terça-feira, maio 27, 2014
Amar-te desde sempre.
Se olhasses para mim verias nos meus olhos
a lancinante expressão da solidão
e a esperança sem qualquer indecisão
de que é possível o teu nome ser maior
que o céu que me vela o silêncio da noite.
Amar-te desde sempre é mais que uma forma de estar vivo
e dar expressão à divindade que trago comigo
desde que atravessei a fronteira
que entre o mar e o mar estabelece
a luz mais verdadeira.
O mais sequer é tempestade que neste coração sangra,
ou dúvida subtil ou estremecimento,
sentindo o alvoroço em que te sinto
apenas peço que sejas tu o assombro
e me devolvas enfim a harmonia.
segunda-feira, maio 26, 2014
Não me dás.
Dás-me um coração vazio,
o deserto do Saara
a dançar nas minhas mãos.
A secura do olhar misturada
à areia áspera trazida pelo vento
sexta-feira, maio 23, 2014
Um consolo.
Já somos o esquecimento que seremos.
A poeira elementar que nos ignora
e que foi o ruivo Adão e que é agora
todos os homens e que não veremos.
Já somos na tumba as duas datas
do princípio e do término, o esquife,
a obscena corrupção e a mortalha,
os ritos da morte e as elegias.
Não sou o insensato que se aferra
ao mágico sonido do teu nome:
pensam com esperança naquele homem
que não saberá que fui sobre a Terra.
Em baixo do indiferente azul do céu
esta meditação é um consolo.
A poeira elementar que nos ignora
e que foi o ruivo Adão e que é agora
todos os homens e que não veremos.
Já somos na tumba as duas datas
do princípio e do término, o esquife,
a obscena corrupção e a mortalha,
os ritos da morte e as elegias.
Não sou o insensato que se aferra
ao mágico sonido do teu nome:
pensam com esperança naquele homem
que não saberá que fui sobre a Terra.
Em baixo do indiferente azul do céu
esta meditação é um consolo.
Mudemos. Ou não.
Mudemos de casa; porque é preciso
arrumar as dores de outra maneira,
certificarmo-nos da existência do corpo
em novos lençóis, voltar a ter ilusões,
lugar propício para a curiosidade
de alguns que nos fazem acreditar
que a vida é um amplo anfiteatro
para as mãos.
arrumar as dores de outra maneira,
certificarmo-nos da existência do corpo
em novos lençóis, voltar a ter ilusões,
lugar propício para a curiosidade
de alguns que nos fazem acreditar
que a vida é um amplo anfiteatro
para as mãos.
quarta-feira, maio 21, 2014
No fundo de uma gaveta.
Ai de quem nunca guardou
Um pouco da sua alma
Numa folha secreta
Ai de quem nunca guardou
Um pouco da sua alma
No fundo de uma gaveta
Ai de quem nunca injectou
Um pouco da sua mágoa
Na veia do poeta.
Um pouco da sua alma
Numa folha secreta
Ai de quem nunca guardou
Um pouco da sua alma
No fundo de uma gaveta
Ai de quem nunca injectou
Um pouco da sua mágoa
Na veia do poeta.
terça-feira, maio 20, 2014
Parede para o amor.
Querida Tinhosa,
Hoje recordei pormenores deliciosos... Daqueles que só a nós pertencem.
onde possas encostar-me o corpo
pressionado pelo teu.
Uma parede de textura suave.
Uma parede única,
onde nos encontremos.
Inventa uma parede para o amor."
segunda-feira, maio 19, 2014
Procuro-te.
Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe a barcos e bruma.
No brilho redondo e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe a barcos e bruma.
No brilho redondo e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
domingo, maio 18, 2014
Campeões.
Está feito.
Contra factos não há mesmo argumentos.
Este ano o teu clube foi imbatível. Ou quase...
E mesmo não fazendo parte da massa associativa nem das minhas preferências, dava tudo para celebrar contigo.
Saudades.
sexta-feira, maio 16, 2014
Morro lentamente na tua saudade.
No desafio dos dias que correm a fugir, penso-te... mas depressa migro para outro lugar mais perto, aborrecido, quotidiano ou normal.
Noutros dias mais agitados ainda, sobra sempre o tempo para parar e lembrar de ti com a mais profunda e sentida saudade que assumo arrogante, mais ninguém no mundo conseguir sentir.
Hoje o dia consegue trazer-te na rotina mais básica.
Morro lentamente na tua saudade.
Preciso ouvir-te. Rir-te.
