sexta-feira, maio 15, 2015
quinta-feira, maio 14, 2015
O quanto meu amor pode magoar.
Quero apenas gritar o que sinto.
Nas palavras por dizer, não sufocar.
Explico-te bem claro, não te minto.
Gritar
Quero apenas gritar o que sinto.
Nas palavras por dizer, não sufocar.
Explico-te bem claro, não te minto.
Nas palavras por dizer, não sufocar.
Explico-te bem claro, não te minto.
Gritar
Quero apenas gritar o que sinto.
Nas palavras por dizer, não sufocar.
Explico-te bem claro, não te minto.
O quanto meu amor pode magoar.
quinta-feira, maio 07, 2015
Canção do Amor Imprevisto.
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E minha poesia é um vicio triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com tua boca fresca de madrugada,
Com teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita...
A súbita alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos!
O mundo me tornou egoísta e mau.
E minha poesia é um vicio triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com tua boca fresca de madrugada,
Com teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita...
A súbita alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos!
terça-feira, abril 28, 2015
Palavras mudas.
Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer…
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei…
O amor é quando a gente mora um no outro.
e a minha boca para não dizer…
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei…
O amor é quando a gente mora um no outro.
domingo, abril 26, 2015
Silêncio.
Sei que o silêncio morde a minha boca.
Hoje, na melancolia de um fim de tarde,
Chamei por uma estrela solitária.
Essa que morreu antes de chamar pelo teu nome.
Sei hoje que a tua ausência
É a voz do silêncio do meu corpo,
O tempo que faltou ao nosso encontro,
Se pudesse ser outro que não eu
Talvez me pudesse despir de antigas mortes
E olhar-te na madrugada súbita dos teus olhos
E dizer-te que amanhã
É sempre o dia em que te procuro.
Amanhã, será sempre o dia em que te digo
"Amo-Te".
sexta-feira, abril 24, 2015
Sem o mar para atrapalhar.
Sabes que estou à tua espera?
Que te aguardo como o sujeito apressado olha para o relógio enquanto não chega o comboio?
Que desespero e vicio a bateria do telefone na insistência para que permaneça ligado, não vá uma mensagem tua chegar?
Se não ver-te, seria bom ouvir-te.
Sem o mar para atrapalhar.
Beijo.
Que te aguardo como o sujeito apressado olha para o relógio enquanto não chega o comboio?
Que desespero e vicio a bateria do telefone na insistência para que permaneça ligado, não vá uma mensagem tua chegar?
Se não ver-te, seria bom ouvir-te.
Sem o mar para atrapalhar.
Beijo.
domingo, abril 19, 2015
Alma que chora vazia.
Calas-me a voz, voz do olhar
Sinto que o tempo, tarda em chegar
Distante ausente, sinto apertar
O peito ardente por te encontrar
Na minha alma, que anseia urgente
Pelo momento de ter-te presente
Pelo infinito estendo os meus olhos
Num mar de mil desejos, aguarda-te ao chegar
Encho a minha taça vazia com perfumes de poesia
Bebo a saudade amarga e fria e então adormeço ao luar
Calas-me a voz, p'ra lá do tempo
Estrelas que caem por um lamento
Espuma na areia solta no vento
O meu silêncio meu sentimento
Em minha alma que chora vazia
Por um momento se acende a magia
Pelo infinito estende o meu sorriso
Num mar azul de sonhos, acorda-me ao chegar
Encho a minha taça ardente, com incenso doce e quente
Sirvo de beber a alegria que sinto ao ver-te a chegar
Calas-me a voz
Sinto que o tempo, tarda em chegar
Distante ausente, sinto apertar
O peito ardente por te encontrar
Na minha alma, que anseia urgente
Pelo momento de ter-te presente
Pelo infinito estendo os meus olhos
Num mar de mil desejos, aguarda-te ao chegar
Encho a minha taça vazia com perfumes de poesia
Bebo a saudade amarga e fria e então adormeço ao luar
Calas-me a voz, p'ra lá do tempo
Estrelas que caem por um lamento
Espuma na areia solta no vento
O meu silêncio meu sentimento
Em minha alma que chora vazia
Por um momento se acende a magia
Pelo infinito estende o meu sorriso
Num mar azul de sonhos, acorda-me ao chegar
Encho a minha taça ardente, com incenso doce e quente
Sirvo de beber a alegria que sinto ao ver-te a chegar
Calas-me a voz
sexta-feira, abril 17, 2015
Verdade.
Se to escrevo, podes acreditar.
Nunca, até então, tive uma relação tão pacífica com a verdade.
Te amo.
Obrigado por fazeres parte da minha vida.
Nunca, até então, tive uma relação tão pacífica com a verdade.
Te amo.
Obrigado por fazeres parte da minha vida.
quinta-feira, abril 16, 2015
46 minutos.
É isto.
Tal e qual.
O mundo pode desabar-te em cima.
No telefone chovem intrusos.
Mas ouvir-te, agora, é prioridade.
Às vezes sem meias medidas e palavras doces.
A tua voz preenche.
O vazio que nos separa transforma-se em música que nos embala.
quarta-feira, abril 15, 2015
segunda-feira, abril 13, 2015
Em ti.
Preciso mesmo desabafar contigo.
Recolher apoio.
Ouvir-te dizer que ficará tudo bem e que os resultados do meu esforço não serão em vão.
Quando tudo parece desmoronar-se, penso em ti. Estás tão longe. Mas recorro sempre a ti.
Podes revelar-te? Um pouco só. Mostrar um ar da tua graça?
Preciso. Muito.
sexta-feira, abril 10, 2015
A tua voz.
Não sinto desde que não nos sentimos.
Não sou desde que já não somos.
Não te amo menos por não estares.
A tua voz, por favor, a tua voz.
Não sou desde que já não somos.
Não te amo menos por não estares.
A tua voz, por favor, a tua voz.
quarta-feira, abril 08, 2015
Impossível.
Não consigo entender.
Posso até conjecturar. Adivinhar as mil razões porque insistes neste silêncio.
Devo abandonar as outras mil formas que penso em abordar-te para conseguir uns minutos da tua atenção?
Continuar esta atitude hipócrita de contradição entre o ridículo e o absurdo?
Eliminar-te da equação seria o mais fácil e razoável.
Impossível.
Saudades.
terça-feira, abril 07, 2015
Regresso.
Tenho inconscientemente negligenciado esta forma de comunicação assíncrona, porque a gula e a ansiedade natural está a tomar conta de mim.
Ouvir a tua voz, obter uma resposta quase imediata através de SMS, escrever-te um E-mail, ler-te, contar-te e rir-te, é bem melhor do que apenas sonhar-te ou recordar-te.
Ou não.
Esta ansiedade da resposta, esta ausência (demasiado) prolongada, este silêncio perturbador, está a mexer com o meu sono e com a produtividade em tudo o que (não) faço.
Vou regressar aqui.
Hoje até.
Ou amanhã.
Mas assim aproveito para conversar comigo também, já que as minhas palavras não podem ecoar directamente no teu ouvido.
Beijo Tinhosa.
terça-feira, março 31, 2015
O último a esquecer.
(...)
Mas gostava que reparasses nisto: uma corrida ganha pelo último a chegar à meta. A metáfora é evidente.
Os velhos acreditam que têm mais passado do que futuro. Por isso, prestam mais atenção a memórias do que a previsões. Interessa menos o futuro em que não se imaginam do que o passado ainda disponível para esmiuçar infinitamente, não faltam reflexões possíveis sobre o que sabem que existiu, o que testemunharam e sentiram com a força e a verdade dos sentidos. Sim, existe uma verdade nos sentidos, é inegável para quem a viveu. É ela que dá substância às metáforas, mesmo que seja preciso anos para reconhecê-la.
