Claro que fiquei, uma vez mais, a aguardar uma resposta que não chega.
Claro que sonhei contigo, entre as dores de corpo e uma febre delirante que me fez sair da cama às 5h.
Claro que ainda te aguardo.
Sempre.
sábado, janeiro 31, 2015
sexta-feira, janeiro 30, 2015
quinta-feira, janeiro 29, 2015
Só pelos teus olhos.
Ontem conversava com uma amiga de longa data.
Revivemos alguns episódios importantes.
Constatámos que nada é como antes.
Fez-me uma leitura óptica, daqueles que consegue descodificar o código de barras sentimental que hoje escondo, porque na verdade nem eu o consigo interpretar.
Perguntou-me do que mais sinto falta. Do que preciso. Que saudades me atormentam.
Não respondi. Mas confesso que a noite me trouxe um espaço (demasiado longo, estou cheio de sono!) contemplativo para poder reflectir sobre estas questões.
Não tenho saudades de ninguém. Não preciso de nada em especial, até porque percebi (tardiamente) que nada material chega para preencher o armário vazio do coração.
Sou um egoísta.
Porque apenas tenho saudade de mim.
Do que fui. Do que fazia.
Só porque os teus olhos ordenavam.
quarta-feira, janeiro 28, 2015
Labirinto.
Entre as confusões do costume e saudade de sempre, dou por mim a olhar insistentemente para o telefone.
Procuro notícias, curiosidades ou banalidades.
Entre as inúmeras contradições da vida, com que todos os dias nos deparamos, estes "opinion-makers" insistem em adensar a trama e ganhar algum com a coisa, escrevendo sobre tudo e sobre nada, opinando, acusando ou simplesmente "bitaitando" sobre assuntos que nada me interessam.
Só aqui estou, porque aguardo um sinal teu.
Uma mensagem.
Uma provocação no email.
Uma foto que deixaste escapar.
A web é um labirinto.
Não consigo encontrar-te.
Isso sim.
É preocupante.
Para o coração.
segunda-feira, janeiro 26, 2015
Viver tudo outra vez.
Saudades.
Das ondas.
Que apagam o corpo aceso
Sempre que imagina
O teu abraço.
Saudades.
Da paisagem que se estende
Aos teus olhos.
Da espuma dos dias
Que me fazias querer
Viver tudo outra vez.
domingo, janeiro 25, 2015
Desvanecer a saudade.
Ontem, por força de muitas circunstâncias, aconteceu o que há muito tenho propositadamente evitado.
Estar em amena cavaqueira, com os que privaram connosco tantas loucuras, alegrias, mas também as amarguras que íamos disfarçando sem que o conseguíssemos, aos olhos dos que nos conhecem tão bem.
Ontem recordámos, vivemos outra vez um pretérito cheio de peripécias, mas principalmente com uma alegria e simplicidade contagiante.
Estar com todos a recordar, numa doce e saudosista atitude, foi também um exercício de contenção, para que meus olhos não denunciassem quando ouvi a tua voz.
Lembrei-te no melhor.
Sonhei-te.
Só. Como espectador atento dessa personalidade. A medir-te os movimentos.
A desvanecer um pouco a saudade,
sábado, janeiro 24, 2015
quinta-feira, janeiro 22, 2015
I don´t want to miss a thing.
Tinhosa!!!!!!!
Lembras a música que sempre nos perseguia em todas as estações de rádio que insistias persistentemente em controlar, em função de um apuradíssimo(!!!!) gosto musical à moda de Penafiel?
Ouvi esta versão bem tuga, bastante "comezinha", com o toque do grande Cid, mas mais a modos da parolage, com direito a sintetizador, típico dos bailaricos e dos tonos da aldeia!!! lol
Espero que agora fique mais adepta da canção.
Eu cá gosto!
Beijo!
quarta-feira, janeiro 21, 2015
Ausência.
Às vezes penso mesmo que lês o que aqui confidencio.
Outras tantas, chego mesmo à conclusão que é um facto, e que fazes igualmente todos os (mínimos) esforços para me contrariares.
Só no que puderes.
Bem sei que já não és criatura para perderes tempo com idiotices. Até disso sinto falta.
Porque a ausência é o pior castigo.
Espero-te bem.
Beijo.
