Mas preciso.
Preciso falar-te.
Ouvir-te nesse sotaque de graça, nesse registo de desdém, de quem tem toda a razão do mundo.
Preciso ouvir-te com a boca fechada e o coração aos pulos tentando não explodir e revelar-te os meus segredos.
Preciso ouvir-te, para não ter que te dizer que cada vez mais sinto a tua falta.
Que a falta de ti, da tua voz, está a abrir fendas profundas no meu coração.
Que não consigo acordar um dia sem pensar em ti.
Que esgoto o tempo do tempo para indagar sobre ti.
Que invento a outra metade do tempo porque nada de real nem de concreto sei sobre ti.
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