É patológico.
Irremediável.
Impossível viver sem conversar contigo, quer por palavras, quer por pensamento.
Tentei.
Juro que tentei.
Passei por todas as fases. Pelo desespero da ausência, pela ignorância da tua presença constante no meu peito. Distraí-me com tudo e com nada. Passei a fase consumista, na aquisição de todos os brinquedos tecnológicos e gadjets, mas todos eles me levavam até ti, directa ou indirectamente. Usei os livros como companheiros e até nos textos mais inócuos, dispersos, vazios... encontrei um lugar para te encaixar e partilhar contigo a minha saudade.
Parece(?) castigo. De tantas outras vezes fui eu mesmo quem procurou afastar-te. Agora desespero exactamente pelo contrário.
Não há serão, por mais agradável, na melhor companhia, com álcool ou drogas à mistura, em que não sinta a tua presença, em que não adormeça ou acorde a pensar em ti.
Passou mais de um ano da tua partida. Mas o teu tempo continua marcado em todos os ponteiros do meu relógio, em todos os minutos e segundos que registam a saudade de Ti.
Sem comentários:
Enviar um comentário