Outras tantas, chego mesmo à conclusão que é um facto, e que fazes igualmente todos os (mínimos) esforços para me contrariares.
Só no que puderes.
Bem sei que já não és criatura para perderes tempo com idiotices. Até disso sinto falta.
Porque a ausência é o pior castigo.
Espero-te bem.
Beijo.
terça-feira, janeiro 20, 2015
Procura.
Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe a barcos e bruma.
No brilho redondo e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe a barcos e bruma.
No brilho redondo e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
segunda-feira, janeiro 19, 2015
Luta.
Ainda que quase de forma despiciente, uma mensagem a fechar o dia, para embalar o sono, foi a melhor coisa que me aconteceu este fim de semana.
Luto contra o telefone, para não insistir e tentar ouvi-la novamente.
Beijo.
Obrigado.
domingo, janeiro 18, 2015
Não era nada disto.
Tinhosa,
Tenho quase tantas saudades da sua voz como desse corpo delgado a preencher os meus braços, enquanto a língua troca fluidos viciantes com os seus lábios doces.
Mas não era nada disto que lhe queria dizer.
Liguei-lhe para conversar sobre o frio que se abateu no rectângulo, o jogo que marca o calendário desportivo entre o seu "Benfas" e o meu "Marítme", ou o duelo entre a Parolage da sua terra e os Dragões que lá venceram a custo. Passaríamos pela sua cultura francófona por causa do caso Charlie, ou pelos grupos terroristas que espalharam terror na Nigéria.
Ou então apontaríamos algumas banalidades, menos trágicas, acontecimentos pouco mediáticos, apenas para ouvir a sua voz.
Ouvir-te.
Será pedir muito?
Beijo.
Bom.
sexta-feira, janeiro 16, 2015
Assim não.
Assim não. (Insisto sempre em começar com palavras negativas, já mo repetiste várias vezes.)
Mas é assim que tenho que começar.
Não dá para não conversar contigo.
Não dá não partilhar contigo as alegrias e amarguras desta rotina.
Não dá.
Principalmente quando conversas hora e picos e me deixas na expectativa do próximo telefonema. Bem próximo.
Não aconteceu.
Há uma semana que não converso contigo.
Vou vou quebrar a regra do silêncio.
quinta-feira, janeiro 15, 2015
Numa relação.Complicada.
Estas constantes actualizações de estado com que somos presenteados dos nossos amigos facebookianos, já quase nada me surpreendem, quer pelos estados em si, quer pelas reacções que provocam nesta comunidade tão preocupada pela vida alheia e pronta a descarregar mil e um teorias, conselhos, frases feitas e chavões tão pirosos quanto a pessoa que os traduziu em Mandarim, Português do Brasil ou Russo.
Também estou em constante renovação e reintegração de estado. Estou numa relação que me relaciona com o pretérito. Estou numa relação que sei não me relacionar com o meu coração. Relaciono-me muito mais com uma relação à distância, do corpo e da alma, quase omnisciente, do que com qualquer outro tipo, mais presencial.
Nem por isso coloco na rede os famosos estados, como ansioso, deprimido, a sentir-me isto ou aquilo, mas sinto este turbilhão de sensações e estados em catadupa, e mais que que tudo, sinto mesmo a necessidade de os partilhar. Contigo. Apenas e só.
quarta-feira, janeiro 14, 2015
terça-feira, janeiro 13, 2015
À espera.
Ainda um dia hei-de contar-te as espantosas
coisas de que me lembro quando fico à tua espera
horas e horas, cada vez mais vagarosas,
e tu não chegas, meu amor, e tu demoras
mais do que a minha paciência. Quem me dera
aquele tempo em que era sempre primavera
e assistia indiferente à passagem das horas.
Mas, quando chegas, só me ocorre esquecer tudo
e ter-te uma vez mais como quem tem o mundo.
segunda-feira, janeiro 12, 2015
Egoísmo.
Disseste-mo várias vezes. Repetiste até me zangar, por saber que é verdade.
Agora que o livro já está na tu posse, talvez consigas viajar comigo por esse pretérito que recordo saudosamente, até num história que não me pertence.
Deve ser por isso que o Amor é tão poderoso.
As vivências que quem ama, são assustadoramente semelhantes e poderosas.
Beijo Tinhosa.
