sábado, março 08, 2014

Mais que nunca.

Porque me pedes a calma quando a tua presença anuncia a  instabilidade.
Porque me pedes o rio quando tu és o mar revolto em tempestade.
Porque pedes distância quando a tua presença é real?
Hoje odeio-te porque te amo. Muito. Ou o inverso.
Mas sinto-te. Por inteiro.
Mais que nunca.
 

quinta-feira, março 06, 2014

És tu. Assim.

"Eu sou insaciável! Mal um desejo surge, outro desponta, e em mim há sempre latente a febre do sonho e do desejo, e quando possuo alguma coisa de infinitamente consolador, desejo mais, mais ainda, mais sempre! Conhece-se em mim o afecto, o amor, a ternura por um egoísmo implacável que quer tornar muito meus, e só meus, os corações que se me dedicam um pouco. "

quarta-feira, março 05, 2014

Verdade.

A verdade.
Quase sempre fugi da verdade.
Mas verdade que a verdade liberta.
E a verdade é que te amo.

terça-feira, março 04, 2014

A dor da verdade é dura.

A Dor da Verdade


A dor da verdade não mata

mas corrói, queima, deixa uma impressão

que paralisa as células,

todos os pedaços de que somos feitos

do momento mais minúsculo, inoportuno,

à profundeza da noite mais escura,

mais larga ou funda como o oceano.

A dor da verdade é terrível,

ela lembra tudo, chama, decompõe

o que estava sintetizado, esquecido,

arrumado no canto mais banal,

e traz à superfície todas as paisagens,

cheiros, momentos, tudo quanto é inesperado

e não depende da vontade ou do querer.

A dor da verdade é como uma criança

perdida sem um colo que a receba,

um sorriso desperdiçado, posto na lama

por não haver outro que o mime

ou um olhar que se turva e esconde,

mesmo quando o gesto é ternura

e todas as palavras tentam dizer amor.

A dor da verdade prende, pica

como uma roseira brava qualquer

e se são lindas essas rosas abertas

o perfume que deita toda a primavera

mesmo quando parece que o tempo parou

e se fez inverno para sempre

e o ritmo é andante, lento, lentíssimo.

A dor da verdade é como a morte

deixa um frio que percorre o corpo,

põe a chorar os amigos que a olham

faz crescer as palavras mentira, é mentira,

busca o desejo de fuga, um manto

e leva muito tempo a passar, tanto

que nunca sabemos se cura.

Mas a dor da verdade liberta

como uma ferida arrancada, exposta,

recebe, pulmão aberto, ar fresco

e alivia, sossega, acalma,

traz, finalmente, de volta o sono,

a vontade de rir, a mais forte alegria de viver,

o sol iluminando em festa.

A dor da verdade é dura

mas recompensa, faz crescer

como criança outra vez, amplia,

faz recomeçar tudo um primeiro tempo

e assim como castiga, perdoa,

como afasta, une, abraça depois e diz

custou tudo muito, mas valeu a pena.

A dor da verdade

- vão dizer-vos o oposto -

não nos prende. Liberta.



O teu calor.

Estás de regresso. É praticamente uma realidade.
A sensação de te encontrar no outro lado da rua, a atravessar a passadeira ou a sair do café enquanto leio o jornal à procura de notícias ainda mais tristes que me façam esquecer a minha própria amargura,pensando mais na desgraça alheia e nas desilusões com a Humanidade, é assustadoramente real.
Estás finalmente tão perto que acabo de fugir para longe.
Para não agitar as águas, como tão eloquentemente escreveste, onde calmamente navegámos e também fomos felizes.
Foi o pedido mais difícil de cumprir, de todos os que prometemos um ao outro.
Juro que bastava ver-te sorrir para ser mais fácil.
Talvez um dia mereça esse privilégio.
Que voltes a ser feliz na ilha que nos acolheu, juntou e separou.
Quando voltar, já só imploro por sentir o calor da tua existência.
Para sempre.
Divirta-se Tinhosa.

domingo, março 02, 2014

Já não sou preciso.

Nos teus olhos alguém anda no mar
alguém se afoga e grita por socorro
e és tu que vais ao fundo devagar
enquanto sobre ti eu quase morro.

E de repente voltas do abismo
e nos teus olhos há um choro riso
teu corpo agora é lava e fogo e sismo
de certo modo já não sou preciso.


sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Dormes na minha insónia.

Tu és o nó de sangue que me sufoca.

Dormes na minha insónia
como o aroma entre os tendões da madeira fria.

És uma faca cravada na minha vida secreta.


quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Parece que o destino nos quebrou.

Parece que o destino nos quebrou
Mas não mais a tristeza voltará a mim
Parece que o teu sono nos largou
Mas não mais a tristeza voltará a mim
Veio a tempestade sem nos ver
Veio o vento forte e fez chover
Eu pensei que era tão bom
O amor dentro de nós era tão bom
Eu pensei e tu também
Que ninguém entrava em nós
Parece que este fumo nos mentiu
Levou-nos pela mão depois fugiu

E vem que não queres ver
Quem veio atrás sentir-me a pele
P'ra me entreter
P'ra me entreter
P'ra me entreter
P'ra te esquecer

Parece que o veneno envenenou
Mas não mais a tristeza voltará a mim
Parece que esta curva nos virou
Mas não mais a tristeza voltará a mim
Depois de toda a festa não te vi
Larguei o que pesava e corri
Eu pensei que era tão bom
O amor dentro de nós era tão bom
Eu pensei e tu também
Que ninguém entrava em nós
Parece que o veneno nos mentiu
Perdeu-nos no caminho e fugiu

E vem que não queres ver
Quem veio atrás sentir-me a pele
P'ra me entreter
P'ra me entreter
P'ra me entreter
P'ra te esquecer

Vem que não queres ver
Quem veio atrás sentir-me a pele
P'ra me entreter
P'ra me entreter
P'ra me entreter

P'ra te esquecer


Não me reconheço em lugar nenhum.

Agora não há razão que me acorrente
à terra. Bebo a manhã por um copo sujo,
acreditando talvez que ninguém envelhece
em vão, que todas as batalhas me hão-de servir
no futuro. Mas dentro de mim eu sei que quero
desperdiçar-me, gastar-me nos gumes, nos arcos
que me fundam. Não me pareço com nada,
não me reconheço em lugar nenhum da casa.





quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Para ser grande, sê inteiro.


Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive


terça-feira, fevereiro 25, 2014

Between the dark and the light.

We know there's a fight
But not between the dark and the light
Cause it's not my intention to make it sound right
So let me start again...
Yes, there's a fight
(And now notice)
Happening in plain sight
Look at me, searching for words that end up in "ight"
Like fight, and light...what else?
Oh, yes, right and sight
And now that you're asking: hhmm... only four?
Couldn't this guy think of some more?
The answer, my friends: yes, I might...
But then the fight could turn into a war...
Damn it... I have to admit
There are some fights very hard to resist
So, there you have it
It's not very bright
But the fight taking place
Is between the dark and the light.