Os velhos não têm dúvidas de que o passado ainda não passou, como escreveu Faulkner. Aquilo que só hoje soubemos acerca do que já passou é presente e, como um gancho, puxa esse episódio para o tempo em que estamos. Se achávamos que o passado era uma coisa e, depois, percebemos que era outra, então o passado ainda está em evolução, ainda não passou.
Nas corridas de Carnaval, nessas bicicletas em que tentávamos andar tão lentamente como se não andássemos sequer, subtraíamos tempo ao tempo, resistíamos. Onde estarão agora esses segundos ou minutos? Procuro-os à minha volta. Velho, distingo restos dessas manhãs entre o que sou capaz de pensar. O que vivemos ainda está aqui, só quem fomos desapareceu para sempre.
segunda-feira, março 30, 2015
Dentro de mim, te procuram.
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
— eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
— E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
— não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
— eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
— E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
— não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
Durante a primavera inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço —
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço —
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.
sexta-feira, março 13, 2015
Magoa-me.
Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
dói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés
Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas
Seja eu de novo tua sombra, teu desejo
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta
Traz
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
dói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés
Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas
Seja eu de novo tua sombra, teu desejo
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta
Traz
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono
domingo, março 01, 2015
Eternidade.
Passaram eternidades desde a última vez que cá passei.
Tenho tentado, ainda que timidamente, afastar-me lentamente deste processo muito singular, intimista.
Nunca tive qualquer intenção obter resposta ou procurar o contraditório, até porque iria despertar demasiadas perguntas para as quais ainda não tenho resposta.
O que felizmente tenho procurado, bem sabes, é encontrar sorrisos através da simplicidade com que outrora nos ligámos, sem esperar mais nada do que o teu sorriso.
Desejar-te bom fim de semana foi, sem dúvida, um exercício de contenção, por saber que não devo sequer tentar importunar-te durante os próximos dias.
Vou sonhar-te.
quarta-feira, fevereiro 25, 2015
Banda sonora.
Estou completamente divido.
Em ser oportunista, não deixar escapar esta vantagem de conversar contigo quase todos os dias.
Ou então calar-me. Não abusar da sorte ou esticar a corda.
Não há banda sonora que coloque a rolar, capaz de substituir esse sotaque genuíno e timbre moderado.
Não. Não precisas cantar para mim... por favor!!!!!
Sinto mesmo vontade de te ouvir.
segunda-feira, fevereiro 23, 2015
sábado, fevereiro 21, 2015
Um dia, perdido, em que nos encontrámos.
Quando chegaste - esquálida e coberta de adjectivos
que rejeitavas, que te seguiam - o silêncio deixou
de ser solene.
que rejeitavas, que te seguiam - o silêncio deixou
de ser solene.
Atirámos frases inteiras às paredes, somos crianças,
e rimo-nos. A história escreveu-se longe
das nossas mãos.
Não sabemos mais verdades do que a nossa.
Existiu um dia, perdido, em que nos encontrámos.
Podíamos celebrá-lo com discursos estruturados e
insignificâncias. Preferimos comê-lo - é um bolo
de creme.”
e rimo-nos. A história escreveu-se longe
das nossas mãos.
Não sabemos mais verdades do que a nossa.
Existiu um dia, perdido, em que nos encontrámos.
Podíamos celebrá-lo com discursos estruturados e
insignificâncias. Preferimos comê-lo - é um bolo
de creme.”
Etiquetas:
in "Gaveta de Papéis",
José Luís Peixoto
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
Tinhosa amiga.
Depois de 54m de conversa, praticamente sobre tudo e sobre nada, fiquei ainda mais com saudades.
Até dessa tosse seca, que intermitentemente surgia entre o nosso diálogo apaziguador.
Antes de seres o meu amor, a minha amante, foste minha amiga e confidente.
Neste momento, só e apenas isso me deixa feliz.
Saber-te feliz e provocar-te o riso, também só nos poderá ajudar.
Saudades Tinhosa amiga da minha vida.
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
Mau.
Cumprimento sempre as pessoas. Até as que me ignoram.
Sorrio quase sempre para as crianças e os idosos.
Sou caridoso com os que mais precisam.
Contribuo nas campanhas de solidariedade, dou roupas usadas e não nego uma sopa a quem tem fome.
Não sou mau Tinhosa.
Mas fui muito mau contigo.
Fiquei mesmo triste e pensativo com as tuas palavras.
Bem sei que muitas delas, como de tantas outras vezes, não foram sentidas, mas não posso deixar de te dar razão.
Lamento todos os dias, estas atitudes que tantas vezes acinzentaram a tua vida e que ainda recordas nos dias tristes.
Prometo torcer todos os dias pela tua felicidade, como se de uma religião se tratasse, para que não sofras nem vivas mais pretéritos negros.
terça-feira, fevereiro 17, 2015
Magoa-me.
Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
dói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés
Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas
Seja eu de novo tua sombra, teu desejo
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
dói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés
Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas
Seja eu de novo tua sombra, teu desejo
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta
Traz
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono
Mia Couto
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono
Mia Couto
segunda-feira, fevereiro 16, 2015
Saborear uma ilusão.
"Tinhosa linda, Pedro Chagas Freitas escreveu que saborear uma ilusão, vale todas as desilusões do mundo. Você é a prova disso. Um beijo bom. E uma saudade imensa. "
domingo, fevereiro 15, 2015
Vitamina.
Uns expressivos raios de Sol, conseguiram trazer o calor para finalmente abandonar a cama e procurar vitamina D.
No rescaldo do dia dos agrafados e de mais um desfile de Carnaval, relembro as loucuras pretéritas em que tudo fazia para terminar a noite ao teu lado.
Não sei se do álcool ingerido ou das horas a dançar, as noites e os dias tinham outro calor.
Esse que nem este brilho consegue trazer.
Saudades tuas Tinhosa.
Espero-te bem.
sábado, fevereiro 14, 2015
Everything from the beginning.
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
Gripe.
Cada vez mais acredito que o estado da alma é crucialmente importante para o corpo se manter são, resistindo a este inverno que (des)habita o meu coração. A doença e enfermidade também se apoderou, pela milésima vez este ano. Aí, posso afirmá-lo com clareza, a culpa é totalmente tua.
Saudades.
quarta-feira, fevereiro 11, 2015
Verdade.
Estou doente, carente.
E tu, com sempre, ausente.
Estou saudoso, remeloso chateado.
Tu, para não variar, não estás a meu lado.
Poesia de da verdade de "La Palisse", que mesmo assim não contribui para sossegar esta estado de corpo e de alma que me atormente.
Não saber de ti, ainda mais complica.
Saudades.
segunda-feira, fevereiro 09, 2015
domingo, fevereiro 08, 2015
Só ficará.
Só ficará de ti o que fizeste
por amor.
O resto não valeu:
foi apenas poeira que se ergueu
em teu redor
e o vento varreu.
Só ficará de ti o que escreveste
com paixão.
O resto não contou:
foi tão-só uma sombra que passou,
pura ilusão,
e nem rasto deixou.
Etiquetas:
2008,
in «Por Amor e Outros Poemas»,
Porto: Papiro Editora
Nos teus beijos.
Nem mais nem menos.
Não foi nada de especial.
Nem consigo, como tantas vezes e de forma muito rebuscada, fazer interpretações livres e voar nas tuas palavras.
Mas nas teus beijo posso sempre encontrar calor.
