terça-feira, abril 08, 2014

A tua linguagem é Amor.

Hoje encontrei este texto no fundo do baú, com a canção do Caetano Veloso, quando o Gmail me obrigou a "libertar espaço".
Também tu me pediste tantas vezes Amor, carinho e atenção.
Para depois de tanta dor me pedires para nos libertar.
Hoje sinto (ainda) mais vergonha de mim.
A tua linguagem é Amor. 
Devia ter falado a tua Língua todos os dias.
Hoje  apenas posso estudá-la, analisá-la, recordá-la.
Correndo o sério risco de se tornar numa Língua morta.
Que alguém saiba compreender-te, respeitar-te e Amar-te.



"Confesso que, apesar do hábito, por vezes se torna demasiado difícil escrever sentimentos, ou dores. Confesso que quase sempre as lágrimas ocupam este lugar, apagando o texto, deixando o sentido em branco, sem explicação, sem nexo ou solução, sem um mínimo de compreensão ou compaixão por tudo aquilo que queria tomar como verdade.

Confesso que muitas vezes tenho vergonha de mim, de ser, de existir, talvez por não encontrar nenhuma razão suficientemente válida para tal, e então corrijo os textos, apago todas as falsas esperanças, todas as palavras felizes "mal-formadas", todos os cínicos e superficiais pensamentos, apago tudo o queria sentir, mas oposto ao que realmente é...e a alma fica mais uma vez vazia, porque não consigo dizer-te o que sinto, o que penso, não sei se por não ter coragem, ou simplesmente por ter medo de aceitar como verdade o que me vai no mais ínfimo pensamento ou, simplesmente, porque não me compreendes!!!" Tinhosa.

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