segunda-feira, julho 06, 2015

sexta-feira, julho 03, 2015

segunda-feira, junho 29, 2015

sábado, junho 27, 2015

Sem nunca perder os teus olhos.

De todas as etapas e ciclos que se vão fechando neste baú da saudade que é viver na tua ausência e completa ignorância, partilho hoje outras conquistas. Não. Nada de sentimental ou heróico. Material apenas. Mas representa um amadurecimento social que no pretérito não soube instruir nem cultivar. E não sendo nada, representa um passo noutra direcção que (in) conscientemente tento seguir.
Sem nunca perder os teus olhos.
Saudades.

quarta-feira, junho 24, 2015

Mini.

Podia estar a falar de cerveja, até porque, como sabes sou um grande apreciador....!!! Lol
Mas prefiro usar os termos compostos para te beber assim, na garrafa da memória, abrindo a carica da saudade, levedando na espuma das boas recordações.


terça-feira, junho 23, 2015

Não sinto.

Só não senti mais esse calor.
Uma brisa apenas.

segunda-feira, junho 22, 2015

Já não te sinto em mim

(...)

Escuta atentamente,
Não volto a dizer
Sabes bem
O nosso amor morreu
Já não te sinto em mim
Já não te sinto em ti
Já não te sinto em mais ninguém
Sei que tu mentes
E tu também sentes que o nosso amor meu bem
Morreu
(...)

sexta-feira, junho 19, 2015

quinta-feira, junho 18, 2015

quarta-feira, junho 17, 2015

Sentimentos que se alongam.


“Mares longos nos separam

mas sentimentos que se alongam

mais que mares nos juntam”

terça-feira, junho 16, 2015

Quase.

Tenho dedicado tanto tempo ao passado. 
Também pelos amigos que nos obrigam a revisitar esse espaço no tempo que jamais será repetido.
Este fim de semana estive com o Ricardo. Resisti ao tema. Juro que me contive uma dúzia de vezes.
Quase que consegui. Quase que não falei de ti. Quase não te lembrei. Quase que que esquecia. Quase lhe perguntei por ti. Quase lhe pedia para te espreitar por mim. Quase que lhe pedi relatório. Ou então que inventasse e me fizesse recordar-te feliz.
Quase.
Quase que te pedia.
Para ouvir o teu coração.

segunda-feira, junho 08, 2015

Dois meses.

Dois meses.
Quase dois meses sem o sabor das tuas palavras ou o aroma do teu sorriso.

sexta-feira, junho 05, 2015

Sempre da mesma forma.

Começa.
Mais um fim de semana e algum tempo para repousar.
Termina.
Esta anestesia de ti, enquanto o trabalho e a rotina louca me consomem, tento não sentir esta dor.
Começa.
Esta melancolia do eterno regresso ao pretérito. A viagem pelo sonho. A insónia de não te ver ou ouvir.
Termina. 
Sempre da mesma forma.
Saudoso de Ti.
Bom fim de semana Tinhosa.

quarta-feira, junho 03, 2015

Espero que não.

Passo, efectivamente, mais tempo a recordar-te do que a projectar o futuro.
Deve ser mesmo um sinal de velhice.
Olhamos mais para o pretérito do que para o futuro. Mas este vai acontecendo. Aliás, tenho quase a certeza que o passado longínquo já não mora mais no teu coração. Porque havia de continuar? Talvez também por isso tenhas decidido ignorar-me completamente. Talvez para sempre. Não o condeno. Mas espero que não. Porque te aguardo sempre. Mesmo sabendo que não voltarás. 

terça-feira, junho 02, 2015

Linked deeply through their wounds.

“One heart is not connected to another through harmony alone. They are, instead, linked deeply through their wounds. Pain linked to pain, fragility to fragility. There is no silence without a cry of grief, no forgiveness without bloodshed, no acceptance without a passage through acute loss. That is what lies at the root of true harmony.”

segunda-feira, junho 01, 2015

Carinho eterno.

A Bia cresceu.Fez a primeira comunhão. O que o calendário católico anuncia, pouco importa. Cresceu.
A Bia cresceu tanto. Ao contrário de nós os dois. Diminuímos. Os contactos. Os sorrisos abraços e amassos. Anulámo-nos. Extinguimo-nos.
A Bia esta afectivamente ligada à mim. Também por razões pessoais e do excelente carinho que mantenho por toda a família. Mas bem mais do que isso, ver e contactar com a Bia e a família, leva-me instintivamente para os teus braços. E o gozo do teu sorriso franco. A abusar da paciência quando ela, ainda uma criança com pouco mais de 2 anos, insistia em invadir a tua mala, o telemóvel, os sapatos e objectos pessoais, apropriando-se e destruindo também alguns deles. Mas a Bia também é sinónimo de afectos. Dos abraços em que os braços se cruzavam, os beijos se dividiam entre aquelas bochechas rosadas e a tua boca atrevida que fazia questão de procurar e que ela, pasmada, gostava de apreciar.
Tal como pela a Bia, manterei um carinho eterno por ti.

Saudades Tinhosa.

sexta-feira, maio 29, 2015

Posso. Poder posso. Mas não é a mesma coisa.

Posso
reinventar cada momento dos meus dias,
readjectivar tudo o que sinto com antónimos,
esconder ou reolhar todas as tuas fotografias,
fechar ou recitar as cartas que me escreveste,
mudar a música e redançar a outro ritmo,
ou dizer-te que sim, que estou bem
...e, até, voltar a sorrir...
Mas sem ti, sinto-me reduzido a mim.

quinta-feira, maio 28, 2015

quarta-feira, maio 27, 2015

Adiando.

Tenho claramente adiado uma visita a este espaço de monólogo, porque tentei arduamente o contacto directo contigo. Sempre da forma mais inusitada ou descontraída. Usando desculpas clubísticas ou acontecimentos sociais de comum interesse, tentando despertar a comunicação, como aquelas pessoas que entram juntas num elevador, autocarro e avião, procurando até os faits divers para estabelecer o diálogo e penetrar no teu coração.

