Mais um ano na pele queimada do Sol abrasador que faz transpirar os sentidos e das noites que nos arrepiam a alma e nos fazem sonharcom as estrelas.
As semanas do meu Verão são medidas aos Domingos. As regueifas quentes que se lambuzam com manteiga aos Domingos de manhã são o agridoce sabor do saber que mais uma semana terminou e que já lá vem outra em velocidade de cruzeiro, como que a avisar para aproveitarmos tudo porque o tempo não perdoa.
No Verão, conheço os dias pelas festas e romarias que se anunciam em estridentes altifalantes e me trazem as memórias de um tempo feliz dos bailaricos, quando estava do outro lado do palco, a tentar musicar a vida e o tempo que não volta.
As horas, no meu Verão, contam-se pelas vezes que nos sentamos à mesa a comer, beber, arrastados pela (pouca) fome mas muita gulatraçada a gomos de tomate em sal e na tradução do palato em recordações da infãncia e da juventude. O sabor dos figos, dos pêssegos e das primeiras (poucas) uvas de mesa deste Douro maravilhoso são intemporais.
Também o meu amor (Te ) resiste no tempo e no espaço e na memória
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