quinta-feira, julho 14, 2016

Boas ondas.

A modos que o Sol tem aquecido muito para estes lados. O calor traz sempre essa memória claustrofóbica, que só o mar consegue abafar.
Espero que boas ondas te tragam até aqui.

quarta-feira, julho 13, 2016

Sempre a ti.


No momento em que desligámos a chamada e voltaria a colocar os headphones porque entretanto me esqueci de desligar o mp3, ouvi estas palavras na voz da Maria Bethânia. Podem os sonhos nem sempre corresponder à realidade, pode o destino pregar-nos muitas partidas, mas irá sempre conduzir-me a ti. Amiga, companheira, amante, próxima ou distante, importante é seres a Tinhosa de sempre que me apaixonei. 
Abraço... Apertado como... Você sabe!....



Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito tempo
Em sua vida
Eu vou viver...
Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...

terça-feira, julho 12, 2016

quinta-feira, julho 07, 2016

quarta-feira, julho 06, 2016

Não desisto.

" O tom áspero e rígido contrastante com os olhos bondosos. O som austero e frio vindo de uns lábios de ternura. Volto para casa de mãos nos bolsos onde guardo os beijos que lanço quando não vês. Não desisto, deixo de insistir."

domingo, julho 03, 2016

quarta-feira, junho 29, 2016

Velhos objectos.

É certo e sabido que quando o presente não agrada, volto sempre ao pretérito.
Sem falsos queixumes nem pretensiosismos mascarados, hoje voltei a ver-te. 
Fresca. Gostosa. Ou como se diz na tua terra... BOUA!
Espreitei naquelas redes sociais em que tudo está feliz. Nem imaginas como também fico, só de te sentir neste estado de espírito!
Recuperei saudades tuas.... e do carro!
Depois desse, não tive outra sensação de novinho em folha, acabado de estrear.
Aliás, tu trouxeste tantas coisas nova à minha vida, como tantas vezes me fazes viver dos velhos objectos. Num carro, num trapo guardado numa gaveta ou num porta-chaves perdido que ainda consegue destrancar muitas fechaduras escondidas.
Um beijo muito grande Tinhosa.

terça-feira, junho 28, 2016

São João.

A propósito do São João que já deves estar a celebrar no NUORTE, lembrei de uma festa muito louca lá para os lados da Calheta....
Fiquei com uma vontade imensa de provar umas sardinhas!

quinta-feira, junho 23, 2016

No teu olhar.

(...)
Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
(...)

segunda-feira, junho 20, 2016

21 minutos.

21 minutos.
Podia ser o título de um filme ou de um livro policial.
Foi apenas e tanto. O tempo que consegui ouvir-te e tentei não interromper para sentir a vibração dessas cordas bem aqui. Perto.
Podem passar dias ou meses. O impacto da nossa melodia é intemporal e totalmente imprevisível.
Mesmo nas notícias tristes, consegues sempre fazer-me sorrir e esquecer por momentos o mundo.
Beijo bom Tinhosa.

quinta-feira, junho 16, 2016

Depois regressará.

Quando alguém parte, tem de deitar
Ao mar o chapéu com as conchas
Apanhadas ao longo do Verão,
E ir-se de cabelo ao vento,
Tem de lançar ao mar
A mesa que pôs para o seu amor,
Tem de deitar ao mar
O resto do vinho que ficou no copo,
Tem de dar o seu pão
Aos peixes
E misturar no mar uma gota de sangue,
Tem de espetar bem a faca nas ondas
E afundar o sapato
Coração, âncora e cruz
E ir-se com o cabelo ao vento!
Depois regressará.
Quando?
Não perguntes.”


quinta-feira, junho 02, 2016

Achas que consegues ligar-me?

Hoje é um daqueles dias que tem tudo para dar erro.
A noite passou lentamente, sem me trazer o sonho nem o sono, porque o coração está apertado de saudades e já não consegue disfarçar.

Achas que consegues ligar-me?
Só para ouvir a tua voz?
Podes sempre dizer que foi engano, que estavas a tentar contactar um amigo, daqueles que te faz sorrir e do qual guardas sempre uma boa memória.
Podes até ficar zangada por causa desse engano e me tratares com a merecida indiferença e desligar em pouco mais de um minuto.
Prometo nem falar, só o suficiente para ouvir de novo a tua voz.
Prometo chorar para dentro, de tristeza e alegria ao mesmo tempo.

terça-feira, maio 31, 2016

Em todas as ruas te perco.

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

segunda-feira, maio 23, 2016

O mundo é feliz!

Será Amor? Um miminho para o coração. Beijo grande Tinhosa!

terça-feira, maio 03, 2016

Pé ante pé.


Entre roteiros gastos, quase nunca apreciados pela quantidade de vezes que por lá passamos, ou de novos trilhos por entre os intervalos das memórias, quando regresso a Casa, retomo sempre um velho hábito, que se torna sempre e de cada vez, um acto de renovação. Conduzo sem destino ou por intenção, indiferente ao ambiente que me rodeia, ligado ao rádio, naquela estação que dizias ser para as pessoas da terceira idade, mas que a alma pede sempre para ouvir e conversar.
Passei pela tua terra, que está cada vez mais bonita, só faltavas lá tu. Ainda te procurei sem dar muito nas vistas. Como não te vi, procurei o sítio do costume para tomar um café e rir para dentro, daquelas coisas que fazemos quando os outros não nos interessam.
Saí, de regresso, ouvi esta.
Espero-te sempre bem Tinhosa.
Quase que não penso em ti, todo o dia.

Abraço forte forte.

quarta-feira, abril 27, 2016

O nome da paixão.


“(Que nome te dar? Tu és única. Tu és todas. Ou talvez nenhuma. Eu sou tu. Tu és eu. A outra metade de mim. A parte de ti que de mim ficou. A parte de mim que foi contigo. Ninguém me foi tão próximo. Ninguém me escapou tanto. Como foi que constantemente nos encontrámos e nos perdemos? Esta é a história. Uma história sem história. Um história só isto.)”

terça-feira, abril 19, 2016

Tempo.

O tempo. Sempre o tempo.
O (pouco) tempo para acordar lentamente e lembrar-Te.
O tempo para organizar e trabalhar para não ter tempo para pensar no tempo que estou sem Ti.
O (pouco) tempo para descansar sem que o coração consiga recuperar o tempo que não conseguiu recordar o tempo em que era feliz.
Neste tempo todo em que te escrevo, penso exactamente neste tempo todo que Nos separa.
Hoje tenho todo o tempo do mundo. 
Ironicamente, vou usá-lo para viver um tempo pretérito, um tempo de Saudade.

quinta-feira, abril 14, 2016

Quando não estão lá, morrem de saudades.

Plágio. Certamente foi plágio. Porque juro ter ouvido estas palavras da tua boca, sentados numa pedra com a marina em frente e o mar a tocar a música que o ritmo dos corações ditava.

