horizontes distantes feitos de nenhum lugar,
tamanho de um tempo esquecido de estar aqui,
dias longos, inteiros, fantasmas vazios de ti.
Esta morte cinzenta à deriva no espaço,
este vácuo informe, com a forma do cansaço.
E continuo sem continuar,
prossigo sem avançar,
no centro do labirinto,
perdido no que sinto.
Ao longo da estrada, onde foi que me entreguei?
Onde fiquei só, sem saber o que não sei?
Esta tempestade não apaga o incêndio que avança.
Ao longo da estrada, onde me entreguei?
Onde fiquei só, sem saber o que não sei?
Esta tempestade, incêndio que avança,
escuridão sem luz; toda a dor sem esperança.
Esta idade caída, vida no chão,
pergunta sem resposta ou de resposta sempre não.
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