Nada resultou.
Por isso aqui volto.
Estou a sufocar.
De tanta ansiedade.
Dessa Saudade de ti.

segunda-feira, maio 18, 2015

Medir a saudade.

Não é pela frequência que visitas que aqui faço, que se pode medir o tamanho da saudade dos Teus braços.
Não é definitivamente pelo número de caracteres digitados em contra-ritmo com o coração, que se define esta ansiedade de Te ter.
Aqui.

Saudades Tinhosa.

sexta-feira, maio 15, 2015

quinta-feira, maio 14, 2015

O quanto meu amor pode magoar.

Quero apenas gritar o que sinto.
Nas palavras por dizer, não sufocar.
Explico-te bem claro, não te minto.

Gritar

Quero apenas gritar o que sinto.
Nas palavras por dizer, não sufocar.
Explico-te bem claro, não te minto.
O quanto meu amor pode magoar.

quinta-feira, maio 07, 2015

Canção do Amor Imprevisto.

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E minha poesia é um vicio triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com tua boca fresca de madrugada,
Com teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita...
A súbita alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos!

terça-feira, abril 28, 2015

Palavras mudas.

Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer…
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei…
O amor é quando a gente mora um no outro.


domingo, abril 26, 2015

Silêncio.



Sei que o silêncio morde a minha boca.
Hoje, na melancolia de um fim de tarde,
Chamei por uma estrela solitária.
Essa que morreu antes de chamar pelo teu nome.
Sei hoje que a tua ausência
É a voz do silêncio do meu corpo,
O tempo que faltou ao nosso encontro,
Se pudesse ser outro que não eu
Talvez me pudesse despir de antigas mortes
E olhar-te na madrugada súbita dos teus olhos
E dizer-te que amanhã
É sempre o dia em que te procuro.
Amanhã, será sempre o dia em que te digo
"Amo-Te".

sexta-feira, abril 24, 2015

Sem o mar para atrapalhar.

Sabes que estou à tua espera?
Que te aguardo como o sujeito apressado olha para o relógio enquanto não chega o comboio?
Que desespero e vicio a bateria do telefone na insistência para que permaneça ligado, não vá uma mensagem tua chegar?
Se não ver-te, seria bom ouvir-te.
Sem o mar para atrapalhar.
Beijo.

domingo, abril 19, 2015

Alma que chora vazia.

Calas-me a voz, voz do olhar
Sinto que o tempo, tarda em chegar
Distante ausente, sinto apertar
O peito ardente por te encontrar
Na minha alma, que anseia urgente
Pelo momento de ter-te presente
Pelo infinito estendo os meus olhos
Num mar de mil desejos, aguarda-te ao chegar
Encho a minha taça vazia com perfumes de poesia
Bebo a saudade amarga e fria e então adormeço ao luar
Calas-me a voz, p'ra lá do tempo
Estrelas que caem por um lamento
Espuma na areia solta no vento
O meu silêncio meu sentimento
Em minha alma que chora vazia
Por um momento se acende a magia
Pelo infinito estende o meu sorriso
Num mar azul de sonhos, acorda-me ao chegar
Encho a minha taça ardente, com incenso doce e quente
Sirvo de beber a alegria que sinto ao ver-te a chegar
Calas-me a voz

sexta-feira, abril 17, 2015

Verdade.

Se to escrevo, podes acreditar.
Nunca, até então, tive uma relação tão pacífica com a verdade.
Te amo.
Obrigado por fazeres parte da minha vida.

quinta-feira, abril 16, 2015

46 minutos.

É isto.
Tal e qual.
O mundo pode desabar-te em cima.
No telefone chovem intrusos.

Mas ouvir-te, agora, é prioridade.
Às vezes sem meias medidas e palavras doces.
A tua voz preenche.
O vazio que nos separa transforma-se em música que nos embala.

quarta-feira, abril 15, 2015

segunda-feira, abril 13, 2015

Em ti.

Preciso mesmo desabafar contigo.
Recolher apoio.
Ouvir-te dizer que ficará tudo bem e que os resultados do meu esforço não serão em vão.
Quando tudo parece desmoronar-se, penso em ti. Estás tão longe. Mas recorro sempre a ti.
Podes revelar-te? Um pouco só. Mostrar um ar da tua graça?
Preciso. Muito.

sexta-feira, abril 10, 2015

A tua voz.

Não sinto desde que não nos sentimos.
Não sou desde que já não somos.

Não te amo menos por não estares.
A tua voz, por favor, a tua voz.

quarta-feira, abril 08, 2015

Impossível.

Não consigo entender.
Posso até conjecturar. Adivinhar as mil razões porque insistes neste silêncio.

Devo abandonar as outras mil formas que penso em abordar-te para conseguir uns minutos da tua atenção?
Continuar esta atitude hipócrita de contradição entre o ridículo e o absurdo?

Eliminar-te da equação seria o mais fácil e razoável.
Impossível.

Saudades.

terça-feira, abril 07, 2015

Regresso.

Tenho inconscientemente negligenciado esta forma de comunicação assíncrona, porque a gula e a ansiedade natural está a tomar conta de mim.
Ouvir a tua voz, obter uma resposta quase imediata através de SMS, escrever-te um E-mail, ler-te, contar-te e rir-te, é bem melhor do que apenas sonhar-te ou recordar-te.

Ou não.
Esta ansiedade da resposta, esta ausência (demasiado) prolongada, este silêncio perturbador, está a mexer com o meu sono e com a produtividade em tudo o que (não) faço.

Vou regressar aqui.
Hoje até.
Ou amanhã.
Mas assim aproveito para conversar comigo também, já que as minhas palavras não podem ecoar directamente no teu ouvido. 

Beijo Tinhosa.

terça-feira, março 31, 2015

O último a esquecer.