Noutros dias mais agitados ainda, sobra sempre o tempo para parar e lembrar de ti com a mais profunda e sentida saudade que assumo arrogante, mais ninguém no mundo conseguir sentir.
Hoje o dia consegue trazer-te na rotina mais básica.
Morro lentamente na tua saudade.
Preciso ouvir-te. Rir-te.
quarta-feira, maio 14, 2014
Vem.
(...)
vem
com teu sabor de açúcar queimado em redor da noite
sonhar perto do coração que não sabe como tocar-te.
com teu sabor de açúcar queimado em redor da noite
sonhar perto do coração que não sabe como tocar-te.
terça-feira, maio 13, 2014
Em teus braços distraídos.
À janela corre o tempo
Na memória o esquecimento
E a vontade de ficar
Em teus braços distraídos
Entreabertos nos sentidos
Do teu corpo a meditar
O desejo que esqueci
Dorme agora ao pé de ti
No teu sonho a murmurar
Guardo a luz da tua pele
Duas rosas, vinho e mel
Quatro luas sobre o mar
Volto atrás nesta viagem
À procura da coragem
Que renasce de te ver
No regresso da saudade
Eu encontro a felicidade
Que por ti vou aprender
segunda-feira, maio 12, 2014
O coração fica sempre do teu lado.
Bem sei que hoje a festa é do teu clube, mas o meu ganhou este jogo, ainda que não hajam muitos motivos para celebrar, resta-nos as vitórias a abrir e a fechar o CÃOmpionato.
Valem o que valem.
Do que eu sinto mesmo falta é desta picardia constante (até mesmo da que fazias com o teu pai), do jogo de forças entre beijos, abraços e amassos que o futebol também consegue despoletar.
Clubismos à parte, o meu coração fica sempre do teu lado.
"Eu quero marcar o “Z” dentro do teu decote
Ser o teu Zorro de espada e capote
Para te salvar à beirinha do fim
Depois, num volte-face, vestir os calções
Acreditar de novo nos papões
E adormecer contigo ao pé de mim
Eu quero ser para ti a camisola 10
Ter o Porto(!!!!)* todo nos meus pés
Marcar um ponto na tua atenção
Se assim, faltar a festa na tua bancada
Eu faço a minha última jogada
E marco um golo com a minha mão (mesmo à Benfica... ;-))
Eu quero passar contigo de braço dado
E a rua toda de olho arregalado
A perguntar: como é que conseguiu?
Eu puxo da humildade da minha pessoa
Digo da forma que menos magoa:
Foi fácil! Ela é que pediu."
Do que eu sinto mesmo falta é desta picardia constante (até mesmo da que fazias com o teu pai), do jogo de forças entre beijos, abraços e amassos que o futebol também consegue despoletar.
Clubismos à parte, o meu coração fica sempre do teu lado.
"Eu quero marcar o “Z” dentro do teu decote
Ser o teu Zorro de espada e capote
Para te salvar à beirinha do fim
Depois, num volte-face, vestir os calções
Acreditar de novo nos papões
E adormecer contigo ao pé de mim
Eu quero ser para ti a camisola 10
Ter o Porto(!!!!)* todo nos meus pés
Marcar um ponto na tua atenção
Se assim, faltar a festa na tua bancada
Eu faço a minha última jogada
E marco um golo com a minha mão (mesmo à Benfica... ;-))
Eu quero passar contigo de braço dado
E a rua toda de olho arregalado
A perguntar: como é que conseguiu?
Eu puxo da humildade da minha pessoa
Digo da forma que menos magoa:
Foi fácil! Ela é que pediu."
domingo, maio 11, 2014
Loucas são as noites. Tristes também.
Querida Tinhosa,
Estou cheio de saudades suas. Hoje o Abrunhosa foi o companheiro na solidão.
(...)Leva-me contigo,
mostra-me onde estás,
é que o pior castigo
é viver assim, sem luz nem paz,
sozinho com o peso do caminho
que se fez para trás...
Lua, eu quero ver o teu brilhar,
no luar, no luar.(...)
mostra-me onde estás,
é que o pior castigo
é viver assim, sem luz nem paz,
sozinho com o peso do caminho
que se fez para trás...
Lua, eu quero ver o teu brilhar,
no luar, no luar.(...)
Loucas são as noites, que passo sem dormir,(...)
sexta-feira, maio 09, 2014
Dentro de ti.
Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.
Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.
Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão…
Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que sem voz me sai do coração.
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.
Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.
Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão…
Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que sem voz me sai do coração.
quarta-feira, maio 07, 2014
Bandido.
