segunda-feira, março 01, 2021

Bastava.


Pensei que bastava ler-te.

Pensei que bastava escrever-te.

Saber de ti anonimamente pelas ruas virtuais digitais.

Espreitar-te nas janelas das redes sociais.

De tudo isso (quase) abdiquei.

Pensei que isso bastava.

Quase.

Porque os dias são traiçoeiros e a memória foge de quando em vez.

Porque às vezes bastam recordações para colorir os momentos cinzentos dos dias.

Pensei que bastava desligar.

O teu dia de aniversário bastava como desculpa para te interpelar.

Bastava não me ignorares.

Bastava não doer tanto.

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