(...)
Mas gostava que reparasses nisto: uma corrida ganha pelo último a chegar à meta. A metáfora é evidente.
Os velhos acreditam que têm mais passado do que futuro. Por isso, prestam mais atenção a memórias do que a previsões. Interessa menos o futuro em que não se imaginam do que o passado ainda disponível para esmiuçar infinitamente, não faltam reflexões possíveis sobre o que sabem que existiu, o que testemunharam e sentiram com a força e a verdade dos sentidos. Sim, existe uma verdade nos sentidos, é inegável para quem a viveu. É ela que dá substância às metáforas, mesmo que seja preciso anos para reconhecê-la.

Os velhos não têm dúvidas de que o passado ainda não passou, como escreveu Faulkner. Aquilo que só hoje soubemos acerca do que já passou é presente e, como um gancho, puxa esse episódio para o tempo em que estamos. Se achávamos que o passado era uma coisa e, depois, percebemos que era outra, então o passado ainda está em evolução, ainda não passou.

Nas corridas de Carnaval, nessas bicicletas em que tentávamos andar tão lentamente como se não andássemos sequer, subtraíamos tempo ao tempo, resistíamos. Onde estarão agora esses segundos ou minutos? Procuro-os à minha volta. Velho, distingo restos dessas manhãs entre o que sou capaz de pensar. O que vivemos ainda está aqui, só quem fomos desapareceu para sempre.


segunda-feira, março 30, 2015

Dentro de mim, te procuram.

Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
— eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.


Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
— E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
— não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.


Durante a primavera inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço —
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.

sexta-feira, março 13, 2015

Magoa-me.

Magoa-me a saudade

do sobressalto dos corpos

ferindo-se de ternura

dói-me a distante lembrança

do teu vestido

caindo aos nossos pés


Magoa-me a saudade

do tempo em que te habitava

como o sal ocupa o mar

como a luz recolhendo-se

nas pupilas desatentas

Seja eu de novo tua sombra, teu desejo

tua noite sem remédio

tua virtude, tua carência

eu

que longe de ti sou fraco

eu

que já fui água, seiva vegetal

sou agora gota trémula, raiz exposta


Traz

de novo, meu amor,

a transparência da água

dá ocupação à minha ternura vadia

mergulha os teus dedos

no feitiço do meu peito

e espanta na gruta funda de mim

os animais que atormentam o meu sono

domingo, março 01, 2015

Eternidade.

Passaram eternidades desde a última vez que cá passei.
Tenho tentado, ainda que timidamente, afastar-me lentamente deste processo muito singular, intimista.
Nunca tive qualquer intenção obter resposta ou procurar o contraditório, até porque iria despertar demasiadas perguntas para as quais ainda não tenho resposta.

O que felizmente tenho procurado, bem sabes, é encontrar sorrisos através da simplicidade com que outrora nos ligámos, sem esperar mais nada do que o teu sorriso.

Desejar-te bom fim de semana foi, sem dúvida, um exercício de contenção, por saber que não devo sequer tentar importunar-te durante os próximos dias.

Vou sonhar-te.

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Banda sonora.

Estou completamente divido.
Em ser oportunista, não deixar escapar esta vantagem de  conversar contigo quase todos os dias.
Ou então calar-me. Não abusar da sorte ou esticar a corda.
Não há banda sonora que coloque a rolar, capaz de substituir esse sotaque genuíno e timbre moderado.
Não. Não precisas cantar para mim... por favor!!!!!

Sinto mesmo vontade de te ouvir.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Muito.

Tenho.
Preciso.
Quero.

Saudades de ti.
Do teu abraço.
Ouvir a tua voz.

sábado, fevereiro 21, 2015

Um dia, perdido, em que nos encontrámos.

Quando chegaste - esquálida e coberta de adjectivos
que rejeitavas, que te seguiam - o silêncio deixou
de ser solene.

Atirámos frases inteiras às paredes, somos crianças,
e rimo-nos. A história escreveu-se longe
das nossas mãos.

Não sabemos mais verdades do que a nossa.

Existiu um dia, perdido, em que nos encontrámos.
Podíamos celebrá-lo com discursos estruturados e
insignificâncias. Preferimos comê-lo - é um bolo
de creme.”


sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Tinhosa amiga.

Depois de 54m de conversa, praticamente sobre tudo e sobre nada, fiquei ainda mais com saudades.
Até dessa tosse seca, que intermitentemente surgia entre o nosso diálogo apaziguador.

Antes de seres o meu amor, a minha amante, foste minha amiga e confidente.
Neste momento, só e apenas isso me deixa feliz.
Saber-te feliz e provocar-te o riso, também só nos poderá ajudar.
Saudades Tinhosa amiga da minha vida.

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Mau.

Cumprimento sempre as pessoas. Até as que me ignoram.
Sorrio quase sempre para as crianças e os idosos.
Sou caridoso com os que mais precisam. 
Contribuo nas campanhas de solidariedade, dou roupas usadas e não nego uma sopa a quem tem fome.

Não sou mau Tinhosa. 
Mas fui muito mau contigo.

Fiquei mesmo triste e pensativo com as tuas palavras.
Bem sei que muitas delas, como de tantas outras vezes, não foram sentidas, mas não posso deixar de te dar razão.
Lamento todos os dias, estas atitudes que tantas vezes acinzentaram a tua vida e que ainda recordas nos dias tristes.
Prometo torcer todos os dias pela tua felicidade, como se de uma religião se tratasse, para que não sofras nem vivas mais pretéritos negros.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Magoa-me.

Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
dói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés

Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas

Seja eu de novo tua sombra, teu desejo
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta

Traz
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono

Mia Couto

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Saborear uma ilusão.

"Tinhosa linda, Pedro Chagas Freitas escreveu que saborear uma ilusão, vale todas as desilusões do mundo. Você é a prova disso. Um beijo bom. E uma saudade imensa. "

domingo, fevereiro 15, 2015

Vitamina.

