Foi quase sem querer.
Passei tanto tempo a querer encontrar-te. Na rua, Por acaso. A sair do cinema ou do concerto.
Procurei-te, imaginei-te, mas nunca te vi.
Hoje, a fazer zapping entre o pântano televisivo, parei num programa automobilístico que fazia uma peça sobre um cruzeiro no Douro.
No meu Douro. No nosso Douro.
Impossível esquecer esta expressão.
Inevitável confrontar-me com fantasmas antigos.
Imperativo querer-te bem e saber-te feliz.
Revirei os lençóis, a cama, os sonhos.
Transpirei de inveja e de saudades, ainda que ambas não façam já sentido nenhum.
Felizmente também as boas notícias chegaram pela manhã.
Talvez agora consiga respirar mais vezes sem o teu nome.
Beijo grande Tinhosa.
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