Único e especial para estes dias frios.
sexta-feira, fevereiro 06, 2015
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
segunda-feira, fevereiro 02, 2015
Se te perdi.
Tens sido vida afora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei... se te perdi...
Lamechas.
Aos Domingos, principalmente quando sou forçado a permanecer em casa, como foi o caso deste último, é dia para me actualizar naquelas séries lamechas, sejam elas verdadeiros clássicos ou então mais recentes, ainda que com o mesmo formato e receita das pretéritas.
Da Carrie e o Big, no Sexo e a Cidade, à Penny e ao Leonard, na Teoria do Big Bang, passando pela Fox, Axn ou outro que não me recordo, vai tudo dar ao mesmo.
Vejo-te nelas todas.
Sempre como protagonista.
Daquelas que não faz por menos.
Até se pode magoar.
Mas no fim, irá sempre ganhar.
Talvez sinta mesmo falta dos episódios que construíamos sem guião.
Daqueles que começávamos sem saber como terminar.
Um beijo e um abraço eram garantias de um bom intervalo.
sábado, janeiro 31, 2015
Ainda te aguardo.
Claro que fiquei, uma vez mais, a aguardar uma resposta que não chega.
Claro que sonhei contigo, entre as dores de corpo e uma febre delirante que me fez sair da cama às 5h.
Claro que ainda te aguardo.
Sempre.
Claro que sonhei contigo, entre as dores de corpo e uma febre delirante que me fez sair da cama às 5h.
Claro que ainda te aguardo.
Sempre.
sexta-feira, janeiro 30, 2015
quinta-feira, janeiro 29, 2015
Só pelos teus olhos.
Ontem conversava com uma amiga de longa data.
Revivemos alguns episódios importantes.
Constatámos que nada é como antes.
Fez-me uma leitura óptica, daqueles que consegue descodificar o código de barras sentimental que hoje escondo, porque na verdade nem eu o consigo interpretar.
Perguntou-me do que mais sinto falta. Do que preciso. Que saudades me atormentam.
Não respondi. Mas confesso que a noite me trouxe um espaço (demasiado longo, estou cheio de sono!) contemplativo para poder reflectir sobre estas questões.
Não tenho saudades de ninguém. Não preciso de nada em especial, até porque percebi (tardiamente) que nada material chega para preencher o armário vazio do coração.
Sou um egoísta.
Porque apenas tenho saudade de mim.
Do que fui. Do que fazia.
Só porque os teus olhos ordenavam.
quarta-feira, janeiro 28, 2015
Labirinto.
Entre as confusões do costume e saudade de sempre, dou por mim a olhar insistentemente para o telefone.
Procuro notícias, curiosidades ou banalidades.
Entre as inúmeras contradições da vida, com que todos os dias nos deparamos, estes "opinion-makers" insistem em adensar a trama e ganhar algum com a coisa, escrevendo sobre tudo e sobre nada, opinando, acusando ou simplesmente "bitaitando" sobre assuntos que nada me interessam.
Só aqui estou, porque aguardo um sinal teu.
Uma mensagem.
Uma provocação no email.
Uma foto que deixaste escapar.
A web é um labirinto.
Não consigo encontrar-te.
Isso sim.
É preocupante.
Para o coração.
segunda-feira, janeiro 26, 2015
Viver tudo outra vez.
Saudades.
Das ondas.
Que apagam o corpo aceso
Sempre que imagina
O teu abraço.
Saudades.
Da paisagem que se estende
Aos teus olhos.
Da espuma dos dias
Que me fazias querer
Viver tudo outra vez.
domingo, janeiro 25, 2015
Desvanecer a saudade.
Ontem, por força de muitas circunstâncias, aconteceu o que há muito tenho propositadamente evitado.
Estar em amena cavaqueira, com os que privaram connosco tantas loucuras, alegrias, mas também as amarguras que íamos disfarçando sem que o conseguíssemos, aos olhos dos que nos conhecem tão bem.
Ontem recordámos, vivemos outra vez um pretérito cheio de peripécias, mas principalmente com uma alegria e simplicidade contagiante.
Estar com todos a recordar, numa doce e saudosista atitude, foi também um exercício de contenção, para que meus olhos não denunciassem quando ouvi a tua voz.
Lembrei-te no melhor.
Sonhei-te.
Só. Como espectador atento dessa personalidade. A medir-te os movimentos.
A desvanecer um pouco a saudade,
sábado, janeiro 24, 2015
quinta-feira, janeiro 22, 2015
I don´t want to miss a thing.
Tinhosa!!!!!!!
Lembras a música que sempre nos perseguia em todas as estações de rádio que insistias persistentemente em controlar, em função de um apuradíssimo(!!!!) gosto musical à moda de Penafiel?
Ouvi esta versão bem tuga, bastante "comezinha", com o toque do grande Cid, mas mais a modos da parolage, com direito a sintetizador, típico dos bailaricos e dos tonos da aldeia!!! lol
Espero que agora fique mais adepta da canção.
Eu cá gosto!
Beijo!
quarta-feira, janeiro 21, 2015
Ausência.
Às vezes penso mesmo que lês o que aqui confidencio.
Outras tantas, chego mesmo à conclusão que é um facto, e que fazes igualmente todos os (mínimos) esforços para me contrariares.
Só no que puderes.
Bem sei que já não és criatura para perderes tempo com idiotices. Até disso sinto falta.
Porque a ausência é o pior castigo.
Espero-te bem.
Beijo.
Outras tantas, chego mesmo à conclusão que é um facto, e que fazes igualmente todos os (mínimos) esforços para me contrariares.
Só no que puderes.
Bem sei que já não és criatura para perderes tempo com idiotices. Até disso sinto falta.
Porque a ausência é o pior castigo.
Espero-te bem.
Beijo.
terça-feira, janeiro 20, 2015
Procura.
Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe a barcos e bruma.
No brilho redondo e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe a barcos e bruma.
No brilho redondo e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
segunda-feira, janeiro 19, 2015
Luta.
Ainda que quase de forma despiciente, uma mensagem a fechar o dia, para embalar o sono, foi a melhor coisa que me aconteceu este fim de semana.
Luto contra o telefone, para não insistir e tentar ouvi-la novamente.
Beijo.
Obrigado.
domingo, janeiro 18, 2015
Não era nada disto.
Tinhosa,
Tenho quase tantas saudades da sua voz como desse corpo delgado a preencher os meus braços, enquanto a língua troca fluidos viciantes com os seus lábios doces.
Mas não era nada disto que lhe queria dizer.
Liguei-lhe para conversar sobre o frio que se abateu no rectângulo, o jogo que marca o calendário desportivo entre o seu "Benfas" e o meu "Marítme", ou o duelo entre a Parolage da sua terra e os Dragões que lá venceram a custo. Passaríamos pela sua cultura francófona por causa do caso Charlie, ou pelos grupos terroristas que espalharam terror na Nigéria.
Ou então apontaríamos algumas banalidades, menos trágicas, acontecimentos pouco mediáticos, apenas para ouvir a sua voz.
Ouvir-te.
Será pedir muito?
Beijo.
Bom.
sexta-feira, janeiro 16, 2015
Assim não.
Assim não. (Insisto sempre em começar com palavras negativas, já mo repetiste várias vezes.)
Mas é assim que tenho que começar.
Não dá para não conversar contigo.
Não dá não partilhar contigo as alegrias e amarguras desta rotina.
Não dá.
Principalmente quando conversas hora e picos e me deixas na expectativa do próximo telefonema. Bem próximo.
Não aconteceu.
Há uma semana que não converso contigo.
Vou vou quebrar a regra do silêncio.
quinta-feira, janeiro 15, 2015
Numa relação.Complicada.