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

A tua ausência.

Pedir para me afastar de ti é fugir de mim e daquilo que sou também.
Hoje encontrei um par de amigas tuas, bem próximas num tempo e lugar que para ti também já passou.
Uma terceira que as acompanhava, também tua conhecida por sinal, comentou os quilos a mais com que me apresento.
Justifiquei a abstinência e corte com alguns (maus) vícios. 
Mas este estado de corpo e alma deve-se exactamente à tua ausência. Sem culpas. Mas consequências.
Este não sou eu. Só quem me conheceu no pretérito e convive no presente consegue perceber tal transformação.
Essencialmente, não sou o mesmo a viver a vida em cada minuto que ela passa.
Pedir para navegares para longe é esquecer a forma como adoro viver.

Que me pertença.

(...)
O sorriso que devassou brevemente o meu rosto não
me pertenceu; porque ninguém o viu antes de ti,
nem o espelho se convenceu a devolver-mo.

Todas as coisas que a casa guardou quando partiste não
me pertenceram; porque, ao tocar-lhe nos dias mais
cinzentos, sinto que é pelo calor dos teus dedos que ainda
gritam; e mesmo a cama onde só teu corpo era bem-vindo
nunca chegou a ser inteiramente minha, pois, de contrário,
encontraria nela o meu lugar, e não o teu vazio.

Tu não me pertenceste - e, se uma vez acreditei que
acontecias dentro do meu corpo, das outras vi-te abraçar a
solidão com tanto ardor que concluí ser a memória quem
te mantinha viva. O meu coração, contudo, sempre

te pertenceu - e a mão desesperada que o procura não
sente bater longe do teu peito. E mesmo os poemas todos
que escrevi não me pertenceram, porque essa vida
que pulsava no papel levaste-a tu contigo na hora
em que te foste - e a que tenho agora é mais
branca e vazia do que a morte, não é vida nem nada

que eu queira alguma vez que me pertença.

domingo, fevereiro 23, 2014

Gritos surdos.

De tantos vícios auto-destrutivos e idiotas a que me agarrei depois de te perder, hoje posso garantidamente afirmar que deixar de roer as unhas, chupar cigarros ou consumir quantidades absurdas de álcool, drogas para adormecer, são brincadeira.
Conheces aqueles adesivos que usei para as dores crónicas musculares?

A escrita de e para ti, funciona um pouco nesse sentido. Não estou a curar nada. Apenas a transferir momentaneamente um pouco de calor para o coração.Uma acto puramente invejoso. Exactamente para sentir. Ou não sentir esta dor. Um apaziguante nesta dor crónica que me acompanha.

Mas não perturbarei a tua paz. De tantas promessas violadas, prometi cumprir esta. Por muito que custe.
Desculpa se por momentos, numa mensagem de Natal ou aniversário, quebrei o silêncio.

Tenho tantos gritos surdos que quero calar.

Torço todos os dias pela tua felicidade.


Oh... Cxxxxxxa....

Alegria e aperto no coração, invadem-me, como sempre, na resposta à tua missiva.
Fica desde já o sincero agradecimento pela atitude, pelas tuas palavras.
Pela forma tão única como as usas.
É teu. Genético.
Por isso simples. Fácil. De gostar. Amar. . Reclamar por mais.À minha maneira. Que guardes essa informação bem no fundo do baú.
Não podia esperar outra coisa do teu coração bom. 
Quando as palavras choram, este poema é um pranto de lágrimas para mim. Li. Reli. Difícil.
Agradeço e suplico em surdina uma vez mais o teu perdão e que a mágoa desapareça. 
Se vem da tua Alma, aceitarei todos os termos e condições. Só assim fica mais fácil viver com a minha. Ou o pouco que dela resta.
Só tu me ensinaste o significado de altruísmo. Torço todos os dias pela tua felicidade.
O teu gesto tem um enorme significado. Passariam horas para explicá-lo.
Mas não perturbarei a tua paz.



Obrigado.
Deixo apenas um abraço.
Dos bons.À nossa maneira.

sábado, fevereiro 22, 2014

Direcções opostas.



"Primeiramente, quero agradecer a mensagem enviada no meu aniversário.
Envio-te um texto que melhor expressa o que me vai na alma, relativamente a nós.
Posso afirmar com certeza que já não te guardo mágoa, nem rancor. Não sou pessoa de ódios!
Aprendi a aceitar o que me aconteceu e a responsabilizar-me por isso, como tal, não faz qualquer sentido culpabilizar-te ou estar zangada. No entanto, considero que os nossos caminhos se fazem em direções opostas, que deves procurar a tua própria felicidade e lutar por ela."

"Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada."


"Um beijo, um abraço também para si."

Preciso aprender a ser só.

Ah, se eu te pudesse fazer entender
Sem teu amor eu não posso viver
Que sem nós dois o que resta sou eu
Eu assim tão só
E eu preciso aprender a ser só
Poder dormir sem sentir teu amor
E ver que foi só um sonho e passou

Ah, o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor

Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Ah o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Ela ... ela és tu!

"Ela é louca, ri-se de tudo e faz palhaçadas. Ela sabe ser séria e fria. Ela é romântica, sentimental e apega-se muito facilmente. Ela apaixona-se por sorrisos, gosta de abraços apertados e de andar de mão dada. Ela gosta de gente que a valoriza, gosta de se sentir importante e mais ainda quando é mimada. Ela ama acarinhar, mexer no cabelo dos outros e de "morder" as pessoas que gosta. Ela é uma rapariga difícil de lidar, está a cada hora de um jeito diferente e é péssima a mostrar o que sente. Ela importasse, tem medo de perder e sente muitos ciúmes. Ela é um doce de menina, mas não a magoes, pois pode ficar amarga. 

Ela ... ela sou eu!"

Se me abraçares, não partas.

Se partires, não me abraces – a falésia que se encosta
uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.


Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a convulsão
das marés e uma canção desprende-se da espiral dos búzios;
mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me abraces –


o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno
nos dias sem ninguém – longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas (como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar); e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.
Se me abraçares, não partas.



quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Amar-te é tão bom.

Tenho que fazer o mais difícil.
Tenho mesmo que começar o odiar-te.
Amar-te é tão bom, que a tua ausência torna quase tudo insuportável.

Adormecer


Vai vida na madrugada fria.

O teu amante fica,
na posse deste momento que foi teu,
amorfo e sem limites como um anjo;
a cabeça cheia de estrelas...
Fica abraçado a esta poeira que teu pé levantou.
Fica inútil e hirto como um deus,
desfalecendo na raiva de não poder seguir-te!


quarta-feira, fevereiro 19, 2014

O Amor fica sempre.


(In)felizmente.
Que assim seja.
Ou não.
O Amor fica sempre.


