quinta-feira, março 02, 2017
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quarta-feira, fevereiro 08, 2017
terça-feira, fevereiro 07, 2017
quarta-feira, fevereiro 01, 2017
O meu primeiro amor
Acordava a pensar em ti com a fotografia que uma amiga tua me havia cedido depois de duras negociações. Debaixo da almofada e guardada na página 77 de um livro que acabei por nunca ler. Só para que não se estragasse.
E acordava bem antes do despertador tocar na ânsia de te ver e novamente depois do primeiro intervalo. Logo eu que adorava (e ainda adoro...) dormir! Mas para te ver tudo era diferente! Atrasava-me para a primeira aula para te mirar lá do fundo a entrares para a tua sala na esperança que ninguém me visse dada a minha timidez.
Engendrava esquemas altamente elaborados para nos cruzarmos um com o outro o máximo de vezes possível até jogos de futebol com os teus colegas para que te visse nas bancadas com as tuas amigas. Na fila de almoço ficava a contar o tempo para que “por coincidência” ficássemos perto um do outro e com o coração bem apertado e nas mãos do meu melhor amigo lá seguia o primeiro bilhete depois de mil rascunhos e rabiscos num tom amigavelmente provocador que sempre me caracterizou.
Éramos felizes assim, entre elogios e combinações temendo que as férias de Verão chegassem e pudessem romper com este amor eterno. Demos a mão para aí à sexta vez, lá ao fundo depois do campo da bola, e o primeiro beijo na boca depois de uma festa que organizei só para que pudesses ir pela primeira vez a uma discoteca. Eras a mais gira de todas, disso não tinhas dúvidas, e eu o mais sortudo do liceu. Nas nossas combinações ousadas a jogar o Bate Pé e mais tarde o Verdade ou Consequência todos percebiam que estávamos a jogar um para o outro e que mais nada interessava. Nada nem ninguém, nem a Claudia Schiffer se aparecesse naquele momento me faria desviar o olhar de ti.
Mesmo com frio muitas vezes aparecias de top curto só para que as outras vissem que te emprestava o casaco, dedicávamos músicas e letras um ao outro como se elas nos pertencessem e as tivéssemos escritos um para o outro. Passava horas no regresso a casa à procura de um defeito teu mas era impossível porque eu tinha encontrado a perfeição e só de pensar que um dia te poderia perder, que nos poderíamos afastar, dava-me uma dor tão, mas tão forte no peito que eu garantia à minha mãe ter estado próximo de um ataque cardíaco.
Foste comigo nos meus sonhos a países, ilhas e planetas que percebi anos mais tarde nunca terem existido, mas concebia-os com tanta convicção com tanto carinho e pureza que tenho a certeza se eles fossem verdadeiros o mundo seria bem melhor. Fomos muito felizes ali, mas também o era em qualquer coisa que tivesse a ver contigo. Tipo “Lagoa Azul”.
Mostraste-me o que é gostar de alguém, a simplicidade dos afetos, a impetuosidade dos sentimentos mais genuínos, a leveza do que vem de dentro e nos baralha, nos confunde e nos emociona. Momentos perfeitos podem ser segundos. Naquela altura tudo era um sorriso , foi quando nasceram pela primeira vez as borboletas no meu estômago…!
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01/04/2016 José Paulo do Carmo,
Jornal i
quinta-feira, janeiro 26, 2017
Ser amado com amor
Amar é achar que tivemos sorte e que não merecemos sermos amados por quem amamos.
Amar é perceber, pensar ou descobrir que toda a nossa satisfação, alegria e paz dependem do parecer amoroso — ou não — de uma única pessoa, que amamos quanto vivemos e faz de cada um de nós quem é.
Ser amada ou amado é quase sempre independente de cada uma das nossas vontades.
Amar é achar que tivemos sorte e que não merecemos sermos amados por quem amamos.
O amor não é um ponto de contacto. É uma discrepância que se anuncia. É uma barreira contra o entendimento.