Estas constantes actualizações de estado com que somos presenteados dos nossos amigos facebookianos, já quase nada me surpreendem, quer pelos estados em si, quer pelas reacções que provocam nesta comunidade tão preocupada pela vida alheia e pronta a descarregar mil e um teorias, conselhos, frases feitas e chavões tão pirosos quanto a pessoa que os traduziu em Mandarim, Português do Brasil ou Russo.
Também estou em constante renovação e reintegração de estado. Estou numa relação que me relaciona com o pretérito. Estou numa relação que sei não me relacionar com o meu coração. Relaciono-me muito mais com uma relação à distância, do corpo e da alma, quase omnisciente, do que com qualquer outro tipo, mais presencial.
Nem por isso coloco na rede os famosos estados, como ansioso, deprimido, a sentir-me isto ou aquilo, mas sinto este turbilhão de sensações e estados em catadupa, e mais que que tudo, sinto mesmo a necessidade de os partilhar. Contigo. Apenas e só.
quarta-feira, janeiro 14, 2015
terça-feira, janeiro 13, 2015
À espera.
Ainda um dia hei-de contar-te as espantosas
coisas de que me lembro quando fico à tua espera
horas e horas, cada vez mais vagarosas,
e tu não chegas, meu amor, e tu demoras
mais do que a minha paciência. Quem me dera
aquele tempo em que era sempre primavera
e assistia indiferente à passagem das horas.
Mas, quando chegas, só me ocorre esquecer tudo
e ter-te uma vez mais como quem tem o mundo.
segunda-feira, janeiro 12, 2015
Egoísmo.
Disseste-mo várias vezes. Repetiste até me zangar, por saber que é verdade.
Agora que o livro já está na tu posse, talvez consigas viajar comigo por esse pretérito que recordo saudosamente, até num história que não me pertence.
Deve ser por isso que o Amor é tão poderoso.
As vivências que quem ama, são assustadoramente semelhantes e poderosas.
Beijo Tinhosa.
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Pedro Chagas Freitas in "Prometo Falhar"
domingo, janeiro 11, 2015
Saudade. Em português com açúcar.
A verdade é que tá foda. Ontem descobri que o amor da minha vida encontrou o amor da vida dela. Quando vieram tos papos de aliança dourada, eu quis desconversar, mas não teve jeito, meus amigos disseram alto: ‘Esquece de vez. Ela vai casar’.
Palavra não é revólver, mas mata tanto quanto. Não sejamos hipócritas, o sorriso de quem a gente ama também nos deixa destruídos no canto. Basta que não tenha sido ao nosso lado que os lábios, felizes, se abriram. E não entro em exageros de depressão e o caralho que for. Falo de perder o chão, as estribeiras, entender o que é dor.
Depois da notícia busquei meu altar e sequei duas garrafas de whisky. Não encontrei alívio algum. Escutei dez ou cem músicas de fossa. Nenhuma pareceu dizer o que eu queria dizer, o que eu queria escrever, o que meu coração precisava gritar.
Se eu começar a falar de sexo, aí é que a coisa fica feia. Ela transformou um menino em homem. Me dizia o que queria e como queria. Me ensinou o que a língua faz enquanto as mãos podem estar na nuca ou dando tapas de amor. Ela é dessas que não tem pudor. Faz do sexo o templo sagrado que deve ser. Seu limite é o gemido alto, o entorno é só um detalhe. De fantasias mil, eu já tive ao meu lado a mulher mais safada e independente que já se viu; e se verá.
Foi tanta coisa ao lado dela que minha cabeça me trai: começo a achar impossível alguém preencher todo o vão que ficou na partida. A gente já jogou bola na praia; eu – sem ciúme – já incentivei ela a diminuir a saia. A gente já tomou cerveja no gargalo; também fomos juntos conhecer o Brasil de carro. Ela nunca fez teatro, mas numa das nossas viagens encenou que morreu. Nunca vi aquela filha da puta rir tanto como quando eu gritei: ‘Pelo amor de deus, amor: acorda! Puta que o pariu, acorda!’
Falo por mim: ela é dessas que você dá corda à partir de um só sorriso. Joga o cabelo pro lado e te pede o isqueiro. Quando você menos percebe, daria o mundo inteiro para mais cinco minutos ouvindo cada palavra que sai daquela boca. Ainda não sei se aquela área de fumantes fez parte do melhor ou o pior dia da minha vida. Ainda não sei o que vale a pena nessa vida. Porque nos apresentar pessoas tão distintas e marcantes se logo depois vai nos tirar à força? Talvez eu ainda precise entender que felicidade é o beijo que se dá no presente, não planos de futurismos baratos.
Todos os dias eu ainda lembro que ela é do tipo que inspira só por respirar. Cujas palavras formavam frases que me queimavam o juízo. Dessas que têm no cabelo o cheiro que eu queria sentir ao deitar. A pele que eu queria sentir com a palma da alma quando acordasse. A voz, meu Deus, dessas que eu queria guardar e fazer música dentro de mim. Ela é assim: linda. E sobrava tanto que quando eu encostava nela, me sentia lindo também. E aqui falo de beleza que sai dos poros, não nas capas. Ela era justa. Podia gritar, podia chorar, podia implicar; mas eu morreria ao lado de uma justa. Só que não deu. Num desses dias esquisitos, sumimos. Ela foi pra lá. E eu vim parar aqui.
Tô com saudade dela.
sexta-feira, janeiro 09, 2015
Conversar.
Conversar contigo um hora, mais parece um relâmpago, de tão intenso e instantâneo.
Obrigado.
Saudades.
Obrigado.
Saudades.
Quantas vezes te esperei.
Quantas vezes te esperei neste lugar
quantas vezes pensei que não chegavas
quantas vezes senti a rebentar
o coração se ao longe te avistava.
quantas vezes pensei que não chegavas
quantas vezes senti a rebentar
o coração se ao longe te avistava.
Quantas vezes depois de teres chegado
nos colámos no beijo que tardava
quantas vezes trementes e calados
nos entregámos logo sem palavras.
nos colámos no beijo que tardava
quantas vezes trementes e calados
nos entregámos logo sem palavras.
Quantas vezes te quis e te inventei
quantas vezes morri e já não sei.
quantas vezes morri e já não sei.
quinta-feira, janeiro 08, 2015
Demência
Demência deve ser isto mesmo.
Parar repentinamente no meio do trânsito, porque te vi na rua.
Sim. De certeza que eras tu. A falar ao telemóvel. Com esse cabelo dourado amarrado, usando umas calças de xadrez branco e preto que mais parecem a cobertura daquele doce de massa folhada e creme, Napoleão, acho que se chama assim.
Ou então queria muito que fosses.
Arranquei contrariado por causa dos ruídos irritantes das buzinas dos outros condutores, mas não satisfeito, quebrei mais duas ou três regras do código da estrada e fiz inversão de marcha.
Claro que já não te encontrei.
Nem à tua sósia.
Demência ou estupidez, não é o facto de pensar ter-te visto, tão longe da tua casa ou trabalho. É continuar a matutar nessa ideia.
Até agora estou na dúvida.
quarta-feira, janeiro 07, 2015
Largar.
Cá estou eu, uma vez mais, a copiar o teu mural e fazer interpretações abusivas do que publicas e escreves. Mas não há motivo para alarme. Apesar de ser contra os dentistas em geral, particularmente aqueles que acham que a solução é simplesmente "arrancar", "tirar fora" ou "extrair", como forma de resolver as maleitas dos pacientes, neste caso até porque concordo com esse dentista, que te fez esconder o sorriso durante alguns meses, mas que te trará em grande ao mundo das cremalheiras perfeitas e brilhantes!