"Eu escolhi dispensar mãos cujos dedos são retos e possuem unhas cortadas com precisão. E sabes porquê? Porque as minhas mãos, quando estão entre os teus dedos tortos e com unhas roídas, não querem outro lugar para estar. E, quando não estão lá, morrem de saudades. Não sabias que os dedos também sentem saudades? Ah, e apesar de eu não ser mais uma menina e de já ter atirado as minhas bonecas fora, adoro quando tu me dás a mão para atravessar a rua."

quarta-feira, abril 13, 2016

Beijos, meu Amor.

os nossos olhos, meus e teus, como os nossos olhos
sérios e parados numa certeza, dois espelhos a reflectirem-se,
um lago diante de um lago, uma montanha sempre,
para sempre, diante de uma montanha, os nossos olhos
são essa certeza no momento em que os nossos rostos
começam a aproximar-se, e muito devagar, como um
instante definitivo, fechamos as pálpebras sobre os olhos
porque abrimos universos dentro de nós, e a respiração
que sentimos na pele, que não sabemos se é tua ou minha,
é a respiração que ouvimos como tempestades de
uma hora de pânico e ânsia cega, oceanos à noite, praia
de afogados nocturnos e solitários que dão à costa e,
ao mesmo tempo, marés de verão, risos de crianças
como espuma de ondas, praia de brilho e mar, maré,
respiração que sentimos na pele,

e o tempo pára,

o tempo que passava pára no instante definido concreto,
em que um ponto dos teus lábios toca um ponto simples
de carne sensível dos meus lábios, o tempo é a paisagem
parada à nossa volta, que arde com as chamas de um
incêndio, entro no interior de ti para procurar-te, corro e corro
dentro da tua escuridão, salto troncos caídos, os meus
passos agarram-se à terra e levantam as folhas que
a chuva derrubou dentro de ti, beijo-te como se chorasse,
e tu encontras todos os caminhos dentro de mim, sem
palavras, pedes que te abra estradas e fico a ver-te enquanto
te afastas e te aproximas mais e mais do centro único
do meu interior, da minha única escuridão, beijas-me
como se chorasses, e será sombra, penumbra, ou será uma
explosão de luz, uma força incandescente que explode,
que nos empurra o peito, que nos lança para longe, que nos
lança no ar, que nos dispara no céu, os meus teus lábios
os teus meus lábios,

e o tempo recomeça,

assente num instante medido com uma régua na superfície
limpa livre do tempo, os nossos rostos não querem afastar-se,
mas, na pele sensível, o último toque do último ponto dos meus
e dos teus lábios, e a respiração, há universos que voltam a ser
arrumados, aquilo que tocámos e que explodimos volta
de novo ao seu lugar, e a respiração, estendem-se de novo
os rios, é longo o vento, abrimos as pálpebras sobre os olhos
e somos de novo a segurança da nossa certeza, e os nossos
absolutos olhos, meus e teus, são dois espelhos a reflectirem-se,
são um lago diante de um lago, são uma montanha sempre
para sempre, diante de uma montanha.

terça-feira, abril 12, 2016

Dói-me.

Hoje dói-me pensar,

dói-me a mão com que escrevo,

dói-me a palavra que ontem disse

e também a que não disse,

dói-me o mundo.

Há dias que são como espaços preparados

para que tudo doa.

Só deus não me dói hoje.

Será porque ele não existe?

segunda-feira, abril 11, 2016

Amar alguém.

Amar é como o prazer de conseguir estar sozinho - mas melhor. Amar é o prazer de descobrir continuamente que há alguém com quem se quer passar o tempo todo, incluindo o tempo que se quer passar juntos e o tempo que se quer passar sozinho.

Amar é um casamento de solidões que, gozando o prazer da juntidão, mesmo assim não prescinde dos prazeres de duas solidões juntas, estejam momentaneamente separadas ou reunidas.

Amar alguém é uma coisa egoísta que só nos faz bem. Mas só se a pessoa amada nos contra-ama também. Ser amado alivia muito a loucura de amar e de ser obrigatoriamente infeliz por causa disso.

Amar e ser amado é a melhor sorte que se pode ter. Não são milagres que aconteçam por acaso. É preciso trabalhar com leviandade - por muito cheio de amor que o coração esteja - para que esses milagres, facílimos, comecem a habituar-se a acontecer regularmente.

Amar alguém é um alívio: é poder deixar de pensar que cada um de nós é marginalmente mais importante do que qualquer outra pessoa que nasceu nesta vida e neste planeta.

Amar alguém é um baluarte contra o mundo, um salvo-conduto, uma casa aonde não só se pode regressar como ficar fechado dentro dela, sem precisar de sair.

Amar alguém é a única, verdadeira distracção. Os que não amam - muitos porque têm medo de se entregarem - chamam obsessão ao amor sem saber que o amor é o grande apagador de insignificâncias e a única maneira de fazer coincidir a alma e a atenção em duas vidas.

sexta-feira, abril 08, 2016

O sorriso.

Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

quinta-feira, abril 07, 2016

quarta-feira, abril 06, 2016

Tão longo.

É tão curto o amor e tão longo o esquecimento.

segunda-feira, abril 04, 2016

Escuta, Amor.


Quando damos as mãos, somos um barco feito de oceano, a agitar-se sobre as ondas, mas ancorado ao oceano pelo próprio oceano. Pode estar toda a espécie de tempo, o céu pode estar limpo, verão e vozes de crianças, o céu pode segurar nuvens e chumbo, nevoeiro ou madrugada, pode ser de noite, mas, sempre que damos as mãos, transformamo-nos na mesma matéria do mundo. Se preferires uma imagem da terra, somos árvores velhas, os ramos a crescerem muito lentamente, a madeira viva, a seiva. Para as árvores, a terra faz todo o sentido. De certeza que as árvores acreditam que são feitas de terra. 

Por isto e por mais do que isto, tu estás aí e eu, aqui, também estou aí. Existimos no mesmo sítio sem esforço. Aquilo que somos mistura-se. Os nossos corpos só podem ser vistos pelos nossos olhos. Os outros olham para os nossos corpos com a mesma falta de verdade com que os espelhos nos reflectem. Tu és aquilo que sei sobre a ternura. Tu és tudo aquilo que sei. Mesmo quando não estavas lá, mesmo quando eu não estava lá, aprendíamos o suficiente para o instante em que nos encontrámos. 

Aquilo que existe dentro de mim e dentro de ti, existe também à nossa volta quando estamos juntos. E agora estamos sempre juntos. O meu rosto e o teu rosto, fotografados imperfeitamente, são moldados pelas noites metafóricas e pelas manhãs metafóricas. Talvez outras pessoas chamem entendimento a essa certeza, mas eu e tu não sabemos se existem outras pessoas no mundo. Eu e tu declarámos o fim de todas as fronteiras e inseparámo-nos. Agora, somos uma única rocha, uma única montanha, somos uma gota que cai eternamente do céu, somos um fruto, somos uma casa, um mundo completo. Existem guerras dentro do nosso corpo, existem séculos e dinastias, existe toda uma história que pode ser contada sob múltiplas perspectivas, analisada e narrada em volumes de bibliotecas infinitas. Existem expedições arqueológicas dentro do nosso corpo, procuram e encontram restos de civilizações antigas, pirâmides de faraós, cidades inteiras cobertas pela lava de vulcões extintos. Existem aviões que levantam voo e aterram nos aeroportos interiores do nosso corpo, populações que emigram, êxodos de multidões famintas. E existem momentos despercebidos, uma criança que nasce, um velho que morre. Dentro de nós, existe tudo aquilo que existe em simultâneo em todas as partes. 

Questiono os gestos mais simples, escrever este texto, tentar dizer aquilo que foge às palavras e que, no entanto, precisa delas para existir com a forma de palavras. Mas eu questiono, pergunto-me, será que são necessárias as palavras? Eu sei que entendes o que não sei dizer. Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer. Essa certeza é feita de vento. Eu e tu somos esse vento. Não apenas um pedaço do vento dentro do vento, somos o vento todo. 

Escuta, 
ouve. 
Amor. 
Amor. 






sábado, abril 02, 2016

Auto-medicação.

Hoje de madrugada recebi uma mensagem muito estranha, não pelo mensageiro, mas pelo conteúdo, que me fez despertar do sonho.
Quando a li, vi-me ao espelho.


"Desculpa chatear...
Mas preciso que alguém distante de mim me responda a uma pergunta: porque é que dói tanto tentar esquecer quem já não quer saber de nós???"