Uns expressivos raios de Sol, conseguiram trazer o calor para finalmente abandonar a cama e procurar vitamina D.
No rescaldo do dia dos agrafados e de mais um desfile de Carnaval, relembro as loucuras pretéritas em que tudo fazia para terminar a noite ao teu lado.
Não sei se do álcool ingerido ou das horas a dançar, as noites e os dias tinham outro calor.
Esse que nem este brilho consegue trazer.
Saudades tuas Tinhosa.
Espero-te bem.

sábado, fevereiro 14, 2015

Everything from the beginning.



Se to digo é porque o sinto.
Nem sequer pela data em especial.
Nunca a celebrei a não ser contigo.
E não tua ausência, dou por mim a querer celebrá-la, só porque isso significaria ter-te aqui.

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Gripe.

Cada vez mais acredito que o estado da alma é crucialmente importante para o corpo se manter são, resistindo a este inverno que (des)habita o meu coração. A doença e enfermidade também se apoderou, pela milésima vez este ano. Aí, posso afirmá-lo com clareza, a culpa é totalmente tua.
Saudades. 

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Verdade.

Estou doente, carente.
E tu, com sempre, ausente.

Estou saudoso, remeloso chateado.
Tu, para não variar, não estás a meu lado.

Poesia de da verdade de "La Palisse", que mesmo assim não contribui para sossegar esta estado de corpo e de alma que me atormente.
Não saber de ti, ainda mais complica.

Saudades.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

domingo, fevereiro 08, 2015

Só ficará.


Só ficará de ti o que fizeste
por amor.
O resto não valeu:
foi apenas poeira que se ergueu
em teu redor
e o vento varreu.


Só ficará de ti o que escreveste
com paixão.
O resto não contou:
foi tão-só uma sombra que passou,
pura ilusão,
e nem rasto deixou.

Nos teus beijos.

Nem mais nem menos.
Não foi nada de especial. 
Nem consigo, como tantas vezes e de forma muito rebuscada, fazer interpretações livres e voar nas tuas palavras.
Mas nas teus beijo posso sempre encontrar calor.
Único e especial para estes dias frios.

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Lábios frios.

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Se te perdi.


Tens sido vida afora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei... se te perdi...

Lamechas.

Aos Domingos, principalmente quando sou forçado a permanecer em casa, como foi o caso deste último, é dia para me actualizar naquelas séries lamechas, sejam elas verdadeiros clássicos ou então mais recentes, ainda que com o mesmo formato e receita das pretéritas.

Da Carrie e o Big, no Sexo e a Cidade, à Penny e ao Leonard, na Teoria do Big Bang, passando pela Fox, Axn ou outro que não me recordo, vai tudo dar ao mesmo.

Vejo-te nelas todas.
Sempre como protagonista.
Daquelas que não faz por menos.
Até se pode magoar.
Mas no fim, irá sempre ganhar.

Talvez sinta mesmo falta dos episódios que construíamos sem guião.
Daqueles que começávamos sem saber como terminar.
Um beijo e um abraço eram garantias de um bom intervalo.

sábado, janeiro 31, 2015

Ainda te aguardo.

Claro que fiquei, uma vez mais, a aguardar uma resposta que não chega.
Claro que sonhei contigo, entre as dores de corpo e uma febre delirante que me fez sair da cama às 5h.
Claro que ainda te aguardo.
Sempre.

sexta-feira, janeiro 30, 2015

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Só pelos teus olhos.

Ontem conversava com uma amiga de longa data.
Revivemos alguns episódios importantes.
Constatámos que nada é como antes.
Fez-me uma leitura óptica, daqueles que consegue descodificar o código de barras sentimental que hoje escondo, porque na verdade nem eu o consigo interpretar.
Perguntou-me do que mais sinto falta. Do que preciso. Que saudades me atormentam.

Não respondi. Mas confesso que a noite me trouxe um espaço (demasiado longo, estou cheio de sono!) contemplativo para poder reflectir sobre estas questões.
Não tenho saudades de ninguém. Não preciso de nada em especial, até porque percebi (tardiamente) que nada material chega para preencher o armário vazio do coração.

Sou um egoísta.
Porque apenas tenho saudade de mim.
Do que fui. Do que fazia.
Só porque os teus olhos ordenavam.

quarta-feira, janeiro 28, 2015

Labirinto.

Entre as confusões do costume e saudade de sempre, dou por mim a olhar insistentemente para o telefone.
Procuro notícias, curiosidades ou banalidades.

Entre as inúmeras contradições da vida, com que todos os dias nos deparamos, estes "opinion-makers" insistem em adensar a trama e ganhar algum com a coisa, escrevendo sobre tudo e sobre nada, opinando, acusando ou simplesmente "bitaitando" sobre assuntos que nada me interessam.

Só aqui estou, porque aguardo um sinal teu.
Uma mensagem. 
Uma provocação no email.
Uma foto que deixaste escapar.

A web é um labirinto.
Não consigo encontrar-te.
Isso sim.
É preocupante.
Para o coração.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

Viver tudo outra vez.


Saudades.
Das ondas.
Que apagam o corpo aceso
Sempre que imagina
O teu abraço.



Saudades.
Da paisagem que se estende
Aos teus olhos.
Da espuma dos dias
Que me fazias querer
Viver tudo outra vez.

domingo, janeiro 25, 2015

Desvanecer a saudade.

Ontem, por força de muitas circunstâncias, aconteceu o que há muito tenho propositadamente evitado.
Estar em amena cavaqueira, com os que privaram connosco tantas loucuras, alegrias, mas também as amarguras que íamos disfarçando sem que o conseguíssemos, aos olhos dos que nos conhecem tão bem.
Ontem recordámos, vivemos outra vez um pretérito cheio de peripécias, mas principalmente com uma alegria e simplicidade contagiante.
Estar com todos a recordar, numa doce e saudosista atitude, foi também um exercício de contenção, para que meus olhos não denunciassem quando ouvi a tua voz.
Lembrei-te no melhor.
Sonhei-te.
Só. Como espectador atento dessa personalidade. A medir-te os movimentos.
A desvanecer um pouco a saudade,

sábado, janeiro 24, 2015

Te amo.

