segunda-feira, dezembro 09, 2013

Beijos assim.

Não é que a memória de ti mereça e padeça de descanso, mas por norma, só um fim de semana totalmente depressivo e desamparado me fazer regressar a este espaço e dedicar-te algumas palavras.

Por norma costumo afogar as mágoas num copo... ou sete, permitindo por momentos elevar o meu estado a um nível de inconsciência, que só mesmo no desespero cometo actos totalmente idiotas, como aquela mensagem. Puro desespero. Que não canso de pedir desculpa. Mas hoje não. Este fim de semana não consegui fugir, por um pouco que fosse, à memória de nós.

Numa festa de despedida de um tipo que também conheces, mas que não vais à mistura, falávamos sobre os beijos como forma de evitar as manchas de café, tabaco ou vinho.

E foi no beijo que fiquei e me perdi nos teus lábios ignorando o resto da conversa.

Não me lembro de beijar. Tanto e tão bom como o fazíamos. No Amor e do DesAmor também.

Mas daqueles que me perdi e guardei o resto da noite para não conseguir dormir e pensar... foram  os beijos de paixão. Aqueles que colávamos os lábios e que a língua pedia direcções enquanto os corpos se entregavam ao caótico estado de prazer que só tu nos sabes fazer encontrar.

Não beijei mais assim.
Hoje, os teus lábios finos, tão meigos, são o meu desejo de Natal.


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