sexta-feira, outubro 11, 2013

Ai que medo!

Detesto baratas. Sim.
Detesto as baratas. Desde que te Amo que esse bicho me enjoa.
Por tua causa.
Um bicho insignificante que me passava totalmente despercebido e que nem me fazia qualquer confusão.
Hoje arrepio-me nas ruas, garagens, lugares escuros em que tenho que me cruzar com essa praga.

E o antagonismo regressa.

Do arrepio da presença do bicho, à doce memória dos teus gritos estridentes quando te confrontavam com o animal ou mesmo só de falar em tal.
Os pulinhos que instintivamente começavas, só de ouvires as patas do bicho a caminharem na  tua direcção.
Não as conseguias matar e vinha em teu auxílio, qual cavaleiro que defende a sua donzela em apuros.

O meu coração não consegue apagar, eliminar as saudades.
Acho que nada o fará esquecer tão doces memórias.
Hoje precisava que viesses em meu auxílio.
Para matar esta dor.

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