Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer…
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei…
O amor é quando a gente mora um no outro.
terça-feira, abril 28, 2015
domingo, abril 26, 2015
Silêncio.
Sei que o silêncio morde a minha boca.
Hoje, na melancolia de um fim de tarde,
Chamei por uma estrela solitária.
Essa que morreu antes de chamar pelo teu nome.
Sei hoje que a tua ausência
É a voz do silêncio do meu corpo,
O tempo que faltou ao nosso encontro,
Se pudesse ser outro que não eu
Talvez me pudesse despir de antigas mortes
E olhar-te na madrugada súbita dos teus olhos
E dizer-te que amanhã
É sempre o dia em que te procuro.
Amanhã, será sempre o dia em que te digo
"Amo-Te".
sexta-feira, abril 24, 2015
Sem o mar para atrapalhar.
Sabes que estou à tua espera?
Que te aguardo como o sujeito apressado olha para o relógio enquanto não chega o comboio?
Que desespero e vicio a bateria do telefone na insistência para que permaneça ligado, não vá uma mensagem tua chegar?
Se não ver-te, seria bom ouvir-te.
Sem o mar para atrapalhar.
Beijo.
Que te aguardo como o sujeito apressado olha para o relógio enquanto não chega o comboio?
Que desespero e vicio a bateria do telefone na insistência para que permaneça ligado, não vá uma mensagem tua chegar?
Se não ver-te, seria bom ouvir-te.
Sem o mar para atrapalhar.
Beijo.
domingo, abril 19, 2015
Alma que chora vazia.
Calas-me a voz, voz do olhar
Sinto que o tempo, tarda em chegar
Distante ausente, sinto apertar
O peito ardente por te encontrar
Na minha alma, que anseia urgente
Pelo momento de ter-te presente
Pelo infinito estendo os meus olhos
Num mar de mil desejos, aguarda-te ao chegar
Encho a minha taça vazia com perfumes de poesia
Bebo a saudade amarga e fria e então adormeço ao luar
Calas-me a voz, p'ra lá do tempo
Estrelas que caem por um lamento
Espuma na areia solta no vento
O meu silêncio meu sentimento
Em minha alma que chora vazia
Por um momento se acende a magia
Pelo infinito estende o meu sorriso
Num mar azul de sonhos, acorda-me ao chegar
Encho a minha taça ardente, com incenso doce e quente
Sirvo de beber a alegria que sinto ao ver-te a chegar
Calas-me a voz
Sinto que o tempo, tarda em chegar
Distante ausente, sinto apertar
O peito ardente por te encontrar
Na minha alma, que anseia urgente
Pelo momento de ter-te presente
Pelo infinito estendo os meus olhos
Num mar de mil desejos, aguarda-te ao chegar
Encho a minha taça vazia com perfumes de poesia
Bebo a saudade amarga e fria e então adormeço ao luar
Calas-me a voz, p'ra lá do tempo
Estrelas que caem por um lamento
Espuma na areia solta no vento
O meu silêncio meu sentimento
Em minha alma que chora vazia
Por um momento se acende a magia
Pelo infinito estende o meu sorriso
Num mar azul de sonhos, acorda-me ao chegar
Encho a minha taça ardente, com incenso doce e quente
Sirvo de beber a alegria que sinto ao ver-te a chegar
Calas-me a voz
sexta-feira, abril 17, 2015
Verdade.
Se to escrevo, podes acreditar.
Nunca, até então, tive uma relação tão pacífica com a verdade.
Te amo.
Obrigado por fazeres parte da minha vida.
Nunca, até então, tive uma relação tão pacífica com a verdade.
Te amo.
Obrigado por fazeres parte da minha vida.
quinta-feira, abril 16, 2015
46 minutos.
É isto.
Tal e qual.
O mundo pode desabar-te em cima.
No telefone chovem intrusos.
Mas ouvir-te, agora, é prioridade.
Às vezes sem meias medidas e palavras doces.
A tua voz preenche.
O vazio que nos separa transforma-se em música que nos embala.
quarta-feira, abril 15, 2015
segunda-feira, abril 13, 2015
Em ti.
Preciso mesmo desabafar contigo.
Recolher apoio.
Ouvir-te dizer que ficará tudo bem e que os resultados do meu esforço não serão em vão.
Quando tudo parece desmoronar-se, penso em ti. Estás tão longe. Mas recorro sempre a ti.
Podes revelar-te? Um pouco só. Mostrar um ar da tua graça?
Preciso. Muito.
sexta-feira, abril 10, 2015
A tua voz.
Não sinto desde que não nos sentimos.
Não sou desde que já não somos.
Não te amo menos por não estares.
A tua voz, por favor, a tua voz.
Não sou desde que já não somos.
Não te amo menos por não estares.
A tua voz, por favor, a tua voz.
quarta-feira, abril 08, 2015
Impossível.
Não consigo entender.
Posso até conjecturar. Adivinhar as mil razões porque insistes neste silêncio.
Devo abandonar as outras mil formas que penso em abordar-te para conseguir uns minutos da tua atenção?
Continuar esta atitude hipócrita de contradição entre o ridículo e o absurdo?
Eliminar-te da equação seria o mais fácil e razoável.
Impossível.
Saudades.
terça-feira, abril 07, 2015
Regresso.
Tenho inconscientemente negligenciado esta forma de comunicação assíncrona, porque a gula e a ansiedade natural está a tomar conta de mim.
Ouvir a tua voz, obter uma resposta quase imediata através de SMS, escrever-te um E-mail, ler-te, contar-te e rir-te, é bem melhor do que apenas sonhar-te ou recordar-te.
Ou não.
Esta ansiedade da resposta, esta ausência (demasiado) prolongada, este silêncio perturbador, está a mexer com o meu sono e com a produtividade em tudo o que (não) faço.