... Noites longas... Já estou zen... Mas deixa-me dizer-te, por agora, que o sono não mais permite, que a mente humana é muito traiçoeira. Vive da alma, do pretérito e do conforto ou da preguiça. E como não gosta do futuro desconhecido, agarra-se ao pretérito, às vezes fantasiando uma memória que não foi assim tão brilhante. Se o fosse, a separação não tinha existido. Só é bom enquanto dura, assim diz o ditado, mas só é realmente bom quando recíproco. Se calhar não é nada disto. O sono e o sonho te trarão pensamento mais lúcidos e radiantes, quando olhares para o Sol. A energia dele é inegável. Aproveita que é de graça. Beijo.



quinta-feira, março 31, 2016

O abraço que é só teu…

Os olhos brilham intensamente, a alma transpira emoções e eu sinto porque o coração começa a bater mais rápido e a necessidade de uma demonstração física vem ao de cima. Não basta um olá, um adeus ou um sorriso, por muito rasgado que ele seja. Preciso de te passar tudo aquilo que estou a sentir, a intensidade, o calor, sobretudo o calor, para que não haja dúvidas. Não és uma pessoa qualquer, por isso mereces o que de melhor tenho, é a forma mais pura, humana e genuína que posso encontrar para simbolizar a alegria deste momento, a força das relações, o que de melhor tem um ser humano. Um gesto vale mais do que mil palavras, costumam dizer, e não há nada que eu possa transmitir-te mais sincero que um abraço.

Acho que acabámos por perder na história a essência desta profundidade, chegar, olhar, sorrir, abrir os braços e passar emoções, mundo, encostar, fechar, sentir, dar e receber, transmitir, envolver e deixar ir. Vejo por aí muitos abraços sem vida, sem razão, sem respeito pelo gesto, coisa banal que se subjugou ao beijo que se deixou ultrapassar pela frieza e egoísmo do premeditado, do formatado, do “porque sim”. Quem não sabe abraçar e quem não gosta de ser abraçado perdeu o chão, morre lentamente sem saber, deixou-se levar pelo material, esqueceu o respeito e o amor-próprio.

Lembro-me, na minha passagem por Moçambique, onde vivi e que tantas saudades me deixou, que era hábito no fim de um evento, de uma festa ou de um qualquer acontecimento, se as pessoas estavam bem, felizes e bem-dispostas, abraçarem-se umas às outras como que a partilhar o momento, como que a criar um elo que nos ligava a todos e nos colocava a sorrirmos estupidamente uns para os outros. No princípio não percebia bem o que isto era, mas deixei-me levar. De facto, passados uns meses, era coisa que não dispensava, abraçar os amigos, os que estavam na mesma sintonia que eu, os que não queriam a alegria só para eles.

Muito daquilo que somos, do que sentimos por alguém ou mesmo da nossa essência, as nossas próprias idiossincrasias e estados de espírito transmitem-se por esta forma de afecto. É a nossa transparência, o nosso nu, a nossa realidade. As pessoas deviam abraçar-se mais, sentirem-se mais, passarem umas às outras emoções positivas, energias revitalizadoras. É óbvio que há pessoas mais físicas que outras, mais extrovertidas que outras, mas nada deve impedir-nos de nos empurrarmos/mandarmos para cima uns dos outros, e tantas vezes, em tantas alturas, bastava um só aperto destes, profundo.

E aquele que te dou é só teu, e a forma como o faço é só para ti, e o que transmito é só nosso, por isso devia ser mais valorizado, mais sentido, mais usado. Porque sei que te gosto também assim, porque te vai fazer sentir melhor, porque temos de ser uns para os outros, porque te dá confiança e me faz sentir bem. Temos a obrigação de nos fazermos sentir bem, representes tu para mim o que for. No fim do dia ou no início da manhã, depois de almoço ou a meio de uma festa, aperto-te para te mostrar que há em mim algo de ti, que a minha força é tua e que to demonstro num simples abraço…

sábado, março 26, 2016

Um delírio e uma alucinação


O fundo és tu, o chão és tu. Não te vejo se não te posso tocar. Mal te toco deixo de te ver. Turva verdade, absoluta verdade. És doce e és duro. És assim: um delírio e uma alucinação. Uma única andorinha que me faz a primavera. De aço e algodão.



quarta-feira, março 23, 2016

Morro-me de ausência.

Morre-se de tanta coisa

Quanto a mim morro-me de ausência

morro-me com todo este céu a cair-me por entre os dedos;

pedacinhos de memória pendurados

morro-me também...da melancolia

quando tu, sem eu saber porquê,

nem te aproximas nem acenas

ah sim, também se morre de silêncio






terça-feira, março 15, 2016

Já te disse que és linda?

Estou em êxtase.
Sim, hoje, em que o cansaço não se cansa de me cansar, apareceste tu, na rede, sem exclusividade mas com a intimidade que só os meus olhos e a minha memória conseguem retratar.
Já te disse que és linda?
Não me parece que o tenha feito muitas vezes, por isso nunca é demais repeti-lo.
Por dentro desses contornos que a vista alcança, por fora, nessa luz transparente que só não repara quem não é gente.
Já te disse que és linda?

sexta-feira, março 11, 2016

Há um tempo.

Tenho estado mais ausente, contrariando a tua presença constante.
Vou. Mas volto sempre.

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já não têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. 
É o tempo da travessia... 
E se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos."

quarta-feira, março 09, 2016

terça-feira, março 01, 2016

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

domingo, fevereiro 21, 2016

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Brilho.

Parabéns Tinhosa.
Estás cada vez mais bonita.
A tua energia e presença sempre me apaixonaram, quando há quase uma década encontrei os teus olhos.
Hoje, neste dia tão especial, fui espreitar umas fotos tuas e nem o Sol que brilha deste lado, se compara à tua beleza. És linda.
Que esse brilho contagiante se prolongue por muitos e longos anos.
Só lamento e invejo quem tem a oportunidade de se aquecer nesse sorriso.
Estarei sempre a torcer por ti.
Aqui.

domingo, fevereiro 14, 2016

Essa pessoa és tu...

Hoje lembrei de um texto que enviaste para mim...

Essa pessoa és tu...

"Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio do deserto, seja no meio das grandes cidades.

E quando essas pessoas se cruzam, e seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perdem qualquer importância. E só existe aquele momento, e aquela certeza incrível que todas as coisas debaixo do sol foram escritas pela mesma mão. A mão que desperta o amor..." 

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Um pedaço teu.

Não sei se me escutas. Se me ouves sequer.
Só preciso mesmo sentir-te.
Não devo sequer pedir.
Talvez implorando.
Não é muito. Para ti tão pouco.
Um aroma da tua existência que fuja além da minha memória distorcida pelo tempo.
Um pedaço teu.

terça-feira, fevereiro 02, 2016

Por não te ter escutado.

É até hipócrita, além de dolorosa, esta relação paradoxalmente inversa, porque quanto mais longe estás, mais perto estou.
Passaste tanto tempo a vaticinar este futuro, que hoje, ao tornar-se presente, te recordo ainda com mais Saudade.
Por não te ter escutado.
Por não te ter seguido.
Por não acreditar que algo assim iria acontecer.
Vivo com essas más decisões todos os dias.
Contigo a lembrar-me também.

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Love mail.

As palavras que se seguem traduzem uma vontade expressa e, apesar dos percalços que experimentámos, fazem todo o sentido, no preciso momento...

"Quero ser o teu amor amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amor amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias..."
Fernando Pessoa

Um beijo, um abraço quente para si!


Oi...
Às vezes esta sintonia assusta-me... Acedi ao correio pessoal justamente para partilhar um mimo contigo.
Adorei.
Fica outro beijo e um abraço grande para ti!

"Como as rosas selvagens, que nascem
em qualquer canto, o amor também pode nascer
de onde menos esperamos. O seu campo
é infinito: alma e corpo. E, para além deles,
o mundo das sensações, onde se entra sem
bater à porta, como se esta porta estivesse sempre
aberta para quem quiser entrar.

