terça-feira, maio 29, 2007

Espera-me

Espera-me com tuas mãos abertas, para que delas eu possa sentir o calor de um afago no rosto; espera-me com o teu abraço pronto, para que com ele eu sinta a segurança do retorno; espera-me com teu afecto sem vírgulas ou pausas, com a tua ternura que flui como um sangue inestancável e rega-me os olhos com a fluidez da palavra “AMO-TE”, com a insensatez das entregas impensadas, porém certas como as regras desta vida se mostram depois que tudo termina; espera-me com teu cérebro inquieto, com tua boca desenhada pelo cinzel do artista; espera-me com a tua alma toda e mais ainda com teu coração e teus joelhos e tuas costelas que sinto no abraço, espera-me com uma longa frase sem ponto, interminável como o desejo de te amar enquanto houver mundo.

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