Vou regressar aqui.
Hoje até.
Ou amanhã.
Mas assim aproveito para conversar comigo também, já que as minhas palavras não podem ecoar directamente no teu ouvido.
Beijo Tinhosa.
terça-feira, março 31, 2015
O último a esquecer.
(...)
Mas gostava que reparasses nisto: uma corrida ganha pelo último a chegar à meta. A metáfora é evidente.
Os velhos acreditam que têm mais passado do que futuro. Por isso, prestam mais atenção a memórias do que a previsões. Interessa menos o futuro em que não se imaginam do que o passado ainda disponível para esmiuçar infinitamente, não faltam reflexões possíveis sobre o que sabem que existiu, o que testemunharam e sentiram com a força e a verdade dos sentidos. Sim, existe uma verdade nos sentidos, é inegável para quem a viveu. É ela que dá substância às metáforas, mesmo que seja preciso anos para reconhecê-la.
Os velhos não têm dúvidas de que o passado ainda não passou, como escreveu Faulkner. Aquilo que só hoje soubemos acerca do que já passou é presente e, como um gancho, puxa esse episódio para o tempo em que estamos. Se achávamos que o passado era uma coisa e, depois, percebemos que era outra, então o passado ainda está em evolução, ainda não passou.
Nas corridas de Carnaval, nessas bicicletas em que tentávamos andar tão lentamente como se não andássemos sequer, subtraíamos tempo ao tempo, resistíamos. Onde estarão agora esses segundos ou minutos? Procuro-os à minha volta. Velho, distingo restos dessas manhãs entre o que sou capaz de pensar. O que vivemos ainda está aqui, só quem fomos desapareceu para sempre.
segunda-feira, março 30, 2015
Dentro de mim, te procuram.
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
— eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
— E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
— não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
— eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
— E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
— não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
Durante a primavera inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço —
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço —
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.
sexta-feira, março 13, 2015
Magoa-me.
Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
dói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés
Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas
Seja eu de novo tua sombra, teu desejo
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta
Traz
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
dói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés
Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas
Seja eu de novo tua sombra, teu desejo
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta
Traz
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono
domingo, março 01, 2015
Eternidade.
Passaram eternidades desde a última vez que cá passei.
Tenho tentado, ainda que timidamente, afastar-me lentamente deste processo muito singular, intimista.
Nunca tive qualquer intenção obter resposta ou procurar o contraditório, até porque iria despertar demasiadas perguntas para as quais ainda não tenho resposta.
O que felizmente tenho procurado, bem sabes, é encontrar sorrisos através da simplicidade com que outrora nos ligámos, sem esperar mais nada do que o teu sorriso.
Desejar-te bom fim de semana foi, sem dúvida, um exercício de contenção, por saber que não devo sequer tentar importunar-te durante os próximos dias.
Vou sonhar-te.
quarta-feira, fevereiro 25, 2015
Banda sonora.
Estou completamente divido.
Em ser oportunista, não deixar escapar esta vantagem de conversar contigo quase todos os dias.
Ou então calar-me. Não abusar da sorte ou esticar a corda.
Não há banda sonora que coloque a rolar, capaz de substituir esse sotaque genuíno e timbre moderado.
Não. Não precisas cantar para mim... por favor!!!!!
Sinto mesmo vontade de te ouvir.
segunda-feira, fevereiro 23, 2015
sábado, fevereiro 21, 2015
Um dia, perdido, em que nos encontrámos.
Quando chegaste - esquálida e coberta de adjectivos
que rejeitavas, que te seguiam - o silêncio deixou
de ser solene.
que rejeitavas, que te seguiam - o silêncio deixou
de ser solene.
Atirámos frases inteiras às paredes, somos crianças,
e rimo-nos. A história escreveu-se longe
das nossas mãos.
Não sabemos mais verdades do que a nossa.
Existiu um dia, perdido, em que nos encontrámos.
Podíamos celebrá-lo com discursos estruturados e
insignificâncias. Preferimos comê-lo - é um bolo
de creme.”
e rimo-nos. A história escreveu-se longe
das nossas mãos.
Não sabemos mais verdades do que a nossa.
Existiu um dia, perdido, em que nos encontrámos.
Podíamos celebrá-lo com discursos estruturados e
insignificâncias. Preferimos comê-lo - é um bolo
de creme.”
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in "Gaveta de Papéis",
José Luís Peixoto
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
Tinhosa amiga.
Depois de 54m de conversa, praticamente sobre tudo e sobre nada, fiquei ainda mais com saudades.
Até dessa tosse seca, que intermitentemente surgia entre o nosso diálogo apaziguador.
Antes de seres o meu amor, a minha amante, foste minha amiga e confidente.
Neste momento, só e apenas isso me deixa feliz.
Saber-te feliz e provocar-te o riso, também só nos poderá ajudar.
Saudades Tinhosa amiga da minha vida.
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
Mau.
Cumprimento sempre as pessoas. Até as que me ignoram.
Sorrio quase sempre para as crianças e os idosos.
Sou caridoso com os que mais precisam.
Contribuo nas campanhas de solidariedade, dou roupas usadas e não nego uma sopa a quem tem fome.
Não sou mau Tinhosa.
Mas fui muito mau contigo.
Fiquei mesmo triste e pensativo com as tuas palavras.
Bem sei que muitas delas, como de tantas outras vezes, não foram sentidas, mas não posso deixar de te dar razão.
Lamento todos os dias, estas atitudes que tantas vezes acinzentaram a tua vida e que ainda recordas nos dias tristes.
Prometo torcer todos os dias pela tua felicidade, como se de uma religião se tratasse, para que não sofras nem vivas mais pretéritos negros.
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