Tu, que me ensinas o que é o
amor, colheste essas rosas selvagens: a sua
púrpura brilha no teu rosto. O seu perfume
corre-te pelo peito, derrama-se no estuário
do ventre, sobe até aos cabelos que se soltam
por entre a brisa dos murmúrios. Roubo aos teus
lábios as suas pétalas.

E se essas rosas não murcham, com
o tempo, é porque o amor as alimenta."

quinta-feira, janeiro 28, 2016

Desta Saudade que nos une.

Não sabes nem tens obrigação de saber.
Mas tenho o dever de te informar.
Destas dores que me consomem, como a inflamação do nervo ciático em dias de chuva.
Desta lembrança que funciona sem agenda nem hora marcada.
Desta Saudade que nos une.

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Ainda hoje escuto o teu coração magoado.

Hoje reencontrei velhos amigos. Teus conhecidos. Pretéritos em comum.
Revivi velhas histórias, mas sempre novas memórias.
Um dos nossos amigos (ou conhecidos) em comum, encontrou o Amor.
Explicava-me a Carolina, a personificação amorosa desse velho amigo, que o Amor se reflecte nos dias comuns, na vida quotidiana, nas passagens simples da noite para o dia. Diz ela que nunca procurou pessoas bonitas, apenas a pessoa que lhe dizia nos olhos, sem falar, tudo o que precisava ouvir.
Mesmo sem o prazer da tua voz, ainda hoje escuto o teu coracao magoado a pedir paixão e carinho.
Sem o som harmonioso dos teus lábios doces, entoa a melodia da nossa canção.
Saudades Tinhosa.
Te amo.
Sempre.

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Eco da maresia.

Nesta maré da Saudade, o mar trouxe-me o teu riso de Sol de volta, quando as nuvens abriram a norte e o coração voou para Sul.
Estás longe mas sempre perto.
Preciso de te ouvir no eco desta maresia.

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Tenho-te esperado.

Tenho-te esperado.
Nesses dias em que o abraço encolhe e só te encontra a ti.
Nessas manhãs de Sol que a tua pele cheia de sardas conhece.
Nos dias de frio, que o calor dos teus beijos aquecem.
Nos dias de chuva que o teu ventre molhado esconde.
Tenho-te esperado.
Sempre aqui.

sexta-feira, janeiro 15, 2016

Mesmo a tempo.

Há dias assim. O que começou mal, terminou em beleza.
Diz o ditado popular que,  "quem não chora não mama", e neste caso aplica-se na perfeição.
Ainda ontem te escrevia como que a reclamar atenção... parece mesmo que me ouviste.
Ouvir-te foi a melhor forma de fechar o dia.
Obrigado.

quinta-feira, janeiro 14, 2016

Mesmo a começar.

Estou num dia particularmente difícil. Por variadíssimas razões que nem vale a pena explicar.
Numa exploração a uma aplicação, destas que realizam chamadas pela net, encontrei o teu perfil registado e uma foto que me deliciou. As tuas qualidades sempre sobressaíram muito bem através da fotografia, mas, pormenores à parte, importante mesmo foi ver-te. Num registo digital é certo, mas há muito que só a memória me traz os teus traços esguios, os lábios doces e os olhos rasgados.

O dia de trabalho está prestes a terminar.
A Saudade, hoje, está mesmo a começar.

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Seca-me a boca de desejo.

Escrevo-te em Sábado de ressaca e de Saudade.
Já devia ter aprendido que nenhuma dose de álcool conseguirá apagar esta lembrança de nós.
Já devia ter percebido que a repetição de um acto idiota, não traz soluções diferentes, apenas consequências cada vez mais dolorosas.
Já devia ter constatado que a fome de ti não se mata com a sede em te esquecer por uns momentos.
Mas a vontade de saborear um pedaço teu seca-me a boca de desejo.
Hoje sacio a minha sede. Com (muita) água.
A fome de ti mantém-se.

sábado, janeiro 09, 2016

Mas preciso.


Mas preciso.
Preciso falar-te.

Ouvir-te nesse sotaque de graça, nesse registo de desdém, de quem tem toda a razão do mundo.
Preciso ouvir-te com a boca fechada e o coração aos pulos tentando não explodir e revelar-te os meus segredos.
Preciso ouvir-te, para não ter que te dizer que cada vez mais sinto a tua falta.
Que a falta de ti, da tua voz, está a abrir fendas profundas no meu coração.
Que não consigo acordar um dia sem pensar em ti.
Que esgoto o tempo do tempo para indagar sobre ti.
Que invento a outra metade do tempo porque nada de real nem de concreto sei sobre ti.

quinta-feira, janeiro 07, 2016

Chamada anónima.

Hoje recebi um telefonema de madrugada.
Não faço ideia quem foi, porque o número não era visível e até porque do outro lado, apenas me pareceu ouvir o som característico de um motor, como se alguém me ligasse enquanto estivesse a conduzir.
A verdade é que não consegui adormecer depois deste, fiquei ansioso, a desejar que tivesses sido tu. A pedir uma palavra quente nestas madrugadas frias, um conselho, ou simplesmente matar saudades das conversas triviais que mantínhamos até altas horas.
Mesmo que não tenhas sido, acabaste por ser identificada na chamada. Mesmo sem diálogo, acabei a conversar contigo até adormecer de cansaço.
A manhã chegou demasiado depressa.
A Saudade também.

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Rota do Romântico.

Sou um Romântico.
Às vezes com um exacerbado perfil nostálgico e depressivo até.
Mas a essência é naturalmente Romântica. Ou "velho" e "antigo", como costumavas adjectivar o meu gosto literário e musical, ou até a forma de me vestir. Verdade ou não, ao teu lado sentia-me sempre no auge da juventude.
Num destes dias perdi-me por entre as estradas do Vale do Sousa e até cruzei na rua onde moras, não com esperança de te ver, apenas para sentir de perto as memórias que tanto me alegram, como me entristecem, nesta história de saudade que é o meu amor por ti.
Reparei e recordei as placas que ao longo da estrada sinalizam a rota do Romântico. Não. Não é gralha ou lapso. Nunca li a placa no sentido correcto e literal do conceito ou do termo. Bem sei o que significa, mas para mim, nas horas que viajava no carro que agora é teu, a ouvir a música dos "meus pais", para me encontrar contigo, a minha veia romântica pululava de alegria e prazer e a sinalização da estrada acompanhava o meu estado de espírito, como que a incentivar-me para o Amor.
Tu traçaste definitivamente a minha rota amorosa. Todas as estradas vão de encontro a ti.
Saudades.
Beijo grande Tinhosa.


2016.

Em 2016 tenho que mudar muita coisa na minha vida.
Só não quero tirar-te daqui.

Foi um pensamento parvo que no meio do sono e do sonho, me apeteceu partilhar contigo.
Um bom ano para nos Tinhosa.


quinta-feira, dezembro 24, 2015

Foi quase.

Foi quase violenta, se não fosse tão bom ouvir-te depois deste período (longo) de ausência, a forma como desligaste.
Foi quase mau saber que outra chamada imperava sobre a nossa conversa fútil que nas entrelinhas significa que estou louco para te ouvir e que respiro saudades.
Foi quase difícil escolher as palavras numa boca seca em luta com um coração arritmado para que a conversa se prolongasse.
Foi quase fácil sorrir na melodia do teu sotaque convencido.
Foi quase nada.
Quase tudo.
Obrigado Tinhosa.

quinta-feira, dezembro 17, 2015

Arrependi-me sempre das palavras.