"Amar-te é aceitar que já não és a mesma, que todos os dias te afastas por caminhos que não conheço mas que não acabas nunca."


Se não chegares.

Conto até cem e, se não chegares antes dos cem, vou-me embora. Não chegaste antes dos cem. Conto de cem a um e, se não chegares antes do um, vou-me embora. Não chegaste antes do um. Conto dez automóveis pretos e, se não chegares antes dos dez automóveis pretos, vou-me embora. Não chegaste antes dos dez automóveis pretos. Nem antes dos quinze táxis vazios. Nem antes dos sete homens carecas. Nem antes das nove mulheres loiras. Nem antes das quatro ambulâncias. Nem sequer antes dos três corcundas e, entretanto, começou a chover.

terça-feira, fevereiro 18, 2014

Parabéns. Por seres esta mulher.

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma.

Amar-te sempre.

Não tenho outra forma de te presentear senão esta.
Elogiar-te. Mimar-te.
Ao longe.
Mas bem perto desse coração que amo e que tantas outras vezes recebi tanto Amor.
Não tenho sequer outra alternativa.
Entre aniversários, festas ou fins de semana. Nos dias mais comuns e banais.
Amar-te para sempre.

Parabéns Tinhosa.


"Eu nunca fui uma mulher bem comportada.
Pudera, nunca tive vocação para alegria tímida, para paixão sem orgasmos ou para o amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. Não estou aqui para que gostem de mim. Estou aqui para aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E para seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, inconstante, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Eu sei chorar toda encolhida para lavar a alma.
Por isso, não me venha com meios termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.

Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de alturas, mas não evito os meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."


segunda-feira, fevereiro 17, 2014

ABO-TE MUITO.

Bem sabes que estou sempre constipado ou com o nariz entupido.
"Uma flor de cheiro" era assim que me chamavas, mas tenho quase a certeza que a expressão correcta é "flor de estufa".
Calinadas da Tinhosa à parte, não pude deixar de reparar num outdoor, na cidade, com esta publicidade de gotas para o nariz, especial para os tipo que, como eu, passam mais tempo agarrado a um lenço de papel do que a coçar os órgãos genitais.
Esta tinha que partilhar contigo.

Tu e Eu Meu Amor.



Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Nua a mão que segura
outra mão que lhe é dada
nua a suave ternura
na face apaixonada
nua a estrela mais pura
nos olhos da amada
nua a ânsia insegura
de uma boca beijada.

Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Nu o riso e o prazer
como é nua a sentida
lágrima de não ver
na face dolorida
nu o corpo do ser
na hora prometida
meu amor que ao nascer
nus viemos à vida.

Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Nua nua a verdade
tão forte no criar
adulta humanidade
nu o querer e o lutar
dia a dia pelo que há-de
os homens libertar
amor que a eternidade
é ser livre e amar.

Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

domingo, fevereiro 16, 2014

Apenas sonhei.

Passou tanto e tão pouco desde as últimas horas que escrevi para ti.
Agarrei, abracei, envolvi.
Discuti, argumentei.
Perdi.
Apenas sonhei.
Mas a verdade é que o teu tempo jamais passará.
Está todos os dias.
Aqui.
No coração.
Onde a felicidade e a agonia da saudade vivem em desesperada existência.
Te amo Tinhosa.

O teu tempo não passou.

Se a vires, diz-lhe que o tempo dela não passou;
que me sento na cama, distraído, a dobar demoras
e, sem querer, talvez embarace as linhas entre nós.
Mas que, mesmo perdendo o fio da meada por
causa dos outros laços que não desfaço, sei que o
amor dá sempre o novelo melhor da sua mão. Se

a encontrares, diz-lhe que o tempo dela não passou;
que só me atraso outra vez, e ela sabe que me atraso
sempre, mas não de mais; e que os Invernos que ela
não gosta de contar, mas assim mesmo conta que nos
separam, escondem a minha nuca na gola do casaco,
mas só para guardar os beijos que me deu. Se a vires,

diz-lhe que o tempo dela não passa, fica sempre.




Só assim.

Os dias só fazem sentido se tiverem o Sol a brilhar nos teus olhos.
As noites só são noites no calor da tua presença. 
Porque só assim consigo aquecer o coração.
Estou tão frio. Por favor volta.

sábado, fevereiro 15, 2014

Fica comigo. Daqui a nada é noite.


Fica comigo. Daqui a nada é noite e as noites custam, a mim custam, sobretudo quando os candeeiros da rua se acendem e as árvores e os prédios fronteiros logo diferentes, quase ninguém na rua, um miúdo com um cão lá ao fundo, uma tristeza parada na tonalidade do silêncio, estes móveis e estes retratos que não me ligam nenhuma, os teus passos na escada, tu no passeio: nem vou à janela olhar, não quero olhar. Fica comigo só mais um bocadinho, dez minutos, meia hora, sei lá, o tempo inteiro. Mesmo que não fales. Mesmo que leias a revista do jornal. Mesmo que não me toques. Mesmo como se eu não existisse.

O gato lembra. eu não consigo esquecer.

O gato lembra-se de ti nos intervalos. Espera
de olhos acesos as histórias que nos contas.
Passeia-se inquieto sobre o meu parapeito e eriça
o pêlo, cúmplice, quando pressente que regressas.


Chegas sempre de noite. Sei quem és e ao que vens
e ofereço-te o silêncio de um pequeno quarto recuado,
as sombras das traseiras na minha pele, o tempo
de repetir um gesto inevitável. Ouço-te contar
a mesma lenda com lábios sempre novos. Aprendo-a
e esqueço-a. Nunca a saberemos de cor, o gato ou eu.

Depois partes. Levas contigo a tua voz, mas a música
fica. Eu fecho as portadas devagar. O gato mia baixo
à janela. Ninguém acena: guardamos com os outros
o segredo das tuas visitas. Ambos. O gato e eu.


sexta-feira, fevereiro 14, 2014

O amor é uma verdade.

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". 

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."



Feliz dia de São Valentim.

T - "2:00 de la matina! Terminei o trabalho! Estou fartinha! Você deve estar em grandes tainadas, eu vou nanar! Tenho tanto soninho! Espero que tb durmas bem! Um beijinho envolvente e dotado de muito carinho!

S - "Um beijo bem longo como os seus Peis, salgado como o mar que nos separa, quente como o meu coração quando oiço a sua voz, fofo como o seu rabo bom e doce como esta poncha bem boua!"

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Estado (a)normal.

Como nem tudo são amarguras, estou lentamente a voltar ao meu estado (a)normal.
Preciso tanto fugir mas acabo por regressar ao banco de memórias, com menos ou mais relutância.
Com mais saudades, inquestionavelmente.
Te amo. Sempre.

A mais certa certeza que gosto de ti.


Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar:
com a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa.


A mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fundo do mundo que me deste.






quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Beijo, abraço, amasso.

