No ritmo destas ondas que a maré leva e traz, sei exactamente o local onde parámos no areal, me chamaste para te aconchegar no morno destas águas, te enroscaste em mim e balançámos ao sabor do teu ritmo.
Lembro dos teus beijos, a tua língua salgada, as tuas mãos a provocarem arrepios de prazer na procura do orgasmo.
A adrenalina, os passos de outros que se aproximavam ao longe, a areia e o Sol, entranhados nas tuas sardas lindas.
Hoje, sentado no mesmo local a recordar.
Enterro os pés na areia, procuro na clareza deste oceano, uma memória viva, real de nós.
Hoje, o pior sentimento é exactamente o de não te sentir.
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