E sempre só a solidão. Sempre. Eu sozinho, a viver. Sozinho, a ver coisas que não iriam repetir-se; sozinho, a ver a vida gastar-se na erosão da minha memória. Sozinho, com pena de mim próprio, ridículo, mas a sofrer mesmo. Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. Muitas vezes disse amo-te, mas arrependi-me sempre. Arrependi-me sempre das palavras.

terça-feira, dezembro 15, 2015

Fome.

Volto à carga dos pretéritos como se o (nosso) mundo acabasse.
Não há fome sem fartura e este vício de te incomodar parece ter voltado em força.
Recordo os tempos em que a abstinência nos fazia pegar em força como animais no cio, até (nunca) nos saciarmos.

Tenho fome.
Ainda.
Sempre.

segunda-feira, dezembro 14, 2015

Mensário.

Querida Tinhosa,

É com natural ansiedade e estranha euforia que te escrevo, porque me resignei ao silêncio durante os últimos meses e anulei as frustradas tentativas de comunicação directa, por falta de resposta da tua parte, mas a verdade é já não consigo aguentar mais.

Devia ser proibido estar tanto tempo sem te ouvir.

Tenho tantas coisas para discutir, trivialidades e paneleirices que mais ninguém parece entender.

Fui ouvir o Rui à tua cidade emprestada. Quero conhecer o Pavilhão Atlântico. Ou a outra coisa que lhe chamam.
Trinta e cinco anos de canções. Os meus são apenas ilusões.
Ouvi esta e estavas aqui. Dentro.

Olho-te e não te vejo.

Bem sei que brinco sempre com o típico ódio regionalista à cidade, mas a verdade é que fiquei deliciado.
O Sol estava de bem com a vida e brindou-nos com um autêntico Verão de São Martinho, com a cidade a fervilhar de turistas e animação por todo o lado.

Encontrei-te mas não te vi.

Regresso à Capital. 
Quero conhecer o Coliseu. 
Não esperava um concerto tão intenso.
Adorei. 
Escutei-te mas não te ouvi. Fica esta para ti.

Regresso ao Continente. O frio já tomou conta da Terrinha. 
Os amigos conversam. Ouvem. Pouco escutam. Um tópico comum. Fugi para ti entre estórias cruzadas.
Visitei-te. Sem nunca ter anunciado encontro. Queria "Sentir Penafiel", mas no fundo apenas ter um pouco de nós.
Consegui falar-te. Sem nunca me ouvires. 

Arranquei gargalhadas dos presentes, não por serem eles o objecto da narrativa, apenas por ausência de outra ouvinte, como se da memória pudéssemos arrancar sentimentos que só eu sei replicar, que só tu viveste, que só nós inventámos, num tempo nosso.

sexta-feira, dezembro 11, 2015

O sorriso.

Creio que foi o sorriso, 
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

segunda-feira, dezembro 07, 2015

Vem comigo!


vem comigo
ver as pirâmides fantásticas do vento
no interior luminoso da terra encontrarás
o segredo de quartzo para desvendares o tempo
onde contemplamos a fulva doçura das cerejas

iremos para onde os restos de vida não acordem
a dor da imensa árvore a sombra
dos cabelos carregados de pólenes e de astros
crescemos lado a lado com o dragão
o súbito relâmpago dos frutos amadurecendo
iluminará por um instante as águas do jardim
e o alecrim perfumará os noctívagos passos
há muito prisioneiros no barro
onde o rosto se transforma e morre
e já não nos pertence

vem comigo
praticar essa arte imemorial de quem espera
não se sabe o quê junto à janela
encolho-me
como se fechasse uma gaveta para sempre
caminhasse onde caiu um lenço
mas levanto os olhos
quando o verão entra pelo quarto e devassa
esta humilde existência de papel

vem comigo
as palavras nada podem revelar
esqueci-as quase todas onde vislumbro um fogo
pegando fogo ao corpo mais próximo do meu

segunda-feira, novembro 30, 2015

Tenho dores de saudade.

É tão curto o amor e tão longo o esquecimento.

segunda-feira, novembro 23, 2015

Ausência e Tu.



A vida não parece ter a mesma cor, o mesmo sol que outrora a iluminava...
Permite-me repartir contigo um pensamento, uma forma de vida, um desejo...

Beijos doces
C. M. (tinhosa)

"A noite já não cai como caía dantes
E a lua não se expõe com tanto avontade
As ruas brilham menos por não ter brilhantes
Que alguém roubou do guarda jóias da cidade

Cansadas estão as penas dos nossos poetas
Que correm nos papeis em busca dos amantes
P´ra lhes dar um motivo p´ra guiar as setas
Que os cupidos que restam lançam delirantes

Só tu me dás motivos p´ra manter acesa
A luz que brilha junto da minha janela
Alguma coisa quente e flores sobre a mesa
Algum amor que se consome numa vela

Já tudo em volta parece estar deserto
Contudo um cheiro intenso me revolve o fundo
Da alma só me resta um desejo certo
De me saber sozinho contigo no mundo

Se o sol tiver a força que duvido ter
De matar as dúvidas que a noite tem
Certamente um olhar se trocará com outro
Adivinhando um beijo que decerto vem " 

quinta-feira, novembro 19, 2015

A vida é uma palermice sem ti.

É tão bom não te esquecer, ter na pele a confirmação do nosso Amor na memória de um toque que, ainda que efémera, é a única confirmação possível de qualquer Amor. É tão bom tudo o resto ser a incerteza de sempre e ser apenas nela que vivo. Mesmo a de quando não precisava de me lembrar de ti.

É tão bom seres tu este vento outonal que me faz apertar os colarinhos do casaco logo de manhã, enquanto aqueço as mãos numa chávena de café quente e ouço as conversas dos outros. Uma criança a apontar o dedo para um pastel colorido na vitrina e o pai à procura do jornal nas mesas do café, uma mulher a contar as moedas para saber quantos pães pode comprar e um homem já embriagado a falar dos atentados em Paris. A vida é uma palermice sem ti.

É tão bom seres a mulher que trava bruscamente para me deixar passar na passadeira e que me sorri por trás de um pára-brisas escurecido, morreres-me a cada cinco minutos num suspiro perdido ou num olhar solitário. É tão bom saber que todos os olhares que se cruzam na cidade são olhares de pessoas sós e que o meu se lembra de ti.

Uma poça de água a beijar o alcatrão sujo, por exemplo, é o toque húmido dos teus lábios na minha pele. Fico a vê-la ondular, depois de uma motorizada ruidosa me cortar o pensamento, e transforma-se no mar de Verão onde tu molhaste os pés. 

Vou só molhar os pés, disseste. E eu na toalha vermelha, derrotado pelo Sol, à espera do teu toque outra vez por um segundo que fosse. A incerteza no Amor é a certeza de que a qualquer momento me podes tocar outra vez e, mesmo que nunca o faças, é tão bom não te esquecer.


terça-feira, novembro 17, 2015

Ver o teu rosto é ter toda a certeza de que existo.