Se não sabes que te odeio é porque não entendes o quanto te amo.
Tenho dito.

quinta-feira, janeiro 22, 2015

I don´t want to miss a thing.


Tinhosa!!!!!!!

Lembras a música que sempre nos perseguia em todas as estações de rádio que insistias persistentemente em controlar, em função de um apuradíssimo(!!!!) gosto musical à moda de Penafiel?

Ouvi esta versão bem tuga, bastante "comezinha", com o toque do grande Cid, mas mais a modos da parolage, com direito a sintetizador, típico dos bailaricos e dos tonos da aldeia!!! lol
Espero que agora fique mais adepta da canção.
Eu cá gosto!
Beijo!

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Ausência.

Às vezes penso mesmo que lês o que aqui confidencio.
Outras tantas, chego mesmo à conclusão que é um facto, e que fazes igualmente todos os (mínimos) esforços para me contrariares.
Só no que puderes.
Bem sei que já não és criatura para perderes tempo com idiotices. Até disso sinto falta.
Porque a ausência é o pior castigo.

Espero-te bem.
Beijo.

terça-feira, janeiro 20, 2015

Procura.

Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe a barcos e bruma.
No brilho redondo e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Luta.

Ainda que quase de forma despiciente, uma mensagem a fechar o dia, para embalar o sono, foi a melhor coisa que me aconteceu este fim de semana.

Luto contra o telefone,  para não insistir e tentar ouvi-la novamente.
Beijo.
Obrigado.

domingo, janeiro 18, 2015

Não era nada disto.

Tinhosa, 

Tenho quase tantas saudades da sua voz como desse corpo delgado a preencher os meus braços, enquanto a língua troca fluidos viciantes com os seus lábios doces.

Mas não era nada disto que lhe queria dizer.
Liguei-lhe para conversar sobre o frio que se abateu no rectângulo, o jogo que marca o calendário desportivo entre o seu "Benfas" e o meu "Marítme", ou o duelo entre a Parolage da sua terra e os Dragões que lá venceram a custo. Passaríamos pela sua cultura francófona por causa do caso Charlie, ou pelos grupos terroristas que espalharam terror na Nigéria. 

Ou então apontaríamos algumas banalidades, menos trágicas, acontecimentos pouco  mediáticos, apenas para ouvir a sua voz.
Ouvir-te.
Será pedir muito?
Beijo.
Bom.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Assim não.

Assim não. (Insisto sempre em começar com palavras negativas, já mo repetiste várias vezes.)
Mas é assim que tenho que começar. 
Não dá para não conversar contigo.
Não dá não partilhar contigo as alegrias e amarguras desta rotina.
Não dá.
Principalmente quando conversas hora e picos e me deixas na expectativa do próximo telefonema. Bem próximo. 
Não aconteceu.
Há uma semana que não converso contigo. 
Vou vou quebrar a regra do silêncio.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Numa relação.Complicada.

Estas constantes actualizações de estado com que somos presenteados dos nossos amigos facebookianos, já quase nada me surpreendem, quer pelos estados em si, quer pelas reacções que provocam nesta comunidade tão preocupada pela vida alheia e pronta a descarregar mil e um teorias, conselhos, frases feitas e chavões tão pirosos quanto a pessoa que os traduziu em Mandarim, Português do Brasil ou Russo.

Também estou em constante renovação e reintegração de estado. Estou numa relação que me relaciona com o pretérito. Estou numa relação que sei não me relacionar com o meu coração. Relaciono-me muito mais com uma relação à distância, do corpo e da alma, quase omnisciente, do que com qualquer outro tipo, mais presencial. 

Nem por isso coloco na rede os famosos estados, como ansioso, deprimido, a sentir-me isto ou aquilo, mas sinto este turbilhão de sensações e estados em catadupa, e mais que que tudo, sinto mesmo a necessidade de os partilhar. Contigo. Apenas e só.

quarta-feira, janeiro 14, 2015

You've got mail!

E tu respondes:
- As coisas que este tipo inventa, para pensar em mim!

terça-feira, janeiro 13, 2015

À espera.

Ainda um dia hei-de contar-te as espantosas
coisas de que me lembro quando fico à tua espera
horas e horas, cada vez mais vagarosas,
e tu não chegas, meu amor, e tu demoras
mais do que a minha paciência. Quem me dera
aquele tempo em que era sempre primavera
e assistia indiferente à passagem das horas.

Mas, quando chegas, só me ocorre esquecer tudo
e ter-te uma vez mais como quem tem o mundo.

segunda-feira, janeiro 12, 2015

Egoísmo.

Disseste-mo várias vezes. Repetiste até me zangar, por saber que é verdade.
Agora que o livro já está na tu posse, talvez consigas viajar comigo por esse pretérito que recordo saudosamente, até num história que não me pertence.
Deve ser por isso que o Amor é tão poderoso. 
As vivências que quem ama, são assustadoramente semelhantes e poderosas.
Beijo Tinhosa.

domingo, janeiro 11, 2015

Saudade. Em português com açúcar.

A verdade é que tá foda. Ontem descobri que o amor da minha vida encontrou o amor da vida dela. Quando vieram tos papos de aliança dourada, eu quis desconversar, mas não teve jeito, meus amigos disseram alto: ‘Esquece de vez. Ela vai casar’.

Palavra não é revólver, mas mata tanto quanto. Não sejamos hipócritas, o sorriso de quem a gente ama também nos deixa destruídos no canto. Basta que não tenha sido ao nosso lado que os lábios, felizes, se abriram. E não entro em exageros de depressão e o caralho que for. Falo de perder o chão, as estribeiras, entender o que é dor.

