Impetuoso, o teu corpo é como um rio onde o meu se perde. Se escuto, só oiço o teu rumor. De mim, nem o sinal mais breve. Imagem dos gestos que tracei, irrompe puro e completo. Por isso, rio foi o nome que lhe dei. E nele o céu fica mais perto. E.A.
quinta-feira, abril 26, 2007
Victor Hugo
Desejo primeiro que você ame E que amando, também seja amado E que se não for, seja breve em esquecer E que esquecendo, não guarde mágoa. Desejo, pois, que não seja assim, Mas se for, saiba ser sem desesperar. Desejo também que tenha amigos, Que mesmo maus e inconseqüentes, Sejam corajosos e fiéis, E que pelo menos num deles Você possa confiar sem duvidar. E porque a vida é assim, Desejo ainda que você tenha inimigos. Não muitos, nem poucos, Mas na medida exata para que, algumas vezes, Você se interpele a respeito De suas próprias certezas. Desejo ainda que você seja tolerante, Não com os que erram pouco, porque isso é fácil, Mas com os que erram muito e irremediavelmente, E que fazendo bom uso dessa tolerância Você sirva de exemplo aos outros. Desejo que, sendo jovem, Não amadureça depressa demais E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer E que sendo velho, não se dedique ao desespero Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor. Desejo que você seja triste, Não o ano todo, mas apenas um dia Mas que nesse dia descubra Que o riso diário é bom, O riso habitual é insosso e o riso constante é insano. Desejo que você plante uma semente, Por mais minúscula que seja E acompanhe o seu crescimento, Para que você saiba De quantas muitas vidas é feita uma árvore. Desejo também que nenhum de seus afetos morra, Por ele e por você. Mas que se morrer, Você possa chorar sem se lamentar E sofrer sem se culpar. Desejo por fim que você, sendo homem Tenha uma boa mulher E que, sendo mulher Tenha um bom homem E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes E quando estiverem exaustos e sorridentes Ainda haja amor para recomeçar. E se tudo isso acontecer Não tenho mais nada a lhe desejar." Victor Hugo
segunda-feira, abril 23, 2007
Quase
"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe de asa... Se ao menos eu permanecesse aquém... Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído Num grande mar enganador de espuma; E o grande sonho despertado em bruma, O grande sonho - ó dor! - quase vivido... Quase o amor, quase o triunfo e a chama, Quase o princípio e o fim - quase a expansão... Mas na minh'alma tudo se derrama... Entanto nada foi só ilusão! De tudo houve um começo ... e tudo errou... - Ai a dor de ser - quase, dor sem fim... Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim, Asa que se enlaçou mas não voou... Momentos de alma que, desbaratei... Templos aonde nunca pus um altar... Rios que perdi sem os levar ao mar... Ânsias que foram mas que não fixei... Se me vagueio, encontro só indícios... Ogivas para o sol - vejo-as cerradas; E mãos de herói, sem fé, acobardadas, Puseram grades sobre os precipícios... Num ímpeto difuso de quebranto, Tudo encetei e nada possuí... Hoje, de mim, só resta o desencanto Das coisas que beijei mas não vivi... Um pouco mais de sol - e fora brasa, Um pouco mais de azul - e fora além. Para atingir faltou-me um golpe de asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..."
Mário de Sá-Carneiro
Mário de Sá-Carneiro
quarta-feira, abril 18, 2007
Não me apagues do teu coração

Mesmo contrariando aquilo que parece ser um mau presságio, queria que soubesses que tens tudo o que preciso para ser feliz…
Desde que te conheci, sou apenas um pouco de ti. Um pouco de ti que amo com toda força da minha alma. Um pouco de ti que é tudo para mim...
Sozinho dentro desta noite, assim como estive sozinho nesta tarde cheia de murmúrios e tristezas, porque não te tenho ao meu lado e não consigo esquecer os teus olhos tristes de desilusão….
Agora estou só... com a saudade… e eu não sabia que a saudade doía tanto. Olho para as estrelas e imploro que leve até ti esta saudade, para que sintas e também desejes estar nos meus braços.
Não há certezas de que as atitudes estúpidas que marcaram o nosso percurso não voltem a acontecer, mas há sentimentos que se mantêm e evidências que não consigo apagar. Querer-te para mim é, sem dúvida, a maior delas.
Sei que essa dor não é fácil de apagar, que não mereces sequer um pingo desse sofrimento… mas tudo farei para que o brilho dos teus olhos regresse, e o amor esqueça tudo o que de mau se passou…
Por isso te peço para não me apagares do teu coração.
Desde que te conheci, sou apenas um pouco de ti. Um pouco de ti que amo com toda força da minha alma. Um pouco de ti que é tudo para mim...
Sozinho dentro desta noite, assim como estive sozinho nesta tarde cheia de murmúrios e tristezas, porque não te tenho ao meu lado e não consigo esquecer os teus olhos tristes de desilusão….
Agora estou só... com a saudade… e eu não sabia que a saudade doía tanto. Olho para as estrelas e imploro que leve até ti esta saudade, para que sintas e também desejes estar nos meus braços.
Não há certezas de que as atitudes estúpidas que marcaram o nosso percurso não voltem a acontecer, mas há sentimentos que se mantêm e evidências que não consigo apagar. Querer-te para mim é, sem dúvida, a maior delas.
Sei que essa dor não é fácil de apagar, que não mereces sequer um pingo desse sofrimento… mas tudo farei para que o brilho dos teus olhos regresse, e o amor esqueça tudo o que de mau se passou…
Por isso te peço para não me apagares do teu coração.
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