"Esperar por ti não é esperar por ti

esperar por ti é ter talvez esperança

ou é esperar com minudenciosa paciência

e desenhar teu rosto em cada rosto que vejo surgir

na minha alvoroçada vizinhança dos teus passos

Ver-te é como ter à minha frente todo o tempo

é tudo serem para mim estradas largas

estradas onde passa o sol poente

é o tempo parar e eu próprio duvidar mas sem pensar

se o tempo existe existiu alguma vez

e nem mesmo meço a devastação do meu passado

Quando te vejo e embora exista o vento

nenhuma folha nas múltiplas árvores se move

ver-te é logo todas as coisas começarem é

tudo ser desde sempre anterior a tudo

Ver-te é sem tu me veres eu sentir-me visto

sentir no meu andar alguma segurança mínima

caminhar pelo ar a meio metro da terra

e tudo flutuar e ser ainda mais aéreo de que o ar

ver-te é nem mesmo pensar que deixarei de ver-te

ver-te é sentir pousar mais que um olhar

uma mão muito calma sobre a minha vida

ver o teu rosto é ter toda a certeza de que existo

que sempre existirei que não há mais ninguém

ver o teu rosto é mesmo mais do que nascer

empreender viagens começadas nesse rosto

donde podem sair inúmeros navios

ver o teu rosto é como tudo começar

corrida a minudenciosa prega do silêncio

silêncio alto como um cerro inesperado como um curro

aéreo como um cirro denso como um cerro

prosaico às vezes como a mecânica de um carro

Vejo-te e povoas só de folhas que depois desfolhas

os rasos descampados que te cercam por todos os lados

Caminho ao teu encontro

a juventude é como uma oportunidade

começa a ser outono a tarde é território para a luz

tem certas listas como um fato cinzento

toco-te apenas para ver se estás aí

um país se arredonda à tua volta

sinto todas as coisas no lugar

Quando te vais embora fico de repente ao abandono

sem ao menos a protecção de uns olhos de animal

da copa arredondada de uma árvore

Vais-te embora e deixa de haver árvores no mundo

e não tenho palavras e não tenho voz

não conheço ninguém nenhum ouvido

que se possa ajustar à forma do meu grito

E desço da liteira como quem desce da vida

como que me separo de mim mesmo

sinto-me inexplicável e na rua

para sempre irremediavelmente na rua.

segunda-feira, novembro 16, 2015

Tonhosa.

Deves andar a mil com as novidades sobre o concurso, apesar de saber que preferias o NOURTE CARAGO, bem sei o quão é importante estar colocada perante os inúmeros docentes no desemprego.

E como sei que tu és uma pessoa que naturalmente conquistadora, vais certamente marcar o teu espaço, adaptar-te (a mudança não é assim tão grande nem tão longe) e ser feliz!

Em baixo um link sobre estes artigos que entre os intervalos da chuva vou lendo sobre a língua portuguesa... para quando tiveres tempo... até porque me colocou um dúvida muito pertinente: ACHAS QUE COM A PALAVRA "TINHOSA" ACONTECE A MESMA COISA???? É que isso muda tudo!!!

Felicidades e beijo para A TONHOSA!

Sabia que o correcto é dizer “ovelha ronhosa” e não “ovelha ranhosa”? Há mais 499 erros comuns para desmistificar.

sexta-feira, novembro 13, 2015

Devo ter perdido.

Não sei o que aconteceu. Devo ter perdido a rede e ficou nos rascunhos. Aqui vai.
Apesar de sempre se considerar a mais distraída e pouco ponderada, o seu coração sempre foi o melhor e o mais forte. E o mais doce. E o mais sensato. E mais compreensível.
Aproveitei todas essas características. Abusei de algumas. Desperdicei outras.
Mas ainda hoje beneficio e me aproveito de algumas.
Ainda tem o coração (magoado) da Tinhosa que me apaixonei. E isso torna-a sempre especial. Única.
Não é só elogio que você nem disso precisa já de mim. É um facto. Uma realidade. Um castigo para mim, saber o que perdi, usando a sua triste mas verdadeira conclusão do que seria o meu fado.
Tem toda a razão. Toda a razão do mundo.

quinta-feira, novembro 12, 2015

Estancar.

Quanto mais me esforço por te perder da memória, mais os sonhos me assolam sismicamente, abalando o sonho.
Não são vagas lembranças ou impressões.
São (quase) dolorosamente reais.
Ferem-me a alma.
Voltas-me as costas. Foges do olhar. Desapareces.

Acordei magoado. Ferido de sangue. Como se te esvaziasses de vez do meu coração.
Não estou preparado. 
A tua voz.
Só preciso de a ouvir para estancar esta dor.
A tua voz.

segunda-feira, novembro 09, 2015

Procurei-te.


A cidade encheu-se de luz para que te pudesse ver. Ao longe. Por entre a multidão.

Procurei-te no Rossio, entre o amargo das ginjas e o doce dos teus olhos.
Procurei-te no Terreiro do Paço por entre os odores das castanhas a anunciar o frio. Mas o calor que a tua procura me trouxe, esse não esmoreceu.

Encontrei-te por entre as ruas do Castelo, ao longe. Subi as colinas e ao longe vi-te. Tenho a certeza que te vi.
Encontrei-te na canção do Rui Veloso que ele tão brilhantemente interpretou.

Chorei-te no tasco do Bairro Alto, alheio à confusão instalada lá fora, dentro do fado, à porta fechada, com a saudade entreaberta e a memória de nós.
Encontrei-até no Tejo, porque o rio do teu corpo se instalou em frente aos meus olhos.

Nunca uma cidade tão desconhecida, me trouxe tanta saudade de ti.
Saber-te perto, ainda que tão distante, acalmou esta dor de não saber de ti.
Regresso. De coração apertado. Sem nunca te ver, consegui encontrar-te.
Aqui.

quinta-feira, novembro 05, 2015

Vale tudo.

É difícil.

Podes vasculhar todas as receitas e mezinhas caseiras, com truques e estratégias, tal qual as ideias geniais que aparecem na net para perder peso.

Mas, tal como é difícil emagrecer se continuar a alimentar-me de tudo o que gosto, também não é possível estancar esta dor, sem te esquecer.

Mas não quero. Hei-de encontrar outra solução.

Recuso-me a perder-te da minha memória e do coração, por mais angústia e dor que me possa trazer.

As noites podem parecer longas, mas as alvoradas trazem o teu sorriso. Esse, aqui dentro, ninguém mo consegue tirar. Esse, vale tudo.


quarta-feira, novembro 04, 2015

Estrangula o meu coração.

Não há corda que se torça mais do que esta,
a que estrangula o meu coração.

terça-feira, outubro 27, 2015

Não dizes nada.

Não dizes nada.

Chove muito. O frio começa a apertar. Nada.

Fui ao País Basco. Come-se bem por lá. Bebe-se também. Não dizes nada.

Parei outra vez em escala na tua cidade emprestada. Comi pastéis de Belém, e de bacalhau, com queijo da serra. Uma aberração. Não dizes nada.

O Benfas perdeu. Não dizes nada.

Vendi o carro. Comprei carro. Não dizes nada.

O Costa perdeu. Não dizes nada.

Ganhei mais uns quilos. Não dizes nada.

Afinal o Costa ganhou. Não dizes nada.

Comunas ao poder! Não dizes nada?

Desertei por 7 dias por entre o Leste da Europa. Não dizes nada.

O Benfas voltou a perder (é muito!!!). Nada dizes.

Que é feito de ti? Não dizes nada!

segunda-feira, outubro 26, 2015

Começo.


Vejo-te um pouco como se já não houvesse
uma casa para nós. As grandes perguntas estão aí
por todo o lado, onde quer que se respire, dentro
dos próprios frutos. É o começo da noite
e os cinzeiros já estão cheios de meias palavras:
porque escolhemos tão pouco
aquilo que nos pertence?


Vejo-te de olhos fechados enquanto me confiavas
a tua história - à mesa da cozinha, quase um espelho,
quase uma razão. as minhas canções preferidas
pareciam convergir para ti a certa altura, dir-se-ia
que te vestias com elas. E no entanto
como se apressaram as grandes florestas a invadir
as gavetas, como misturaram as raízes
no eco que fazia o teu desejo contra mim.

sexta-feira, outubro 23, 2015

Escuta, Amor.


Quando damos as mãos, somos um barco feito de oceano, a agitar-se sobre as ondas, mas ancorado ao oceano pelo próprio oceano. Pode estar toda a espécie de tempo, o céu pode estar limpo, verão e vozes de crianças, o céu pode segurar nuvens e chumbo, nevoeiro ou madrugada, pode ser de noite, mas, sempre que damos as mãos, transformamo-nos na mesma matéria do mundo. Se preferires uma imagem da terra, somos árvores velhas, os ramos a crescerem muito lentamente, a madeira viva, a seiva. Para as árvores, a terra faz todo o sentido. De certeza que as árvores acreditam que são feitas de terra. 

