terça-feira, setembro 12, 2006

Aguardo-te

Aguardei-te,
Quando o sol se foi.
No primeiro abraço da noite.
Aguardei e guardei,
Junto do desejo essa ansiedade,
Que amarra as horas,
Pesando o momento que se arrasta,
Na expectativa dos teus lábios.
Aguardei-te.
Durante a queda da madrugada,
abraçado a um sentimento,
De esperança disfarçada.
O unguento certo
Para o espaço sem nada.
Que dói, sempre, no momento da certeza
Que não vens.
Mas, mesmo assim aguardo-te.
Porque esse vazio
Só faz dizer-me,
O quanto preciso de ti.
Então, e insistentemente;
Aguardo-te.

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