Não me arrependo de ter forçado a nossa separação, mais que evidente, nos teus olhos ou no tom da tua voz.
Mas sofro todos os dias as consequências, quer nos dentes do siso que mantenho e que de quando em vez me alertam e me pesam na sua permanência, quer desse espaço que ficou entre dentes, tão grande como os quilómetros que nos separam. A diferença dos nossos dentistas é que o meu, quando lhe falei nestas dores que me consomem, preferiu apelar à capacidade de resistência (que não que não tenho), porque apesar das dores, são meus e devo mantê-los, tratá-los e conservá-los, já que na velhice, todos farão falta. Quando lhe pedi em "tapar" o buraco de outro dente que perdi por infeliz descuido (continuamos a falar de dentes), ou substitui-lo, logo me contrapôs com a violência de um corpo estranho nas gengivas. Rematou que o tempo iria aproximar os dentes restantes, que o espaço se estreitaria e que, dentro de algum tempo, quase o deixaria de sentir.
Quase.
Quase não o sinto.
Todos os dias.
terça-feira, janeiro 06, 2015
Deixei contigo o meu amor.
Deixei contigo o meu amor,
música de açúcar a meio da tarde,
um botão de vestido por apertar,
e o da vida por desapertar,
a flor que secou nas páginas de um livro,
tantas palavras por dizer
e a pressa de chegar,
com o azul do céu à saída.
por entre cafés fechados e um por abrir.
Mas trouxe comigo o teu amor,
os murmúrios que o dizem quando os lembro,
a surpresa de um brilho no olhar,
brinco perdido em secreto campo,
o remorso de partir ao chegar,
e tudo descobrir de cada vez,
mesmo que seja igual ao que vês
neste caminho por encontrar
em que só tu me consegues guiar.
Por isso tenho tudo o que preciso
mesmo que nada nos seja dado;
e basta-me lembrar o teu sorriso
para te sentir ao meu lado.
música de açúcar a meio da tarde,
um botão de vestido por apertar,
e o da vida por desapertar,
a flor que secou nas páginas de um livro,
tantas palavras por dizer
e a pressa de chegar,
com o azul do céu à saída.
por entre cafés fechados e um por abrir.
Mas trouxe comigo o teu amor,
os murmúrios que o dizem quando os lembro,
a surpresa de um brilho no olhar,
brinco perdido em secreto campo,
o remorso de partir ao chegar,
e tudo descobrir de cada vez,
mesmo que seja igual ao que vês
neste caminho por encontrar
em que só tu me consegues guiar.
Por isso tenho tudo o que preciso
mesmo que nada nos seja dado;
e basta-me lembrar o teu sorriso
para te sentir ao meu lado.
sábado, janeiro 03, 2015
Gelo.
Agora, em tempo de despedida da terra natal e das férias forçadas mas merecidas, urge dizer, em jeito de balanço, que me sinto cada vez mais longe de ti.
Não que (infelizmente) fizesse algo para contrariar esta distância, mas como, para além de ultra romântico saudosista e mais outros adjectivos demasiado lamechas para os enumerar, sou também um sonhador esperançoso, acredito em milagres, como aqueles que sucessivamente nos foram aproximando ao longo dos últimos 10 anos.
Talvez por estar mais perto geográficamente, no meio do caos que foram estes dias, por motivos que bem conheces, me senti tão isolado, homem-ilha rodeado de sonhos e intenções. Homem-parvo cheio de desilusões.
Não. Não tens culpa alguma.
Mas sinto necessidade de to escrever, qual frio que se penetra nos ossos, só mesmo a marca da tua ausência a gelar o meu coração.
São Saudades, Tinhosa, são Saudades.
Essas sim, têm nome próprio.
sexta-feira, janeiro 02, 2015
Ano novo.
O ano é novo.
Mas as recordações tão antigas quanto a minha memória consegue puxar.
Não consigo projectar o futuro, fazer planos no presente, quando o coração está preso a um sonho pretérito.
Desejo-te.
Tudo o que mereces.
Abraço.
Mas as recordações tão antigas quanto a minha memória consegue puxar.
Não consigo projectar o futuro, fazer planos no presente, quando o coração está preso a um sonho pretérito.
Desejo-te.
Tudo o que mereces.
Abraço.
O resto não valeu.
Só ficará de ti o que fizeste
por amor.
O resto não valeu:
foi apenas poeira que se ergueu
em teu redor
e o vento varreu.
Só ficará de ti o que escreveste
com paixão.
O resto não contou:
foi tão-só uma sombra que passou,
pura ilusão,
e nem rasto deixou.
por amor.
O resto não valeu:
foi apenas poeira que se ergueu
em teu redor
e o vento varreu.
Só ficará de ti o que escreveste
com paixão.
O resto não contou:
foi tão-só uma sombra que passou,
pura ilusão,
e nem rasto deixou.
domingo, dezembro 28, 2014
Sonhos.
Os meus sonhos estão cada vez mais reais.
Não. Não estão próximos da realidade, mas a forma como os sinto são um indicador da minha demência, ou da imensa saudade que me corrói.
Acordei a chorar desalmadamente enquanto ainda corria atrás de ti e te tentava agarrar para te proteger dos bandidos. Ou de um em especial. Já nem consigo distinguir se te queria prejudicar ou simplesmente roubar de mim.
Bem sabes que o ciúme me faz cometer erros estúpidos.
O maior foi afastar-te.
sábado, dezembro 27, 2014
Luz e cor.
Às vezes parece mesmo que me escutas.
Que lês.
Que sentes.
Porque a tua voz transformou esta época em luz e cor.
Sonhei com ela a noite inteira.
Obrigado.
Que lês.
Que sentes.
Porque a tua voz transformou esta época em luz e cor.
Sonhei com ela a noite inteira.
Obrigado.
sexta-feira, dezembro 26, 2014
Saliva.
Por estes dias, que passo muito tempo em casa, com a TV amestrada pelos senhores do comando, ou até pela triste grelha de programação, tenho-me refugiado na música e na leitura para o desassossego dos dias. Para tal uso uma aplicação, uma destas que dizem que consome muitos dados mas que, felizmente para mim, não tem importância nenhuma. Como tudo o que é grátis, de graça ou de borla, acaba por nos custar sempre mais um pouquinho, de x em x músicas, lá tenho que gramar com toda a espécie de publicidade. Numa dessas pausas, uma voz feminina, que inicia a frase com um majestoso :- "muito bem", questiona-me se quero romance instantâneo. Sim. Instantâneo. Basta carregar no ecrã. Como se uma playlist coneguisse transformar imediatamente o momento, enchê-lo de velas, rosas e chocolates.
O romance não é um pacote para abrir, dissolver em saliva e consumir em sexo orgásmico.
Enfim.
A falta de trabalho está a ter efeitos nefastos na minha veia romântica, que bem sabes não é tão grande quanto isso.
Ainda assim, dou por mim a desejar-te num beijo, como aqueles que me brilhantemente coagias a trocar.... por longos minutos, antes de adormecer.
Não me recordo, no momento em que te escrevo, de dar um beijo.
Honestamente. Não troco um beijo intenso, deste com a língua a servir de gps para o bater do coração.
Contigo, era simples ler o mapa. O coração estava logo ali. Nos teus olhos doces.
Saudades, Tinhosa.
Blue Christmas.
Tenho tantas saudades tuas que nem o Natal e o tempo em família conseguem apaziguar está dor. Só desejo que esse sorriso esteja a iluminar os corações ao teu lado.