Por isto e por mais do que isto, tu estás aí e eu, aqui, também estou aí. Existimos no mesmo sítio sem esforço. Aquilo que somos mistura-se. Os nossos corpos só podem ser vistos pelos nossos olhos. Os outros olham para os nossos corpos com a mesma falta de verdade com que os espelhos nos reflectem. Tu és aquilo que sei sobre a ternura. Tu és tudo aquilo que sei. Mesmo quando não estavas lá, mesmo quando eu não estava lá, aprendíamos o suficiente para o instante em que nos encontrámos. 

Aquilo que existe dentro de mim e dentro de ti, existe também à nossa volta quando estamos juntos. E agora estamos sempre juntos. O meu rosto e o teu rosto, fotografados imperfeitamente, são moldados pelas noites metafóricas e pelas manhãs metafóricas. Talvez outras pessoas chamem entendimento a essa certeza, mas eu e tu não sabemos se existem outras pessoas no mundo. Eu e tu declarámos o fim de todas as fronteiras e inseparámo-nos. Agora, somos uma única rocha, uma única montanha, somos uma gota que cai eternamente do céu, somos um fruto, somos uma casa, um mundo completo. Existem guerras dentro do nosso corpo, existem séculos e dinastias, existe toda uma história que pode ser contada sob múltiplas perspectivas, analisada e narrada em volumes de bibliotecas infinitas. Existem expedições arqueológicas dentro do nosso corpo, procuram e encontram restos de civilizações antigas, pirâmides de faraós, cidades inteiras cobertas pela lava de vulcões extintos. Existem aviões que levantam voo e aterram nos aeroportos interiores do nosso corpo, populações que emigram, êxodos de multidões famintas. E existem momentos despercebidos, uma criança que nasce, um velho que morre. Dentro de nós, existe tudo aquilo que existe em simultâneo em todas as partes. 

Questiono os gestos mais simples, escrever este texto, tentar dizer aquilo que foge às palavras e que, no entanto, precisa delas para existir com a forma de palavras. Mas eu questiono, pergunto-me, será que são necessárias as palavras? Eu sei que entendes o que não sei dizer. Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer. Essa certeza é feita de vento. Eu e tu somos esse vento. Não apenas um pedaço do vento dentro do vento, somos o vento todo. 
Escuta, 
ouve. 
Amor.

Amor.

quinta-feira, outubro 22, 2015

Hoje tenho pena.

sabes
por vezes queria beijar-te
sei que consentirias
mas se nos tivéssemos dado um ao outro ter-nos-íamos separado
porque os beijos apagam o desejo quando consentidos
foi melhor sabermos quanto nos queríamos
sem ousarmos sequer tocar nossos corpos
hoje tenho pena
parto com essa ferida
tenho pena de não ter percorrido teu corpo
como percorro os mapas com os dedos teria viajado em ti
do pescoço às mão da boca ao sexo
tenho pena de nunca ter murmurado teu nome no escuro
acordado
perto de ti as noites teriam sido de ouro
e as mãos teriam guardado o sabor de teu corpo

quarta-feira, outubro 21, 2015

Violência.

(...)

Nisto,
refaço-me de altíssimas quedas
com um esgar que me mantém refém
do vício,

desta violência de trazer o teu nome nos lábios,
como um sorriso em que me desfaço. (...)

terça-feira, outubro 20, 2015

Esperei, ainda te espero.

prometo-te que uma noite voltarei, sem bússola, regressarei com o lume do rio a guiar-me, e os olhos pousarão nos teus olhos este frémito de águas. acredito nas ruas que existem por detrás dos óculos dos marinheiros, onde descansa um barco e tu foges. não acredito em ti. um fio de água enforca-nos. foi então que resolveste prosseguir viagem sozinho, com a tua adolescência um pouco ferida,. eu acreditei no fogo e no silêncio que, de manhã, lavam os corpos, tornando-os de novo navegáveis. esperei, ainda te espero. ando por aí a mariscar, com os nativos, escondendo do mundo a tristeza que me devora o corpo.


segunda-feira, outubro 19, 2015

Solidão. Sempre.

E sempre só a solidão. Sempre. Eu sozinho, a viver. Sozinho, a ver coisas que não iriam repetir-se; sozinho, a ver a vida gastar-se na erosão da minha memória. Sozinho, com pena de mim próprio, ridículo, mas a sofrer mesmo. Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. Muitas vezes disse amo-te, mas arrependi-me sempre. Arrependi-me sempre das palavras.

segunda-feira, outubro 12, 2015

domingo, outubro 11, 2015

Hipocondríaco. Da alma.

Tinhosa, 

Sabes que preciso sempre de te contar algo. Mesmo quando não tenho nada de relevante para te dizer.
Estou num daqueles locais que jamais imaginei vir parar, principalmente quando o resto do mundo está em grande azáfama porque o ano lectivo começou.
Mas também te escrevo para te contar o quão doloroso têm sido estes dias.
Acho que não iria conseguir ficar muito mais tempo sem partilhar esta dor contigo.
Sofro de quase tudo. Sou hipocondríaco da alma, quando fico tanto tempo sem notícias tuas.

Estou longe. Não, não estou longe de ti. Por mais que me esforce, não consigo. Acho que esta dor da ausência chega a ser física. Sim. Como uma fome de ti. Uma "roeza " no estômago que me faz devorar o resto da comida que me aparece à frente...e me inchou 10kg... no mínimo.

Dever ser por isso que estou num workshop internacional de gastronomia. A fome de ti, obriga-me a ser o mais distinto e apurado... para te saborear melhor na memória.
Tento afastar-me dos lugares comuns, mas a alma não tem país nem continente para onde possa fugir.
É certo que estes intercâmbios são muito interessantes, quer do ponto de vista social como cultural, mas ao mesmo tempo fazem-me acordar para o Tempo.

O tempo em que os deveria ter realizado, a idade e a energia que teria, o quanto poderia ter contribuído e vivido.

Também o Tempo em que te degustei.
Não sei se o devia ter congelado. Ou consumido fresco como esse sorriso melado.
Sei hoje que não deveria ter tido tanto medo do teu sabor. Da tua presença forte. Dos aromas mesclados no teu corpo do qual nem sempre soube tirar o melhor sabor.

sexta-feira, outubro 02, 2015

Aqui.

Chega mais um fim de semana.
Desta vez mais calmo que os últimos em sobressalto e cansaço físico.
Vou ficar.
Quieto.
Mas com o coração aflito.
Aguardando por um sinal teu.
Aqui.

"Aqui onde os minutos são a rua em que nos sentamos toda a tarde à espera do silêncio, onde o teu corpo pesa a medida exacta do meu desejo." 

quinta-feira, outubro 01, 2015

Não devia.

Nem devia ser assim.
Não sei porque perco tanto tempo neste estado de latência enquanto as horas passam e a chuva finalmente cai.
Não consigo prender os pensamentos em nada construtivo senão em memórias e fantasias que confundo constantemente. Apenas em comum, tu.
Hoje, carregado de saudade e esperança de uma simples resposta tua, o dia adivinha-se difícil.
Beijo Tinhosa.

segunda-feira, setembro 28, 2015

Enviados dos nosos iPhones.