Depois da notícia busquei meu altar e sequei duas garrafas de whisky. Não encontrei alívio algum. Escutei dez ou cem músicas de fossa. Nenhuma pareceu dizer o que eu queria dizer, o que eu queria escrever, o que meu coração precisava gritar.

Se eu começar a falar de sexo, aí é que a coisa fica feia. Ela transformou um menino em homem. Me dizia o que queria e como queria. Me ensinou o que a língua faz enquanto as mãos podem estar na nuca ou dando tapas de amor. Ela é dessas que não tem pudor. Faz do sexo o templo sagrado que deve ser. Seu limite é o gemido alto, o entorno é só um detalhe. De fantasias mil, eu já tive ao meu lado a mulher mais safada e independente que já se viu; e se verá.

Foi tanta coisa ao lado dela que minha cabeça me trai: começo a achar impossível alguém preencher todo o vão que ficou na partida. A gente já jogou bola na praia; eu – sem ciúme – já incentivei ela a diminuir a saia. A gente já tomou cerveja no gargalo; também fomos juntos conhecer o Brasil de carro. Ela nunca fez teatro, mas numa das nossas viagens encenou que morreu. Nunca vi aquela filha da puta rir tanto como quando eu gritei: ‘Pelo amor de deus, amor: acorda! Puta que o pariu, acorda!’

Falo por mim: ela é dessas que você dá corda à partir de um só sorriso. Joga o cabelo pro lado e te pede o isqueiro. Quando você menos percebe, daria o mundo inteiro para mais cinco minutos ouvindo cada palavra que sai daquela boca. Ainda não sei se aquela área de fumantes fez parte do melhor ou o pior dia da minha vida. Ainda não sei o que vale a pena nessa vida. Porque nos apresentar pessoas tão distintas e marcantes se logo depois vai nos tirar à força? Talvez eu ainda precise entender que felicidade é o beijo que se dá no presente, não planos de futurismos baratos.

Todos os dias eu ainda lembro que ela é do tipo que inspira só por respirar. Cujas palavras formavam frases que me queimavam o juízo. Dessas que têm no cabelo o cheiro que eu queria sentir ao deitar. A pele que eu queria sentir com a palma da alma quando acordasse. A voz, meu Deus, dessas que eu queria guardar e fazer música dentro de mim. Ela é assim: linda. E sobrava tanto que quando eu encostava nela, me sentia lindo também. E aqui falo de beleza que sai dos poros, não nas capas. Ela era justa. Podia gritar, podia chorar, podia implicar; mas eu morreria ao lado de uma justa. Só que não deu. Num desses dias esquisitos, sumimos. Ela foi pra lá. E eu vim parar aqui.

Tô com saudade dela.

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Conversar.

Conversar contigo um hora, mais parece um relâmpago, de tão intenso e instantâneo.
Obrigado.
Saudades.

Quantas vezes te esperei.

Quantas vezes te esperei neste lugar

quantas vezes pensei que não chegavas

quantas vezes senti a rebentar

o coração se ao longe te avistava.


Quantas vezes depois de teres chegado

nos colámos no beijo que tardava

quantas vezes trementes e calados

nos entregámos logo sem palavras.


Quantas vezes te quis e te inventei

quantas vezes morri e já não sei.

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Demência

Demência deve ser isto mesmo.
Parar repentinamente no meio do trânsito, porque  te vi na rua.
Sim. De certeza que eras tu. A falar ao telemóvel. Com esse cabelo dourado amarrado, usando umas calças de xadrez branco e preto que mais parecem a cobertura daquele doce de massa folhada e creme, Napoleão, acho que se chama assim.
Ou então queria muito que fosses.

Arranquei contrariado por causa dos ruídos irritantes das buzinas dos outros condutores, mas não satisfeito, quebrei mais duas ou três regras do código da estrada e fiz inversão de marcha.
Claro que já não te encontrei.
Nem à tua sósia.
Demência ou estupidez, não é o facto de pensar ter-te visto, tão longe da tua casa ou trabalho. É continuar a matutar nessa ideia.
Até agora estou na dúvida.

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Largar.

Cá estou eu, uma vez mais, a copiar o teu mural e fazer interpretações abusivas do que publicas e escreves. Mas não há motivo para alarme. Apesar de ser contra os dentistas em geral, particularmente aqueles que acham que a solução é simplesmente "arrancar", "tirar fora" ou "extrair", como forma de resolver as maleitas dos pacientes, neste caso até porque concordo com esse dentista, que te fez esconder  o sorriso durante alguns meses, mas que te trará em grande ao mundo das cremalheiras perfeitas e brilhantes!

Não me arrependo de ter forçado a nossa separação, mais que evidente, nos teus olhos ou no tom da tua voz. 
Mas sofro todos os dias as consequências, quer nos dentes do siso que mantenho e  que de quando em vez me alertam e me pesam na sua permanência, quer desse espaço que ficou entre dentes, tão grande como os quilómetros que nos separam. A diferença dos nossos dentistas é que o meu, quando lhe falei nestas dores que me consomem, preferiu apelar à capacidade de resistência (que não que não tenho), porque apesar das dores, são meus e devo mantê-los, tratá-los e conservá-los, já que na velhice, todos farão falta. Quando lhe pedi em "tapar" o buraco de outro dente que perdi por infeliz descuido (continuamos a falar de dentes), ou substitui-lo, logo me contrapôs com a violência de um corpo estranho nas gengivas. Rematou que o tempo iria aproximar os dentes restantes, que o espaço se estreitaria e que, dentro de algum tempo, quase o deixaria de sentir.
Quase.
Quase não o sinto.
Todos os dias.

terça-feira, janeiro 06, 2015

Deixei contigo o meu amor.