Lembrar-te é a melhor forma de te amar.
Baixinho.
quarta-feira, dezembro 17, 2014
Zangado.
Bem sabes que odeio ficar doente.
Fico zangado com o mundo.
Revoltado até.
Pior mesmo foi ficar totalmente dependente e fechado em casa.
Voltei a ter aquela febre que só me faz delirar, dizer, distorcer ou amolecer a realidade.
Aliviou.
Mas a tua indiferença custa mais do que esta gripe.
Fico zangado com o mundo.
Revoltado até.
Pior mesmo foi ficar totalmente dependente e fechado em casa.
Voltei a ter aquela febre que só me faz delirar, dizer, distorcer ou amolecer a realidade.
Aliviou.
Mas a tua indiferença custa mais do que esta gripe.
segunda-feira, dezembro 15, 2014
domingo, dezembro 14, 2014
Só falando contigo.
Ainda continuo às voltas com este trabalho do mestrado sobre ética.
Longe vão os fins de semana para os copos e respectiva ressaca.
Preciso conversar contigo.
É imperativo.
Urgente.
A ética, social, académica ou deontológica, emana do Coração. Não há ética sem sentimento. Sem apelo às emoções.
Pelo menos assim acredito.
Por isso, tenho que me sustentar nesta teoria quase agreste de termos e simbologias, mas a base é o sentido do coração e da alma.
Só posso sustentá-lo se o meu coração estiver em sintonia.
Por isso, só falando contigo, ele saberá o que escrever.
Longe vão os fins de semana para os copos e respectiva ressaca.
Preciso conversar contigo.
É imperativo.
Urgente.
A ética, social, académica ou deontológica, emana do Coração. Não há ética sem sentimento. Sem apelo às emoções.
Pelo menos assim acredito.
Por isso, tenho que me sustentar nesta teoria quase agreste de termos e simbologias, mas a base é o sentido do coração e da alma.
Só posso sustentá-lo se o meu coração estiver em sintonia.
Por isso, só falando contigo, ele saberá o que escrever.
sexta-feira, dezembro 12, 2014
Antídoto.
Pois.
Já desconfiava.
Ou tenho a certeza.
A cura para a constipação.
O remédio para a depressão.
O antídoto do cansaço.
Falar consigo é o caminho para a erradicação de todos os males.
Essa terminologia tão típica e pessoal, esse sotaque timbrado.
Com ou sem dentes.
Bem posso postar grandes tainadas e copos.
Publicar fotos da criançada a partir a loiça.
Mas o prazer, a alegria, renasce só na sua voz.
Saudades.
Já desconfiava.
Ou tenho a certeza.
A cura para a constipação.
O remédio para a depressão.
O antídoto do cansaço.
Falar consigo é o caminho para a erradicação de todos os males.
Essa terminologia tão típica e pessoal, esse sotaque timbrado.
Com ou sem dentes.
Bem posso postar grandes tainadas e copos.
Publicar fotos da criançada a partir a loiça.
Mas o prazer, a alegria, renasce só na sua voz.
Saudades.
quinta-feira, dezembro 11, 2014
Quero tanto.
Quero tanto, tanto, tanto.
Acho que nunca to disse da melhor forma.
Mais que tudo, quero-te.
Bem.
Feliz.
quarta-feira, dezembro 10, 2014
A maneira mais bonita.
Guardei-o. Para to oferecer. O livro, claro. O coração, há muito que te pertence.
Para que não publiques apenas fragmentos do livro.
Às vezes é preciso conhecermos o princípio, para podermos reescrever... todos os dias.
sábado, dezembro 06, 2014
Amiga.
Sinto que por mais anos que passem, ficaremos eternamente ligados.
Entre o Amor que já nos uniu e a minha desesperada vontade de manter esta espécie de amizade, ou dependência, pelo teu coração apaixonante, pela tua índole rara mas tão boa, desejo-te tudo de bom!
Te amo.
sexta-feira, dezembro 05, 2014
Solidão.
"Nada custa mais a engolir do que as lágrimas.
Por mais finas que sejam: nada custa mais a engolir do que as lágrimas.
E é essa a única forma de solidão: estarmos sozinhos de nós."
Por mais finas que sejam: nada custa mais a engolir do que as lágrimas.
E é essa a única forma de solidão: estarmos sozinhos de nós."
quinta-feira, dezembro 04, 2014
Como quem espera.
Depois de tudo, fica a lembrança dos lugares e
dos seus nomes; dos quartos virados a poente
onde as imagens do rio nunca se repetem nas janelas
e todos os enredos são consentidos obre as camas.
Ao fundo, havia um armário de madeira com espelho
onde as nossas roupas trocavam de perfume
para que os dias se vestissem sempre melhor.
E, sobre a cómoda, num espelho mais antigo,
a tarde reflectia algumas das alegrias da infância.
Não era o quarto de nenhum de nós,
mas a ele regressávamos sempre com a pressa
de quem anseia os cheiros quentes e antigos
da casa conhecida; como quem espera ser aguardado.
Pressenti, porém, que não era eu quem aguardavas:
uma noite, pedi-te mais um cobertor em vez de um abraço.
Etiquetas:
in 'Nenhum nome depois',
Maria do Rosário Pedreira
quarta-feira, dezembro 03, 2014
Preciso ouvir-te.
Tinhosa,
Foi uma madrugada invadida por fantasmas do passado.
Mas tão friamente real.
O Sol voltou, mas não chega para aquecer o coração.
Espero-te feliz.
Abraço.
Foi uma madrugada invadida por fantasmas do passado.
Mas tão friamente real.
O Sol voltou, mas não chega para aquecer o coração.
Espero-te feliz.
Abraço.
Diferente.
Sempre.
O mesmo.
Igual.
Mas que nada tem.
Diferente.
A tua ausência é este cais abandonado, a aguardar essa amarra que me prende ao teu olhar.
Saudade.
De.
Para sempre.
O mesmo.
Igual.
Mas que nada tem.
Diferente.
A tua ausência é este cais abandonado, a aguardar essa amarra que me prende ao teu olhar.
Saudade.
De.
Para sempre.
terça-feira, dezembro 02, 2014
O tempo.
"Éramos jovens e corríamos pela vida com corpos saudáveis e belos, dormíamos abraçados à espreita do outro lado da noite e como vampiros de amor bebíamos a vida um do outro avidamente e despertávamos juntos, abraçados à hora em que as gaivotas levantam o primeiro voo.
Éramos jovens e belos, meu amor.
Descalços pela areia fora, deixávamos pegadas que brilhavam no sol da manhã, aquele sol primordial que não feria o olhar ainda, de mãos dadas não queríamos saber do futuro e desafiávamos a vida como forcados frente ao touro, corríamos, corríamos, corríamos até ao paroxismo fatal encoberto pelas sombras de uma árvore qualquer.
Éramos jovens e belos e eu lembro-me, meu amor.
Lembro-me quando te olho, à noitinha, enquanto dormes naqueles sobressaltos que te agitam o corpo (os sonhos, esses são só teus e eu não os conheço), lembro-me quando te olho nos olhos, esses lagos nocturnos onde me afundo até perder os sentidos, eu lembro-me.
O tempo, esse inimigo da vida, não deixou de passar por nós e, em vez de nos dar mais saber, mais harmonia, deu-nos somente a necessidade de mais tempo, a frustração de sabermos que, suceda o que suceder, não há-de nunca voltar atrás e fico a pensar em porquês nunca respondidos, em vazios nunca preenchidos, naquelas coisas que nunca fiz e que agora nunca hei-de fazer (são coisas que têm um tempo próprio, ou são feitas ali, ou nunca.), em tudo o que nunca te disse.