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Pedro Chagas Freitas in "Prometo Falhar"
domingo, janeiro 11, 2015
Saudade. Em português com açúcar.
A verdade é que tá foda. Ontem descobri que o amor da minha vida encontrou o amor da vida dela. Quando vieram tos papos de aliança dourada, eu quis desconversar, mas não teve jeito, meus amigos disseram alto: ‘Esquece de vez. Ela vai casar’.
Palavra não é revólver, mas mata tanto quanto. Não sejamos hipócritas, o sorriso de quem a gente ama também nos deixa destruídos no canto. Basta que não tenha sido ao nosso lado que os lábios, felizes, se abriram. E não entro em exageros de depressão e o caralho que for. Falo de perder o chão, as estribeiras, entender o que é dor.
Depois da notícia busquei meu altar e sequei duas garrafas de whisky. Não encontrei alívio algum. Escutei dez ou cem músicas de fossa. Nenhuma pareceu dizer o que eu queria dizer, o que eu queria escrever, o que meu coração precisava gritar.
Se eu começar a falar de sexo, aí é que a coisa fica feia. Ela transformou um menino em homem. Me dizia o que queria e como queria. Me ensinou o que a língua faz enquanto as mãos podem estar na nuca ou dando tapas de amor. Ela é dessas que não tem pudor. Faz do sexo o templo sagrado que deve ser. Seu limite é o gemido alto, o entorno é só um detalhe. De fantasias mil, eu já tive ao meu lado a mulher mais safada e independente que já se viu; e se verá.
Foi tanta coisa ao lado dela que minha cabeça me trai: começo a achar impossível alguém preencher todo o vão que ficou na partida. A gente já jogou bola na praia; eu – sem ciúme – já incentivei ela a diminuir a saia. A gente já tomou cerveja no gargalo; também fomos juntos conhecer o Brasil de carro. Ela nunca fez teatro, mas numa das nossas viagens encenou que morreu. Nunca vi aquela filha da puta rir tanto como quando eu gritei: ‘Pelo amor de deus, amor: acorda! Puta que o pariu, acorda!’
Falo por mim: ela é dessas que você dá corda à partir de um só sorriso. Joga o cabelo pro lado e te pede o isqueiro. Quando você menos percebe, daria o mundo inteiro para mais cinco minutos ouvindo cada palavra que sai daquela boca. Ainda não sei se aquela área de fumantes fez parte do melhor ou o pior dia da minha vida. Ainda não sei o que vale a pena nessa vida. Porque nos apresentar pessoas tão distintas e marcantes se logo depois vai nos tirar à força? Talvez eu ainda precise entender que felicidade é o beijo que se dá no presente, não planos de futurismos baratos.
Todos os dias eu ainda lembro que ela é do tipo que inspira só por respirar. Cujas palavras formavam frases que me queimavam o juízo. Dessas que têm no cabelo o cheiro que eu queria sentir ao deitar. A pele que eu queria sentir com a palma da alma quando acordasse. A voz, meu Deus, dessas que eu queria guardar e fazer música dentro de mim. Ela é assim: linda. E sobrava tanto que quando eu encostava nela, me sentia lindo também. E aqui falo de beleza que sai dos poros, não nas capas. Ela era justa. Podia gritar, podia chorar, podia implicar; mas eu morreria ao lado de uma justa. Só que não deu. Num desses dias esquisitos, sumimos. Ela foi pra lá. E eu vim parar aqui.
Tô com saudade dela.
sexta-feira, janeiro 09, 2015
Conversar.
Conversar contigo um hora, mais parece um relâmpago, de tão intenso e instantâneo.
Obrigado.
Saudades.
Obrigado.
Saudades.
Quantas vezes te esperei.
Quantas vezes te esperei neste lugar
quantas vezes pensei que não chegavas
quantas vezes senti a rebentar
o coração se ao longe te avistava.
quantas vezes pensei que não chegavas
quantas vezes senti a rebentar
o coração se ao longe te avistava.
Quantas vezes depois de teres chegado
nos colámos no beijo que tardava
quantas vezes trementes e calados
nos entregámos logo sem palavras.
nos colámos no beijo que tardava
quantas vezes trementes e calados
nos entregámos logo sem palavras.
Quantas vezes te quis e te inventei
quantas vezes morri e já não sei.
quantas vezes morri e já não sei.
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