Deixei contigo o meu amor,
música de açúcar a meio da tarde,
um botão de vestido por apertar,
e o da vida por desapertar,
a flor que secou nas páginas de um livro,
tantas palavras por dizer
e a pressa de chegar,
com o azul do céu à saída.
por entre cafés fechados e um por abrir.
Mas trouxe comigo o teu amor,
os murmúrios que o dizem quando os lembro,
a surpresa de um brilho no olhar,
brinco perdido em secreto campo,
o remorso de partir ao chegar,
e tudo descobrir de cada vez,
mesmo que seja igual ao que vês
neste caminho por encontrar
em que só tu me consegues guiar.
Por isso tenho tudo o que preciso
mesmo que nada nos seja dado;
e basta-me lembrar o teu sorriso
para te sentir ao meu lado.

sábado, janeiro 03, 2015

Gelo.


Agora, em tempo de despedida da terra natal e das férias forçadas mas merecidas, urge dizer, em jeito de balanço, que me sinto cada vez mais longe de ti.
Não que (infelizmente) fizesse algo para contrariar esta distância, mas como, para além de ultra romântico saudosista e mais outros adjectivos demasiado lamechas para os enumerar, sou também um sonhador esperançoso, acredito em milagres, como aqueles que sucessivamente nos foram aproximando ao longo dos últimos 10 anos.
Talvez por estar mais perto geográficamente, no meio do caos que foram estes dias, por motivos que bem conheces, me senti tão isolado, homem-ilha rodeado de sonhos e intenções. Homem-parvo cheio de desilusões.
Não. Não tens culpa alguma.
Mas sinto necessidade de to escrever, qual frio que se penetra nos ossos, só mesmo a marca da tua ausência a gelar o meu coração.

São Saudades, Tinhosa, são Saudades.
Essas sim, têm nome próprio.

sexta-feira, janeiro 02, 2015

Ano novo.

O ano é novo.
Mas as recordações tão antigas quanto a minha memória consegue puxar.
Não consigo projectar o futuro, fazer planos no presente, quando o coração está preso a um sonho pretérito.

Desejo-te.
Tudo o que mereces.
Abraço.

O resto não valeu.

Só ficará de ti o que fizeste
por amor.
O resto não valeu:
foi apenas poeira que se ergueu
em teu redor
e o vento varreu.

Só ficará de ti o que escreveste
com paixão.
O resto não contou:
foi tão-só uma sombra que passou,
pura ilusão,
e nem rasto deixou.

domingo, dezembro 28, 2014

Sonhos.

Os meus sonhos estão cada vez mais reais.
Não. Não estão próximos da realidade, mas a forma como os sinto são um indicador da minha demência, ou da imensa saudade que me corrói.
Acordei a chorar desalmadamente enquanto ainda corria atrás de ti e te tentava agarrar para te proteger dos bandidos. Ou de um em especial. Já nem consigo distinguir se te queria prejudicar ou simplesmente roubar de mim.
Bem sabes que o ciúme me faz cometer erros estúpidos.
O maior foi afastar-te.

sábado, dezembro 27, 2014

Luz e cor.

Às vezes parece mesmo que me escutas.
Que lês.
Que sentes.
Porque a tua voz transformou esta época em luz e cor.
Sonhei com ela a noite inteira.
Obrigado.

sexta-feira, dezembro 26, 2014

Saliva.

Por estes dias, que passo muito tempo em casa, com a TV amestrada pelos senhores do comando, ou até pela triste grelha de programação, tenho-me refugiado na música e na leitura para o desassossego dos dias. Para tal uso uma aplicação, uma destas que dizem que consome muitos dados mas que, felizmente para mim, não tem importância nenhuma. Como tudo o que é grátis, de graça ou de borla, acaba por nos custar sempre mais um pouquinho, de x em x músicas, lá tenho que gramar com toda a espécie de publicidade. Numa dessas pausas, uma voz feminina, que  inicia a frase com um majestoso :- "muito bem", questiona-me se quero romance instantâneo. Sim. Instantâneo. Basta carregar no ecrã. Como se uma playlist coneguisse transformar imediatamente o momento, enchê-lo de velas, rosas e chocolates.
O romance não é um pacote para abrir, dissolver em saliva e consumir em sexo orgásmico.

Enfim.
A falta de trabalho está a ter efeitos nefastos na minha veia romântica, que bem sabes não é tão grande quanto isso.
Ainda assim, dou por mim a desejar-te num beijo, como aqueles que me brilhantemente coagias a trocar.... por longos minutos, antes de adormecer.
Não me recordo, no momento em que te escrevo, de dar um beijo.
Honestamente. Não troco um beijo intenso, deste com a língua a servir de gps para o bater do coração.
Contigo, era simples ler o mapa. O coração estava logo ali. Nos teus olhos doces.
Saudades, Tinhosa. 

Blue Christmas.

Tenho tantas saudades tuas que nem o Natal e o tempo em família conseguem apaziguar está dor. Só desejo que esse sorriso esteja a iluminar os corações ao teu lado. 
Lembrar-te é a melhor forma de te amar. 
Baixinho.

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Zangado.

Bem sabes que odeio ficar doente.
Fico zangado com o mundo.
Revoltado até.
Pior mesmo foi ficar totalmente dependente e fechado em casa.
Voltei a ter aquela febre que só me faz delirar, dizer, distorcer ou amolecer a realidade.
Aliviou.
Mas a tua indiferença custa mais do que esta gripe.

domingo, dezembro 14, 2014

Só falando contigo.

Ainda continuo às voltas com este trabalho do mestrado sobre ética.
Longe vão os fins de semana para os copos e respectiva ressaca.

Preciso conversar contigo.

É imperativo.
Urgente.

A ética, social, académica ou deontológica, emana do Coração. Não há ética sem sentimento. Sem apelo às emoções.
Pelo menos assim acredito.
Por isso, tenho que me sustentar nesta teoria quase agreste de termos e simbologias, mas a base é o sentido do coração e da alma.
Só posso sustentá-lo se o meu coração estiver em sintonia.
Por isso, só falando contigo, ele saberá o que escrever.