Olá again;)
Lembraste quando eu não conseguia dizer arbusto? E o quanto nos rimos e tu me gozaste? 
Pois bem, há alguém no mundo muito pior que eu;) 
Desde que vi este vídeo, nunca mais fui a mesma;) 
Beijos divertidos 

Enviado do meu iPhone

Cxxxxxxx!!!
Afinal estávamos em assíncrona sintonia. Enviei sms, só hoje vi que enviou mail hoje!
Não sei se ri mais com o vídeo, se com a memória da sua expressão a tentar repetir a palavra e a meter os pés pelas mãos!!!! Essa é que devia ter sido filmada!! Eu cá gravei!!! lol
Quanto às notícias que dão conta do excesso de funcionários, não acho que tenha de se preocupar. Portugal tem corruptos a mais, políticos, casas, auto-estradas... enfim.... jornalistas de nome mas que de conhecimento de causa têm pouco, que só procuram a notícia fácil, alarmante ou chocante, sem procurar explicar como ou porquê.
A visão da OCDE é puramente estatística e economicista sem se preocupar com rácios de qualidade.
A sorte é que o Messias do Costa vem para nos salvar dos males deste "rectângulo obtuso", por isso ninguém vai ser despedido!
O mundo precisa de Si, como a Natureza precisa de "ÁRVERES" e "AREBRUISTOS"!
Vai tudo correr bem, porque você merece!!!
Beijos ajardinados, regados por nóses!!

Enviado do meu iPhone

sexta-feira, setembro 25, 2015

Não é possível.

(...)"E sei que não é possível ter lágrimas que cheguem para chorar este adeus que dissemos. Na verdade, esta dor é tão funda que apenas consegue assim ficar. Em silêncio. Muda." (...)

quarta-feira, setembro 23, 2015

Alegria

Já ouço gritos ao longe
Já diz a voz do amor
A alegria do corpo
O esquecimento da dor

Já os ventos recolheram
Já o verão se nos oferece
Quantos frutos quantas fontes
Mais o sol que nos aquece

Já colho jasmins e nardos
Já tenho colares de rosas
E danço no meio da estrada
As danças prodigiosas

Já os sorrisos se dão
Já se dão as voltas todas
Ó certeza das certezas
Ó alegria das bodas

terça-feira, setembro 22, 2015

quarta-feira, setembro 16, 2015

Demorar-me em ti.

Deixa-me demorar-me em ti. 

Deixa-me ficar, assim, com os minutos deitados sobre nós.

Deixa-me calar os medos. Embrulha-os, firmemente, com o teu abraço.

Deixa-me ficar imóvel neste instante distraído do mundo. Este instante que é calor, que é silêncio doce, que é abraço. Este instante que é sossego terno e demora deliciosa.

Deixa-me demorar-me nas tuas palavras. Essas palavras que dizes devagar, com sons que aquecem, com sentidos que arrepiam, com pernas que me mostram o teu mundo.

Esse mundo gigante, onde estou deitada, através de ti, e que contemplo através dos teus olhos.

quarta-feira, setembro 09, 2015

segunda-feira, agosto 31, 2015

Solidão é muito mais do que isso.


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente… Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto e circunstância!
Solidão é muito mais do que isto…
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

sexta-feira, agosto 28, 2015

sexta-feira, agosto 14, 2015

Sonho

Sonhei contigo embora nenhum sonho
possa ter habitantes tu, a quem chamo
amor, cada ano pudesse trazer
um pouco mais de convicção a
esta palavra. É verdade o sonho
poderá ter feito com que, nesta
rarefacção de ambos, a tua presença se
impusesse - como se cada gesto
do poema te restituisse um corpo
que sinto ao dizer o teu nome,
confundindo os teus
lábios com o rebordo desta chávena
de café já frio. Então, bebo-o
de um trago o mesmo se pode fazer
ao amor, quando entre mim e ti
se instalou todo este espaço -
terra, água, nuvens, rios e
o lago obscuro do tempo
que o inverno rouba à transparência
da fontes. É isto, porém, que
faz com que a solidão não seja mais
do que um lugar comum saber
que existes, aí, e estar contigo
mesmo que só o silêncio me
responda quando, uma vez mais
te chamo.

sexta-feira, agosto 07, 2015

O tempo não mudou.

Os dias têm sido particularmente complicados.
Tantas mudanças ora ponderadas e consentidas, ora bruscas e repentinas, sem que nada fizesse para as prever... nem impedir.
Ainda que na penumbra dos dias de humidade que se fazem sentir nesta ilha, a saudade reaparece nos momentos em que preciso de um alento para superar esta azáfama, que em nada combina com a silly season. Dou por mim a invejar os posts dos sortudos que por estes dias consomem a Estação e se esgotam em sorrisos de espuma e banhos de sol.
 Foi esta manhã.
Ouvia-a.
Ficou um nó.
E uma saudade Tinhosa...
Beijo bom.

"Se o brilho acabar
um dia for demais para dar  
o nosso olhar não se cruzar  
Ficarei por aqui  
Mas o amor já nos deixou  
E o mundo desabou  
Mas o tempo não mudou 
O que foste para mim"

sexta-feira, julho 24, 2015

Sempre.

Os dias vão passando e fico cada vez mais angustiado entre a ausência de comunicação e a saudade que acumula.
Já não tenho coragem de arranjar desculpas para tentar chegar à fala, já que a dor do coração não é desculpa para te interpelar, depois de tantos actos tão egoístas.
A verdade é que vivo nesta ansiedade de te escutar e tento, aqui, largar as mágoas e viver o sonho da tua memória.
Sabes que te quero bem.
Sempre.

quinta-feira, julho 23, 2015

Beijo de água salgada.

Estou tão perto de ti que até sinto o cheiro dos teus cabelos.
Estou tão perto que sinto o calor na tua boca e sinto os lábios secos do sol que corro para molhar em beijos de água salgada.

quarta-feira, julho 15, 2015

E porque.

E porque me adormeces em sonhos de beijos e desejos envoltos em nuvens de algodão macio.
E porque me acordas revolto em saudade, transpirando de vontade, de olhar vazio.

terça-feira, julho 14, 2015

Calor.

Este calor não mata a saudade de ti.

sábado, julho 11, 2015

Beijos de Verão.

A temperatura continua a subir em escalada, a antecipar um Verão quente.
Provavelmente já estarás de férias, ou bem perto disso. Talvez o Sol já tenha deixado marcas nessa pele macia e as sardas sejam agora mais visíveis. Talvez as marcas do biquíni já delimitem a zona proibida que me deixava desesperado a contar as horas para te ter a sós.
O calor não me traz especial conforto, nem a época em particular, bem o sabes. Mas a vontade de um beijo teu é mais intensa que nunca, como de uma cerveja gelada ou um corneto de morango. À medida que o Sol me aquece o corpo, só me recordo dos teus beijos frescos, que tantas vezes me inundaram os lábios e despertaram o corpo e a alma.
O calor pode significar festivais, álcool e festas, grandes banhos ou viagens de sonho, mas para mim, são os teus beijos doces que jamais consigo repetir com outro alguém, que continuarão  a permanecer no pensamento.

quarta-feira, julho 08, 2015

Sombra da tua ausência.

Quero acreditar que este silêncio resulta da saudade.
Que só não ligas, escreves ou apareces, porque sentes tanto ou mais do que eu. 
Que tentas ocupar-te de todas as formas e feitios.
Que arranjaste companhia para te encher o copo nestes dias quentes, porque o coração, esse, está preenchido de mágoa mas também de solidão.
Que te deitas e lhe chamas "baby" para não correres o risco de mencionares o meu nome, que está plasmado nos teus olhos.
Só não vê quem não quer. Que lhe ofereces o corpo, porque a alma está vazia de saudade.
Quero acreditar também, que o meu nome ainda ecoa, apesar de desejar intensamente que isso não aconteça porque quero que sejas feliz.
Quero amar-te na penumbra, mas a sombra da tua ausência traz todos os dias um arrepio de saudade.
Espero-te bem Tinhosa.  

segunda-feira, julho 06, 2015

sexta-feira, julho 03, 2015