Tive um Amor, com pouco tempo de actividade, foi arquivado ainda na flor da idade.
Dizia ele que eu era agitada, que não tinha paz, e vivia num tempo futuro... Não sabia ele, que com tamanha inteligência e tanta sapiência falava dele e não de Mim. Chamava Ego o que desconhecia. E assim chegou ao fim.
Tive um Amor, que chegou devagarinho, e sem fazer barulho, foi ocupando o seu cantinho. Viveu e vive em mim, de forma eterna, de forma presente... É incondicional e como tal não pode ser rejeitado. Este não é seguramente arquivado porque vive no meu coração lado a lado.
Tive um Amor, que cresceu e floresceu. Plantou e regou. Fez acontecer e por tudo isso, não morre, não se despede não se afasta, não enfraquece. É amor que tem propósito, que deixa filhos, que é eterno. Fica meio arquivado em mim, não pelo passado mas pelo presente. Não pelo que foi, mas por tudo o que representa.
Tive um Amor, que rasgou, que sentou, que ocupou... o dele... o meu... deixou vazio. Deixou dor. Deixou o terror de o medo não saber gerir. Morreu no perdão. Morreu sozinho. Ficou sem lugar, ficou sem pergaminho. Arquivou e o seu bem superior se desejou.
Tive um Amor, que chegou sozinho, vinha de longe, percorreu um longo caminho. Sabia para que vinha, sabia a quem vinha. Promessa antiga, promessa ancestral. Amor do Divino. Aquele que te encontra para te levar ao teu cantinho. O profundo o que diz apenas de ti... em ti. É um Amor que se quer velhinho.
Tive um Amor, que chegou quando o precisava, que me embalou e o meu corpo segurou. Cada lágrima partilhada, cada sopro jubilado. É amor para a vida, porque a vida te entregou. São os que se querem em cada dia, aqueles que te fazem sorrir e te levam ao melhor de ti. Abraços apertados, corridas lado a lado.
Sem arquivos, sem dividas... São de coração... levam apenas os sentimentos que carregam a doce emoção de seres uma sortuda por tantos amores de luz, fazerem percurso no teu propósito.
Não se perdem os Amores... ou se arquivam ou se vivenciam, ou se desconectam ou em ti permanecem. Se os arquivares tem o cuidado de bem os guardares... foram importantes no seu tempo. Se os mantiveres, cuida com carinho, com amor, com intensidade. São demasiado importantes para que os deixes ao desalento.
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