de ser racional, organizada, consolada, vítima, realizada. A mulher inteligente é os dois lados de todo o lado. A mulher inteligente é todo o lado de todos os lados. A inteligência da mulher inteligente não tem rei nem roque – e é por isso que ela é uma rainha, uma estrela, a senhora de todas as senhoras. A mulher inteligente não tem um pingo de vergonha. Mesmo que seja tímida, mesmo que não mostre, de todo, a todos, aquilo que é: a mulher inteligente não tem um pingo de vergonha. É uma desavergonhada da pior espécie, uma descarada sem remédio. A mulher inteligente é a pêga preferida do seu homem – que é, claro está, o único cliente que ela admite na sua inteligência. A mulher inteligente não tem dono nem é dona – mas gosta de mandar e de ser mandada, de saltar e de ser saltada, de dançar e de ser dançada. A mulher inteligente exige ser seduzida a toda a hora – porque tudo o que ela faz, a toda a hora, é seduzir. Até um arroto de uma mulher inteligente seduz – de tão inteligente que é. A mulher inteligente seduz com tudo o que faz, a toda a hora em que o faz, de toda a maneira que o faz. E nada é mais certo do que isso: se a mulher inteligente o faz é porque era assim que tinha de ser feito. Bem feita.
Hoje apetece-me escrever à minha mulher inteligente e dizer-lhe que tem em si todas as obras-primas da História da arte.
Hoje apetece-me escrever-te e dizer-te que a vida só existe para que tu possas estar viva. Hoje apetece-me dizer-te, sim, que tudo o que tenho para te dizer já foi dito. Mas que o mais importante do que te quero dizer é o que ficou por dizer. Digo-to ao ouvido daqui a pouco. "
sexta-feira, outubro 11, 2013
Ai que medo!
Detesto baratas. Sim.
Detesto as baratas. Desde que te Amo que esse bicho me enjoa.
Por tua causa.
Um bicho insignificante que me passava totalmente despercebido e que nem me fazia qualquer confusão.
Hoje arrepio-me nas ruas, garagens, lugares escuros em que tenho que me cruzar com essa praga.
E o antagonismo regressa.
Do arrepio da presença do bicho, à doce memória dos teus gritos estridentes quando te confrontavam com o animal ou mesmo só de falar em tal.
Os pulinhos que instintivamente começavas, só de ouvires as patas do bicho a caminharem na tua direcção.
Não as conseguias matar e vinha em teu auxílio, qual cavaleiro que defende a sua donzela em apuros.
O meu coração não consegue apagar, eliminar as saudades.
Acho que nada o fará esquecer tão doces memórias.
Hoje precisava que viesses em meu auxílio.
Para matar esta dor.
segunda-feira, setembro 30, 2013
sexta-feira, setembro 27, 2013
"Poderia ter escrito a tremer de respirares tão longe
Ter escrito com o sangue.
Também poderia ter escrito as visões
Se os olhos divididos em partes não sobrassem
No vazio de ceguez
E luz.
Poderia ter escrito o que sei
Do futuro e de ti
E de ter visto o deserto
O silêncio, o fogo e o dilúvio.
De dormir cheio de sede e poderia
Escrever
O interior do repouso
E ser faúlha onde a morte vive
E a vida rompe.
E poderia ter escrito o meu nome no teu nome
Porque me alimento da tua boca
E na palavra me sustento em ti."
quinta-feira, setembro 26, 2013
Grito surdo.
Há coisas que nunca mudam.
Desculpa. Pela milésima vez.
Acabo sempre por esquecer todas as promessas para me afastar de ti, para te deixar viver a vida, para só sonhar contigo.
De repente, num acto de loucura, não consigo controlar as acções.
É um grito surdo que tento calar.