"Não entendo. Não consigo entender porque conversámos tanto ao telefone e me ignoras perante uma revista velha. Não entendo as inúmeras saudades que fizeste referência e causaram até zangas, quando na hora do abraço ficas imóvel e fria. Não entendo porque me questionas dos meus planos para 6ª, quando os teus já estavam traçados. Não entendo porque indagas sobre ficarmos juntos uma noite para logo a seguir negares qualquer intimidade sob pena de nos fazer mal. Não entendo porque de um beijo consegues atribuir defeitos ao chamar-me mulherengo. Não entendo. Mas adorei ver-te. Beijo, abraço, amasso."

Zangado.

Zangado.
Só agora escrevo por/para ti porque estou zangado.
É a palavra do dia.
Sim.
Zangado contigo. Porque sim. Porque não. Porque não tens culpa nenhuma mas és a principal responsável por este estado de estar e não estar.
Desta ansiedade para encontrar um caminho, mas saber que a estrada está fechada e só poderei andar em círculos, gastar gasolina até parar. Esgotar Não pensar em mais nada.
recomeçar. Para onde. Para quê? Porquê?
Enganar os dias. Consumir. Ludibriar. Anestesiar.
Revoltado. Não. Contigo não.
Revoltado.
Por te amar tanto e não te ter amado mais.

terça-feira, fevereiro 11, 2014

Aguardando que me salves.

procura-me por todos os lados, procura-me às escuras por todos os lados, estarei
algures, fremindo, criando bichos entre
os braços e as pernas, aguardando que
me salves. só assim te amarei, se souberes
descortinar o caminho para o lugar onde
me escondo, com medo, com fantasmas,
feito para ser amado apenas por quem,
avistando-me no fundo do poço, me
puder querer sem garantia de outra condição.


Dos bons.

Hoje recuperei mais uma SMS, mas só porque era mesmo desse beijo que estava a precisar.

"Bom dia! Bem sei que hoje o dia não deve ser fácil para não variar, deixo só 1 ou 10 beijos para si. Dos bons!"

A arte de amar não me serve para nada.

Se o teu ouvido se fechou à minha boca
poderei escrever ainda poemas de amor?
A arte de amar não me serve para nada.

Um fogo em luz transformado.
Subitamente, a sombra.

Há dias em que morro de amor.
Nos outros, de tão desamado,
morro um pouco mais.








segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Profanação.

Podia escrever o teu nome num vidro embaciado ou segredá-lo a uma borboleta negra.

Podia cortar os pulsos e deixar o sangue correr até que o mar ficasse vermelho.

Ou beijar-te os pés. Mas esse gesto está reservado desde o princípio dos séculos e teria o sabor de uma profanação.


Pelo amor sem ironia.

Pela flor pelo vento pelo fogo
Pela estrela da noite tão límpida e serena
Pelo nácar do tempo pelo cipreste agudo
Pelo amor sem ironia - por tudo
Que atentamente esperamos
Reconheci tua presença incerta
Tua presença fantástica e liberta.


domingo, fevereiro 09, 2014

O caminho.

procura-me por todos os lados, procura-me às escuras por todos os lados, estarei
algures, fremindo, criando bichos entre
os braços e as pernas, aguardando que
me salves. só assim te amarei, se souberes
descortinar o caminho para o lugar onde
me escondo, com medo, com fantasmas,
feito para ser amado apenas por quem,
avistando-me no fundo do poço, me
puder querer sem garantia de outra condição.

Um amor imperativo.

"(...) Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e
fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterrâneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo (...)"

sábado, fevereiro 08, 2014

A tua raça.

"Porque pertenço à raça daqueles que mergulham de olhos abertos. E conhecem o abismo pedra a pedra, anémona a anémona, flor a flor."

Não. Não te afastes.

e tu sussurras:- não, não afastes a boca da minha orelha.
derrama dentro dela aquilo que não consegues dizer em voz alta.
e eu digo:
- as tuas mãos queimam-me a fala.
tu sorris, dizes:
- vem , sem medo, pela aridez do meu corpo.
no fundo de mim existe um poço onde guardo a tua imagem. é tempo de ta devolver. é tempo de te reconheceres nela.




sexta-feira, fevereiro 07, 2014

O mundo inteiro depende dos teus olhos.

Por mim falo.
Não sei se o Mundo inteiro.
Mas devia.




"A curva dos teus olhos dá a volta ao meu peito
é uma dança de roda e de doçura.
Berço nocturno e auréola do tempo,
Se já não sei tudo o que vivi
É que os teus olhos não me viram sempre.
Folhas do dia e musgos do orvalho,
Hastes de brisas, sorrisos de perfume,
Asas de luz cobrindo o mundo inteiro,
Barcos de céu e barcos do mar,
Caçadores dos sons e nascentes das cores.
Perfume esparso de um manancial de auroras
Abandonado sobre a palha dos astros,
Como o dia depende da inocência
O mundo inteiro depende dos teus olhos
E todo o meu sangue corre no teu olhar."




Tenho-a comigo. Quando a quiseres.

Bom dia Tinhosa.
Espero que desse lado continues a sorrir.


"Se for preciso, irei buscar um sol
para falar de nós:
ao ponto mais longínquo
do verso mais remoto que te fiz

Devagar, meu amor, se for preciso,
cobrirei este chão
de estrelas mais brilhantes
que a mais constelação,
para que as mãos depois sejam tão
brandas
como as desta tarde

Na memória mais funda guardarei
em pequenas gavetas
palavras e olhares, se for preciso:
tão minúsculos centros
de cheiros e sabores

Só não trarei o resto
da ternura em resto esta tarde,
que nem nos foi preciso:
no fundo do amor, tenho-a comigo.
quando a quiseres."




quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Não basta a solidão.

Não basta estender as mãos vazias para o corpo mutilado, acariciar-lhe
os cabelos e dizer: Bom dia, meu Amor. Parto amanhã.
Não basta depor nos lábios inventados a frescura de um beijo doce e
leve e dizer: Fecharam-nos as portas. Mas espera.
Não basta amar a superfície cómoda, ritual, exacta nos contornos a
que a mão se afeiçoa e dizer: A morte é o caminho.
Não basta olhar a Amante como um crime ou uma injúria e apesar
disso murmurar: Somos dois e exigimos.
Não basta encher de sonhos a mala de viagem, colocar-lhe as
etiquetas e afirmar: Procuro o esquecimento.
Não basta escutar, no silêncio da noite, a estranha voz distante, entre
ruídos de música e interferências aladas.
Não basta ser feliz.
Não basta a Primavera.
Não basta a solidão.

Porque é meu.