Nunca cheguei a escrever aquela canção de amor, as palavras que surgiam não eram as adequadas e agora, que as sei, tenho a impressão de estarem deslocadas, medo de algum dia terem sido ditas por outro alguém e, a dizê-las, oferecer-te recordações que não são minhas.
Então fico a ruminar pensamentos de livros (tantos, tantos livros que li, tantas ideias recolhi e nenhuma, uma só que fosse, me ensinou a viver) que me expliquem o que se passa, o que fazer. “Que adianta entoar cânticos ou louvar sermões se talvez só o silêncio seja verdadeiro?”
Frase completamente inútil, sei-o agora.
O meu silêncio, o nosso silêncio, mata.
Hei-de te escrever a tal canção de amor, juro-te – mas, por favor, não te apoquentes se esta começar por “Éramos jovens e belos, meu amor”."
segunda-feira, dezembro 01, 2014
Imaginar-te o sorriso.
O teu Benfas não joga nada. O Jesus é um cromo. Nem contas sabe fazer.
Finalmente o Pandilha foi preso.
Fartinho de aturar malucos.
Tenho imensos assuntos pertinentes para discutir contigo, além de não menos importante, saber de ti, pulsar-te para te ouvir de coração.
E gozar coma pronúncia de um tipo da tua terra que ouvi no Porto Canal.
E rir.
Imaginar-te o sorriso.
Preciso de ti.
Só.
sábado, novembro 29, 2014
Sempre.
Tem sido uma constante todas as noites.
Varia o chá, ou o tinto que hoje, por exemplo, uso como companhia.
Desta janela, em forma de marquise (como se diz na tua terra), sem vista para nenhum local privilegiado ou até mesmo inspirador, aguardo pelo cansaço, fazendo memórias a somar e alegrias no presente a diminuir.
Procuro não estar só, mas nunca me senti tão vazio.
Confesso não saber se estarei melhor na agressividade dos ambientes nocturnos e boémios, ou nesta absurda condição de exilado, com um copo e um cigarro na mão, sem o contraditório, nem ninguém para refutar esta triste realidade que é a tua ausência.
Viver do pretérito, sonhar de noite e sobreviver de dia, tem sido uma estranha forma de auto- conciliação, que não sei quanto tempo mais irei aguentar.
Sei que te amo.
Em toda a minha realidade.
Vivida. Sonhada. Recordada. Desejada.
Prometo cuidar-te.
Sempre.
sexta-feira, novembro 28, 2014
Dizer-te.
Mata-me a fome só para saberes que sou insaciável, queria tanto dizer-te assim o que te quero, mas existe o pudor, o medo, a vergonha, essas coisas todas,(...)
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Pedro Chagas Freitas in "Prometo Falhar"
quinta-feira, novembro 27, 2014
Para mim.
Bem sei.
Do fim de semana ocupado.
Das visitas.
Do mercado.
Do descanso.
E depois?
Sobrou?
Um pouco?
Fico com o resto.
Basta?
Para mim é tudo.
Tinhosa.
És mesmo Tinhosa.
Saudades.
Do fim de semana ocupado.
Das visitas.
Do mercado.
Do descanso.
E depois?
Sobrou?
Um pouco?
Fico com o resto.
Basta?
Para mim é tudo.
Tinhosa.
És mesmo Tinhosa.
Saudades.
quarta-feira, novembro 26, 2014
A precisar de ti.
Impaciente.
Desnorteado.
Estou mesmo zangado.
Furioso.
Quase desesperado.
Saudoso.
Só.
A precisar de ti.
Desnorteado.
Estou mesmo zangado.
Furioso.
Quase desesperado.
Saudoso.
Só.
A precisar de ti.
terça-feira, novembro 25, 2014
Não basta.
Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
segunda-feira, novembro 24, 2014
Estou.
É isso aí! Em português com açúcar e umas expressões...meio esquisitas.
Mas é tudo isso. E mais ainda.
A chuva foi-se mas os dias continuam cinzentos, a aguardar um sinal teu.
"Tô com saudade dela – Porque há amores que nunca se vão.
A verdade é que tá foda. Ontem descobri que o amor da minha vida encontrou o amor da vida dela. Quando vieram os papos de aliança dourada, eu quis desconversar, mas não teve jeito, meus amigos disseram alto: ‘Esquece de vez. Ela vai casar’.
Palavra não é revólver, mas mata tanto quanto. Não sejamos hipócritas, o sorriso de quem a gente ama também nos deixa destruídos no canto. Basta que não tenha sido ao nosso lado que os lábios, felizes, se abriram. E não entro em exageros de depressão e o caralho que for. Falo de perder o chão, as estribeiras, entender o que é dor.
Depois da notícia busquei meu altar e sequei duas garrafas de whisky. Não encontrei alívio algum. Escutei dez ou cem músicas de fossa. Nenhuma pareceu dizer o que eu queria dizer, o que eu queria escrever, o que meu coração precisava gritar.
Se eu começar a falar de sexo, aí é que a coisa fica feia. Ela transformou um menino em homem. Me dizia o que queria e como queria. Me ensinou o que a língua faz enquanto as mãos podem estar na nuca ou dando tapas de amor. Ela é dessas que não tem pudor. Faz do sexo o templo sagrado que deve ser. Seu limite é o gemido alto, o entorno é só um detalhe. De fantasias mil, eu já tive ao meu lado a mulher mais safada e independente que já se viu; e se verá.
Foi tanta coisa ao lado dela que minha cabeça me trai: começo a achar impossível alguém preencher todo o vão que ficou na partida. A gente já jogou bola na praia; eu – sem ciúme – já incentivei ela a diminuir a saia. A gente já tomou cerveja no gargalo; também fomos juntos conhecer o Brasil de carro. Ela nunca fez teatro, mas numa das nossas viagens encenou que morreu. Nunca vi aquela filha da puta rir tanto como quando eu gritei: ‘Pelo amor de deus, amor: acorda! Puta que o pariu, acorda!’
Falo por mim: ela é dessas que você dá corda à partir de um só sorriso. Joga o cabelo pro lado e te pede o isqueiro. Quando você menos percebe, daria o mundo inteiro para mais cinco minutos ouvindo cada palavra que sai daquela boca. Ainda não sei se aquela área de fumantes fez parte do melhor ou o pior dia da minha vida. Ainda não sei o que vale a pena nessa vida. Porque nos apresentar pessoas tão distintas e marcantes se logo depois vai nos tirar à força? Talvez eu ainda precise entender que felicidade é o beijo que se dá no presente, não planos de futurismos baratos.
Todos os dias eu ainda lembro que ela é do tipo que inspira só por respirar. Cujas palavras formavam frases que me queimavam o juízo. Dessas que têm no cabelo o cheiro que eu queria sentir ao deitar. A pele que eu queria sentir com a palma da alma quando acordasse. A voz, meu Deus, dessas que eu queria guardar e fazer música dentro de mim. Ela é assim: linda. E sobrava tanto que quando eu encostava nela, me sentia lindo também. E aqui falo de beleza que sai dos poros, não nas capas. Ela era justa. Podia gritar, podia chorar, podia implicar; mas eu morreria ao lado de uma justa. Só que não deu. Num desses dias esquisitos, sumimos. Ela foi pra lá. E eu vim parar aqui.
Tô com saudade dela."
sexta-feira, novembro 21, 2014
Pijama.
Ontem foi mais um dia de comédia e autêntica confusão, com o circo montado e toda a gente a trabalhar... de pijama.
Fui ao fundo do baú e encontrei o único pijama meu, apesar de o teres usado bem mais vezes, nas noites em que (ainda) fugias para os meu braços.