Trago teu fado guardado
Trago teu fado guardado
dentro do meu coração
Hei-de cantá-lo de noite e,
na hora mais sombria,
Trago teu fado guardado
dentro do meu coração
Hei-de cantá-lo ao vento,
como se este meu lamento
fosse a voz da solidão
Trago o teu fado marcado
nas profundezas da alma
Hei-de chorá-lo sozinho,
cantando pelo caminho,
A toda a gente que passa
Trago o teu fado escrito
no brilho do meu olhar
Hei-de cantá-lo para sempre,
mesmo sabendo-te ausente,
Porque nasci para te amar.
quarta-feira, setembro 25, 2013
Não consigo respirar.
Hoje vi-te. Senti-te. Acordei em delírios de beijos e não resisti a prolongar o sono, para que o sonho não fugisse e os teus braços finos continuassem entrelaçados em nós.
Depois da imaginação, não resisti à cobiça e recorri inevitavelmente à memória dos "posts" que nem sempre tenho oportunidade de espreitar nas redes sociais, mas fujo por me fazerem tão deliciosamente mal.
Não consigo respirar.
Pessoas como tu
São as pessoas como tu que fazem com que o nada queira dizer-nos algo, as coisas vulgares se tornem coisas importantes e as preocupações maiores sejam de facto mais pequenas. São as pessoas como tu que dão outra dimensão aos dias, transformando a chuva em delirante orvalho e fazendo do inverno uma estação de rosas rubras.
As pessoas como tu possuem não uma, mas todas as vidas. Pessoas que amam e se entregam porque amar é também partilhar as mãos e o corpo. Pessoas que nos escutam e nos beijam e sabem transformar o cansaço numa esperança aliciante, tocando-nos o rosto com dedos de água pura, soltando-nos os cabelos com a leveza do pássaro ou a firmeza da flecha. São as pessoas como tu que nos respiram e nos fazem inspirar com elas o azul que há no dorso das manhãs, e nos estendem os braços e nos apertam até sentirmos o coração transformar o peito numa música infinita. São as pessoas como tu que não nos pedem nada mas têm sempre tudo para dar, e que fazem de nós nem ícaros nem prisioneiros, mas homens e mulheres com a estatura da vida, capazes da beleza e da justiça, do sofrimento e do amor. São as pessoas como tu que, interrogando-nos, se interrogam, e encontram a resposta para todas as perguntas nos nossos olhos e no nosso coração. As pessoas que por toda a parte deixam uma flor para que ela possa levar beleza e ternura a outras mãos. Essas pessoas que estão sempre ao nosso lado para nos ensinar em todos os momentos, ou em qualquer momento, a não sentir o medo, a reparar num gesto, a escutar um violino. São as pessoas como tu que ajudam a transformar o mundo.
segunda-feira, setembro 23, 2013
Meses depois de uma longa ausência da blogosfera, precisei voltar.
Não. Não confundas.
Do anonimato literário, dos recados em surdina ou múltiplas interpretações e inferências, não guardo qualquer saudade.
Mas é uma boa desculpa para voltar a conversar contigo, ou escrever de e para ti.
O meu coração já não aguentava tanta ausência.
Preciso libertar esta tristeza, alegria, euforia ou revolta, para que o castigo da tua ausência seja menos penoso.
Preciso afirmar que te amo.
Não. Não confundas.
Do anonimato literário, dos recados em surdina ou múltiplas interpretações e inferências, não guardo qualquer saudade.
Mas é uma boa desculpa para voltar a conversar contigo, ou escrever de e para ti.
O meu coração já não aguentava tanta ausência.
Preciso libertar esta tristeza, alegria, euforia ou revolta, para que o castigo da tua ausência seja menos penoso.
Preciso afirmar que te amo.
Eco da desilusão
Um murmúrio, um suspiro
Respiração ensaiada nas linhas do desejo
Um som, uma batida ritmada
Música ensaiada nas notas da vontade
Uma vez, outra vez, bis
Claves numa pauta resgatada aos sons do que anseio
Sonhos, esperanças, promessas
Falsos profetas que nos mostram ao espelho
E nos vemos
Ofegantes, rasgados e nus
Desafinados na volta da alma
E depois descansam...E suspiram...