Quero-te regar minha flor
quero cuidar de ti
deixa-me entrar no jardim
deixa-me voltar a dormir

quero-te regar minha flor
dar-te de novo a paz que perdi
quero desvendar a parte triste que há em ti
deixa-me existir no espaço novo, que acordaste em mim
não vês que é de nós o jardim
que se fez, não vês
que é que nos o jardim
que nos faz em olha
que este frio faz tremer em fica
e faz voltar o que tens e que é meu

não vês que é de nós o jardim
que se fez,não vês
que é que nos o jardim
que nos faz em olha
que este rio faz crescer em fica
e faz voltar o que tens e que é meu
porque é meu.

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Escutar o silêncio.

Sim. Aos pares.
Porque o calendário assim o exige.
Afinal vão ser 34. E como este é o teu mês, nada mais adequado que te prestar essa homenagem, não uma mas, pelo menos 2 vezes por dia!
Como o teu Amor. Sempre o tive. pelo menos duas vezes. À saída. Na chegada. Nos encontros. E desencontros também. Na paz e na loucura. Na alegria e na tristeza. Enfim....
Estou cheio de saudades tuas, Tinhosa.
Como há bem pouco tempo "falaste" na autora, segue um texto dela bem velhinho, como o nosso Amor.
Beijo para si.


"Num dos teus ombros pousará a mão da sombra, no outro a mão do Sol. (...)

Lá dentro ficarás ajoelhada na penumbra olhando o branco das paredes e o brilho azul dos azulejos. Aí escutarás o silêncio. Aí se levantará como um canto o teu amor pelas coisas visíveis que é a tua oração em frente do grande Deus invisível."






Nas tuas mãos.




O tempo das estrelas

Um compasso de espera
tão longo e musical
por estrelas destas
a tocar-me o rosto

E aprender a aceitá-las,
e eu ser um céu imenso
onde elas se pudessem passear,
encontrar uma casa,
um pequeno silêncio
de folhas,
e poeiras, e cometas

Na desordem mais cósmica
das coisas,
organizar inteiro:
o coração

Porque, a tocar-me o rosto,
o tempo das estrelas
será sempre,
mesmo que tombem astros,
ou outras dimensões se lancem
em vazio,
ou raízes de luz se precipitem
no nada mais atónito

Terá valido tudo
a desordem do sol,
terá valido tudo
este lugar incandescente
e azul

Porque, a tocar-me o rosto,
agora,
e em silêncio tão terreno:
paraíso de fogo:
estas estrelas

Transportadas em luz
nas tuas mãos.

terça-feira, fevereiro 04, 2014

O teu sorriso.

Tudo no teu sorriso diz
que só te falta um pretexto
para seres feliz.


E todo o meu sangue corre no teu olhar.

Nem todos as noites ensombram o dias.
Os teus olhos são o milagre.
Hoje acordei com eles.
Bom dia Tinhosa.



"A curva dos teus olhos dá a volta ao meu peito
é uma dança de roda e de doçura.
Berço nocturno e auréola do tempo,
Se já não sei tudo o que vivi
É que os teus olhos não me viram sempre.
Folhas do dia e musgos do orvalho,
Hastes de brisas, sorrisos de perfume,
Asas de luz cobrindo o mundo inteiro,
Barcos de céu e barcos do mar,
Caçadores dos sons e nascentes das cores.
Perfume esparso de um manancial de auroras
Abandonado sobre a palha dos astros,
Como o dia depende da inocência
O mundo inteiro depende dos teus olhos
E todo o meu sangue corre no teu olhar."

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Dá-me só a mão.

Não digas nada, dá-me só a mão. Palavra de honra que não é preciso dizer nada, a mão chega. Parece-te estranho que a mão chegue, não é, mas chega. (…) Se calhar sou uma pessoa carente. Se calhar nem sequer sou carente, sou só parvo.

domingo, fevereiro 02, 2014

A invenção do amor

Bem sei que não devia quebrar a promessa de fim de semana sem a Tinhosa. No corpo, na alma. Estás em todo o lado. E fica difícil.
Fica um pouco das leituras de Sábado.
Só para nós.


Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas
janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da
nossa esperança de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor


Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com carácter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia
quotidiana


Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e
fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado


Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo


Um homem uma mulher um cartaz de denúncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A polícia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta
fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique Antes
que a invenção do amor se processe em cadeia

(...)

sexta-feira, janeiro 31, 2014

És tudo. E muito mais.

As palavras são tuas. Permite que acrescente.
Tu és Amor. E o Amor está em ti e em tudo o que fazes.
Mesmo quando decides fazer o oposto.


"Eu sou o Tudo.Eu sou o Nada.
Sou os livros que li, as viagens que fiz, os brinquedos que brinquei e os amigos que conquistei.
Sou o amor que dei e os amores que tive e os momentos que vivi.
Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objetivos alcançados.
Eu sou o meu interior, mas também o meu exterior.
Sou a saudade e os abraços partilhados.
Sou o passado, o presente e o futuro.
Sou o contraste e a contradição. Sou a complexidade do mundo.
SOU O QUE NINGUÉM VÊ."

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Vai. Segue. Foge. Continua.

Segue:
tens nas bússolas todos os nortes
e nos sextantes
as alturas de todas as estrelas,
que foram feitas só para te guiar.

Segue,
nos teus mapas
estão marcadas todas as loxodromias
e nos portos
os cais mansos
estendem-te os braços maternais.

Vai
pelo caminho seguro
na certeza de aportar.
(...)

Vai pelos caminhos seguros
nos vapores das companhias
com a certeza de aportar...
deixa
que eu continue sendo
o último tripulante
da fragata naufragada
neste mar dos tubarões.

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Hoje. Só hoje.

Hoje, só hoje, precisava de um atenção, uma palavra que nem significa nada mas diz tudo.
Hoje, só hoje, (porque os dias de penitência sem ti são todos conduzidos na tristeza) precisava de um mimo, uma atenção.
Hoje, só hoje, para não pedir muito, bastava um sorriso teu.
Abraço.
De quem morre um pedaço todos os dias na saudade.


T - "Oi meu lindo, desculpa mas o dia de hoje não está  a ser nada nada fácil:( Até actores de novelas tivemos para o dia da alimentação e estas coisas não nos fazem parar um segundo. Mas já está quase a terminar, ufa!!!!
Tal como prometido, aqui vão alguns materiais que podem ser úteis.
Beijinho muito muito doce, de quem morre de saudades suas!"

terça-feira, janeiro 28, 2014

Todos os dias são saudade.

Tivemos tanto tempo.
Tanto para discutir.
Resolver diferenças.
Subtrair discussões e adicionar abraços.
Tivemos tanto tempo desperdiçado.
Tantos braços e abraços perdidos e encontrados.
Sempre no teu leito.

Todos os dias são saudade.
Tenho a eternidade a lembra-me disso.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

E é tudo o que interessa.

Perdidos na noite rasgada por luzes dispersas, ficamos só nós, e é tudo o que interessa... Lábios trocados na carícia de um beijo, olhares ardentes e mãos inquietas, roupas no chão e portas abertas, o pudor fugiu para parte incerta, ficamos só nós...e é tudo o que interessa.

