"Amo a violência com que seu sorriso destrói minha rotina.”
Impetuoso, o teu corpo é como um rio onde o meu se perde. Se escuto, só oiço o teu rumor. De mim, nem o sinal mais breve. Imagem dos gestos que tracei, irrompe puro e completo. Por isso, rio foi o nome que lhe dei. E nele o céu fica mais perto. E.A.
terça-feira, setembro 17, 2024
segunda-feira, setembro 16, 2024
Mais um Verão que passou.
Mais um ano na pele queimada do Sol abrasador que faz transpirar os sentidos e das noites que nos arrepiam a alma e nos fazem sonharcom as estrelas.
As semanas do meu Verão são medidas aos Domingos. As regueifas quentes que se lambuzam com manteiga aos Domingos de manhã são o agridoce sabor do saber que mais uma semana terminou e que já lá vem outra em velocidade de cruzeiro, como que a avisar para aproveitarmos tudo porque o tempo não perdoa.
No Verão, conheço os dias pelas festas e romarias que se anunciam em estridentes altifalantes e me trazem as memórias de um tempo feliz dos bailaricos, quando estava do outro lado do palco, a tentar musicar a vida e o tempo que não volta.
As horas, no meu Verão, contam-se pelas vezes que nos sentamos à mesa a comer, beber, arrastados pela (pouca) fome mas muita gulatraçada a gomos de tomate em sal e na tradução do palato em recordações da infãncia e da juventude. O sabor dos figos, dos pêssegos e das primeiras (poucas) uvas de mesa deste Douro maravilhoso são intemporais.
Também o meu amor (Te ) resiste no tempo e no espaço e na memória