E ensaiam a revolta
E enchem o peito de ar
"Nunca mais! Nunca mais!"
Mas a âncora prende-os ao chão...
Agitam-se, revoltam-se e gritam
Mas a âncora prende-os ao chão...
A revolta é gaivota que passa no ar...
E o grito só faz eco...da desilusão.
Respiração ensaiada nas linhas do desejo
Um som, uma batida ritmada
Música ensaiada nas notas da vontade
Uma vez, outra vez, bis
Claves numa pauta resgatada aos sons do que anseio
Sonhos, esperanças, promessas
Falsos profetas que nos mostram ao espelho
E nos vemos
Ofegantes, rasgados e nus
Desafinados na volta da alma
E depois descansam...E suspiram...
E ensaiam a revolta
E enchem o peito de ar
"Nunca mais! Nunca mais!"
Mas a âncora prende-os ao chão...
Agitam-se, revoltam-se e gritam
Mas a âncora prende-os ao chão...
A revolta é gaivota que passa no ar...
E o grito só faz eco...da desilusão.
terça-feira, setembro 10, 2013
Estás. Sempre aqui.
Hoje reencontrei uma menina muito simpática que conheci pouco antes das férias, amiga de amigos, conhecida de alguns. Não mais conversei com ela depois disso, mas acabei por vê-la novamente hoje e despejar banalidades do quotidiano.
Ainda assim, da soma destes dois casuais encontros, faz parte do grupo de pessoas com quem conversamos durante longos minutos ou até horas, sem necessariamente sentirmos o tempo passar.
Há muito que não encontrava empatia. Só posso apelidar assim.
Tal como da primeira vez que a vi, voltei a sonhar intensivamente contigo. Sim. Contigo. A alegria do sonho em que depois dos obstáculos, lutas, guerras, te consigo abraçar.
A desilusão do despertar. Dela, do encontro casual, só restou empatia. Uma breve lembrança.
De ti, o aperto no coração de não ouvir mais a tua voz.
sexta-feira, dezembro 07, 2012
"Ser feliz não é ter uma vida isenta
Sem sentir a dor de perdas e frustrações
É ser alegre, mesmo se ainda vier a chorar
É sorrir mesmo que por dentro sintas as lágrimas cair
É viver intensamente, estejas onde estiveres
Sabendo que nada ficou por provar e viver
É nunca deixar de sonhar, mesmo quando se tem pesadelos
Acreditar que os sonhos são os guias da nossa vida
As portas à espera de serem transpostas
É dialogar consigo mesmo, nunca perder a lucidez
Mesmo que se fique sozinho uma e outra vez
É sempre ser jovem, mesmo que os cabelos fiquem brancos
É ter histórias para contar sobre sucessos e desventuras
É transformar erros em lições de vida
Aprender a levantar cada vez que cair
Ser feliz é sentir o sabor da água
Sentir a frescura de uma brisa a tocar o rosto
É sentir o cheiro da terra molhada
É viver as grandes emoções trazidas pelas pequenas coisas
É rir das próprias tolices e brincadeiras
É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções
É ter amigos para pedir consolo e dividir alegrias
É saber que ser feliz está dentro de nós e não nos outros
Aceitar a nossa felicidade e vivê-la apaixonadamente
E perceber o quanto é fácil e simples ser feliz..."
Espero que sigas estes conselhos e encontres a felicidade e o sorriso
seja uma constante!
Beijinhos de quem está aqui para te ver e fazer sorrir e feliz!
quinta-feira, novembro 22, 2012
I Won't Give Up
When I look into your eyes
It's like watching the night sky
Or a beautiful sunrise
There's so much they hold
And just like them old stars
I see that you've come so far
To be right where you are
How old is your soul?