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Antídoto.

Pois.
Já desconfiava.
Ou tenho a certeza.
A cura para a constipação.
O remédio para a depressão.
O antídoto do cansaço.
Falar consigo é o caminho para a erradicação de todos os males.
Essa terminologia tão típica e pessoal, esse sotaque timbrado.
Com ou sem dentes.
Bem posso postar grandes tainadas e copos.
Publicar fotos da criançada a partir a loiça.

Mas o prazer, a alegria, renasce só na sua voz.

Saudades.

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Quero tanto.




Quero tanto, tanto, tanto.
Acho que nunca to disse da melhor forma.
Mais que tudo, quero-te.
Bem.
Feliz.

quarta-feira, dezembro 10, 2014

A maneira mais bonita.






Guardei-o. Para to oferecer. O livro, claro. O coração, há muito que te pertence.
Para que não publiques apenas fragmentos do livro.
Às vezes é preciso conhecermos o princípio, para podermos reescrever... todos os dias.

sábado, dezembro 06, 2014

Amiga.

Sinto que por mais anos que passem, ficaremos eternamente ligados. 
Entre o Amor que já nos uniu e a minha desesperada vontade de manter esta espécie de amizade, ou dependência, pelo teu coração apaixonante, pela tua índole rara mas tão boa, desejo-te tudo de bom!

Te amo.

sexta-feira, dezembro 05, 2014

Solidão.

"Nada custa mais a engolir do que as lágrimas.
Por mais finas que sejam: nada custa mais a engolir do que as lágrimas.
E é essa a única forma de solidão: estarmos sozinhos de nós."

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Como quem espera.

Depois de tudo, fica a lembrança dos lugares e
dos seus nomes; dos quartos virados a poente
onde as imagens do rio nunca se repetem nas janelas
e todos os enredos são consentidos obre as camas.

Ao fundo, havia um armário de madeira com espelho
onde as nossas roupas trocavam de perfume
para que os dias se vestissem sempre melhor.
E, sobre a cómoda, num espelho mais antigo,
a tarde reflectia algumas das alegrias da infância.

Não era o quarto de nenhum de nós,
mas a ele regressávamos sempre com a pressa
de quem anseia os cheiros quentes e antigos
da casa conhecida; como quem espera ser aguardado.


Pressenti, porém, que não era eu quem aguardavas:
uma noite, pedi-te mais um cobertor em vez de um abraço.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Preciso ouvir-te.

Tinhosa,
Foi uma madrugada invadida por fantasmas do passado.
Mas tão friamente real.

O Sol voltou, mas não chega para aquecer o coração.
Espero-te feliz.
Abraço.

Diferente.

Sempre.
O mesmo.
Igual.
Mas que nada tem.
Diferente.
A tua ausência é este cais abandonado, a aguardar essa amarra que me prende ao teu olhar.

Saudade.
De.
Para sempre.

terça-feira, dezembro 02, 2014

O tempo.



"Éramos jovens e corríamos pela vida com corpos saudáveis e belos, dormíamos abraçados à espreita do outro lado da noite e como vampiros de amor bebíamos a vida um do outro avidamente e despertávamos juntos, abraçados à hora em que as gaivotas levantam o primeiro voo.
Éramos jovens e belos, meu amor.
Descalços pela areia fora, deixávamos pegadas que brilhavam no sol da manhã, aquele sol primordial que não feria o olhar ainda, de mãos dadas não queríamos saber do futuro e desafiávamos a vida como forcados frente ao touro, corríamos, corríamos, corríamos até ao paroxismo fatal encoberto pelas sombras de uma árvore qualquer.
Éramos jovens e belos e eu lembro-me, meu amor.
Lembro-me quando te olho, à noitinha, enquanto dormes naqueles sobressaltos que te agitam o corpo (os sonhos, esses são só teus e eu não os conheço), lembro-me quando te olho nos olhos, esses lagos nocturnos onde me afundo até perder os sentidos, eu lembro-me.
O tempo, esse inimigo da vida, não deixou de passar por nós e, em vez de nos dar mais saber, mais harmonia, deu-nos somente a necessidade de mais tempo, a frustração de sabermos que, suceda o que suceder, não há-de nunca voltar atrás e fico a pensar em porquês nunca respondidos, em vazios nunca preenchidos, naquelas coisas que nunca fiz e que agora nunca hei-de fazer (são coisas que têm um tempo próprio, ou são feitas ali, ou nunca.), em tudo o que nunca te disse.
Nunca cheguei a escrever aquela canção de amor, as palavras que surgiam não eram as adequadas e agora, que as sei, tenho a impressão de estarem deslocadas, medo de algum dia terem sido ditas por outro alguém e, a dizê-las, oferecer-te recordações que não são minhas.
Então fico a ruminar pensamentos de livros (tantos, tantos livros que li, tantas ideias recolhi e nenhuma, uma só que fosse, me ensinou a viver) que me expliquem o que se passa, o que fazer. “Que adianta entoar cânticos ou louvar sermões se talvez só o silêncio seja verdadeiro?”
Frase completamente inútil, sei-o agora.
O meu silêncio, o nosso silêncio, mata.
Hei-de te escrever a tal canção de amor, juro-te – mas, por favor, não te apoquentes se esta começar por “Éramos jovens e belos, meu amor”."

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Imaginar-te o sorriso.

O teu Benfas não joga nada. O Jesus é um cromo. Nem contas sabe fazer.
Finalmente o Pandilha foi preso.
Fartinho de aturar malucos.

Tenho imensos assuntos pertinentes para discutir contigo, além de não menos importante, saber de ti, pulsar-te para te ouvir de coração.

E gozar coma pronúncia de um tipo da tua terra que ouvi no Porto Canal.
E rir.
Imaginar-te o sorriso.

Preciso de ti.
Só.