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Sabendo que te amo.


Eu, sabendo que te amo,
e como as coisas do amor são difíceis,
preparo em silêncio a mesa
do jogo, estendo as peças
sobre o tabuleiro, disponho os lugares
necessários para que tudo
comece: as cadeiras
uma em frente da outra, embora saiba
que as mãos não se podem tocar,
e que para além das dificuldades,
hesitações, recuos
ou avanços possíveis, só os olhos
transportam, talvez, uma hipótese
de entendimento. É então que chegas,
e como se um vento do norte
entrasse por uma janela aberta,
o jogo inteiro voa pelos ares,
o frio enche-te os olhos de lágrimas,
e empurras-me para dentro, onde
o fogo consome o que resta
do nosso quebra-cabeças.


quinta-feira, janeiro 23, 2014

Um café?

"...os naufrágios são belos
sentimo-nos tão vivos entre as ilhas ,acreditas?
E temos saudades desse mar
que derruba primeiro no nosso corpo
tudo o que seremos depois...

Pago-te um café se me contares o teu amor"


quarta-feira, janeiro 22, 2014

Queria dizer-te.

Queria dizer-te. Queria.
Queria olhar-te. Olhar-te com força – como se olha com força? E dizer-te.
Dizer-te que sim. Sempre sim. Desde o primeiro não que sim.
Dizer-te que quero. Olhar-te com força. Dizer-te. Queria.
Dizer-te. Negar o não. Negar o não que desde sempre – onde começou o sempre? – foi sim.
Dizer-te menti. Dizer-te fugi. Dizer-te parti.
Queria. Dizer-te aqui. Dizer-te agora. Dizer-te já.
Queria. Sempre queria.
Queria, amor. Amor.
O imperfeito. Queria. O imperfeito.
Amor.







terça-feira, janeiro 21, 2014

A minha saudade.

Seria hipócrita se dissesse
que esta saudade não me vem à boca
com o sabor a fogo das coisas incumpridas.
Imagino-a distante e extinta, e contudo
cresce em mim como um distúrbio da paixão.




segunda-feira, janeiro 20, 2014

Tenho medo.

Apago todas as mensagens. Menos as tuas. Guardo a tua voz em pequenas doses e, dia sim dia não, ouço-as todas de seguida. Sinto-me demasiado incapaz para falar contigo o que quer que seja. Não sei onde estás. Não quero saber. Tenho medo de saber mais do que sei.


domingo, janeiro 19, 2014

Atingiste-me o coração.

Trago-te debaixo da minha pele. Apanhaste-me desprevenido. Atingiste-me o coração, pecado meu. E agora é tarde para tudo senão para escrever. O teu coração tão branco a bater perto de mim. Embora o não ouvisse sei que estava lá.»








sábado, janeiro 18, 2014

Dias difíceis.

Faço minhas as suas palavras. 
Hoje também não está a ser um dia fácil. Prometi a mim mesmo, depois de lhe prometer distância, guardar o fim de semana para o período de nojo, lembrar-me de te esquecer.
De todas as promessas e decisões irrevogáveis, esta é certamente a mais difícil de cumprir.
Fica (sempre) a saudade.

Tinhosa - "Oi meu lindo, desculpa mas o dia de hoje não está  a ser nada nada fácil:( Até actores de novelas tivemos para o dia da alimentação e estas coisas não nos fazem parar um segundo. Mas já está quase a terminar, ufa!!!!
Tal como prometido, aqui vão alguns materiais que podem ser úteis.
Beijinho muito muito doce, de quem morre de saudades suas!"

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Gralhas.

Não resisto. 
Não. Claro que não é aos Profiteroles! 
Bem sabes que sou um homem de pequenos almoços, mas pouco interessado nas sobremesas.
Repetiria que já sou bastante doce. Mas contigo confesso que azedei muitas mais vezes do que devia.
Mas a verdade é que ontem, quando a sobremesa foi parar lá a casa por um dos comensais do costume, não consegui conter o riso ao lembrar das tuas gralhas fenomenais que nos enchiam de alegria e muita muita "gozação", utilizando o português com açúcar.

Não tenho saudades só da mulher que amo.
Não tenho saudades só do teu corpo, do teu cheiro ou do teu abraço.

Sinto mesmo a falta de ti Tinhosa. Completa. Inteira. Original.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Até já.

Confesso que fiquei seriamente perturbado com a notícia.
Já tinha ouvido rumores da tua visita para breve, mas nunca pensei na sua concretização.
Ter-te tão perto e no entanto, tão distante.
Claro que não esperava receber o convite nas redes sociais, mas ao divulgá-lo nas rede, ao convidares os que me são próximos para o tão caloroso jantar de recepção, não podias senão esperar que o soubesse imediatamente.

Nem podia ser de outra forma, esta violência de gestão do pensamento entre o coração e a razão.
Foi quase tão abrupto como quando te olhei nos olhos e me apaixonei por ti.

Não escrevo "até breve" porque sei que não gostas.
Mas posso escrever "até já".

O que quer que isso signifique.
Te amo. Sempre.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Teu cais deve ficar em algum lugar assim.

Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal
E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós
Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo faço melhor do que lhe parecer
Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio


terça-feira, janeiro 14, 2014

Adeus.

Ou até já. Porque a razão manda mas o coração sempre vence.


"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,

e o que nos ficou não chega

para afastar o frio de quatro paredes.

Gastámos tudo menos o silêncio.

Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,

gastámos as mãos à força de as apertarmos,

gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.

Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;

era como se todas as coisas fossem minhas:

quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.

E eu acreditava.

Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,

era no tempo em que o teu corpo era um aquário,

era no tempo em que os meus olhos

eram realmente peixes verdes.

Hoje são apenas os meus olhos.

É pouco mas é verdade,

uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.

Quando agora digo: meu amor,

já não se passa absolutamente nada.

E no entanto, antes das palavras gastas,

tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam

só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.

Dentro de ti

não há nada que me peça água.

O passado é inútil como um trapo.

E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus."

segunda-feira, janeiro 13, 2014

(A)Mar

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua. 



domingo, janeiro 12, 2014

Venceremos os dois

Hoje, mesmo depois da derrota do meu clube de coração, precisava de ouvir a tua voz.
Mesmo adivinhando o gozo das tuas palavras, a fantástica ironia cómica.
Dir-te-ia que foi mais uma tentativa de opressão contra o Norte.
Responderias que só falo assim porque perdi.
Provavelmente terias razão.
Argumentaria que afinal jogámos bem mas o árbitro não nos deixou ganhar.
Satirizavas certamente o meu Presidente e dirias que nem sempre consegue "convencer" a equipa de arbitragem através dos prazeres carnais.
Finalizaria com um prognóstico em jeito de vaticínio: no fim ainda vamos ganhar.
Ririas com esse ar de menina mulher.