I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up
And when you're needing your space
To do some navigating
I'll be here patiently waiting
To see what you find
Cause even the stars, they burn
Some even fall to the earth
We got a lot to learn
God knows we're worth it
No I won't give up
I don't wanna be someone who walks away so easily
I'm here to stay and make the difference that I can make
Our differences they do a lot to teach us how to use
The tools and gifts we've got yeah we got a lot at stake
And in the end, you're still my friend
At least we didn't intend
For us to work we didn't break, we didn't burn
We had to learn how to bend without the world caving in
I had to learn what I've got, and what I'm not
And who I am
I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up
I'm still looking up
I won't give up on us
God knows I'm tough, he knows
We got a lot to learn
God knows we're worth it
I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up
quarta-feira, novembro 21, 2012
Começo pelas conclusões mais uma
vez, já que às vezes, as argumentações dão lugar a más interpretações e o resto
da história já conhecemos.
Retiro este pedaço da nossa
história, para FAZER MINHAS AS TUAS PALAVRAS. Não podes fugir, não me podes abandonar
porque és a alegria da minha vida. Fui sucinto e resumido o suficiente? Espero
que sim, até porque a mensagem é clara e tu sabes disso.
Não consigo compreender. Mas
percebo bem a diferença entre nós.
Durante muito tempo, mesmo sem
acreditar que algum dia mais iríamos conversar, comunicar e rir a dois, no
fundo não deixei de ter alguma esperança. Procurei todos os dias na memória,
uma recordação, um momento, um forma de estares viva no meu peito. Fiz todos os
dias isso. Ainda o faço. Nas ruas, na música, nas fotos, nos lugares comuns.
Todos os dias tenho um bom pretexto para pensar em ti.
A nossa diferença é que continuas
a procurar todos os dias algo para nos magoarmos. Alguma sombra. Para que me
possas atirar ou acusar. Para que possas suspeitar.
E até posso perceber todos os
teus receios, os teus medos. O passado tem sempre um bom motivo. Mas agora?
Porquê? O que aconteceu? E porquê a desilusão? A angústia?
Mas hoje não. Desculpa. Não
compreendo.
Bem sei que as coisas não estão
fáceis e que por vezes não recebemos imediatamente o retorno daquilo que somos
e que damos. A verdade é que te procuro para ri, para sonhar ou recordar,
quando nem sempre tens essa disposição de alma porque a vida não corre de
feição. Mas a diferença é que em ti vejo esperança. E não é por passear de descapotável
ou deambular pelos corredores que a vida é mais simpática para mim. Tem também
a tensão de uma relação mantida pela doença. Das visitas ao hospital quando
qualquer sinal te deixa em alerta. Tem os dias em que a família, como ontem,
festeja o aniversário do irmão mais novo e eu aguardava numa sala para perceber
se tinha sido mais um susto ou se algo pior se passava. Bem sabes que esta vida
triste que levo, a fugir, a escapar nos intervalos e a aguardar. A vida tem-me
colocado à prova, testado as resistências. Mas não estou a aguentar e nem
sempre consigo fazer as coisas da melhor maneira.
Só não esperava que, desta vez,
também tu me estivesses a julgar. Não precisavas.
Mas há outras coisas em que
concordo contigo. Não há necessidade nenhuma de mentir. Não há mesmo. Por isso
não percebo essas acusações.
E por favor não me digas que sou
indiferente quando, subtilmente ou nem por isso, reclamo sempre pela tua
atenção.
Desde que me concedeste o
privilégio da tua companhia, da tua voz, do teu ombro e do teu coração, que
tento fazer as coisas à tua maneira, porque à minha provou-se desastrosa.
Em casa, no carro, com ou sem
amigos, falo contigo mais ou menos tempo conforme a disponibilidade, mas não
digas que te ignoro pois se o que estou a implorar é que não fujas de mim.
Jamais tenho qualquer intenção de te magoar ou ignorar. NADA DISTO VALE PENA.
Hoje sinto as tuas palavras como nunca. E uso-as com total
fidelidade aos sentimentos expressos.
Nem sei. Tenho muita coisa para te dizer. Não agoira. Não
tudo de uma vez. Todos os dias.
Não estou muito bem hoje. Desculpa.
Fica também uma música, do mesmo autor.
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