Amar é coisa de uma só pessoa. Há pessoas que precisam de ser amadas que são incapazes de serem amadas. Mas também há pessoas que facilmente se amam (e que se deixam ou não amar) mas que são incapazes de amar.
O amor é uma condição. Não é uma escolha. É o contrário de um destino. É um destino multiplicado por mil. Confunde-se com a nossa natureza. Confunde-se com a nossa existência. Confunde-nos e vence-nos porque amar, mesmo com um mínimo gigantesco de amor, facilmente se torna na maior — e mais linda — das nossas mais sinceras e menos ditadoras obrigações.
Amar é prescindir de quem somos, na esperança estupidamente optimista que o pouco que nos resta, depois de tão desnecessário e cruel exercício, seja, talvez atraente, conforme uma avaliação sado-masoquista que, de modo nenhum, corresponde à realidade.
Amar é pertencer a quem se ama, pelo amor que se tem a essa pessoa. Querer ser amado, tal como ser amado, pertence ao mundo do que não só não se sonha — como não existe.
Mas existe.
segunda-feira, janeiro 23, 2017
sexta-feira, janeiro 06, 2017
O teu riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
terça-feira, dezembro 13, 2016
Linda.
Passou tanto tempo que já não te reconheço a forma.
Não te sinto o sabor.
Não me lembro da cor.
Só o coração ainda bate mais forte na mais ténue lembrança.
Continuas linda.
sexta-feira, dezembro 09, 2016
Cantos obscuros.
Continuo a ver-te. às escondidas. No silêncio do sono ou na algazarra do pensamento, toldado pela tua presença.
Ficámos com abraços ausentes, orgasmos pendentes e sorrisos a crédito.
Sei que não será para agora, ou talvez nunca, a cobrança.
Ainda assim, vou tentar saber de ti, como estás, o que fazes e como ris, porque mesmo quando o "nós" não existe, preenches os cantos obscuros do meu coração.
sexta-feira, novembro 18, 2016
Encerrando ciclos.
R:
Hoje, mais do que nunca, o meu desejo mais ínfimo e profundo, que provém de uma vontade não controlável, pretendia que tu te emergisses e prevalece a tua vontade! Porque, no subconsciente da minha alma, tenho a noção que me fazes sorrir, quando conversamos 4 horas seguidas e durmo tranquila com o teu beijo de boa noite...
Mas o meu ser consciente, a minha razão, a voz da experiência, sabe o quanto isso é errado! Por todos os motivos que constituíram a nossa história! Porque o presente é construído pelo antes e o depois, o passado e o futuro! E nós, mais do que ninguém, temos noção o quão difícil foi o nosso pretérito e quão impossível é o amanhã!
É bom andamos distraídos, sem pensar nas consequências, no que foi e no que será! Viver na leveza do presente, sem temer, nem recear o que poderá advir!
Mas, infelizmente, o medo impõe-se! Se já me desrespeitaste antes, porque não o farás agora?
As relações que mantenho, fracassam... Interrogo-me se esqueci do que é amar, do que é entregar-me sem defesas, porque criei mecanismos que me protegem, que me salvam, ou destroem! Que me fazem esquecer de mim, para me defender de quem sou, ou me tornei!
Porque " enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espero que me devolvam algo, não espero que reconheçam o meu esforço, que descubram o meu génio, que entendam o meu amor.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na minha vida. É imperativo fechar a porta, mudar o disco, limpar a casa, sacudir a poeira. Deixar de ser quem era, e transformar-me em quem sou."
(adaptado do texto de Fernando Pessoa)
Sei que me entendes... no fundo, compreendes!
Se por um lado quero criticar a tua resignação, a falta de imposição de vontade própria, por outro, estou ciente, que a minha deve prevalecer, para curar feridas, para aprender a viver novamente e somente comigo!
Desculpa, esta minha ambivalência! Há uma cobardia subjacente, bem como uma força que me empurra e me afasta de tudo o que me levou às lágrimas!