Desde crianças a adultos, ontem cansei de ver tanta gente com dresscode do sono, mas a verdade é que só lembrava de ti.
Não consigo encontrar mais ninguém que fique sexy... de pijama! Bem sabes que não sou nada fã da indumentária, mas nessa alma, o corpo veste bem com tudo.
Até comigo.
Beijo.
Sonolento.
quinta-feira, novembro 20, 2014
Não tenhas medo do passado.
Não tenhas medo do passado. Se as pessoas te disserem que ele é irrevogável, não acredites nelas. O passado, o presente e o futuro não são mais do que um momento na perspectiva de Deus, a perspectiva na qual deveríamos tentar viver. O tempo e o espaço, a sucessão e a extensão, são meras condições acidentais do pensamento. A imaginação pode transcendê-las, e mais, numa esfera livre de existências ideais. Também as coisas são na sua essência aquilo em que decidimos torná-las. Uma coisa é segundo o modo como olhamos para ela.
terça-feira, novembro 18, 2014
Voz.
Uma chuva de memórias e saudade invadiram o sono na noite passada.
Não consigo recordar com clareza.
A tua voz ainda ecoa no peito.
Obrigado.
Não consigo recordar com clareza.
A tua voz ainda ecoa no peito.
Obrigado.
segunda-feira, novembro 17, 2014
Bica.
És a minha bica. Café. Simbalino.
Tens efectivamente o poder de me acelerares e tranquilizares simultaneamente.
É estranho.
Sempre foi.
O nosso amor.
Mas nem por isso tem que gerar controvérsias ou complicações.
Foi um mimo.
Uma doce lembrança.
Um presente. Que pertence ao pretérito.
Mas que marca o agora.
Não te zangues por isso.
A tua voz.
Foi tudo.
Tão bom.
Aproveita.
Cada gole.
Encorpado.
No palato.
No coração.
Tens efectivamente o poder de me acelerares e tranquilizares simultaneamente.
É estranho.
Sempre foi.
O nosso amor.
Mas nem por isso tem que gerar controvérsias ou complicações.
Foi um mimo.
Uma doce lembrança.
Um presente. Que pertence ao pretérito.
Mas que marca o agora.
Não te zangues por isso.
A tua voz.
Foi tudo.
Tão bom.
Aproveita.
Cada gole.
Encorpado.
No palato.
No coração.
Chuva.
Chuva. Muita.
Frio. Já te esperava.
Não quero ir trabalhar.
Tenho tantas saudades tuas.
És linda.
Frio. Já te esperava.
Não quero ir trabalhar.
Tenho tantas saudades tuas.
És linda.
sexta-feira, novembro 14, 2014
Morno.
Tinhosa, chega mais um fim de semana, mas por todos os motivos e mais alguns, ainda bem que os papás cá estão para me fazer companhia e distrair dos pensamentos mais saudosos.
Espero que vás até à terra da parolage e usufruas do mimo que deixei para ti, junto à lareira.
Apesar do bom tempo que ainda impera na ilha, o coração está sempre morno, na iminência da tua palavra, da tua voz.
Isso (quase) basta.
quinta-feira, novembro 13, 2014
Amanhã.
o que vamos fazer amanhã
neste caso de amor desesperado?
ouvir música romântica
ou trepar pelas paredes acima?
amarfanhar-nos numa cadeira
ou ficar fixamente diante
de um copo de vinho ou de uma ravina?
o que vamos fazer amanhã
que não seja um ajuste de contas?
o que vamos fazer amanhã
do que mais se sonhou ou morreu?
numa esquina talvez te atropelem,
num relvado talvez me fuzilem
o teu corpo talvez seja meu,
mas que vamos fazer amanhã
entre as árvores e a solidão?
neste caso de amor desesperado?
ouvir música romântica
ou trepar pelas paredes acima?
amarfanhar-nos numa cadeira
ou ficar fixamente diante
de um copo de vinho ou de uma ravina?
o que vamos fazer amanhã
que não seja um ajuste de contas?
o que vamos fazer amanhã
do que mais se sonhou ou morreu?
numa esquina talvez te atropelem,
num relvado talvez me fuzilem
o teu corpo talvez seja meu,
mas que vamos fazer amanhã
entre as árvores e a solidão?
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in “O Concerto Campestre”,
Vasco Graça Moura
terça-feira, novembro 11, 2014
Sintonia.
Parece que a sintonia existe.
Mesmo desligando o telefone dessa forma tão brusca, mais uma característica da Tinhosa, foi fantástico o "timing" da tua voz no meu ouvido.
Obrigado.
Beijo.
Abraço.
Mesmo desligando o telefone dessa forma tão brusca, mais uma característica da Tinhosa, foi fantástico o "timing" da tua voz no meu ouvido.
Obrigado.
Beijo.
Abraço.
10 anos.
Uma década desde o dia em que te vi.
Mesmo sem conversar contigo, bastou observar-te, ao longe, para perceber que a forma como via e sentia, iria mudar significativamente.
Conhecer-te foi a maior e melhor surpresa da minha vida.
Sem mais inspecções ou indagações sobre o nosso pretérito, fica um imenso abraço e uma nota de agradecimento muito sentido, por teres partilhado um pedaço teu, comigo.
Estás sempre no meu coração.
quinta-feira, novembro 06, 2014
O coração apanha sempre.
"Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem."
quarta-feira, novembro 05, 2014
Tentar.
Nem sei se devia.
Claro que sim. Porque não?
A angústia e o desespero de não saber de ti, provocaram até danos físicos.
Por isso resolvi tentar. Pelo menos tentar.
Saber de ti afinal.
Saber por ti.
Escutar.
Claro que sim. Porque não?
A angústia e o desespero de não saber de ti, provocaram até danos físicos.
Por isso resolvi tentar. Pelo menos tentar.
Saber de ti afinal.
Saber por ti.
Escutar.
terça-feira, novembro 04, 2014
Não é no tempo que te espero.
O amor nos condena:
demoras
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.
Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.
Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.
Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.
Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.
O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar.
demoras
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.
Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.
Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.
Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.
Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.
O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar.
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in " idades cidades divindades".,
Mia Couto
segunda-feira, novembro 03, 2014
domingo, novembro 02, 2014
Mais. Coisas para te dizer.
O jantar foi uma porcaria. Tanto dinheiro para nada.
O teu Benfas foi outra vez levado ao colo. E depois falam mal dos Dragões.
Estou cheio de lascas nas mãos, da lenha que carreguei.
O almoço foi bem melhor. Preciso parar de comer.
Ansiedade transforma-se em gula.
Nem com ressaca me sais da cabeça.
Recordei os que já partiram deste Mundo.
Mas lembro muito mais de ti, tão longe e tão dentro.
Aqui.
O teu Benfas foi outra vez levado ao colo. E depois falam mal dos Dragões.
Estou cheio de lascas nas mãos, da lenha que carreguei.
O almoço foi bem melhor. Preciso parar de comer.
Ansiedade transforma-se em gula.
Nem com ressaca me sais da cabeça.
Recordei os que já partiram deste Mundo.
Mas lembro muito mais de ti, tão longe e tão dentro.
Aqui.
sábado, novembro 01, 2014
Do coração.
Começa o fim de semana.
Dormi o primeiro sono a sonhar contigo. Os restantes também.
Vou olhar para o mar. Levo-te comigo.
Sentir-te é uma emergências do coração.
Dormi o primeiro sono a sonhar contigo. Os restantes também.
Vou olhar para o mar. Levo-te comigo.
Sentir-te é uma emergências do coração.
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