Ao mar o chapéu com as conchas
Apanhadas ao longo do Verão,
E ir-se de cabelo ao vento,
Tem de lançar ao mar
A mesa que pôs para o seu amor,
Tem de deitar ao mar
O resto do vinho que ficou no copo,
Tem de dar o seu pão
Aos peixes
E misturar no mar uma gota de sangue,
Tem de espetar bem a faca nas ondas
E afundar o sapato
Coração, âncora e cruz
E ir-se com o cabelo ao vento!
Depois regressará.
Quando?
Não perguntes.”
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