E, apesar de tudo, eu também estou aqui! Para o que precisares! Só nesse sentido! Porque o medo de imaginar, nem que seja por um segundo apenas, que te quero abraçar, leva-me para longe de ti!
Espero que a vida te sorria e, principalmente, que tu sorrias para ela!
Um beijo, um sorriso, um abraço (tal como eu imaginei!)
Atenciosamente, (lol)
Tinhosa.
quinta-feira, novembro 10, 2016
E sempre só a solidão.
E sempre só a solidão. Sempre. Eu sozinho, a viver. Sozinho, a ver coisas que não iriam repetir-se; sozinho, a ver a vida gastar-se na erosão da minha memória. Sozinho, com pena de mim próprio, ridículo, mas a sofrer mesmo. Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. Muitas vezes disse amo-te, mas arrependi-me sempre. Arrependi-me sempre das palavras.
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in 'Uma Casa na Escuridão',
José Luís Peixoto
quarta-feira, novembro 02, 2016
Tristinha.
"Obrigada, eu! Hj estava tristinha, por circunstancias da vida e consegui desanuviar um pouco! E bom que sejas sinonimo de alegria, inves de tristeza! Mais um beijinho! Ps- vai correr tudo bem, basta acreditares nas tuas excelentes capacidades! ;)
Oh... acabei por falar tanto que nem te dei espaço para conversares. Mas espero que corra tudo bem e que afastes as tristezas porque te quero ver sempre muito feliz. Beijo!"
quarta-feira, outubro 26, 2016
Porque me apaixonei por ti.
Tenho que valorizar a sua forma de escrita... és um ás no paleio de praia... Já percebi porque me apaixonei por ti e me mantive assim durante 5 anos... tu davas-me a volta com sinonímias, metáforas e hipérboles...
Agora, sem brincadeiras, obrigada pelo apoio nesta situação que em nada me agrada.
Boa viagem para a Madeira...
Beijinhos.
Agora, sem brincadeiras, obrigada pelo apoio nesta situação que em nada me agrada.
Boa viagem para a Madeira...
Beijinhos.
terça-feira, outubro 25, 2016
segunda-feira, outubro 24, 2016
Restauro.
A primeira, foi ver-te nesse sorriso.
Quase não te reconheço nesse marfim renovado, digno de arquitectura de restauro ao mais alto nível.
Beijo bom.
quinta-feira, outubro 20, 2016
Apareces sem que te queira.
Todos os dias tento esquecer-te na rotina.
Tenho novos sonhos que chegam pelo sangue e pelo único milagre do Homem.
Ainda assim, apareces sem que te queira.
(In)conscientemente, invadiste o meu sonho e transformaste-o numa realidade tão intensa, que ainda acordei com o teu sabor.
A manhã foi traçada de café aveludado da tua pele e torradas de pão fofo como esses lábios.
À medida que entramos no dia, as memórias parecem desvanecer-se, fica o desejo que voltes outra vez nas noites frias, para manhãs saudosamente recheadas de sentidos.
quarta-feira, outubro 12, 2016
Talvez agora consiga respirar mais vezes sem o teu nome.
Foi quase sem querer.
Passei tanto tempo a querer encontrar-te. Na rua, Por acaso. A sair do cinema ou do concerto.
Procurei-te, imaginei-te, mas nunca te vi.
Hoje, a fazer zapping entre o pântano televisivo, parei num programa automobilístico que fazia uma peça sobre um cruzeiro no Douro.
No meu Douro. No nosso Douro.
Impossível esquecer esta expressão.
Inevitável confrontar-me com fantasmas antigos.
Imperativo querer-te bem e saber-te feliz.
Revirei os lençóis, a cama, os sonhos.
Transpirei de inveja e de saudades, ainda que ambas não façam já sentido nenhum.
Felizmente também as boas notícias chegaram pela manhã.
Talvez agora consiga respirar mais vezes sem o teu nome.
Beijo grande Tinhosa.
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