Porque para mim serás sempre a Tinhosa.
"Quando me chamas bandido
Como se eu fosse um caso perdido
Que se dá sempre o golpe perfeito no teu coração
Já sei que vai haver assalto
Vou começar no teu salto alto
E acabar prisioneiro na cova-do-ladrão
Quando me chamas canalha
Por dá cá aquela palha
É o teu jeito matreiro de lançar as redes
Dizes asneiras baixinho
Para poupar o pobre do vizinho
De saber de nós dois pelas paredes
Quando me chamas pelo nome
Até fico com frio e com fome
Como aquele menino da rua que anda perdido
Então peço a todos os santos
Que devolvam os meus encantos
E que tu me voltes a chamar apenas bandido."
"Quando me chamas bandido
Como se eu fosse um caso perdido
Que se dá sempre o golpe perfeito no teu coração
Já sei que vai haver assalto
Vou começar no teu salto alto
E acabar prisioneiro na cova-do-ladrão
Quando me chamas canalha
Por dá cá aquela palha
É o teu jeito matreiro de lançar as redes
Dizes asneiras baixinho
Para poupar o pobre do vizinho
De saber de nós dois pelas paredes
Quando me chamas pelo nome
Até fico com frio e com fome
Como aquele menino da rua que anda perdido
Então peço a todos os santos
Que devolvam os meus encantos
E que tu me voltes a chamar apenas bandido."
terça-feira, maio 06, 2014
Queria mesmo o teus sorriso!
Bem sabes que te sigo discretamente.
Não para saber onde e com quem.
Só para te sentir um pedaço.
Acreditar que estás bem.
Cusquei as famosas "selfies", que naturalmente te tornaste perita, ainda que noutras, o fotógrafo tenha ajudado.
Só falta o sorriso?
Onde está?
Podes revelá-lo?
Cheio de arames, ferrinhos e restos do jantar...
Queria mesmo o teus sorriso!
Vá lá....
Aguardo.
Te.
Não para saber onde e com quem.
Só para te sentir um pedaço.
Acreditar que estás bem.
Cusquei as famosas "selfies", que naturalmente te tornaste perita, ainda que noutras, o fotógrafo tenha ajudado.
Só falta o sorriso?
Onde está?
Podes revelá-lo?
Cheio de arames, ferrinhos e restos do jantar...
Queria mesmo o teus sorriso!
Vá lá....
Aguardo.
Te.
segunda-feira, maio 05, 2014
Quero abrir os braços e sentir-te.
Não te chamo para te conhecer
Eu quero abrir os braços e sentir-te
Como a vela de um barco sente o vento
Não te chamo para te conhecer
Conheço tudo à força de não ser
Peço-te que venhas e me dês
Um pouco de ti mesmo onde eu habite.
sábado, maio 03, 2014
Por me teres feito tão feliz que ainda hoje consigo respirar das memórias.
Na geografia atribulada da vida, já percorri tantos trilhos e me enganei noutros tantos.
Foi, certamente, um percurso sinuoso e cheio de ravinas e precipícios, mas sem dúvida o que mais prazer me proporcionou no pretérito dos nossos dias a dois.
Cada minuto que passou neste nosso caminho é um pôr do sol, parado nos teus olhos, amparado pelo teu abraço.
Hoje a palavra saudade adquire um novo e verdadeiro significado.
Obrigado.
Por te revelares.
Só para mim.
Por me teres feito tão feliz que ainda hoje consiga respirar das memórias.
sexta-feira, maio 02, 2014
Entre nós.
"Entre a espada e a parede.
Um dia o céu,
Noutro dia o chão,
Entre a espada e a parede
É onde o corpo mata a sede
Entre a espada e a parede
É onde a vida se perde
Entre a espada e a parede
Ainda sabes o teu nome (...)
É onde o corpo mata a sede
Onde a estrada se perde..."
Um dia o céu,
Noutro dia o chão,
Entre a espada e a parede
É onde o corpo mata a sede
Entre a espada e a parede
É onde a vida se perde
Entre a espada e a parede
Ainda sabes o teu nome (...)
É onde o corpo mata a sede
Onde a estrada se perde..."
quarta-feira, abril 30, 2014
(Só) preciso do teu Abraço.
"Este foi o nosso último abraço. E quando,
daqui a nada, deixares o chão desta casa
encostarei amorosamente os lábios ao teu copo
para sentir o sabor desse beijo que hoje não
daremos. E então, sim, poderei também eu
partir, sabendo que, afinal, o que tive da vida
foi mais, muito mais, do que mereci."
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