quarta-feira, abril 21, 2010

Sei de um rio

Sei de um rio, sei de um rio

Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas

São as luzes da cidade

Sei de um rio, sei de um rio

Onde a própria mentira tem o sabor da verdade

Sei de um rio…

Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio

Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua

E a minha boca até quando ao separar-se da tua

Vai repetindo e lembrando

Sei de um rio, sei de um rio

Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio

Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua

E a minha boca até quando ao separar-se da tua

Vai repetindo e lembrando

Sei de um rio, sei de um rio

Sei de um rio, até quando



Pedro Homem de Melo – Alain Oulman
in Sempre de Mim, 2008

Sem comentários: