Já percebeste que divago na grande maioria dos discursos e das postagens deste blogue, porque simplesmente preciso pedir-te perdão.
Isso...e lembrar-me de me esquecer de ti. Não é um exercício fácil.
Se pudesse voltar atrás e mudar algumas coisas na minha vida, voltava.
Mudava somente os momentos em que te magoei. Não para mudar o curso que seguiu a vida depois das minhas acções, mas sim para tirar o sofrimento que ainda vejo nos teus olhos. Nos meus olhos.
Não para que me perdoasses e fazer de conta que não tinha acontecido nada, mas para apagar a dor causada e as consequências de dela vieram.
Porque hoje sou eu quem acorda todos os dias sem as flores, sem a música, sem a aventura de viver o quotidiano, na luta para chegar novamente aos teus braços.
Como o soldo, depois da batalha que é a vida.
Hoje é apenas paliativa. Uma dormência. Nem sei de quem nem do quê. Um compasso de espera.
Precisava saber de ti. Que me falasses das viagens do dia, dos sonhos da noite... da direcção que vais tomando todos os dias, que sei que não será ao meu encontro.
Dos laços que crias. Dos abraços que envolves. De ti.
Porque nós já não existimos mais.
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