Venceremos os dois. 
Juntos. 
No coração. 
Separados. 
Na paixão. 
No clubismo. 
Na vida.
Te amo.

sexta-feira, janeiro 10, 2014

A força do sonhos. Quando nada mais resta.

Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Acredito em ti.

Ela disse: há uma altura em que os corpos não estão à altura.
Ele disse: não acredito nos corpos. Mas acredito em ti.
Ela disse: há uma altura em que as peles acabam.
Ele disse: não acredito nas peles. Mas acredito em ti.
Ela disse: vou nos teus ombros.
Ele disse: vou nos teus ombros.
E, apesar de os corpos se irem, assim ficaram.

quarta-feira, janeiro 08, 2014

É simples.

É simples a separação.
Adeus.
Desenlaçado o último abraço, uma pressa de dar contas um ao outro.
Já não há gestos. O derradeiro (impossível) seria não desfazer o abraço.
Pressa de cada um retomar o outro na teia lenta da remembrança.
Não desfazer o abraço. Ficar face encostada ao niagara dos cabelos.
Sobram fotografias, voz no gravador, um bilhete na caixa do correio. Sobra o telefone.
Tensão - telefone. Experimentada. Sofrida.
Tensão - telefone. Possibilidade de voz não póstuma.
No gravador, voz de ontem, de anteontem. De há anos.
Sobra o telefone. Mudo.
Retininte?
Sobrarão as cartas. Sobra a espera.
Na teia lenta da remembrança, retomo-te em memória recente:
na praia de ternura onde nos enrolámos e desenrolámos desesperados de separação.
Sobra a separação.

terça-feira, janeiro 07, 2014

Tentei.

Sabes por quantas ruas te vigiei?
Por quantas estradas te imaginei? Me enganei?
Na esperança no teu vislumbre, em quantos semáforos me baralhei? Caminhos cruzei?
À procura do teu sorriso, por quantos bares me embebedei ?
E as lojas onde entrei? Os cafés que tomei?
Só para sonhar. Encontrar os teus olhos.

Vou embora para (mais) longe. Desaparece assim a tensão infantil e idiota de te encontrar ao virar da esquina.

A memória... essa perdura.
Te amo.

segunda-feira, janeiro 06, 2014

O fundamento do amor.


Sê breve nas horas interiores,
mas por fora sê extenso, derramável
qual um rio. O fundamento do amor.


domingo, janeiro 05, 2014

Close your eyes.

Com a chuva a ditar a melodia dos nossos corpos, entre  a harmonia do Amor e o calor que nos separa e nos atraí, hoje sussurrava-te ao ouvido assim....

"Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
I think you're one of a kind

Here's to you
The one that always pulls us through
Always do what you got to do
You're one of a kind
Thank God you're mine

You're an angel dressed in armor
You're the fair in every fight
You're my life and my safe harbor
Where the sun sets every night
And if my love is blind I don't want to see the light

It's your beauty that betrays you
Your smile gives you away
Cause you're made of strength and mercy
And my soul is yours to save
I know this much it's true
When my world was dark and blue
I know the only one who'll rescue me is you

Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
You'll never gonna have to cry
Because you're one of a kind

Yeah, here's to you
The one that always pulls us through
You always do what you got to do, baby
Because you're one of a kind

When your love pours down on me
I know I'm finally free
So I tell you gratefully
Every single beat in my heart
Is yours to keep

Close your eyes
Let me tell you all the reasons why
You'll never gonna to have to cry
Because you're one of a kind

Yeah, here's to you
The one that always pulls us through
You always do what you got to do, baby
Because you're one of a kind

You're the reason why I'm breathing
With a little look my way
You're the reason that I'm feeling
It's finally safe to stay"



sexta-feira, janeiro 03, 2014

Onde o Rio encontra o Mar.




 
Aqui.
Voltei aqui. Onde o rio encontra o mar.
Onde também nós cruzávamos os olhos à procura do Amor.
Dizem os mais velhos que não devemos voltar onde já fomos felizes.
Estou constantemente a fazê-lo.
Em pecado e em penitência.
Para travar esta angústia lancinante ou para te pedir perdão.
Mas sempre para dizer que te amo.

quarta-feira, janeiro 01, 2014

Trago as saudades de 2013 comigo.
A esperança de um abraço.
Te amo.

O Amor é fodido!


Quando abria a janela, todos os anjos do céu que a vissem ficavam transformados em pombos.
Daqueles que têm a cabeça a prémio. Ratos voadores. Nenhum anjo resistia a olhar para ela. Por isso é que já não há anjos. O último, que eu saiba, morreu na mala de mão dela, um dia.

domingo, dezembro 29, 2013

Tu.

É sábado à noite. As saudades adquirem o ritmo do teu corpo.
E porquê esta música?
Não sei. Mas o ritmo tem a tua irreverência.
Só me recordo dessa pose sensual enquanto docemente moves os teus ombros ao encontro do pescoço enquanto esses cabelos ondulam na batida que só o nosso coração conhece o compasso.
Sei lá.

sexta-feira, dezembro 27, 2013

Presente do presente.

Já o repeti várias vezes. A mim e a ti.
Mas a verdade é mesmo esta.
Passo muito do tempo a recordar o nosso tempo.
Ainda mais tempo a pensar em ti.
Quase não sobra tempo pata absorver o presente.
Mas desta vez é diferente.
O presente trouxe-me um presente.
Trouxe-me o  teu sorriso em palavras.
A tua voz em pontos de exclamação.
Não imaginas as vezes que li e reli esta sms.
Não tem conta as inúmeras respostas que ensaiei, que apaguei e voltei a escrever.
Mas fiquei por aí.
Continuo a ensaiar diálogos, mas não tenho coragem para tos enviar.
Não sei se é prematuro. Se é invasão. Se abuso da minha parte receber uma mensagem tua e desatar a escrever para esperar que respondas.
Apetece-me dizer-te que o meu Natal, depois de roubados os sorrisos das crianças, assumiu este ano outro sabor.
Cheira-me e sabe-me a ti em todo o lado.
Quero viver só mais um pouco o presente. Do teu presente.
Te amo.

A melhor prenda de Natal!

Assim.
Sem esperar.
Passo tanto tempo a viver-te memória que fica difícil aceitar o presente.
Hoje foi definitivamente um dia bom!

"Obrigada! Espero k tenha passado um bom natal! Votos de boas entradas em 2014!"

domingo, dezembro 22, 2013

Equação do Amor.

Somos o produto do que fomos.
A soma de quem juntamos.
Na equação da Vida.
Somos o resultado
do que acumulamos.
As barreiras que subtraímos.
Somos essencialmente o quanto amamos.

sábado, dezembro 21, 2013

Não.

Tantas vezes referiste que a palavra não, quando conversávamos ou discutíamos, era um mau princípio.
Hoje não aguento. Não estou a conseguir.

Não.
Não.
Não.
Hoje é dia não.
Não devia ser dia.
Por isso não digas que não tens saudades.
Não evites sentir o meu corpo colado ao teu.
Não negues que te faço feliz nas horas que não te deixo triste.
Não escondas esse brilho quando os nossos olhos se encontram e esquecem o resto do mundo.
Não digas que não te abraço com toda a esperança de poder fazê-lo para o resto da minha vida.
Porque de outra forma a vida é não.
Por isso não digas que não.
Amo-te Tinhosa.
E tu, também me amas?
Não. Não digas que não.

sexta-feira, dezembro 20, 2013

Todos os minutos contam a tua ausência.

Nos dias.
Nas noites.
Nas madrugadas e fins da tarde.
Nas horas de ócio e de labuta.
Todos os minutos contam a tua ausência.
Te amo.
Sempre.

Two parts. Two harts.


The whole world is divided for me into two parts: one is she, and there is all happiness, hope, light; the other is where she is not, and there is dejection and darkness.

Leo Tolstoy, in War and Peace.

quinta-feira, dezembro 19, 2013


"Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...

Era, no copo, além do gin, o gelo;
além do gelo, a roda de limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.

Era no gira-discos, o Martírio
de São Sebastião, de Debussy....
Era, na jarra, de repente, um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.

Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança..."


quarta-feira, dezembro 18, 2013

Demons

Já a ouvi mil vezes.
A segurar a tua mão.
Só nós.


When the days are cold
And the cards all fold
And the saints we see
Are all made of gold

When your dreams all fail
And the ones we hail
Are the worst of all
And the blood’s run stale

I wanna hide the truth
I wanna shelter you
But with the beast inside
There’s nowhere we can hide

No matter what we breed
We still are made of greed
This is my kingdom come
This is my kingdom come

When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide

Curtain’s call
Is the last of all
When the lights fade out
All the sinners crawl

So they dug your grave
And the masquerade
Will come calling out
At the mess you've made

Don't wanna let you down
But I am hell bound
Though this is all for you
Don't wanna hide the truth

No matter what we breed
We still are made of greed
This is my kingdom come
This is my kingdom come

When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide

They say it's what you make
I say it's up to fate
It's woven in my soul
I need to let you go

Your eyes, they shine so bright
I wanna save that light
I can't escape this now
Unless you show me how

When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide
Don’t get too close
It’s dark inside
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide

segunda-feira, dezembro 16, 2013

Pior do que perder, é ser obrigado a decidir perder.

"O pior é sempre o momento em que se desiste. Mas pior ainda do que o momento em que se desiste é o momento em que se decide desistir. O momento em que, com coragem, se consegue dizer: ACABOU...
Pior do que o efectivo instante em que acaba é o efectivo instante em que se decide que acabou. É aí, e não antes nem depois, que a dor maior assoma: é aí que a derrota assoma.
Pior do que perder é ser obrigado a decidir perder.”


sexta-feira, dezembro 13, 2013

Conhecer-te mudou a minha vida para sempre.



Quando hoje vejo as lágrimas de outros e outras que confidenciam as amarguras e desilusões das relações, compreendo mais que nunca os teus olhos tristes, o semblante carregado, a tentativa de explicação que eu evitava ouvir.Hoje, no tempo de que passo sem ti, reconheço na dor dos outros, o sofrimento que causei, provoquei, que não soube atenuar nem resolver.

Preciso dizer-to. 
Estou com o coração na boca.
Conhecer-te mudou a minha vida para sempre. 
Faria o percurso novamente se soubesse que o prémio és tu.
Mas jamais abandonaria os actos para passar às palavras rudes.
Jamais adiaria um abraço para bater com a porta e provocar lágrimas no teu rosto.
Jamais deixaria de abraçar esse corpo quente que, no fundo, só precisa de Amor.
Não imaginas como desespero por um abraço teu.

Perdão.
Amo-te. Para sempre.

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Nas tuas dúvidas e incertezas.


És o meu porto de abrigo.
Nos teus braços. Nos meus sonhos. Nos teus olhos.

Nas tuas dúvidas e incertezas.

Há dias em que me assemelho
a um barco açoitado
pelas vagas alterosas
da borrasca
navegando
com as minhas certezas
a tempestade
das tuas dúvidas e incertezas

Nessas alturas
tentando rumar
ao porto de abrigo
invariavelmente
falho o rumo seguro
da entrada da barra
e qual navio desgovernado
encalho na doca seca
das areias da praia


quarta-feira, dezembro 11, 2013

Quero-te. Sempre.

Quero-te para além das coisas justas
e dos dias cheios de grandeza.
A dor não tem significado quando me roubam as árvores,
as ágatas, as águas.
O meu sol vem de dentro do teu corpo,
a tua voz respira a minha voz.
De quem são os ídolos, as culpas, as vírgulas
dos beijos? Discuto esta noite
apenas o pudor de preferir-te
entre as coisas vivas.

terça-feira, dezembro 10, 2013

O A...MAR que nos separa.

Hoje o dia está quase tão negro como o meu coração.
Hoje é dia de ficar enroscado em ti.
De inventar mil desculpas no trabalho porque o importante é não sair dos teus braços.
Hoje o dia é só para levantar da cama para fazer torradas com muito mel para preencher o teu coração e um café forte para para aguentarmos as investidas de Amor, nessa guerra de corpos que nenhum dos dois quer perder.
Hoje acordei mais tarde, mas uma vez mais sem ti.
E fiquei pelo sonho. Tentando que ele durasse tanto como o tempo que nos separa.

Quilómetros de beijos, milhas de abraços.
Tantos e tão fortes como este mar que nos separa.


segunda-feira, dezembro 09, 2013

Beijos assim.

Não é que a memória de ti mereça e padeça de descanso, mas por norma, só um fim de semana totalmente depressivo e desamparado me fazer regressar a este espaço e dedicar-te algumas palavras.

Por norma costumo afogar as mágoas num copo... ou sete, permitindo por momentos elevar o meu estado a um nível de inconsciência, que só mesmo no desespero cometo actos totalmente idiotas, como aquela mensagem. Puro desespero. Que não canso de pedir desculpa. Mas hoje não. Este fim de semana não consegui fugir, por um pouco que fosse, à memória de nós.

Numa festa de despedida de um tipo que também conheces, mas que não vais à mistura, falávamos sobre os beijos como forma de evitar as manchas de café, tabaco ou vinho.

E foi no beijo que fiquei e me perdi nos teus lábios ignorando o resto da conversa.

Não me lembro de beijar. Tanto e tão bom como o fazíamos. No Amor e do DesAmor também.

Mas daqueles que me perdi e guardei o resto da noite para não conseguir dormir e pensar... foram  os beijos de paixão. Aqueles que colávamos os lábios e que a língua pedia direcções enquanto os corpos se entregavam ao caótico estado de prazer que só tu nos sabes fazer encontrar.

Não beijei mais assim.
Hoje, os teus lábios finos, tão meigos, são o meu desejo de Natal.